Gênero e sexualidade

Gênero, flexibilidade e precarização: o trabalho a domicílio na indústria de confecções

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Neves, Magda de Almeida
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pedrosa, Célia Maria
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1980-5462
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
22
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
11
Página Final
34
Idioma
Português
Palavras chave
Relações de gênero
Indústria
Economia global
Mercado de trabalho
Reestruturação produtiva
Resumo

O rápido processo de mudanças na economia global, nos últimos anos, e a reestruturação produtiva reconfiguraram as relações de gênero no trabalho. A entrada cada vez maior do contingente feminino no mercado de trabalho, além de dar visibilidade às relações que se engendram na esfera privada, apresenta um conjunto de novas experiências vivenciadas pelas mulheres no local de trabalho e no contexto mais amplo da própria sociedade. Nestes últimos anos, a dinâmica flexível do processo produtivo acarretou o crescimento significativo do trabalho informal, num processo caracterizado pela sua heterogeneidade e, também, pela forma sistêmica de interação entre o setor formal e o informal. O objetivo do presente artigo é analisar o trabalho a domicílio realizado por mulheres para a indústria de confecção numa cidade de porte médio em Minas Gerais. O enfraquecimento da regulação do trabalho e dos direitos sociais possibilita a multiplicação de atividades precarizadas, gerando flexibilização do contrato de trabalho, das condições de trabalho, da jornada de trabalho e uma extensão/interação entre espaço privado/doméstico e espaço econômico/produtivo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Divinópolis
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2002-2007
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5318

Reestruturação produtiva e saúde no setor metalúrgico: a percepção das trabalhadoras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Araújo, Angela Maria Carneiro
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Oliveira, Eleonora Menicucci de
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
21
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
169
Página Final
198
Idioma
Português
Palavras chave
Mulher
Divisão Sexual do Trabalho
Setor Metalúrgico
Reestruturação Produtiva
Saúde
Resumo

Este artigo discute a nova divisão sexual do trabalho que resulta do processo de reestruturação produtiva na indústria metalmecânica, enfatizando seus impactos sobre as condições de trabalho e de saúde das mulheres trabalhadoras. A pesquisa de natureza qualitativa, que foi realizada em plantas de diferentes tamanhos nos setores de autopeças e eletroeletrônico, no ABC paulista e em Campinas, examinou as novas formas do trabalho feminino como resultado da introdução de novas práticas gerenciais e de inovações tecnológicas. Foram também investigadas as percepções das trabalhadoras sobre as mudanças no seu trabalho e nas suas condições de saúde, com o propósito de compreender a relação entre novas formas de organização do processo de trabalho e o aprofundamento do sofrimento psicofísico no trabalho.

Concluiu-se que o processo de reestruturação das empresas estudadas tem um claro bias de gênero na medida em que os lugares ocupados pelas mulheres na nova divisão do trabalho contribuem para aumentar a deterioração das suas condições de trabalho. Nas fábricas pesquisadas as trabalhadoras estão mais concentradas nos postos com salários menores, sob condições de trabalho ruins e sem proteção contra os riscos derivados das atividades desempenhadas. O artigo mostra que há uma nítida relação entre as mudanças nas condições de trabalho das mulheres e o crescimento de problemas de saúde e de doenças ocupacionais (como as LER e o estresse, entre outras).

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5195

Uma existência precarizada: o cuidado da prole no trabalho de catação de material reciclável

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ferraz, Lucimare
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Gomes, Mara H. de Andréa
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
27
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
652
Página Final
662
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho Infantil
Catadores de Material Reciclável
Precarização do Trabalho
Resumo

Novas formas de inserção no mercado de trabalho têm absorvido grande parte da população excedente do mercado formal, em busca de possibilidades de sobrevivência. Os catadores de material reciclável compõem o conjunto de trabalhadores desqualificados para tarefas desse mercado e seu trabalho de catação é considerado informal. O desemprego e a necessidade de obter meios de sobrevivência fazem com que homens, mulheres, idosos e, até mesmo, crianças, busquem esse tipo de labor. O objetivo desse artigo é apresentar os motivos que levam os pais a inserirem seus filhos em idade precoce no trabalho de catador de material reciclável. Para tanto, foi realizado um estudo qualitativo, por meio de entrevistas com 15 pais e 24 mães catadoras. Como resultado, identificamos que proteger e ensinar seus filhos por meio do trabalho é uma motivação quase tão importante para os pais e mães quanto suprir as necessidades financeiras. Por fim, pais e mães consideram a inserção de seus filhos na catação uma forma de cuidado.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Chapecó
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Santa Catarina
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5687

