Movimentos sociais

O germinar do pinheirinho dos palmares: Etnografia das relações entre removidos, movimento social e estado

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dos Santos Barretti, Fabricio
Sexo
Homem
Orientador
De Reno Machado, Igor Jose
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia
Resumo

A exatamente um mês de completar cinco anos desde a remoção da Ocupação Pinheirinho, 1.461 das cerca de 1.750 famílias removidas receberam as chaves de suas casas no Pinheirinho dos Palmares II, bairro construído exclusivamente às famílias da antiga ocupação através do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) em São José dos Campos, interior do estado de São Paulo. Esta dissertação descreve etnograficamente o processo de luta política das famílias desalojadas e do movimento social que as representava, tendo em vista o acesso ao financiamento da casa própria pela caixa econômica federal, agente operacionalizador do PMCMV. Baseado em trabalho de campo realizado através de entrevistas e acompanhamento de diversos eventos convocados pelo Movimento Urbano do Sem-Teto (MUST), no período que abarca o intervalo entre a remoção da ocupação e a entrega das chaves das casas no pinheirinho dos palmares, descrevo e analiso as mobilizações e os sentidos das noções de luta política, casa, memória e estado pelas famílias removidas do pinheirinho e coordenadores(as) do must a fim de garantirem o acesso à casa própria. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São José dos Campos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7329790

Como se escolhe um candidato? Uma etnografia das estratégias pré-eleitorais para as eleições de 2016

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Caroline Mendes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Villela, Jorge Luiz Mattar
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da política
Pré-candidatos
Família
Grupo político
Partidos políticos
Resumo

Essa pesquisa se insere nas análises da antropologia da política e, por meio de pesquisa de campo pude produzir uma etnografia da formação das alianças em torno das escolhas dos candidatos para as eleições municipais de 2016 em um município de pequeno porte do estado de São Paulo. Os dados foram obtidos a partir do acompanhamento de um dos grupos políticos formados no município para aquelas eleições. Deste modo, essa etnografia é um resultado das análises acerca das escolhas de candidatos, com base em uma série de atributos sociais que legitimam a escolha de uns em detrimento de outros pré-candidatos. Para além das questões legais, observei a importância da herança política e do capital político, das relações de parentesco e de amizade e de pertencimento a determinados grupos políticos, o fato de ser conhecido e ter trajetória de vida considerada exemplares também são fundamentais para aqueles que almejam a política de votos. Portanto, apresento o que seriam esses atributos das précandidaturas ao executivo e legislativo municipal, e a relação próxima com as précandidaturas do executivo e do legislativo estadual. 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7310292

Entre fantasmas, esperanças e crenças : a angústia do “sionismo de esquerda” no Brasil

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Albuquerque Marcossi, Bianca
Sexo
Mulher
Orientador
de Resende Barreto Vianna, Adriana
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Crença
Sionismo
Sionismo de esquerda
Esquerda
Israel/Palestina
Resumo

O objeto desta dissertação se vê concentrado na zona de tensão que a própria enunciação do “sionismo de esquerda” movimenta como um problema, um dilema dramático ao mesmo tempo ontológico, político e moral, vivido por fragmentos da população judaica do Rio de Janeiro e de São Paulo, muitos dos quais se identificam como sendo “sionistas de esquerda”. Ser “sionista” e “de esquerda” é, hoje, um trabalho de agonia, que mobiliza explicações, fantasmas e silêncios. Neste esforço, “Palestina”, “palestinos”, “Israel”, “ocupação” e “refugiados” não existem em si, mas são refletidos como sombras dentro de certa doxa do possível, funcionando como categorias à serviço do problema que enfrentam os interlocutores para resolverem a si mesmos e manterem a crença em um Estado nacional “judaico e democrático” na Palestina. Este é um trabalho que tenta compreender, a partir das falas/ações dos interlocutores, os sentidos e as materializações da crença “sionista de esquerda”, a partir da qual os entrevistados se constroem como sujeitos político-morais e cultivam sua esperança.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/72/teses/864561.pdf

História de um europeismo brasileiro: Estranhando assimetrias pós-coloniais nas relações Brasil-França

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Yann, Pellissier
Sexo
Homem
Orientador
Vieira De Andrade Lino E Silva, Moises
Ano de Publicação
2018
Programa
Antropologia
Instituição
UFBA
Idioma
Português
Palavras chave
Europeísmo
Antropologia Simétrica
Estudos Pós-coloniais
Antropologia Das elites
Relações De Poder
Resumo

