Modo de vida, imaginário social e cotidiano

A repetição da construção da interioridade do sujeito em ambulatórios didáticos: uma etnografia por meio da circulação entre hábitos, adicções, dependências e prazeres com drogas e/ou substâncias

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Chaves Júnior, Wander Wilson
Sexo
Homem
Orientador
Passetti, Edson
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Drogas - Abuso
Adicção
Hábito (psicologia)
Vício em drogas
Controle social
Resumo

Esta pesquisa parte de experimentação etnográfica realizada em dois ambulatórios universitários para tratamento de dependência com drogas, localizados na cidade de São Paulo. Parte-se dessas etnografias para situar as drogas entre fluxos abertos e fechados dos tratamentos públicos de saúde mental. Não estamos mais diante da antiga psiquiatria asilar, agora, as pessoas entram e saem dos prédios físicos das instituições. Não somente pessoas, mas cadáveres, líquidos, bactérias, lixo, conceitos, moléculas, subjetividades... Entra muita coisa e sai muita coisa. Estes caminhos levaram a pensar os efeitos da nova gestão sobre drogas e dependências na ultrapassagem da sociedade disciplinar, enunciada por Michel Foucault, para a contemporânea sociedade de controle, esboçada por Gilles Deleuze. As chamadas drogas são proibidas há mais de um século, mas o que se entende por dependência já aparece no campo dos discursos durante o século XVIII. Na pesquisa de campo é possível constatar vários conceitos sendo operacionalizados: hábitos, adicções e dependências. Os conceitos e realidades também aparecem de forma heterogênea, caso das próprias drogas que, ora são substância, ora medicamentos, e, em outros momentos se apresentam de formas mistas. Aberto e fechado, descentralização e verticalização são dois conjuntos de práticas que aparecem com insistência ao longo da análise. A sociedade de controle não prescinde de seus fechamentos e suas verticalizações, mesmo que operando em espaços abertos e fluxos contínuos recombina-se unidades. Buscou-se analisar estas práticas que intercambiam conceitos, realidades e articulações se disjuntando, e ao mesmo tempo se remontando e fundando. Há sempre uma verticalização para cortar e refundar este um central no ambulatório propriamente dito ou no sujeito individual com suas histórias de vida. Os discursos produzidos sobre dependência de drogas também versam sobre uma interiorização, muitas vezes sobre uma fuga daquilo que se é. Esta relação é muitas vezes comparada com o casamento, nos devolvendo a imagem de uma situação-limite do processo de interiorização do sujeito. Iniciou-se pelas caminhadas em direção ao campo, terreno da geografia, para daí habitar a história atravessando o presente e o presente invocando a história. A exposição da pesquisa se propôs a um fluxo contínuo de escrita, sem um agrupamento temático por capítulos levando à produção de traçados de pequenos cortes de fluxos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22671

A memória ancestral de Pai Pérsio de Xangô: expansão e consolidação do Candomblé paulista

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Eugênio, Rodnei William
Sexo
Homem
Orientador
Bernardo, Teresinha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Pai Pérsio de Xangô
Candomblé - São Paulo (Estado)
Cultos Afro-brasileiros
Resumo

Reconstituir a memória de uma das principais lideranças do candomblé de São Paulo implica em registrar a voz de um grupo historicamente discriminado e marginalizado. Nosso objetivo é registrar as histórias de vida em um terreiro, recuperando a memória de seu fundador. Ao registrar essas vozes dos membros dessa comunidade, relacionando suas narrativas ao contexto sociocultural, pretende-se compreender o processo de inserção, expansão e consolidação do candomblé em São Paulo. A conversão considerável de umbandistas para o candomblé, um fluxo quase natural entre os anos 1970 e 1980, empresta características muito próprias a essa religião em São Paulo e inaugura o modelo daquilo que poderíamos chamar de “candomblé paulista”, um movimento com personagens marcantes, cuja memória pode auxiliar na compreensão de um momento fundamental no processo de difusão das religiões afro-brasileiras. As profundas relações entre as duas modalidades mais populares de religião afro-brasileira encontram no trânsito de seus adeptos o fomento que as dinamiza. Ao ouvir as histórias de pessoas do candomblé, particularmente aquelas ligadas à trajetória de pai pérsio de xangô, buscamos um diálogo que proporcionasse mais do que a conceituação de um objeto. Ampliamos o campo de questionamento e reflexão para instigar nossos interlocutores a descobrir, eles mesmos, verdades ou conceitos a respeito de relações e fatos vividos, o que implicava considerar o movimento circular da memória. Compreender esse panorama, no qual pais e mães de santo vêm apresentar seus préstimos em outros estados e passam a disputar clientes num mercado religioso, ajuda a traçar as linhas gerais das mudanças que demarcam os nos candomblés de São Paulo e aquilo que os diferencia dos terreiros mais tradicionais. Olhar para as tradições e visões de mundo preservadas no candomblé nos ajuda atingir uma concepção mais completa do que foi e ainda é a realidade do negro no Brasil e a formatar um conceito de memória ancestral.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-1980
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22287

