Geografia

Dinâmica espaço-tempo do uso e ocupação das terras na região de entorno a área urbana de Jundiaí/SP: implicações futuras na reserva biológica da serra do Japi

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Eliana Correa Aguirre de
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Reservas biológicas - Japi, Serra do (SP)
Diversidade biológica
Jundiaí (SP)
Resumo

O propósito deste trabalho foi analisar a dinâmica espacial do uso e ocupação das terras na região de entorno imediato à área urbana de Jundiaí, nos anos de 1962, 1994 e 2001 e seus impactos em relação às áreas rurais e ambientalmente protegidas da Reserva Biológica da serra do Japi, tendo em vista que o município de Jundiaí localiza-se em uma região de desenvolvimento urbano e industrial privilegiado, servido por duas das principais rodovias do estado, Anhanguera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348). Foram utilizados instrumentos de cartografia, fotointerpretação e elaboração digital de mapas temáticos, com o software Idrisi e de sistemas de informação geográfica (SIG). Os resultados mostraram uma retração de atividades no uso das terras em 1994, causada principalmente pelo contexto legal incidente nestas áreas desde 1962, o que no entanto não manteve os mesmos efeitos em 2001, resultando em um incremento das categorias agropastoril, silvicultura, solo exposto e expansão urbana e bairros rurais. Também mostraram que há uma progressiva aproximação do centro médio ponderado da categoria silvicultura em relação à Reserva para os três anos citados, respectivamente 6.307,68m, 4.222,54m e 3.446,53m, cujo impacto está diretamente relacionado ao seu manejo. Em relação à categoria bairros rurais, os valores encontrados foram de respectivamente 5.510,62m, 5.446,29m e 4.686,00m, o que implica em aproximação de infra-estrutura e demandas tipicamente urbanas em área protegidas legalmente e que ainda abrigam espécies em extinção, como a onça-parda, fundamental para o frágil equilíbrio e biodiversidade encontrado no Japi, região ecotonal e pertencente ao Bioma da Mata Atlântica.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Jundiaí
Bairro/Distrito
Serra do Japi
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1962; 1994; 2001
Localização Eletrônica
http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2006/11.15.13.49/doc/2849-2856.pdf

Territórios de resistência e movimentos sociais de base: uma investigação militante em favelas cariocas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bartholl, Timo
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Rogerio Haesbaert da
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
geografia em movimento
movimento social de base
território de resistência
favela
investigação militante
Resumo

Uma pesquisa que nasce de lutas de resistência justifica sua condição de ser ao
dialogar com e realimentar os processos em meio aos quais surge. É este o intuito deste
trabalho, que é resultado de uma investigação militante inserida em experiências de
trabalho de base protagonizadas por movimentos sociais de base que atuam em favelas
do Rio de Janeiro. Com isso não é um trabalho baseado em saberes sobre favela ou sobre
esses grupos, e sim analisa os processos em questão a partir do ponto de vista dos dois.
Experiências que articulam investigação e militância e uma discussão de saberes e
sujeitos em movimento dão base para uma proposta de pensar e fazer Geografias em
movimento(s). Uma discussão crítica de olhares e informações sobre favelas, da escala
global à escala local levam à questão como, na luta de classes, múltiplas relações de
dominaçãosubordinação/ resistência, que podemos compreender também como relações
centro-periferia, espacializam-se para constituir territórios de resistência. Movimentos
sociais de base como os coletivos Ocupa Alemão, Us Neguin Q Não C Kala, Roça! e a
Comunidade Popular Chico Mendes territorializam-se nestes territórios das classes
periféricas inseridas em dinâmicas maiores de favelas em movimento. Um elemento
chave do trabalho, apresento textos nos quais estes grupos autorrefletem suas experiências
de luta, reflexões que falam por si só ao mesmo tempo que permitem um diálogo com a
questão da importância de suas articulações e de práticas espaciais resistentes na
formação e no fortalecimento de territórios-de-resistência-rede. A perspectiva que
permeia o texto conecta saberes, territórios e movimentos entre si e com o horizonte da auto-emancipação das classes periféricas em luta, uma luta de muitas lutas que devem ser
compreendidas em sua complementaridade. São lutas que carregam, como potencialidade
e como realização (até então sempre parcial e incompleta), caminhos de superação da
dominação das periferias pelos centros, rumo a uma sociedade igualitária onde não há
nem periferia, nem centro.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste, Norte, Centro, Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://territoriosresistencia.files.wordpress.com/2016/03/tese-territorios-de- resistencia-tbartholl-6mb.pdf

