Espaço urbano

Cadeia ping-pong: entre o dentro e o fora das muralhas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mallart, Fábio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Rui, Taniele
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3620
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Dossiê: Em torno da Cracolândia Paulista
Idioma
Português
Palavras chave
Prisão provisória
Cracolândia
CDPs
Resumo

O presente trabalho busca articular Centros de Detenção Provisória (CDPs) e a região estigmatizada como cracolândia, tendo em vista as trajetórias de sujeitos que circulam – em geral, vão e voltam – entre o dentro e o fora das muralhas institucionais. O intuito é refletir sobre os nexos que articulam esses dois territórios urbanos, demonstrando os possíveis desdobramentos e efeitos dessa “movimentação ping-pong”. De um lado, trata-se de evidenciar que a prisão, sobretudo a prisão provisória, não deve ser lida apenas do ângulo do confinamento, mas também como um dispositivo que, quando visto na chave do entra e sai, “faz circular” toda uma população vista como indesejável e considerada “perigosa”. De outro, mas em conexão estreita com o primeiro ponto, importa prospectar os efeitos dessas entradas e saídas no tecido urbano da cracolândia, assim como descrever o rebatimento desse movimento incessante na reconfiguração da experiência interna ao próprio cárcere. Questionar como e por que isso ocorre, com quais sujeitos e com quais efeitos é o que nos mobiliza no presente texto.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3620

Diálogos entre São Paulo e Lima: etnografias em espaços urbanos latino-americanos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Machado, Giancarlo Marques Carraro
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3571
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Etnográficas Especial
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço público
Arquitetura
Segregação
Vida urbana
Resumo

O Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo (NAU/USP), em parceria com o Centro de Investigación de la Arquitectura y la Ciudad da Pontificia Universidad Católica del Perú (CIAC/PUCP), promove desde 2016 o Seminário de Investigação Urbana. Trata-se de uma iniciativa interinstitucional que vem fomentando debates profícuos entre pesquisadores brasileiros e peruanos interessados em problematizar, a partir da perspectiva das Ciências Sociais e da Arquitetura, múltiplas questões que permeiam a vida urbana de metrópoles como São Paulo e Lima e também de cidades amazônicas.
A primeira edição do evento foi realizada via videoconferência, tendo reunido tanto professores quanto pesquisadores que se encontram em diferentes estágios de formação vinculados às instituições promotoras. As atividades ocorreram ao longo de dois dias sucessivos – em 24 e 25 de maio de 2016 –, com a programação dividida em variados eixos temáticos, quais sejam: 1) segregação residencial urbana; 2) centralidades e espaços públicos: olhares qualitativos; 3) perspectivas etnográficas dos atores das metrópoles; 4) cultura, arquitetura e cidade na América Latina; e 5) presença indígena em cidades amazônicas. Cada eixo contou com apresentações de pesquisas que buscaram refletir, a partir de análises desenvolvidas em diferentes contextos citadinos, sobre os desafios e as potencialidades de se fazer etnografias em espaços urbanos marcados não apenas por segregações, relações de poder, conflitos e instabilidades, mas também por negociações, ativismos, resistências e sociabilidades.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Lima
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Peru
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3571

Campos de disputa e gestão do espaço urbano: a Operação Sufoco na “cracolândia” paulistana

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Magalhães, Taís
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3615
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Dossiê: Em torno da Cracolândia Paulista
Idioma
Português
Palavras chave
Operação Sufoco
Defensoria Pública
Espaço urbano
Campos de disputa
Resumo

Em janeiro de 2012, foi deflagrada na região da “cracolândia”, no centro da capital paulista, a “Operação Sufoco”. Assim ficou conhecida uma intervenção policial que parece evidenciar a lógica securitária que rege as formas de gestão do espaço urbano. Não foi a primeira intervenção policial realizada nessa região. Porém, esta aqui nos interessa como cena privilegiada para desvelar conflitos e disputas que se processaram em torno da "cracolândia" e dos dispositivos de controle acionados para garantir a ordem nesse território urbano. Tomando como fio condutor a atuação dos Defensores Públicos no transcorrer dessa operação policial, o artigo trata do campo de conflito que se configurou em torno da “Operação Sufoco”, mais especificamente, o embate entre o direito de ir, vir e permanecer das populações que circulam nessa área, em particular os usuários de crack e o primado securitário nas formas de gerir esse espaço urbano.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elíseos
Logradouro
Alamedas Cleveland, Dino Bueno e Rua Helvétia
Localidade
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3615

