Guarapiranga - paisagem e natureza filtradas pela cultura ou arte e meio ambiente como expressão cultural, educacional, comunicacional e ecológica
A represa é foco central, unidade ecológico/urbana, vista em relação à cidade e enquanto paisagem/representação. Percorre vários textos, dos concretos aos poéticos/plásticos; mostra ocupação da cidade através de imagens/representações de autores, viajantes, cronistas, artistas; Mário de Andrade é marco, pois mostra transformações, influências, meio e homem; história interferências para o fornecimento de água; descreve caminhos, ruas, estradas, expansão dos limites para mostrar o surgimento do reservatório, como eles e a poluição o alcançam, condenando-o. Na análise pergunta-se se o descaso com os mananciais e a rede de água relaciona-se com aquele em relação aos monumentos, esculturas e vegetação, ou correlaciona-se com o crescimento da cidade e celeridade. Questiona o não querer ver-se monumentos, lixo, poluição, o que considera como gesto cultural que ocorreu desde antes da industrialização que privilegiou substituição uso/função e descarte, crescimento da malha viária e dos limites, dados pela expansão demográfica que fez ocupar várzeas, canalizar e subterranizar rios. O trabalho está baseado em entrevistas com moradores das margens e arredores da represa, colhe depoimentos e relata suas visões para depois propor medidas após previsões.