A logística do caos: o motoboy nas “asas da liberdade” do despotismo just in time

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guimarães, Aender Luis
Sexo
Homem
Orientador
Pinheiro, Jair
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Motoboys
Just in time
Reestruturação flexível
Neoliberalismo
São Paulo
Resumo

A presente pesquisa propõe um estudo sobre os motofretistas sob uma específica disfuncionalidade da cidade capitalista: o trânsito congestionado. Esse profissional atinge a compressão do tempo, via aceleração de sua moto pelo espaço, de modo a contemplar três objetivos distintos, porém interligados e complementares. Em uma perspectiva pessoal, a necessidade premente de sustento próprio e familiar do trabalhador. Em um outro prisma, diminuir o tempo de giro do capital e aumentar a taxa de lucro para os capitalistas individualmente considerados. Por fim, garantir a reprodução ampliada do capitalismo, enquanto relação social de produção. Além disso, este estudo empreende uma investigação do transbordamento da organização científica do trabalho, do ambiente fabril e gerencial para a estrutura urbana da Região Metropolitana de São Paulo. Pretendo demonstrar ainda que o tempo do neoliberalismo se configura como um tempo just in time, que significa uma sazonalidade da velocidade e da urgência na produção e distribuição. Essa oscilação frenética de ritmo acaba por institucionalizar o agir just in time em diversas esferas da existência humana. Ao mesmo tempo, simbolicamente, a impressão de “perder o controle” de condutas e subjetividades passa a ser possível frente o capitalismo neoliberal, o que é sugerido nesta tese por meio da metáfora-slogan asas da liberdade. A racionalização just in time torna-se o despotismo do aqui e agora; e a autonomia individual passa a ser a liberdade de aquisição e do consumo, num ritmo sazonal de pressa e urgência. O uso da história oral permitiu captar depoimentos ou informações dos próprios trabalhadores sobre o mundo do trabalho e as vicissitudes do cotidiano do moto-entregador na Cidade de São Paulo foram importantes pois permitiram um olhar mais próximo do tema pesquisado, e levaram a um melhor entendimento de suas concepções acerca do trabalho, da cidade e da velocidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/5f167146-5b89-4754-a13d-1573bc36689f

A imagem do caipira na obra de Monteiro Lobato

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos Junior, Rodolfo Araújo dos
Sexo
Homem
Orientador
Gusmão, Luis Augusto Sarmento Cavalcanti de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Caipira
Monteiro Lobato
Mundo rural
Jeca Tatu
Primeira República
Resumo

Este trabalho busca analisar e compreender os motivos econômicos, sociais e culturais que permitiram que o personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato tivesse tamanha receptividade no meio intelectual e urbano da Primeira República. Fixando-se, posteriormente, na memória social brasileira como um tipo social representativo e imprescindível na composição da identidade nacional. A consolidação da produção cafeeira no Oeste Paulista permitiu um desenvolvimento econômico suficiente para que o Estado de São Paulo despontasse como a região mais rica e influente do país. Tal riqueza proporcionou o desenvolvimento material e cultural da capital São Paulo, tornando-se esta, a mais moderna e desenvolvida cidade brasileira. E nesse contexto emerge uma elite intelectual urbana, que passa a refletir sobre as questões nacionais com base na experiência positiva de seu Estado. Procuramos apresentar também como o mundo rural paulista ecoava nas produções culturais da época, posto que a estrutura econômica da empresa do café produzira modos de agir, sentir e pensar característicos do homem interiorano de São Paulo, especificamente, o caipira paulista. Por fim, entendemos que acompanhar a formação intelectual de Monteiro Lobato tornou-se essencial, pois, como representante social da região do Vale do Paraíba, não deixa desse modo, de expressar os valores do mundo rural brasileiro na composição, caracterização e explicação do contexto social e econômico que seu personagem, Jeca Tatu, representa. Como também, sua experiência com a prática jornalística o municiaram com repertório cultural suficiente para ocupar uma posição privilegiada no campo literário brasileiro. Bem como a vida de fazendeiro do interior paulista, que possibilitou a ele um contato direto com a realidade do caboclo brasileiro, de modo a confrontar a realidade com as idealizações produzidas pelos intelectuais urbanos sobre o mundo rural brasileiro. Com, essa pesquisa concluímos que Lobato conseguiu condensar em seu personagem Jeca Tatu hábitos e práticas sociais que representavam as principais características do homem interiorano paulista. Refletindo particularidades profundas da realidade social brasileira Lobato sintetiza, de forma caricatural e descritiva, aspectos da realidade rural do país que, naquele tempo, eram desconhecidos da elite intelectual do Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Vale do Paraíba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1882-1948
Localização Eletrônica
https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/632585?mode=full