A atuação dos “flanelinhas” e o olhar fotografado da cidade

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Prado, Francieli Muller
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3484
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Ensaios fotográficos
Idioma
Português
Resumo

O potencial descritivo da fotografia sempre foi de suma importância para os estudos etnográficos. Na Antropologia as fotografias podem ser encontradas em alguns clássicos, como no livro “Argonautas do Pacífico Ocidental” de Bronislaw Malinowski (1922), no qual o autor além da descrição textual apresenta as imagens, inaugurando assim a fotografia como um instrumento descritivo potencial. Porém, após 90 anos da obra de Malinowski, percebe-se certa resistência ao uso da fotografia no campo da Antropologia, especificamente na etnografia. 
Pensar no uso das imagens nas pesquisas antropológicas implica em compreender a imagem como mais uma forma de linguagem, de narrativa visual que reproduz um “texto vivido”, capaz de ir além do registro da experiência material em si, mas trazer à tona o sentido das relações sociais estabelecidas e possíveis de serem analisadas pela Antropologia.
Na Antropologia Urbana a fotografia se apresenta como um instrumento importante no processo de compreensão das dinâmicas urbanas, uma vez que embrear-se em uma prática de etnografia na rua, traz o exercício da observação aliada a descrição etnográfica das histórias dos grupos urbanos na cidade; neste sentido a fotografia é capaz de revelar a cidade, a rua, o urbano e como ocorrem as dinâmicas que são construídas e reinventadas no cotidiano da vida nas cidades.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Maringá
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3484#quotation

Eu Vou de Bike: a ocupação de bicicletas nos espaços públicos de São Paulo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Abilio, Carolina Cássia Conceição
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Vasconcellos, Maria da Penha
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3476
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Ensaios fotográficos
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Cidade
Espaço urbano
Uso do espaço
Resumo

Desde 2012 na cidade de São Paulo observamos o aumento da mobilidade por meio de bicicletas. Ciclistas a passeio, individualmente ou em grupos, competidores esportivos, e aqueles que fazem uso da bicicleta para trajetos de origem e destino no deslocamento ao trabalho, tomaram as ruas da cidade e podem ser facilmente vistos cruzando suas vias e avenidas.
A incorporação desses atores na dinâmica da cidade foi acompanhada de tensão e agressividade por parte de outros seguimentos da população, particularmente, usuários de outras formas de transporte. Os espaços urbanos pareciam já “ocupados” o suficiente na disputa pelo ir e vir, em circunstancias e entraves que vão desde pouca mobilidade para alguns até mobilidade em excesso de outros. Nesse cenário, a magrela passou a ser vista como intrusa no contexto do espaço da cidade e na disputa por circulação (Urry 2007:12).
A introdução da bicicleta como protagonista e peça-chave da narrativa sobre mobilidade urbana em âmbito municipal ocorre na gestão Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores, 2012-2016), com ampla repercussão nacional e internacionalmente. Um conjunto de ações de políticas públicas drasticamente alteraram a realidade da bicicleta na cidade, mais do que dobrando a quilometragem de ciclovias e ciclofaixas, assim como a abertura de bicicletários públicos e viabilização do transporte de bicicletas em algumas linhas de ônibus da cidade. Frente a isso, o número de ciclistas no meio urbano cresceu exponencialmente e a bicicleta tomou lugar de destaque como ícone de uma mudança de paradigma no campo da mobilidade urbana.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3476

Concretos que falam: análise comparativa de grafites sob vias suspensas nas cidades de São Paulo e Lorena/SP

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Bianca Siqueira Martins Domingos
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Gabriel de Oliveira Eloy
Luiz Fernando Vargas Malerba Fernandes
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3426
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Cir-Kula
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
intervenções artísticas urbanas
sociologia urbana
São Paulo
Lorena
Resumo