A evolução do espaço geográfico campineiro e como as sociedades pensaram a cidade: dominação e segregação socioepacial

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mira, Fernanda Cristina Festa
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Regina Célia Bega dos
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
100
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia humana
Espaço geográfico - Campinas (SP)
Percepção espacial
Territorialidade humana
Resumo

Levantar alguns aspectos da evolução do espaço geográfico de Campinas e como as sociedades pensaram a cidade em suas épocas. No século XVIII o urbano no Brasil foi pensado por agentes externos, ou seja pela metrópole. 0 desejo de criar vilas e cidades foi motivado pela necessidade da Coroa portuguesa em assegurar a ocupação do território e desenvolver a economia de exportação colonial. Para tal empreendimento instalou-se mecanismos de dominação e controle sobre a população, especialmente na capitania paulista. E, justamente neste contexto, foi fundada Campinas, onde a formação urbana precária e as dificuldades do meio suplantavam as diferenças sociais. Entretanto, com o desenvolvimento da agricultura da cana-de-açúcar uma pequena elite locai começou a se destacar, diferenciando-se dos demais habitantes. Posteriormente o açúcar deu lugar ao cultivo do café. Já em meados do século XIX, o excedente de capital gerado pela agricultura cafeicultora produz uma elite mais refinada que marcou sua presença na cidade através de obras de melhoramentos urbanos. Mais para o final do século, com Abolição e a Proclamação da República, consolida-se uma elite nacional que se incumbiu de construir um projeto de nação. Projeto este que manteve o grupo negro à margem da participação na sociedade. Os reflexos disso podem ser sentidos na cidade contemporânea, onde os negros, em sua maioria, e pobres aparecem como cidadãos de segunda classe. Reféns de uma segregação sócioespacial. Vivenciando o espaço da cidade de maneira parcial e fragmentada.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Período colonial; Período imperial; Século XX
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/372988?guid=1641772805967&returnUrl=%2Fresultado%2Flistar%3Fguid%3D1641772805967%26quantidadePaginas%3D1%26codigoRegistro%3D372988%23372988&i=12

A formação do Bairro Taquaral em Campinas (SP) e sua consolidação como subcentro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Xavier, Milton Cesar
Sexo
Homem
Orientador
Vitte, Claudete de Castro Silva
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
14
Idioma
Português
Palavras chave
Campinas (SP) - Geografia
Bairros - Campinas (SP) - História
Espaço geográfico - Campinas (SP)
Planejamento urbano
Resumo

O Bairro Taquaral em Campinas tornou-se um importante subcentro de comércios e serviços, desempenhando importante papel no espaço intra-urbano atraindo consumidores locais e regionais. Desde seus primórdios ele já apresentava atividades terciárias que serviam a população local. Com o passar do tempo, o bairro foi se transformando urbanisticamente e, devido seus bairros-jardins tornou-se sinônimo de bairro nobre com população de alta renda. Esta pesquisa teve como objetivo estudar a formação do bairro e a consolidação do mesmo como subcentro. O Taquaral é um bairro centenário que se formou no subúrbio de Campinas às margens do antigo caminho que ligava Campinas a Mogi Mirim e passava pela Fazenda Taquaral. Já apresentava no final do século XIX uma atividade comercial incipiente para atender seus moradores e os arredores. O bairro se transformou, bem como suas atividades econômicas. Devido sua localização favorável que liga a região norte ao centro consolidou-se como subcentro. Este subcentro tem como principais eixos viários a Rua Paula Bueno, (antiga estrada pública) e as Avenidas N. Senhora de Fátima, Armando Sales de Oliveira 'e Julio Prestes, além de um dos símbolos da cidade, o Parque Taquaral. O Taquaral consolidou-se como subcentro de amplo alcance espacial que atende a uma clientela variada (do local, dos bairros vizinhos e até de outras cidades) que usa seus serviços bancários, supermercados, farmácias, restaurantes, oficinas, lojas das mais variadas. Enfim, oferece comércio e serviços diversos, tanto aqueles de uso frequente como os mais complexos.