A condição socioespacial da classe trabalhadora: transporte e cotidiano da mobilidade perversa na metrópole de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Oliveira, Sandro Barbosa de
Sexo
Homem
Orientador
Cavalcante, Savio Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Condição socioespacial
tempo de deslocamento
urbanização rodoviarista
cotidiano da mobilidade perversa
mobilidade restrita
Resumo

O objetivo geral desta tese foi o de analisar, problematizar e evidenciar a condição socioespacial da classe trabalhadora e seu tempo de deslocamento no processo de urbanização e reprodução social na metrópole de São Paulo, para desvelar o cotidiano da mobilidade perversa vivida e percebida a partir de quatro determinações econômicas, políticas e sociais que configuram sua condição espacial de vida. A primeira determinação analisada parte das segregações socioespacial, étnico-racial e urbana que influenciam o tempo de deslocamento de trabalhadores (as) das periferias, caracterizadas por meio das relações de classes, raça e espaciais apreendidas por meio da análise dos resultados da Pesquisa Origem-Destino de 2017, Mapa da Desigualdade 2019 e de experiências de trabalhadores (as) precarizados (as) por meio de grupos focais e questionários apresentadas ao longo da tese e dos processos sociais que fundamentam tal determinação oriunda da tríplice segregação. A segunda determinação analisada parte do processo de urbanização rodoviarista e da dinâmica do tempo de rotação do capital, mediada pela análise da ferrovia na estruturação urbana dos subúrbios e das rodovias na periferização, para entender a crise de mobilidade urbana enfrentada pela classe trabalhadora nos deslocamentos na contemporaneidade. Na terceira, analisamos a dinâmica das leis do valor na relação entre valorização imobiliária e expansão do transporte e do sistema metroferroviário por meio do Plano Integrado de Transportes Urbanos, ao mostrar como a transferência de valor da maquinaria ônibus impacta no preço da tarifa e a urgência da tarifa zero. Por fim, na quarta determinação, analisamos as condições de reprodução da classe trabalhadora com base nas diferentes condições espaciais entre as classes, ao analisar o transporte como mediador entre produção e reprodução e mostrar como as desigualdades estruturais perpassam o espaço urbano e a vida cotidiana, por meio de relatos vividos dos grupos focais que mostram o fazer-se da classe trabalhadora nos deslocamentos: vendedores ambulantes autointitulados marreteiros de trem; das vilas operárias e favelas oriundas da urbanização; e a trajetória das trabalhadoras domésticas na reprodução de toda a sociedade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_fef010f0405a95a52585d104777a12bc

A formação de públicos cinéfilos: circuitos paralelos, museus e festivais internacionais

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pires, Bianca Salles
Sexo
Mulher
Orientador
Boas, Glaucia Kruse Villas
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Públicos de cinema
Cinéfilos
Museus
Mostras de cinema
Festivais de cinema
Resumo

