Turismo e cultura de viagem

A história do turismo social no serviço social do comércio - SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cheibub, Bernardo Lazary
Sexo
Homem
Orientador
Bianca Stella Pinheiro De Freire Medeiros
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Hístória
Instituição
FGV/RJ
Página Inicial
1
Página Final
395
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo social
Serviço social do comércio
SESC-SP
História
Turismo
Resumo

Este trabalho é fruto de uma investigação realizada no doutorado em História, Política e Bens Culturais do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getulio Vargas - orientada pela profa. Dra. Bianca Freire-Medeiros - acerca da constituição e implementação do turismo social no Serviço Social do Comércio do estado de São Paulo (Sesc-SP), examinando as circunstâncias em que o lazer e as experiências turísticas tornam-se relevantes nas políticas e ações da entidade. Procurou-se entender as transformações e readequações que nortearam as iniciativas da instituição e como as modificações no conceito de turismo social no Brasil e no mundo vêm dialogando com suas diretrizes, posturas e intenções. A metodologia privilegiada na pesquisa foi a história oral temática, no intuito de fazer o registro da história do envolvimento de profissionais com o turismo social do Sesc-SP. Foram realizadas vinte e duas entrevistas com (ex)profissionais e feitas algumas visitas à Biblioteca do departamento nacional do Sesc (Sesc-DN) e ao setor de memória e documentação (Sesc-Memórias) do departamento regional paulista do Sesc, lugares que congregam documentos importantes relacionados à história do turismo na instituição. Espacialmente a pesquisa situa-se no Sesc-SP, repartição atuante e 'atenta' às ideias e mudanças envolvendo o turismo social, e representativa na história do fenômeno, no Brasil e no mundo. A circunscrição temporal da pesquisa abarca desde 1979 - ano em que o Sesc de São Paulo passa a desenvolver excursões, passeios e viagens com maior frequência e tenta se aprofundar conceitualmente do turismo social ao se aproximar de órgãos internacionais de relevância política e científica na área - até as ações realizadas em 2013, ano no qual termino a pesquisa de campo e as entrevistas. Durante a trajetória da pesquisa, dialoguei com o período que antecede este recorte, acerca dos empreendimentos do Sesc relacionados as práticas de lazer e turismo, gerando o capítulo 2. Antes, no capítulo 1, tentei reconhecer o lugar do turismo social na história das atividades turísticas no mundo, entendendo-o enquanto oportunidade de efetivação do direito ao lazer. Para alcance dos intentos da tese, como fontes foram utilizados documentos produzidos em âmbito institucional, articulados com a fala dos indivíduos entrevistados, trabalho conjugado especialmente no capítulo 3, em que trago reflexões a respeito do turismo social desenvolvido pelo Sesc-SP. Dentre as análises alvitradas, descrevo a dificuldade encontrada pela entidade ao expandir suas atividades turísticas, vindo a sofrer represálias do setor privado. Deve-se destacar que foi possível perceber a metamorfose conceitual/prática por qual passara o turismo social no Sesc-SP, agregando diferentes conteúdos ao fenômeno e modificando seus processos de trabalho e práticas profissionais. Ressalto ainda o papel ideológico da administração regional do Sesc-SP dentro do Serviço Social do Comércio no Brasil, notadamente na área do turismo. Por fim, envolvo no debate da tese as políticas sociais de turismo, compreendido enquanto possibilidade de lazer.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1979 - 2013

Políticas públicas e sustentabilidade para o turismo nas favelas cariocas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Rodrigues, Mônica Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Sader, Emir Simão
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas Públicas e Formação Humana
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo em favela; Megaeventos esportivos
Sustentabilidade
Políticas públicas
Turismo; Turismo de base comunitária;Turismo comunitário Economia solidária
Copa do Mundo Fifa 2014; Jogos Olímpicos Rio 2016
Resumo