 

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Subcentro
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Taquaral
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
http://observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/egal12/Geografiasocioeconomica/Geografiaurbana/264.pdf

As atuações do Estado, da Sociedade Civil e do Terceiro Setor na dinâmica socioespacial da favela de Paraisópolis, em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Herbert Lopes de
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Regina Célia Bega dos
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Favelas - São Paulo (Estado)
Terceiro setor
Geografia urbana
Resumo

Esta dissertação discute a dinâmica sócioespacial da Favela de Paraisópolis, em São Paulo, que está localizada em meio às mansões e condomínios de alto padrão do bairro do Morumbi. Abordaremos a atuação do Estado, da Sociedade Civil e do Terceiro Setor nesta dinâmica, procurando relacionar esses três agentes. O Estado não se mostra capaz de suprir todas as necessidades da população e o Terceiro Setor passa, então, a oferecer serviços que deveriam ser ofertados pelo Estado, como saúde e educação. Cabe à Sociedade Civil reivindicar os serviços, seja ele oferecido pelo Estado ou pelo Terceiro Setor. Esta substituição do Estado ocorre em virtude da tendência neoliberal de substituição do Estado pelo Mercado também na esfera do oferecimento dos serviços públicos para a população. Para isso são oferecidos incentivos fiscais às empresas, porém, nem toda a população terá acesso a esses serviços, o que acaba gerando uma segregação. Veremos que em Paraisópolis há muitos projetos sociais sendo desenvolvidos que visam uma melhor qualidade de vida para a sua população, mas muitas vezes os moradores não têm voz ativa nesses projetos e acabam apenas usufruindo o serviço oferecido. Não há uma consulta para saber qual a área que necessita de mais ajuda. As empresas acabam tendo um poder de decisão sobre o uso do território muito maior que o Estado, que é quem deveria ter esse controle. Dessa forma, o Terceiro Setor vem crescendo no país em função da ausência cada vez maior do Estado. Esse aumento pode ser comprovado pelos dados mostrados nesta dissertação. Através do trabalho de campo realizado pode-se verificar as condições físicas da favela, como local de construção e tipos das casas (se alvenaria ou madeira, um, dois ou mais pavimentos etc), os relatos e as impressões que os moradores têm do lugar em que moram, o comércio existente, a dinâmica de movimentação das pessoas no interior e no entorno da favela, as discussões nas reuniões existentes dentro do Fórum de Multientidades de Paraisópolis etc. Outro ponto abordado é a urbanização da cidade de São Paulo e o surgimento das favelas com uma análise da localização das mesmas na cidade, os anos de surgimento e a dificuldade no acesso à terra e moradia por parte da população mais pobre da cidade, contribuindo para a expansão horizontal da ocupação da cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Favela de Paraisópolis
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/368111

Programa de Estudos e Pesquisas para a Urbanização da Favela da Rocinha (RJ)

Tipo de material
Relatório Técnico
Autor Principal
Banco Nacional de Habitação BNH
Ano de Publicação
1980
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Final
24
Idioma
Português
Palavras chave
Proposta de Urbanização
Resumo

O relatório apresenta um programa de estudos e pesquisas com o objetivo de definir campos de atuação na favela da Rocinha, abrangendo os seguintes aspectos: levantamento aerofotogramétrico; censo da área habitada; levantamento
e estudo jurídico para legalização da área; e levantamento de experiências de urbanização de favelas. O estudo está inserido em uma política municipal que reconhece a necessidade de integrar cerca de 25 por cento da população no
processo de desenvolvimento econômico e social. Para tanto, foi desenvolvido o documento Diretrizes para o Estabelecimento de uma Política de Ação para as Favelas do Município do Rio de Janeiro, em anexo, no qual são definidas, de maneira indicativa, a forma de atuação e a articulação dos possíveis colaboradores com o processo de urbanização.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1980