A formação de públicos de cinema nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo é o tema desta tese, que investiga as mostras de cinema como tempo-espaço privilegiados para a expressão de estilos de vida cinéfilos. O caminho adotado para a investigação foi traçar uma sócio-história dos festivais cinematográficos de caráter internacional organizados nas duas cidades, compreendendo de que maneira a promoção de eventos possibilitou a circulação de obras e a formação de públicos para filmografias que não eram exibidas nos circuitos regulares. O movimento impulsionado por críticos de cinema, diplomatas, realizadores e estudantes, promoveu a criação de circuitos paralelos de exibição, que foram incentivados e organizados pela cinemateca do museu de arte moderna do rio de janeiro e pelo departamento de cinema do Museu de Arte de São Paulo, desde o final dos anos de 1950. A partir da pesquisa hemerográfica e da análise de materiais impressos produzidos pelos museus, onde estão disponíveis referências às programações de ciclos retrospectivos, mostras compostas por filmes inéditos e sessões especiais promovidas em salas de cinemas de arte/alternativos nas cidades, compreendemos a abrangência e importância dos eventos programados pelas instituições de arte para a formação dos públicos cinema no decorrer dos anos de 1960 ao início dos anos de 1980. Um dos desdobramentos desses movimentos empreendidos a partir dos museus foi a fundação de festivais internacionais de cinema, que se fixam nos calendários anuais das duas cidades promovendo o tempo-espaço para o encontro anual dos cinéfilos. A partir da etnografia realizada na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio (2015-2017) me aproximo de algumas das características das culturas cinéfilas contemporâneas.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Final dos anos 1950-2018
Localização Eletrônica
https://minerva.ufrj.br/F/?func=direct&doc_number=000921990&local_base=UFR01

A empresarização do comércio popular em São Paulo: trabalho, empreendedorismo e formalização excludente

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Rangel, Felipe
Sexo
Homem
Orientador
Lima, Jacob Carlos
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Comércio popular
Empresarização
Trabalho
Empreendedorismo
Formalização excludente
Resumo

Esta tese descreve e analisa transformações recentes no comércio popular em São Paulo, especialmente no que tange às mudanças no trabalho para os sujeitos ali engajados. Dado que o termo “comércio popular” evoca uma miríade de situações de trabalho e processos de circulação, indico aqui o segmento específico desse universo junto ao qual desenvolvi a pesquisa: são trabalhadores inseridos no comércio em espaços fechados, principalmente na chamada “Feirinha da madrugada” e nas novas galerias e shoppings populares da região do Brás. A partir de observação etnográfica do cotidiano de trabalho de um grupo de comerciantes, realização de entrevistas e do acompanhamento de notícias sobre o comércio popular nos últimos anos, procurei analisar os sentidos e efeitos das novas estratégias de regulação desses mercados. Discuto essas transformações mobilizando a ideia de “empresarização” do comércio popular, enquadrando nessa noção as estratégias de reordenamento dessas atividades comerciais sob a lógica empresarial, que têm transformado os espaços, as formas de regulação e mesmo a conduta, as percepções e as expectativas dos sujeitos. A empresarização desses mercados, inclusive, tem tornando mais plausível o engajamento de outros perfis de trabalhadores, muitos deles deixando empregos formais, num contexto de precarização objetiva e simbólica da relação salarial. Argumento que essas estratégias de reordenamento do comércio popular têm sido promovidas através de uma dupla narrativa, respondendo tanto a interesses de exploração econômica quanto ao discurso de combate a determinados ilegalismos e formalização dessas atividades via lógica empreendedora. No entanto, tendo em vista os efeitos excludentes dessa formalização, tem-se produzido uma espécie de “gentrificação do trabalho” no comércio popular.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12099

"Como um cidadão qualquer": um estudo sobre as masculinidades de homens cisgêneros que se relacionam com mulheres trans e travestis

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Adriano Queiroz da
Sexo
Homem
Orientador
Pinezi, Ana Keila Mosca
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Santo André
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Masculinidades
Gênero e sexualidade
Travestis e transexuais
Masculinidades não-hegemônicas
Resumo

Os estudos de gênero têm trazido importantes contribuições sobre as questões sociais de sexo e sexualidade. Neste amplo cenário de debate que envolve as reflexões acerca de desigualdades, lutas por direitos e reconhecimento, os estudos feministas desvelaram que “questões de gênero” não querem dizer “estudos sobre mulher” e sim produções, tensões sociais e culturais em torno do sexo/gênero, feminino/masculino e mulher/homem, propondo a desnaturalização destes conceitos e seus desdobramentos. Sendo assim, esta pesquisa trata das masculinidades não hegemônicas com recorte específico em homens cisgêneros parceiros sexuais e/ou afetivos das travestis e transexuais de São Paulo e região metropolitana. Foram mapeados grupos de Facebook, observados grupos de WhatsApp e realizadas entrevistas usando questionário semiestruturado, tanto pessoalmente quanto online, com foco em dois eixos principais: a) as narrativas e b) relações sociais e visibilidade. Esta pesquisa teve como objetivo verificar como os homens cisgêneros entrevistados têm construído e lidado com suas masculinidades diante do desejo sexual e das relações afetivas com as travestis e mulheres transexuais e analisar masculinidades não hegemônicas e/ou marginalizadas; analisar heterossexualidades não hegemônicas e conhecer contexto de sociabilidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFBC_c128dab26cbe768a068601daf9134a5c