Políticas públicas voltadas para o combate às desigualdades sociais se situam em várias áreas do conhecimento e são multidisciplinares. Esta tese propõe uma análise crítica da discussão entre o modelo de Estado e a necessidade de criação de politicas públicas para o turismo no Brasil. Compreende-se o turismo como um fenômeno complexo que, além da importância econômica no contexto do capitalismo neoliberal, carrega uma dimensão simbólica e cultural que devem ser consideradas. Trata-se de uma atividade nova que pode promover geração de renda de forma rápida nas áreas do chamado turismo comunitário. Diversas favelas brasileiras, reconhecidas pelo baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tentam adotar este Turismo de Base Comunitária (TBC), voltado em parte para a economia solidária, ainda que de forma precária, e sem apoio estatal, estimulados pelo Estado a promoverem o empreendedorismo individual. Ações e apoios governamentais surgidos durante o período preparatório para os megaeventos a Copa do Mundo Fifa 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, prometeram apoiar este caminho de forma promissora, o que acabou não se concretizando. Comprovam-se no trabalho de campo e na análise dos planos nacionais de turismo as nossas hipóteses em relação à fragilidade das ações governamentais. O abandono do apoio financeiro, no âmbito nacional, e a interrupção das propostas na esfera local confirmam que estas ações se inscreveram, no máximo, numa linha de alívio à pobreza. O marco temporal escolhido foram os anos de 2008 e 2009 e 2010, com projetos desenvolvidos no Rio de Janeiro, em quatro favelas cariocas que representam parcela importante de moradores da cidade. Recorre-se a autores como David Harvey para explicar a relação entre turismo e o capitalismo neoliberal e o efeito da shoppincenterização das cidades como impeditivo para a construção de uma politica pública nesta área. Ao longo de dois anos, foram feitas pesquisas em documentos, na legislação, realizadas entrevistas e analisados os resultados dos projetos nas favelas cadastradas no Sistema de Convênios (Siconv), no Ministério do Turismo. A partir da relação governos locais com esses projetos, chegamos à conclusão da importância do papel do Estado em relação às políticas públicas. Questionamos a validade do conceito de sustentabilidade como vem se apresentando para a solução dos problemas nos territórios. E Identificamos nas bases da economia solidária uma alternativa, ainda em disputa, para o turismo comunitário, como forma de se pensar um novo modelo de Estado.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
zona oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
seculo xxi; década 2010; 2014; 2016
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14713

Favelas ecológicas: passado, presente e futuro da favela turística

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Camila Maria dos Santos Moraes
Sexo
Mulher
Orientador
Bianca Freire-Medeiros
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV RJ
Página Inicial
1
Página Final
263
Idioma
Português
Palavras chave
Favelas
Futuro
Paradigma das Novas Mobilidades
Meio ambiente
Turismo
Resumo

As favelas do Rio de Janeiro foram historicamente elaboradas como desmatadoras, áreas de risco, lócus da pobreza e violência, problemas que acometem “a cidade maravilhosa”. Através da história, esses foram os significados impressos às favelas através de políticas públicas. No entanto, na contramão do que se podia esperar, seletas favelas foram descobertas pelos turistas, as vésperas da Eco 92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada no Rio em 1992. Entre os anos 1990 e 2000, essas favelas se consolidaram como atrativos turísticos da cidade, concorrendo inclusive com Corcovado e Pão de Açúcar. As polêmicas visitas foram pauta de matérias jornalísticas e apelidadas como “safari da pobreza” ou “zoológico de pobres”. Nos anos 2000, o Estado passou a reconhecer essas áreas como atrativos e ainda a estimular a comercialização turística das favelas no contexto dos megaeventos, o que foi acompanhado por novas políticas de urbanização como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Morar Carioca, e novas políticas de segurança pública como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). A versão social desses projetos colocou o turismo em pauta. Consultores, analistas e técnicos foram contratados para realizar estudos de potencialidades e capacitações para moradores de favelas empreenderem, dentre outras áreas, no turismo, que se expandiu e atravessou as fronteiras da zona sul, chegando ao centro, zona norte e zona oeste da cidade, em menores proporções. Ao mesmo tempo que se espalhou, esse turismo especializou-se e diferenciou-se. O turista passou a encontrar as mais diversas experiências em favelas, desde a gastronomia local, museus, galeria de arte, albergues e hospedagens mais luxuosas, até às festas e a volta de seletos bailes funk, que passaram a reunir cariocas e turistas em espaços mais elitizados e caros. Algumas favelas passaram a ver nessa expansão / transformação um problema. A valorização econômica da favela passou a atingir aqueles que não conseguiam mais se manter neste local e acompanhar as mudanças. Apareceram os mais diversos movimentos de resistência, desde aqueles que vão contra o turismo em favelas, aos que querem fazer parte, mas a seu modo. Neste contexto, encontrei propostas de turismo de base comunitária que ganharam força no discurso local como alternativa ao turismo de massa, e propostas de ecoturismo, aliando elementos do turismo de base comunitária a preservação do meio ambiente. Assim, tendo como referencial teórico o Paradigma das Novas Mobilidades (Sheller e Urry, 2006, 2016) e o fenômeno da traveling favela (Freire-Medeiros, 2013) analisei as iniciativas de turismo de base comunitária e ecoturismo, buscando compreender suas origens e propostas de aliança entre turismo e meio ambiente. Para tanto, realizei uma etnografia multissituada, onde me movi pela expansão do turismo em favelas cariocas no contexto dos megaeventos. Ao longo das pesquisas, percebi que o turismo e as redes que mobiliza, colocaram em disputa novos significados paras as favelas, e no, caso especifico desta tese, a contestação da favela antiecológica. Assim, apresento os diversos discursos de representantes do Estado, consultores, analistas e empreendedores locais que mobilizados para ou pela expansão do turismo em favelas refletiram sobre passado, presente e o futuro das favelas.

Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI; década 1990; década 2000; década 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5020408

Turismo de favela: Representações, Estigma e Poder

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Anne Bastos Martins Rosa
Sexo
Mulher
Orientador
Luis Fernando Hor Meyll Alvares
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Administração de Empresas
Instituição
PUC-Rio
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo de favela
Estigma
Poder
Resumo

O turismo de favela é uma modalidade que vem se expandindo com celeridade no mundo. Entretanto, poucas pesquisas foram conduzidas sobre o tema, em especial em relação à percepção do morador local que, na maioria das vezes, está distante dos processos de operacionalização e de venda do turismo em seu local de moradia. Trata-se, também, de prática baseada na assimetria de poder nas relações entre visitantes, visitados e agentes externos que exploram o turismo de favela. Estereótipos desfavoráveis cruzam-se no desenrolar do turismo de favela, que ocorre em local e em grupo social que são historicamente estigmatizados. O objetivo desse estudo é identificar se tais aspectos influenciam a percepção e o comportamento de moradores locais em relação ao turismo de favela. Quarenta e oito entrevistas, e observação sistematizada, foram conduzidas, entre setembro de 2015 e julho de 2016, nas favelas da Rocinha e Santa Marta, no Rio de Janeiro. Essas comunidades foram escolhidas porque que nelas o turismo de favela assume formatos diferentes. A análise, baseada em hermenêutica revelou que, em ambas as favelas, os moradores mostraram-se favoráveis ao turismo, mas com ressalvas em relação à sua exploração por agentes externos. Os relatos não sugeriram haver, por parte dos moradores, sentimentos de inferioridade nos encontros sociais com os turistas, a maioria de estrangeiros. Entretanto, na Rocinha, a maior parte dos entrevistados mostrou ressentimentos ao se sentirem invadidos e explorados por empresas de turismo estranhas à favela, confessando ter vergonha e inconformismo pela maneira como tais empresas procuram apresentar aos turistas muitos aspectos negativos, relacionados a estigmas de miséria e pobreza, mostrando deliberadamente a sujeira de valões de esgoto, a pobreza de moradores, emaranhados de fios de ligações clandestinas à rede elétrica e moradias precárias, assim desqualificando o local e seus moradores.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2015-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5005323

O uso do Citymarketing na gestão da cidade de Paulínia-SP e as transformações do espaço público: novas identidades construídas?