Este trabalho de tese estuda relações de poder à luz dos princípios de simetria discutidos pela antropologia contemporânea (latour, 1997, viveiros, 2002). Para realizar este objetivo, discuto um percurso acadêmico que me fez redescobrir a antropologia francesa e brasileira. Foi ao longo deste caminho que aprendi a questionar desigualdades pós-coloniais, no fim desta trajetória, cheguei na proposta de uma antropologia europeísta. A pesquisa começa com reflexões sobre desigualdades na França, passa por uma descrição do elitismo de jovens paulistas, transita no interior da Bahia entre duas formações antropológicas assimétricas e termina com uma descrição da construção de um novo bairro de alto padrão na cidade de salvador. Na contramaré dos fluxos que incitam os antropólogos brasileiros a realizar a sua pós-graduação na Europa, foi uma formação baiana que me propiciou - enquanto francês - a identificar aspectos importantes das relações de poder e hierarquias em contextos pós-coloniais. Abordo, criticamente, a naturalização da violência nas relações "norte-sul" e de outras relações assimétricas seguindo as etapas da minha formação franco-brasileira. Esse olhar reflexivo resulta em descrições etnográficas sobre operações do imperialismo tanto em nossa disciplina quanto na vida daqueles que participaram de minha trajetória de pesquisa. Argumento que a violência da opressão deve ser enxergada, também, a partir da perspectiva dominante. O princípio de simetria serve tanto para reequilibrar as relações de poder estudadas - colocar os polos das assimetrias no mesmo plano - quanto para evidenciar outras formas de dominação - relacionar as assimetrias no mesmo plano. Assim, com este trabalho contribuo para uma reflexão sobre os desafios políticos da antropologia contemporânea: tomar consciência da existência de problemas, deixar os movimentos contrários acontecer e tentar não falar pelos outros são estratégias que mobilizei neste trabalho para defender uma antropologia mais à esquerda (goldman, 2014). Aqui procuro trazer as coisas de "volta para a vida" (ingold, 2012), a começar com as "coisas" que os antropólogos consideram poderosas. É por esta razão que passamos da França para o Brasil, da capital paulista para o interior da Bahia, da cidade de salvador para um novo bairro de alto padrão: foi para falar do imperialismo europeu e do evolucionismo colonial, do racismo, do machismo e do elitismo, do cientificismo da antropologia e do poder do estado e do capital. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
França
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
País estrangeiro
França
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/27574

Cidade: modos de ler, usar e se apropriar - uma etnografia das práticas de graffiti de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira De Oliveira Leal, Gabriela
Sexo
Mulher
Orientador
Frugoli Junior, Heitor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-02052019-140447
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
Arte urbana
Cidade
Graffiti
Espaço urbano
Resumo

Nesta etnografia, as práticas de graffiti de São Paulo, ao mesmo tempo em que ocuparam um lugar central enquanto foco de análise e reflexões, foram tomadas como uma janela para pensar e produzir conhecimento sobre a cidade. Partiu-se de dois objetivos centrais: investigar os usos da rua destas práticas e as possibilidades de cidades que emergem nesta interação. O trabalho de campo voltou-se, principalmente, aos processos de pintura na rua, o que colocou a pesquisa em movimento pelo espaço urbano e configurou uma etnografia multi-sited. Na escrita da dissertação, os dados etnográficos e as análises foram organizados em duas partes complementares. Na primeira, a trajetória das práticas de graffiti na cidade de São Paulo conduz as reflexões, mas sem perder de vista a relação estabelecida com outros contextos, as trocas com outras práticas de pintura na rua, as narrativas que elaboram representações distintas deste fazer e a interação complexa estabelecida com diferentes agentes e esferas do poder público. Na segunda parte, a partir da análise situacional de três processos de pintura, são apresentados modos de ler, usar e se apropriar da cidade, que são ao mesmo tempo condição e consequência de fazer graffiti, bem como produzem efeitos nos sujeitos e nos espaços urbanos. A partir desta aproximação é possível apreender as práticas de graffiti enquanto um fazer que não apenas modifica esteticamente as superfícies construídas, como também coloca em questão a eficácia de certos postulados urbanísticos e jurídicos. Esta investigação identificou uma forma de citadinidade, constituída pelas experiências de pintar na rua, que nos lembra da condição de possibilidade de fazer e praticar a cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-02052019-140447/pt-br.php