Adeus à divisão sexual do trabalho? Desigualdade de gênero na cadeia produtiva da confecção

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Guiraldelli, Reginaldo
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
27
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
709
Página Final
732
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho
Gênero
Precarização
Confecção
Questão Social
Resumo

A divisão sexual do trabalho, no marco da reestruturação produtiva, que desencadeou processos de terceirização, informalidade e subcontratações, é um assunto que ainda requer estudos e pesquisas com vistas a decifrar elementos presentes na esfera produtiva que reforçam as desigualdades de gênero no mundo do trabalho. Por isso, este artigo objetiva apresentar alguns aspectos desse fenômeno complexo, suscitando reflexões acerca de um suposto fim da divisão sexual do trabalho, diante de discursos disseminados que atestam para a igualdade entre homens e mulheres na esfera produtiva. Essa concepção é questionável considerando que ainda se sustentam determinadas ocupações no mundo do trabalho como redutos femininos por excelência, como é o caso da indústria da confecção.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1900-2010
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5690

Representações sobre corpo e sexualidade de profissionais de saúde que atendem mulheres com HIV/AIDS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souto, Kátia Maria Barreto
Sexo
Mulher
Orientador
Küchemann, Berlindes Astrid
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
corpo
sexualidade
representações
profissionais
Resumo

A dissertação apresenta uma análise das representações de corpo e sexualidade de profissionais de saúde de Brasília, considerando o contexto da feminização da AIDS e as vulnerabilidades femininas para a infecção pelo HIV. Tais representações foram apreendidas a partir da reflexão teórica e da pesquisa de campo realizada em dois centros de saúde de Brasília que atendem mulheres com HIV e AIDS junto aos profissionais de saúde, tendo como referencial as representações sociais de corpo e sexualidade. A perspectiva teórico-conceitual utilizada permitiu abordar o tema relacionando com as categorias de corpo, sexualidade, gênero e prática de saúde. O objetivo deste trabalho foi analisar se as representações de corpo e sexualidade de profissionais de saúde que atendem mulheres com HIV/AIDS contribuem para a vulnerabilidade feminina à AIDS. Percebeu-se que as práticas de saúde dos profissionais de saúde expressam valores culturais sobre corpo e sexualidade que no atendimento revelam limitações e vulnerabilidades ao cuidado da saúde das mulheres. As vulnerabilidades femininas à infecção pelo HIV perpassam também pelas práticas de cuidado preconizadas pelos profissionais e pela organização dos serviços de atenção à saúde das mulheres e homens. Por fim, o trabalho destaca a importância da abordagem de gênero e das representações sociais de corpo e sexualidade na formação dos profissionais de saúde para mudanças nas práticas de saúde favorecendo a prevenção das DST/HIV/AIDS entre as mulheres.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2008-2010
Localização Eletrônica
https://repositorio.unb.br/handle/10482/8018

Mulas, olheiras, chefas & outros tipos: heterogeneidade nas dinâmicas de inserção e permanência de mulheres no tráfico de drogas em Brasília-DF e na Cidade do México

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carneiro, Ludmila Gaudad Sardinha
Sexo
Mulher
Orientador
Bandeira, Lourdes Maria
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Mulheres
Tráfico de Drogas
Relações Sociais de Gênero
Sistema de Justiça e Penal
Resumo