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Branco, Maria Isabel Vieira
Sexo
Mulher
Orientador
Bortolozzi, Arlêude
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento urbano - Paulínia (SP)
Geografia humana - Paulínia (SP)
Paulínia (SP) - Geografia
Resumo

Este trabalho analisa a transformação do espaço urbano de Paulínia SP, a partir de autores, como Santos, Carlos, Harvey, Botelho, Bauman e documentos oficiais, questionários, entrevistas, fotos, imagens e observações na cidade e arredores. Alavancado pela renda dos impostos, advindos do polo petroquímico - Refinaria do Planalto - Replan - e grandes indústrias, como Shell do Brasil, Du Pont, Galvani, CBI Industrial, o governo municipal decidiu tornar Paulínia um polo turístico e cinematográfico, construindo grandes obras, como o Paço Municipal, Shopping Center, Rodoviária, Teatro e outras. Esta tese tratou de entender o processo do Citymarketing no espaço público de Paulínia/SP e suas implicações na gestão da cidade, procurando responder aos seguintes questionamentos: Quais as implicações do processo de mercantilização do espaço público em Paulínia/SP na gestão da cidade e o posicionamento da população com relação às megaobras. As respostas a estas questões se somam aos principais objetivos desta tese que foram: entender as novas formas de usos do território e o processo de mercantilização e espetacularização do mesmo, através do Citymarketing. Identificar as recentes intervenções urbanas na gestão da cidade de Paulínia e suas implicações na construção de novas identidades para sua população. As respostas a essas questões somente foram possíveis através de uma pesquisa qualitativa, com enfoque para o método dialético, como uma relação dinâmica entre sujeito e objeto, que teve no espaço da cidade sua base de dados. Participaram da pesquisa, diferentes informantes para obter posições variadas, as quais, por sua vez, contribuíram para uma compreensão mais abrangente da problemática. Foram analisadas as entrevistas com representantes do poder público, com pessoas que têm ligação mais estreita com a cidade, pesquisadores e pessoas ligadas à ONGs. Foram feitas várias imagens, através de fotos dos locais visitados e das novas transformações empreendidas na cidade. Como resultados desta tese, foram apontadas críticas a este estilo urbanista presente hoje em Paulínia, mostrando os aspectos de apropriação, assimilação, estranhamento e alienação por parte da população com respeito à ausência de uma gestão democrática para a cidade de Paulínia-SP.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas (Grande Campinas)
Cidade/Município
Paulínia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 2000
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_450e174182019d28e02d215403803460

Relações entre a vulnerabilidade social e a fragilidade ambiental no litoral norte paulista: o caso dos municípios de Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Diógenes, Kenia Nogueira
Sexo
Mulher
Orientador
Vitte, Antonio Carlos
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia ambiental
Vulnerabilidade social
Espaço geográfico
Resumo

O objetivo deste trabalho é entender a relação entre fragilidade ambiental e vulnerabilidade social no litoral norte do Estado de São Paulo, que é composto pelos municípios Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. A fragilidade ambiental entendida aqui é o resultado da relação entre as características do sítio natural, com seus limiares e potencialidades e as características de valorização do espaço, fruto da apropriação capitalista deste. O ambiente litorâneo em questão tem, dentre suas características naturais, uma complexa combinação entre grandes diferenças altimétricas (0m a 1000m), a proximidade da Serra do Mar com a praia, e altos índices pluviométricos (1700mm a 2500mm), que tornam os sítios urbanos bastante suscetíveis a eventos que podem deflagrar em situação de risco para sua população, além das pequenas enseadas que abrigam as cidades. Associada a essa questão natural temos a apropriação dos espaços naturais sob a ótica capitalista, onde os principais agentes produtores capitalistas do espaço tem na especulação imobiliária, nas atividades portuárias e de exploração do pré-sal seu principal caminho. O litoral norte paulista tem sido o destino de dois principais grupos populacionais distintos, o turista (ou veranista) e os trabalhadores para fornecer mão-de-obra às atividades crescentes nos últimos anos. Essa forte pressão populacional mediada pelas relações capitalistas de apropriação do espaço, culmina numa segregação sócio-espacial onde a população com menor poder aquisitivo (mas não somente estas) são levadas a habitar em áreas de risco ambiental. Uma população socialmente vulnerável é aquela que se encontra em situação de fragilidade ou desproteção frente as mudanças originadas em seu entorno. Se uma população se encontra em estado de resistência, ou resiliência ante algum evento ambiental provocado, ou por sua dinâmica natural, ou pela forma de apropriação do espaço, dizemos que essa população se encontra em estado de vulnerabilidade socioambiental. Essa situação de vulnerabilidade socioambiental se fez presente nos quatro municípios dessa pesquisa. As estratégias utilizadas para desenvolver essa pesquisa foram, um levantamento das características naturais e sociais, bem como das suas relações somada à discussão sobre as formas de apropriação desse ambiente litorâneo.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Litoral Norte
Cidade/Município
Ilha Bela
São Sebastião
Caraguatatuba
Ubatuba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://bv.fapesp.br/pt/publicacao/76881/relacoes-entre-a-vulnerabilidade-social-e-a-fragilidade-ambi/