Nódulos de segurança comunitária: um estudo sobre a origem e as características do vizinho solidário em Londrina

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Fabricio Silva
Sexo
Homem
Orientador
Lopes, Cleber da Silva
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Londrina
Programa
Sociologia
Instituição
UEL
Idioma
Português
Palavras chave
Neighborhood Watch
Vizinho Solidário
Segurança Comunitária
Governança Nodal
Exposição Seletiva
Resumo

Os Neighborhood Watches são programas de vigilância comunitária implementados nos EUA, na década de 70, e na Inglaterra, na década de 80. Nessas localidades, os programas foram concebidos como projetos de iniciativa governamental com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade. No Brasil, essas experiências de vigilância existem há algum tempo, mas são pouco conhecidas. Em Londrina-PR, o programa funciona há mais de nove anos com o nome de Vizinho Solidário (VS). Este trabalho tem como objetivo analisar a origem do programa VS e o modo como a segurança é governada - a natureza da ordem que o programa visa promover, seu foco, agentes, processos, recursos e tecnologias mobilizadas. As principais perguntas a serem respondidas são: (1) Qual a origem do VS? (2) Como se caracteriza a governança da segurança realizada pelo programa?

Através do aporte teórico da governança nodal da segurança, foram estudadas duas experiências londrinenses de VS, uma localizada na região central (Jd. Shangri-lá) e outra na região norte (Santa Mônica) da cidade. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, participação em reuniões com moradores dos locais selecionados, análise de material escrito produzido pelos programas (ofício/ atas de reunião), sendo posteriormente analisados com auxílio do software Atlas.ti.

Constatou-se que essas experiências de vigilância comunitária foram constituídas por iniciativa dos próprios moradores e como resposta a demandas por segurança e ordem que não eram processadas satisfatoriamente pelo Estado. Descobriu-se também que os nódulos de governança comunitária estudados se apoiam em diversas instituições - especialmente igrejas, polícia militar e associações de moradores - e adotam uma mentalidade de gestão de risco para governar um tipo de ordem local que transcende a noção de ordem pública estatal. Essa governança é realizada por meio de diversas tecnologias que mudaram ao longo do tempo, sendo hoje compostas prioritariamente por câmeras para monitorar as ruas, placas de identificação do VS nas residências e dispositivos de alarme. Essas tecnologias são usadas para dar vida a práticas de governança não coercitivas, porém constrangedoras, que chamamos de exposição seletiva.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Londrina
Bairro/Distrito
Jd. Shangri-lá
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Cidade/Município
Londrina
Bairro/Distrito
Santa Mônica
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8530183

Mulher de viração, mulher-dama, garota de programa, profissionais do sexo: atuações e enfrentamentos na Praça Floriano Peixoto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dantas, Luciana Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Garcia, Carla Cristina
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Prostituição
Trabalhadoras sexuais
Prostitutas
Feminismo
Resumo

No trabalho que se apresenta, analisa-se a história de vida de mulheres que atuam como prostitutas na região de Santo Amaro para compreender se seus enfrentamentos cotidianos resultam da prostituição ou das opressões oriundas das questões de gênero, raça e classe. Para isso, traz breve resgate histórico sobre a prostituição, na cidade de São Paulo, a partir da segunda metade do século XIX, até os anos de 1980, mostrando como ocorria essa prática no período. Assim como compreender a relação existente entre exploração e prostituição, considerando os posicionamentos dos feminismos, em um contexto de sistema capitalista, tendo como base a realidade da prática da prostituição na Praça Floriano Peixoto, em Santo Amaro. Com esse objetivo, foi de fundamental importância conhecer a história de vida de mulheres que atuam na prostituição, na região já apontada, para compreender seus principais enfrentamentos cotidianos.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Santo Amaro
Localidade
Praça Floriano Peixoto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7690184