Nas últimas décadas, o número de pessoas encarceradas tem-se ampliado em todo o mundo, concomitantemente à complexificação das estratégias proibicionistas, à utilização do encarceramento em detrimento de alternativas penais, à criminalização de novas condutas, à manutenção da prisão preventiva como política criminal e ao recrudescimento das penas. O trabalho destaca o fato de que o aprisionamento feminino aumentou consideravelmente, tendo, inclusive, ocorrido mais intensamente que o encarceramento masculino em termos proporcionais. É bastante significativo que o crescimento da privação de liberdade das mulheres está profundamente ligado à ampliação da demanda e à oferta de drogas, à criação e modificação de leis sancionadoras das mesmas, bem como à recente presença e atuação de mulheres na produção, na venda e na distribuição destas substâncias criminalizadas. A presente investigação, a partir de um olhar crítico em relação à criminalização de condutas, à criação da figura da/o criminosa/o e à utilização da estratégia proibicionista em relação às drogas, reflete sobre o contexto latino americano que cerca a complexidade deste fenômeno por meio de experiências localizadas nas capitais federais, Brasília-DF, no Brasil, e da Cidade do México, no México. Tais escolhas têm o intuito de demonstrar que o fenômeno do crescimento de mulheres criminalizadas por tráfico de drogas ocorre a partir de um contexto de guerra contra as mesmas, estratégia estatal proibicionista que tem atingido toda a América Latina de forma bastante singular em comparação com outras realidades mundiais. A partir disto, o objetivo foi identificar a heterogeneidade existente nas diversas dinâmicas de aproximação e permanência das mulheres nesta rede criminalizada por meio da construção de uma tipologia que busca representar os intrincados meandros percorridos pelas mulheres em suas trajetórias de vida até chegarem ao primeiro contato com o tráfico de drogas. A construção desta tipologia e sua análise ancoram-se nas situações de vulnerabilidade a que as mulheresestão expostas pelas hierarquias sociais de gênero estabelecidas nas sociedades investigadas. Ao mesmo tempo, por meio da captação das atuais especificidades da presença feminina no tráfico de drogas - entendendo estas em uma dinâmica simultânea e articulada entre uma escolha pessoal e o produto de relações sociais -, pretende-se mostrar a fluidez das categorias de agência e de subjugamento em suas trajetórias de envolvimento e de permanência com o tráfico de substâncias ilícitas, bem como a heterogeneidade das experiências possíveis dentro desta rede criminalizada. Isto porque esta complexidade expõe casos de protagonismo feminino e a desestabilização dos enrijecidos papéis sociais de gênero, ainda que pelo cometimento de ações consideradas criminosas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
País estrangeiro
México
Especificação da Referência Espacial
Cidade do México
Referência Temporal
2011-2015
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unb.br/handle/10482/20023

Mulheres Migrantes Peruanas em Brasília. O trabalho doméstico e a produção do espaço na cidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Margalef, Delia Maria Dutra da Silveira
Sexo
Mulher
Orientador
Nunes, Brasilmar Ferreira
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Brasília
Programa
Pós Graduação em Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Mulheres migrantes
Peruanas
Trabalhadoras Domésticas
Brasília
Espaço Psicofísico
Resumo

A especificidade da sociologia é decodificar os mecanismos que estruturam os vínculos sociais, ou seja, como se dão as interações entre indivíduos e grupos. Essa foi a perspectiva pela qual construímos nossa problemática de tese em Sociologia, considerando as experiências migratórias de mulheres que estão fora do seu país de origem. Especificamente, buscamos compreender como dez mulheres migrantes, peruanas, trabalhadoras domésticas em Brasília, vivenciam sua experiência migratória na cidade. A análise é desenvolvida em uma perspectiva interacionista, facultando compreender os processos de inte-gração social dessas migrantes numa cidade, Brasília, com características histó-ricas e urbanas particulares no Brasil e na região. A migração se apresenta como um meio para mudar de vida, através da chance que a divisão sexual do trabalho lhes oferece para se empregar no setor doméstico. As entrevistas em profundi-dade possibilitam refletir sobre como explicam a sua integração à cidade, o dia a dia no trabalho, o sentido de estarem afetadas pelas suas histórias passadas e pelos projetos futuros. Nesse sentido, analisamos como produzem o seu es-paço de vida em migração e que denominamos de espaço psicofísico. Podemos estabelecer, nessa condição de migração a trabalho, uma variedade de elemen-tos que concorrem para a produção desse espaço: as motivações individuais, as relações familiares, a origem social e cultural, o grupo de referência, o status da profissão, a experiência urbana no presente e passado e as relações sociais de gênero dentro e fora do núcleo familiar. Identificamos um forte vazio de honra e falta de estima social associado pelas próprias migrantes à profissão de traba-lhadora doméstica, assim como também muita dificuldade em atingir a mobili-dade social e profissional almejada. Apesar disso, as migrantes dão continuidade aos seus projetos e sonhos alimentando, dessa forma, o trabalho diário e as es-tratégias de sobrevivência num contexto onde o sentimento de isolamento está presente, assim como também a sensação de ter rompido com uma forma de vida que por momentos desejam recuperar, mas, também, às vezes, esquecer.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5661/5154