O reencantamento das cidades: tempo e espaço na memoria do patrimônio cultural de São Luiz do Paraitinga/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Carlos Murilo Prado
Sexo
Homem
Orientador
Luchiari, Maria Tereza Duarte Paes
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Patrimônio cultural - Proteção
Desenvolvimento regional
Planejamento Urbano
Resumo

A sociedade contemporânea vem passando por um período de rápidas transformações em que a valorização do entretenimento, associado ao espetáculo, desponta como a grande panacéia do século XXI. O turismo como vetor de desenvolvimento econômico passa a ser divulgado e incorporado pelas políticas públicas e estratégias econômicas. Em um momento em que a produção de imagens assume uma posição estratégica no planejamento urbano, a espetacularização do patrimônio cultural passou a ser uma ferramenta primordial na refuncionalização do território com vistas ao desenvolvimento local por meio do desenvolvimento do turismo. Com o fito de desmistificar as construções simbólicas a respeito do turismo como a melhor saída ao desenvolvimento local e à preservação, procuramos analisar a atividade turística como uma prática que produz e consome espaço, buscando abordar o patrimônio como um conjunto de formas-conteúdo da cidade (Santos 2002), considerando o espaço uma construção permanente, resultante de um conteúdo social variável. Desse modo, baseado no processo de preservação e refuncionalização do patrimônio em função da atividade turística, buscamos realizar um diálogo entre ciência geográfica e o desenvolvimento local. São estas reflexões a respeito das novas funções e usos atribuídos ao patrimônio do lugar São Luiz do Paraitinga que orientam nossas pesquisas.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
São Luiz do Paraitinga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.088/214

Percepção ambiental e mineração na área urbana de Jaguariúna, SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Yoshida, Tatiana Pagotto
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Análise ambiental
Planejamento urbano - Jaguariúna (SP)
Solo - Uso
Mapeamento do meio ambiente
Resumo

A mineração constitui-se em importante indústria para países em desenvolvimento. Os minerais utilizados na indústria da construção civil, tais como a pedra britada, destacam-se por sua grande demanda, devido à crescente urbanização. No entanto, a coexistência desse tipo de mineração com os meios social, físico e biótico não tem sido pacífica, pois se situam geralmente nas proximidades dos centros urbanos, por causa do baixo valor agregado desse tipo de matéria prima. Nesses locais, muitas vezes, residem comunidades preocupadas com a poluição gerada por esse tipo de atividade. Com isso, a disponibilidade de jazidas nos centros urbanos está reduzindo, principalmente pela falta de planejamento no crescimento das cidades, competição com usos do solo e maiores exigências ambientais. No município de Jaguariúna, SP, ocorre um conflito entre uma pedreira de rochas para brita, um bairro residencial vizinho e instituições públicas. Os moradores desse loteamento incomodam-se com a atividade do empreendimento, apesar de hoje em dia operar adequadamente e buscar se enquadrar na legislação ambiental. Utilizando teorias da percepção ambiental e um modelo conceitual que permite a análise integrada entre os sistemas ecológicos e sociais, para compreender a interação desses em ambiente urbano, o conflito foi estudado, verificando como a população do bairro percebe o empreendimento, os impactos gerados por ele e a atuação das autoridades competentes com relação à problemática. Verificou-se que a população possui preconceito com relação à atividade minerária, pelo histórico de má operação da pedreira e também pela falta de envolvimento desta com comunidade. Além disso, verificou-se que os habitantes possuem julgamentos errôneos relacionados aos impactos provocados pela pedreira, revelando falta de informação sobre a atividade de extração de rocha para brita. Outro fato importante foi a observação de que a população é muito pouco informada sobre que órgãos ambientais recorrer para reclamar contra o empreendimento, já que a maior parte das reclamações foi ou seria dirigida à prefeitura municipal e não à CETESB. Por fim, após a identificação de todos os atores envolvidos na problemática e de suas parcelas de responsabilidade no conflito, o modelo conceitual foi aplicado para uma melhor identificação de como as variáveis interagem entre si, possibilitando visualizar mais claramente soluções e propostas de ação por parte desses atores envolvidos.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Jaguariúna
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/359340