O espaço urbano é constituído de múltiplos planos de referências sociais, econômicos e culturais, em que os atores transitam e deixam suas marcas, sejam elas visíveis ou invisíveis. Nas marcas visíveis, o grafite se reconfigura a partir de novas práticas e olhares pelo mundo todo, em que a analogia feita no título do artigo ganha força à medida que o observador atribui às imagens sensações, posicionamentos e percepções. O objetivo foi analisar comparativamente as intervenções artísticas urbanas na forma de grafite sob as vias suspensas das cidades de São Paulo (Museu Aberto de Arte Urbana – MAAU) e Lorena, no estado de São Paulo, Brasil, suas semelhanças, divergências e como interagem com o entorno. A metodologia consistiu em analisar os espaços por meio de fotografia e caderno de campo. Pode-se observar que o MAAU estabelece relação clara com o entorno revitalizado, enquanto em Lorena o movimento é oposto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3426

Como praticar etnografia nas margens e fronteiras das cidades?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Reginesi, Caterine
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3381
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Poder
Cidade
Fronteiras
Margens
Resumo

O artigo visa debater a influência das margens no processo de urbanização das cidades a partir de alguns estudos de casos na Guiana Francesa, no Norte do Brasil (Macapá e Belém do Pará) e Nordeste (Recife-PE) colocados em perspectiva com trabalhos empíricos mais recentes desenvolvidos na metrópole do Rio de Janeiro, e numa cidade média do estado do Rio de Janeiro: Campos dos Goytacazes. Como abordar as cidades através das suas margens e como interferem diferentes lógicas de poder será o fio condutor de nossa proposta. As margens remetem a outros conceitos, tais como interstícios, fronteiras. A reflexão sobre as margens como elaboração de um objeto de pesquisa antropológica questiona as categorias e categorizações: margens, marginalização, fronteiras, rural/urbano, público/privado nas cidades brasileiras, o que também sugere essa outra pergunta: com que abordagem metodológica estudar as margens? Que significa fazer etnografia nas margens das cidades e do Estado ?

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Macapá
Belém
Recife
Rio de Janeiro
Campo dos Goytacazes
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Guiana
Referência Temporal
1995-2003
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3381

Criação de novas centralidades no Rio de Janeiro: Praça da Harmonia e seu entorno na Gamboa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pio, Leopoldo Guilherme
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2527-2551
Título do periódico
Revista Argumentos
Volume
10
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Montes Claros
Página Inicial
175
Página Final
205
Idioma
Português
Palavras chave
Praça da Harmonia
Gamboa
Rio de Janeiro
Zona portuária
Urbanismo
Resumo

As metrópoles contemporâneas convivem hoje com uma tendência de âmbito mundial de revalorização do seu espaço em Área Central, muitas vezes associada a projetos de revitalização de suas áreas portuárias. Tal requalificação se expressa na criação de novas áreas de centralidade, seja por meio de grandes investimentos em centralidades tidas como decadentes no espaço intraurbano, ou, por meio do fortalecimento de centralidades já existentes, ou ainda, pela eleição de novos espaços que devem se constituir como novas centralidades. As intervenções urbanísticas na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro sinalizam o processo de requalificação do espaço, em área tida como decadente. Vista pelas autoridades públicas como degradada e abandonada, a área convive hoje com intensa intervenção urbanística, derivada da Operação Urbana do Porto Maravilha.
Projeto dotado de forte legitimidade atualmente, devido à hospedagem dos megaeventos esportivos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas de 2016, para os quais a cidade deveria se transformar em um cenário urbano renovado, de grande atratividade e competitividade, adaptado à lógica do capitalismo global.
São muitos os estudiosos urbanos que, em distintas áreas do conhecimento, se voltam para essa temática. Identificam-se, desse modo, aspectos sociais, urbanísticos, paisagísticos, patrimoniais, simbólicos, próprios a essas intervenções, que expressam interesses sociais e políticos diferenciados, que acabam por configurar situações de conflito social, principalmente aqueles ligados à remoção de moradores devido às obras. São assim trazidas ao debate questões sobre a forma como atuam as autoridades públicas, seu distanciamento face aos interesses da população moradora, as transformações de diversas ordens incidentes na área de intervenção, além dos embates políticos e das manifestações sociais contra as obras e intervenções urbanísticas, que constituirão os na ótica das autoridades públicas, os chamados legados para a cidade, o que para muitos moradores, constitui uma herança bastante questionável. Uma reflexão sobre essas questões está nos propósitos do presente artigo, que busca, em especial, avaliar o processo de criação de novas áreas com o estatuto de centralidade urbana em contextos de requalificação socioespacial e os conflitos sociais decorrentes dessa nova configuração.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Zona Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Gamboa
Localidade
Praça da Harmonia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.academia.edu/31984594/CRIA%C3%87%C3%83O_DE_NOVAS_CENTRALIDADE_NO_RIO_DE_JANEIRO_CONTEMPOR%C3%82NEO_PRA%C3%87A_DA_HARMONIA_E_SEU_ENTORNO_NA_GAMBOA