União olho vivo e pé ligeiro: estudo etnográfico das memórias e duração das práticas do teatro popular união e olho vivo na cidade de São Paulo/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Parodi Ebernardt, Ana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Da Silva Lucas, Maria Elizabeth
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Antropologia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Memória
Trajetórias Sociais
Teatro Popular
Resumo

Este estudo é o resultado de uma pesquisa etnográfica sobre a memória e duração das praticas teatrais do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo/ São Paulo/SP/ Brasil. A pesquisa enfoca as práticas e atividades deste grupo teatral na preparação para a celebração de seus cinquenta anos, privilegiando a histórias de vida de seus principais fundadores. É um grupo que reuniu estudantes universitários nos anos 60, com foco em ações de resistência ao regime militar no Brasil. O grupo Teatro Popular União e Olho Vivo desenvolveu uma estética particular, de teatro popular, mas ao longo do tempo suas práticas passaram por transformações significativas. Neste sentido, este estudo descreve o processo de continuidade e ruptura experimentada pelos membros que participaram da criação do método de trabalho do Teatro União e Olho Vivo, refletindo sua trajetória na cidade de São Paulo/ Brasil. Para atingir seus objetivos, a presente pesquisa situa-se teórica e conceitualmente em um campo disciplinar específico, o da antropologia urbana e das sociedades complexas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/189507/001088464.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Sobre abolicionismos penais da pastoral carcerária: a prática de contar e rememorar histórias que constrói "um mundo sem cárceres"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mader, Caio do Amaral
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Laura Moutinho da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abolicionismo Penal
Manicômios Judiciários
Pastoral Carcerária
Violência
Histórias
Resumo

Este trabalho procura entender os múltiplos sentidos englobados no lema "por um mundo sem cárceres" da Pastoral Carcerária (PCR), organização civil ligada à igreja católica e dedicada à defesa dos direitos humanos de encarcerados(as) no Brasil e no mundo em linha abolicionista penal. Participei, durante dois anos (2016-2018), do grupo de trabalho saúde mental e liberdade vinculado à PCR da arquidiocese de São Paulo (GT). Como grupo dedicado exclusivamente à questão dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico (HCTP), conhecidos também como manicômios judiciários, do estado de São Paulo, a presente dissertação tem como principal intuito discutir como o abolicionismo penal, longe de ser a estrita extinção do sistema carcerário, do qual os HCTPS são também parte, constrói-se no plano cotidiano de visitas de assistência religiosa a essa unidades, política basilar do trabalho da PCR. Argumenta-se que construir "um mundo sem cárceres", enquanto diretriz política, reivindica uma temporalidade ancorada no presente, em que escutar e veicular as histórias registradas por agentes pastorais a partir de idas periódicas a unidades prisionais é estratégia seminal dessa construção, e na qual a produção de documentos, notadamente relatórios de denúncia, desempenha também um papel fundamental 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8103514

Cosmopolíticas de crise: resistir, criar e compor mundos com as ruínas da democracia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Thiago Timoteo da
Sexo
Homem
Orientador
Marques, Ana Claudia Duarte Rocha
Código de Publicação (DOI)
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-21022020-170709/pt-br.php
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da política
Antropologia do digital
Conflito
Partidos-movimento
Movimentos sociais
Resumo

A presente dissertação consiste em uma etnografia do movimento político Raiz Movimento Cidadanista, com o foco em sua atuação na cidade de São Paulo. Essa associação surgiu em resposta a uma dupla percepção dos seus integrantes: a primeira é a de que o desenvolvimento do capitalismo levou a um cenário de crise (ambiental, econômica e social) de proporções catastróficas, que tem se revelado uma ameaça à própria existência da humanidade e de inúmeras outras formas de vida; a segunda é a de que as instituições políticas que marcaram o século passado não têm sido capazes de responderem a este cenário e às insatisfações dos povos e que é, portanto, preciso transformá-las. O foco desta pesquisa centrou-se no modo como os sujeitos investigados criavam formas de fazer política a partir do universo sociossimbólico que habitavam e de modelos de vida e resistência nos quais se inspiravam. A análise desse processo implicou indagar como os agentes entendiam a política e a democracia e quais eram as estratégias, os significados e os conflitos existentes na construção desse movimento político. Um aspecto que sobressaiu no exame das práticas da Raiz e que as aproximou dos levantes que surgiram no início desta década, foi o papel das tecnologias digitais na ampliação e conformação das ações de mobilização e participação social. No decurso da pesquisa, o digital passou a ocupar um lugar proeminente na compreensão dessas formas de existência política, na medida em que, visto, a priori, como mero mediador neutro da práxis política, comecei a entendê-lo como uma agência que se conecta e compõe com os sujeitos transformando decisivamente a configuração de suas práticas. Por último, este relato etnográfico é, em vários momentos, permeado por reflexões acerca das condições de realização da pesquisa antropológica e sobre o modo como relacionamento entre pesquisador e sujeitos pesquisados incide nos caminhos e resultados analíticos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-21022020-170709/pt-br.php