Na linha de frente: a intensificação do trabalho em bancos públicos e suas implicações sobre a saúde dos trabalhadores bancários

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Martins, Marianne Lima
Sexo
Mulher
Orientador
Dal Rosso, Sadi
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.26512/2016.06.D.22685
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde e trabalho
Bancários
Trabalhadoras
Trabalho
Resumo

Trazemos aqui o debate a cerca da intensificação do trabalho e seu impacto na saúde dos/as trabalhadores/as, no atual período do modo de produção capitalista. Observamos o aumento da intensidade do labor em seus aspectos micro e macrossociais, considerando as transformações nas condições de trabalho de um determinado ramo de atividade econômica. Tendo bancos públicos federais como campo de observação, buscamos compreender: a) a relação entre a elevação da intensidade laboral e as mudanças nas condições de emprego dos bancários; b) os mecanismos patronais adotados para intensificar o trabalho; e c) o impacto do trabalho intenso sobre a saúde dessa categoria, considerando certas particularidades de gênero que aqui se inscrevem. Na metodologia, utilizamos pesquisa bibliográfica, entrevistas individuais, observação-participante e dos locais de trabalho. Podemos verificar o aprofundamento da exploração dos/as bancários/as na tendência de generalização das terceirizações no setor de atendimento, ao lado de drásticos enxugamentos de quadros das empresas; e também e na sobrelevação dos esforços físico, cognitivo e emocional dos trabalhadores decorrente das práticas patronais usadas para intensificar o trabalho (gestão por metas, extensão da jornada de trabalho, acúmulo de tarefas, aceleração do ritmo da atividade, polivalência e versatilidade). Observamos elementos patogênicos do trabalho intenso em diferentes níveis de desgaste dos/as trabalhadores/as, que se expressaram nas manifestações de fadiga crônica, esgotamento, adoecimento mental e abuso de drogas psicoativas, identificando-se também riscos de morte por sobretrabalho (karojisatsu e karoshi). Considerando a crescente participação feminina neste ramo de atividade, no aperfeiçoamento da exploração dos trabalhadores e elevação da intensidade do labor, verificamos o apelo às emoções e uso de estereótipos de gênero assinalando às mulheres situações de constrangimento e humilhação no trabalho, aumentando a sobrecarga laboral, com graves consequências à saúde das trabalhadoras. Nota-se, por fim, a insuficiência das estratégias das direções sindicais frente às demandas que emergem dos locais de trabalho de transformação dessa realidade e melhora nas condições de vida e trabalho.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unb.br/handle/10482/22685

Narrativas sobre a prostituição feminina na W3 norte: construindo um dispositivo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carvalho e Silva, Cyntia Cristina de
Sexo
Mulher
Orientador
Caruso, Haydée Glória Cruz
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.26512/2016.12.D.22494
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Prostituição
Antropologia cultural
Prostitutas
Representações sociais
Michel Foucault
Resumo