Espacialidade urbana e usos e apropriações de espaços públicos: estudo de duas praças na cidade do Rio de Janeiro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Carneiro, Sandra de Sá
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1415-7543
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.12957/geouerj
Título do periódico
Geo UERJ
Volume
31
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
128
Página Final
150
Idioma
Português
Palavras chave
dinâmica socioespacial
espaço público
praça
sociabilidade
grupos culturais
Resumo

O artigo aborda aspectos da dinâmica socioespacial da cidade do Rio de Janeiro. Focaliza os usos e apropriação
de espaços públicos, em duas Praças, com diferentes inserções espaciais na cidade: as Praças da Harmonia
(Gamboa) e a Mauricio Cardoso (Olaria). Adota-se como pressuposto, que a presença de grupos culturais e mais
recentemente de coletivos culturais nos espaços públicos conferem sentido a esses locais como lugares de
encontro, de acontecimentos, de sociabilidades, de práticas sociais, de manifestações da vida urbana cotidiana.
Entende-se que estas novas modalidades de atuar e de transmutar o espaço ampliam o repertório de leituras
possíveis sobre os espaços públicos. Propõe-se que a localização diferenciada de cada uma das Praças no espaço
da cidade, conduz lógicas espaciais distintas, e que as singularidades de cada lugar desenham-se segundo suas
características locais.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Zona Central; Zona Norte
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Gamboa; Olaria
Localidade
Praça da Harmonia; Praça Mauricio Cardoso
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/geouerj/article/view/32059

A Luta pela Moradia Popular na Zona Portuária do Rio de Janeiro: ocupações, remoções, permanências e novos arranjos pós-Megaeventos Esportivos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Ximenes, Luciana Alencar
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.12957/irei.2018.39043
Título do periódico
Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
473
Página Final
496
Idioma
Português
Palavras chave
Ocupações
Rio de Janeiro
Porto Maravilha
Resumo

O artigo tem como proposta uma reflexão sobre os conflitos sociais em torno da produção do espaço urbano. Seu foco é a luta pela moradia, enquanto ações diretas dos movimentos sociais urbanos materializada nas ocupações para fins de moradia na zona portuária do Rio de Janeiro, removidas em decorrência da Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha, dotada de forte legitimidade graças à recepção dos megaeventos esportivos, para os quais a cidade deveria se transformar em um cenário urbano renovado de grande atratividade e competitividade do capitalismo global. O efeito perverso desta prática materializa-se no processo de remoções das ocupações da antiga área portuária, objeto da presente reflexão, desarticulando um conjunto de territorializações geradas pelos movimentos sociais em luta por moradia neste espaço. Entende-se a questão da moradia como geradora de conflitos de interesses. Por um lado, a demanda latente pela permanência e melhoria das condições de habitação das classes populares na zona portuária, por outro, a atuação da Operação Porto Maravilha, pautada pelos interesses do grande capital na renovação e sofisticação da área portuária e na atração de novos moradores, a partir dos novos empreendimentos habitacionais. As  ocupações ali existentes constituíam um sério obstáculo a tais intenções. O presente recorte busca avaliar os impactos socioespaciais desta prática de remoções de ocupações, no momento da implementação do Projeto Porto Maravilha, bem como, em momento posterior à realização dos Megaeventos Esportivos.

Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Zona Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Centro, Gamboa, Saúde, Santo Cristo, Caju
Localidade
Zona portuária do Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/intersecoes/article/view/39043