[Alerta textão] - estratégias de engajamento do Movimento LGBT de São Paulo em espaços de interação on-line e off-line (2015-2016)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Lucas Bulgarelli
Sexo
Homem
Orientador
Simões, Júlio Assis
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento Lgbt
Engajamentos
Movimentos Sociais
Gênero
Sexualidade
Resumo

Esta pesquisa busca investigar os mecanismos utilizados por militantes LGBTs da cidade de São Paulo para se engajarem em diferentes estratégias políticas de atuação. A partir de uma investigação em espaços de interação on-line e off-line, busco compreender a conformação destes modos de atuação política a partir de dois processos: por um lado, a influência das dinâmicas de negociação com gestores públicos e representantes do estado e, por outro, a proliferação de uma atuação concentrada nas mídias sociais e na internet. A partir do resgate de eventos e situações que remontam a um histórico do movimento LGBT, demonstro como estes modos de engajamento políticos concentrados nos mecanismos de negociação e na atuação em redes sociais estão atravessados por especificidades geracionais e ideológicas das carreiras ativistas de diferentes lideranças a que tive acesso. Ao explorar os manejos de diferentes ferramentas e modos de atuação de representantes da sociedade civil organizada no conselho municipal LGBT de São Paulo e de ciber-ativistas no facebook, passo a identificar uma cena de militantes LBGTs no conselho e uma cena de ciberativistas no facebook, com especificidades e modos de atuação próprios, mas que se aproximam - ou, em alguns casos, se confundem - quanto à natureza da reivindicação de suas demandas políticas. No capítulo i, contextualizo estas cenas por meio de um breve histórico do movimento LGBT brasileiro. Nesta parte, tenho por objetivo destacar as dinâmicas que favorecem o contexto para uma institucionalização crescente de suas demandas, bem como os desdobramentos da consolidação de planos, conselhos, conferências e da migração de militantes para as gestões públicas. No capítulo II, exploro os mecanismos de atuação política de militantes e grupos LGBT enquanto sociedade civil organizada por meio da participação na gestão do conselho municipal de políticas LGBTs em São Paulo. Chamo a atenção para a forte dependência da cena dos conselhos com as redes sociais, aproximando-a, embora não se confunda, da cena do facebook. No capítulo III, analiso as estratégias de engajamento de ciberativistas por meio do acompanhamento de seus perfis pessoais e de suas interações no facebook e de uma campanha política à vereança. Demonstro como a diversificação da atuação política nas redes favorece parcerias com agentes do mercado e das gestões públicas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2016
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-21082018-133346/pt-br.php

As mulheres na luta contra a ditadura militar: Maria Augusta Thomaz e outras memórias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sousa, Ana Luiza de Oliveira e
Sexo
Mulher
Orientador
Souza, Maria Luiza Rodrigues
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Goiânia
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFG
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Gênero
Maria Augusta Thomaz
Ditadura Militar
MOLIPO
Resumo

Este trabalho problematiza a construção da memória das mulheres que lutaram contra a Ditadura Militar de 1964, tendo como eixo condutor a memória de Maria Augusta Thomaz, que era estudante de Filosofia da PUC-SP e membra do MOLIPO. Foi executada em 1973 e seus restos mortais permanecem desaparecidos até os dias atuais. Aqui, questiono se os binarismos de gênero influenciam ou não na construção da memória de Maria Augusta Thomaz e de outras mulheres presentes nesta pesquisa.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.bc.ufg.br/tede/items/cc955fd9-1ec7-4ddd-835f-ebde617bdb6c