O planejamento turistico como instrumento de legitimo cultural em território quilombola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santana, Ivie Nunes de
Sexo
Mulher
Orientador
Luchiari, Maria Tereza Duarte Paes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Turismo - Planejamento
Turismo - Aspectos culturais
Território nacional
Resumo

"O planejamento turístico como instrumento de legitimação cultural em território quilombola". Através deste trabalho buscamos identificar se o planejamento turístico pode servir a comunidades quilombolas como instrumento para a gestão territorial das áreas que ocupam, de acordo com sua lógica cultural de apropriação, em um contexto onde o turismo é uma das atividades potenciais para aproveitamento do território. Especificamente, procuramos identificar as possibilidades de conformação de uma prática turística diferenciada, atrelada antes aos preceitos comunitários de uso do território que aos de consumo sobre o território, característica marcante do turismo contemporâneo. Por isso a noção de legitimação cultural, ao considerarmos o uso do território afinado às concepções definidas pelas próprias comunidades frente a formas de intervenção territorial de outras naturezas.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/435151

Produção do vale histórico como um instrumento de planejamento territorial: estudo de caso de São José do Barreiro - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Couto, Miriam Francisca Rodrigues
Sexo
Mulher
Orientador
Souza, Monica Muniz Pinto De Carvalho De
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Planejamento e Gestão do Território
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Circuito turístico
Estância turística
Vale Histórico E São José Do Barreiro
Resumo

O vale histórico pertence à região metropolitana do vale do paraíba e litoral norte, no estado de são paulo, em área limítrofe com o estado do rio de janeiro. Essa Região teve grande destaque na economia nacional no período da cafeicultura no século xix, no entanto, após a decadência desta economia, não teve mais nenhuma atividade econômica De grande relevância. A partir de meados do século xx, o vale do paraíba passou por um processo de industrialização que não atingiu o vale histórico. Sendo assim, o turismo Está sendo adotado como uma nova estratégia de desenvolvimento econômico para a região. Porém, o vale histórico como um circuito turístico, ou seja, um instrumento de planejamento Territorial, ainda não garante um novo estímulo econômico no local. Adotou-se para esta pesquisa o estudo de caso de são josé do barreiro, visando aprofundar na realidade Social com maior eficiência. Análise de dados estatísticos de divulgação ou documentos do ibge, do seade e da emplasa

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São José Do Barreiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Segunda metade do Século XX
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1766467

Ecoturismo e desenvolvimento no Vale do Ribeira: análise compreensiva de um problema potencial

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Junior, Mendes; Nogueira, Jaime
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2007
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Ecoturismo
Desenvolvimento sustentável - Ribeira de Iguape
Rio, Vale (PR e SP)
Ribeira de Iguape, Rio, Vale (PR e SP)
Resumo

O ecoturismo tem sido apontado como uma das soluções mais apropriadas para solucionar o conflito sócio-ambiental e alavancar o desenvolvimento no Vale do Ribeira, o que se deve ao caráter potencialmente sustentável dessa modalidade turística e, portanto, compatível com o uso legal de um território protegido, em quase toda a sua extensão, por unidades de conservação. Por outro lado, a inobservância do ideal do ecoturismo tem levado a adoção de sistemas de certificação para assegurar a sua sustentabilidade. Por meio da análise compreensiva, desenvolvida neste trabalho, produzimos uma leitura acerca do ecoturismo como solução ao conflito sócio-ambiental no Vale do Ribeira que revela não somente as estratégias de dominação ocultas no uso de instrumentos destinados ao desenvolvimento regional, mas, sobretudo, a incompatibilidade entre a idéia de desenvolvimento no mundo contemporâneo e o ideal do ecoturismo, enfatizando a importância de restituir ao lugar, definido pelo Bairro da Serra, Iporanga, SP, o papel de agente ativo no processo de desenvolvimento diante das pressões verticais da globalização em que o turismo, regionalmente, tem operado como um catalisador.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Cidade/Município
Iporanga
Bairro/Distrito
Bairro da Serra
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://1library.org/document/q75d7rdz-ecoturismo-desenvolvimento-vale-ribeira-analise-compreensiva-problema-potencial.html