O uso do território pelos homens lentos: a experiência dos camelos no centro de Ribeirão Preto

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miranda, Ana Luisa
Sexo
Mulher
Orientador
Bortolozzi, Arlêude
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia urbana - Ribeirão Preto (SP)
Territorialidade humana
Vendedores ambulantes
Comportamento espacial
Resumo

Nesta dissertação, parte-se da idéia que o uso do território envolve "diferentes matrizes de racionalidade" e, portanto, impõe o reconhecimento da diversidade e das contradições inscritas no espaço geográfico. Com isso, a "conflituosidade", como um dado da análise espacial, é essencial para a valorização da diferença e, sobretudo, para a valorização de sujeitos sociais historicamente ocultados. Nesse sentido, esta pesquisa vale-se do território usado como categoria de análise, já que nos remete ao espaço de todos e, com isso, nos convida a atentar para as "relações sociais e de poder". Assim, busca-se desvendar as estratégias e táticas que conduzem as ações dos diferentes agentes - destacando a presença dos camelôs - na luta pelo uso do centro de Ribeirão Preto. Por meio da noção de "homens lentos", procura-se valorizar a territorialidade dos camelôs que, estando fora do modelo hegemônico, dificilmente é confrontada como portadora de valores e, sobretudo, como uma nova possibilidade de uso da cidade. Nesse contexto,  os camelôs resistem ao planejamento urbano dominante e, dentro de suas circunstâncias, tentam impor suas especificidades, trazendo para o debate uma outra configuração sócio-espacial possível. Assim, ao instalar um dissenso sobre a organização do centro de Ribeirão Preto constituem-se, ainda que potencialmente, como sujeitos políticos. É nesse processo de constituições, negociações e repressões, que se procura apreender e, sobretudo, iluminar a geografia desses sujeitos.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://1library.org/document/qvrlr60y-territorio-homens-lentos-experiencia-camelos-centro-ribeirao-preto.html

Alienação e uso corporativo do território paulista: incentivos territoriais e investimentos privados

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Clayton Luiz da
Sexo
Homem
Orientador
Cataia, Marcio Antônio
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Território nacional
Geografia política
Investimentos públicos
Políticas públicas
Resumo

As atuais modernizações, forjadas no contexto da globalização econômica, modificam a organização interna dos territórios criando a necessidade de nova regulação. Diante disto, o presente trabalho busca analisar a influência sobre o território paulista dos investimentos privados nacionais e estrangeiros, procurando discutir o uso pelos governos municipais de incentivos de atração de investimentos. A ação internacional de grandes empresas toma forma nos lugares, de modo que a competição pelos seus investimentos leva a uma batalha entre eles. No estado de São Paulo, os investimentos privados têm atraído as políticas públicas, que passam a ser guiadas em direção aos interesses minoritários hegemônicos. No entanto, tem-se observado que os investimentos privados se dão de forma concentrada nas principais cidades paulistas, deixando claro que não são todos os municípios que os podem atrair. Verifica-se ainda que os investimentos privados se concentram nos lugares mais bem preparados, mostrando mais nitidamente 'que as empresas têm no território pontos ou manchas de seu interesse que são usados por elas como recurso. O território, compreendido em sua totalidade, demonstra que no encontro entre políticas públicas e interesses corporativos, o Estado vem negligenciando-se de procurar possibilidades que tornem a chamada globalização econômica mais próxima dos interesses da maioria da população. Esta, penalizada por escolhas enviesadas, tem sofrido as conseqüências de não ter seu território preparado para atender seus interesses imediatos e futuros, cujos desdobramentos têm levado ao aprofundamento da alienação do território.

 

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/359094