A partir do conceito de dispositivo, desenvolvido por Michel Foucault, proponho a construção de um dispositivo para a prostituição feminina da avenida W3 norte, em Brasília/DF. Assim, analiso, por meio do conceito de representações sociais, de Serge Moscovici, a constante interação das narrativas morais, religiosas, médicas, jurídicas e sociológicas acerca da prostituição feminina com diversos elementos relacionados ao espaço da avenida W3 norte, captados por meio de observação flutuante. Dessa forma, abordei as questões arquitetônicas e a apropriação do espaço pela prostituição feminina na avenida W3 norte; índices de criminalidade relacionada a esta atividade, entre os anos de 2010 a 2015, através da análise de ocorrências policiais registradas na Polícia Civil do Distrito Federal; entrevistas semiestruturadas com prostitutas, policiais militares e policiais civis que atuam na região, além de clientes do serviço. Ademais, considerei também a discussão da prostituição no campo feminista acadêmico e sua interação com os elementos coletados. Ao final, diante de todos esses elementos heterogêneos foi possível indicar traços para um dispositivo da prostituição feminina da avenida W3 norte, caracterizado pelo intenso tráfego de veículos, pela separação espacial das atividades, pela cristalização de velhas representações sociais morais, religiosas, médicas, jurídicas e sociais sobre a prostituição feminina, pela objetivação das relações pessoais, discrição, praticidade e agilidade da atividade. Ademais, foi possível também constatar que a criminalidade associada à prostituição na W3 norte é pouco significante quando comparada aos registros totais de ocorrências policiais na área, o que demostra certa desproporcionalidade da rejeição social à atividade. Contudo, também identifiquei, em razão das características da prostituição no local, uma grande subnotificação de eventuais condutas criminosas relacionadas à atividade, principalmente quando as vítimas são as próprias prostitutas.A partir do conceito de dispositivo, desenvolvido por Michel Foucault, proponho a construção de um dispositivo para a prostituição feminina da avenida W3 norte, em Brasília/DF. Assim, analiso, por meio do conceito de representações sociais, de Serge Moscovici, a constante interação das narrativas morais, religiosas, médicas, jurídicas e sociológicas acerca da prostituição feminina com diversos elementos relacionados ao espaço da avenida W3 norte, captados por meio de observação flutuante. Dessa forma, abordei as questões arquitetônicas e a apropriação do espaço pela prostituição feminina na avenida W3 norte; índices de criminalidade relacionada a esta atividade, entre os anos de 2010 a 2015, através da análise de ocorrências policiais registradas na Polícia Civil do Distrito Federal; entrevistas semiestruturadas com prostitutas, policiais militares e policiais civis que atuam na região, além de clientes do serviço. Ademais, considerei também a discussão da prostituição no campo feminista acadêmico e sua interação com os elementos coletados. Ao final, diante de todos esses elementos heterogêneos foi possível indicar traços para um dispositivo da prostituição feminina da avenida W3 norte, caracterizado pelo intenso tráfego de veículos, pela separação espacial das atividades, pela cristalização de velhas representações sociais morais, religiosas, médicas, jurídicas e sociais sobre a prostituição feminina, pela objetivação das relações pessoais, discrição, praticidade e agilidade da atividade. Ademais, foi possível também constatar que a criminalidade associada à prostituição na W3 norte é pouco significante quando comparada aos registros totais de ocorrências policiais na área, o que demostra certa desproporcionalidade da rejeição social à atividade. Contudo, também identifiquei, em razão das características da prostituição no local, uma grande subnotificação de eventuais condutas criminosas relacionadas à atividade, principalmente quando as vítimas são as próprias prostitutas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Localidade
Avenida W3 norte
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2010-2015
Localização Eletrônica
https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/936323?mode=full

Riqueza e status entre mulheres negras no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rocha, Emerson Ferreira
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
32
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
217
Página Final
244
Idioma
Português
Palavras chave
Desigualdade racial
Desigualdade de gênero
Riqueza
Status
Endogamia racial
Resumo

Este artigo estuda a participação das mulheres negras no grupo dos ricos no Brasil. São definidos como ricos aqueles que integram o conjunto de 1% com maiores rendimentos advindos do trabalho principal. Através de modelos logísticos, estima-se em que medida a escolaridade, incluindo a segmentação por áreas de formação superior, contribui para as desvantagens desse grupo de mulheres quanto a participação entre os ricos. Estima-se também a contribuição relativa da remuneração discriminatória dos níveis educacionais. O estudo aborda também como a condição racial afeta a condição de status das mulheres negras ricas, sendo o conceito de status operacionalizado a partir das dinâmicas conjugais. O que se observa é que mulheres negras ricas, além de tenderem a não contar com um cônjuge, experimentam maiores probabilidades de estarem unidas a cônjuges não ricos, em comparação com as mulheres brancas. Isso indica que a condição racial deprecia suas possibilidades de conversão da afluência econômica em status social. A análise da dinâmica matrimonial é realizada com base em modelos logísticos multinominais. Os dados são provenientes do Censo Demográfico de 2010.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6259