As ondas do litoral norte (SP): difusão espacial das práticas caiçaras e do veraneio no Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (1966-2001)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Raimundo, Sidnei
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2007
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Avaliação da paisagem
Gerenciamento costeiro
Ecossistema
Turismo - Aspectos ambientais
Áreas protegidas
Resumo

Esta pesquisa avaliou a formação territorial no extremo norte do litoral paulista em 40 anos, discutindo suas mudanças sócio-espaciais. Para tal, foi realizado levantamento das características da sociedade e da natureza. A sociedade foi analisada pela “Situação”, da Escola Espacial, considerando o arranjo espacial condicionado por dois dos principais objetos geográficos da região: a BR-101 que dinamizou o processo de ocupação e o Parque Estadual da Serra do Mar, que ofereceu resistência a essa ocupação. Esta análise foi complementada pelas categorias do Espaço: forma, função, estrutura e processos. A natureza foi analisada pelo “Sítio”, da Escola Espacial, complementada pela análise integrada Geossistêmica. Estes foram classificados como “em biostasia”, “de transição” e “em resistasia”. Todas essas informações foram correlacionadas, permitindo entender a distribuição espacial dos usos sobre os Geossistemas, destacando as persistências de usos no tempo e os problemas ambientais. Com isso, pôde-se propor atividades para melhorar o gerenciamento deste setor do litoral. As inovações ligadas ao veraneio e turismo estabeleceram-se nas vilas caiçaras existentes no interior do parque e a difusão espacial em 40 anos, desde a abertura da BR-101, se deu de uma forma radial, a partir destes “pontos” formados pelas vilas. Nesse setor, não se observou abertura de novas frentes, mas uma dinamização no interior dessas vilas. Dentro do parque, mas fora da área das vilas, há uma involução da ocupação do veraneio e a tendência espacial é a evolução de “ambientes de transição” ou “em resistasia” para “em biostasia”. Fora dos limites do parque, a ocupação se dá também pela intensificação das ocupações nas vilas, mas com um padrão generalizado, ao longo das praias e das estradas vicinais. Conclui-se que a rodovia BR-101, principal vetor de ocupação, não propiciou uma ocupação generalizada em áreas além de sua faixa de domínio e da linha de costa, devido às funções sócio-econômicas (turísticas e de veraneio) atribuídas à região, concentrando a ocupação na faixa costeira. Assim, a baixa pressão de uso fora da orla, ajudou o parque estadual a oferecer um “atrito” espacial, reduzindo os processos de ocupação, apesar dos poucos recursos que dispõe, mantendo a ocupação restrita às vilas caiçaras. No litoral norte de Ubatuba, no sertão e na orla, as planícies configuraram-se nas principais “persistências espaciais” ao longo do tempo. Foram utilizadas pelas práticas caiçaras e, posteriormente ocupadas pelo turismo e veraneio, devido à maior atratividade para essa atividade. Transformaram-se nas paisagens naturais mais alteradas e desconectadas da região. A paisagem natural apresenta uma grande associação entre as formas do relevo e a cobertura pedológica. A vegetação está conservada nas altas vertentes, formando um continuum ao longo das escarpas da Serra. Não se conseguiu, pelo método utilizado, associar a vegetação com o embasamento e assim, ter maiores informações sobre os processos naturais que ocorrem na área. Enquanto as práticas sócio-econômicas permanecerem com esse padrão geral de uso – predominantemente pontual e de forma descontínua na paisagem -, não afetarão os ambientes mais conservados, contribuindo para manutenção da qualidade da paisagem natural.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Litoral Norte
Cidade/Município
Ubatuba
Logradouro
Parque da Serra do Mar
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1966-2001
Localização Eletrônica
https://1library.org/document/y95l2djz-difusao-espacial-praticas-caicaras-veraneio-nucleo-picinguaba-estadual.html