Processos de urbanização

A revalorização contemporânea do centro de São Paulo: agentes, concepções e instrumentos da urbanização corporativa (2005-2012)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sombini, Eduardo Augusto Wellendorf
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Adriana Maria Bernardes da
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização
Gentrificação
Resumo

Entre as diversas faces assumidas pela urbanização contemporânea, os processos de refuncionalização e revalorização de centros urbanos têm desempenhado papel de destaque nas estratégias públicas e privadas dereorganização territorial das cidades em todo o mundo. Anteriormente restrito a algumas metrópoles do capitalismo avançado, a partir da década de 1990 esse processo se difundiu globalmente e atingiu com as mediações das formações socioespaciais e dos lugares, várias metrópoles dos países periféricos. Após longos períodos de desvalorização imobiliária e migração de parte das atividades do circuito superior da economia urbana, os centros históricos têm sido tomados por intervenções que buscam mobilizar os atributos materiais e simbólicos desses subespaços como instrumento de uma política urbana voltada para a atração de investimentos, consumidores e turistas e de criação de imagens hegemônicas das cidades. Muitas cidades brasileiras, seguindo a tão difundida experiência internacional, tem apostado na afirmação dos usos culturais e na atração de atividades informacionais como os catalisadores ideais para as transformações urbanas pretendidas para as áreas centrais. Desde a década de 1990, essas concepções têm sido os principais suportes do projeto de revalorização do centro paulistano e vem aglutinando tanto as políticas do planejamento territorial estatal como as estratégias de diversos agentes econômicos, aprofundando a urbanização corporativa da metrópole paulistana. Neste trabalho, propomos analisar as variáveis explicativas da revalorização contemporânea do centro de São Paulo (2005-2012), considerando os agentes sociais envolvidos, as concepções que orientam as ações, os instrumentos técnicos e políticos mobilizados e as disputas pelo uso do território do centro paulistano, com o intuito de contribuir para estruturar uma reflexão sobre os nexos que constroem o atual projeto hegemônico de reorganização do território da área central da
metrópole.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2012
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/907371?guid=1666899200091&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1666899200091%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d907371%23907371&i=1

“Quando a gente não tá no mapa”: a configuração como estratégia para a leitura socioespacial da favela

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Loureiro, Vania Raquel Teles
Sexo
Mulher
Orientador
Medeiros, Valerio Augusto Soares de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Programa
Arquitetura e urbanismo
Instituição
UnB
Idioma
Português
Palavras chave
Favela
Padrões socioespaciais
Sintaxe Espacial
Configuração urbana
Resumo

Esta tese busca decodificar o sistema espacial da favela, enquanto entidade auto-organizada e espontânea, por meio do estudo de sua configuração. Entendidas frequentemente como frações segregadas e desorganizadas, as favelas tendem a permanecer interpretadas em seus problemas e suas carências, sem que sua espacialidade seja entendida durante o processo de atuação ou desenvolvimento urbano. A Teoria da Lógica Social do Espaço (HILLIER & HANSON, 1984) é adotada enquanto abordagem teórica, metodológica e ferramental, permitindo a leitura do objeto em sua complexidade espacial. São comparados 120 assentamentos localizados ao redor do mundo, explorados segundo um conjunto de 26 variáveis configuracionais (entre qualitativas e quantitativas, geométricas e topológicas). Os resultados são ainda balizados por amostra de 45 cidades portuguesas de origem medieval (exemplares da cidade orgânica) e pela pesquisa de Medeiros (2013) para 44 cidades brasileiras (ilustrativas de estruturas urbanas contemporâneas). O estudo tem como objetivo principal analisar em que medida a configuração das favelas, investigadas a partir de seus padrões espaciais, afeta as dinâmicas socioespaciais ali presentes. É intenção responder às seguintes perguntas: 1) há um padrão espacial na favela? e 2) em que medida a favela reproduz padrões espaciais inerentes à cidade orgânica e historicamente consolidados? As questões levam à construção da hipótese de que a configuração da favela revela padrões espaciais provenientes das suas práticas de auto-organização, que são responsáveis por dinâmicas urbanas de sucesso. A espontaneidade inerente, frequentemente subvalorizada pela sua sintaxe de difícil apreensão, revela-se um processo urbano catalisador de qualidade espacial a partir do momento em que sua complexidade é entendida e decodificada. Os achados revelam que a favela busca, na medida do possível, organizar-se dentro do sistema maior que a recebe, buscando conexões com a envolvente direta além de se estruturar internamente. A leitura configuracional aponta que emergem de suas relações espaciais padrões comuns aos que estruturam cidades orgânicas, distinguindo-se essencialmente em sua densidade extrema e grau de consolidação, apesar de revelarem boa estruturação global. Suas dinâmicas internas se comportam de modo aproximado a sistemas urbanos completos e consolidados, partilhando lógicas comuns e transversais a regiões do mundo e culturas distintas, o que reforça a sua auto-organização como potenciadora de qualidade espacial e característica essencial a seu desenvolvimento.

Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
seculo xxi; década 1990; década 2000; década 2010; 2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5303356

A contribuição da geografia escolar para uma educação ambiental crítica e emancipatória: o caso do Bairro Estoril de São Bernardo do Campo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Farias, Rosana Amália Singh
Sexo
Mulher
Orientador
Buitoni, Marisia Margarida Santiago
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Educação ambiental
Ensino de geografia
Impactos ambientais
Conservação
Resumo

A Geografia, como ciência social, contribui para o processo de ensino-aprendizagem em todos os níveis da educação básica e procura formular e aprofundar, ao longo dos anos, a interação entre sociedade e natureza, analisando as modificações causadas ao ambiente. A Educação Ambiental (EA) constitui um saber interdisciplinar e possui um conjunto de formulações teóricas capazes de formar conceitos que apreendam os complexos processos sociais e os riscos ambientais que se intensificam a cada dia, valendo-se muito da contribuição da Geografia. O presente trabalho busca avaliar a importância da aplicação de técnicas e práticas de ensino no âmbito da EA, em áreas de potencial hídrico. O bairro de Estoril, no Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo do Campo, São Paulo, foi a área escolhida para este estudo, tendo em vista seu processo de degradação socioambiental provocado pela industrialização e pela urbanização aceleradas, que ocorreram na área metropolitana de São Paulo, desde a segunda metade do século XX. Trata-se de um estudo necessário, com o objetivo de contribuir para a identificação das questões socioambientais vivenciadas pelos alunos de São Bernardo, em sua realidade espacial local. A proposta do trabalho criou situações que pudessem propiciar o aprendizado e a compreensão do aluno, pois a geografia escolar, ao desenvolver os estudos sobre bairro, rua, escolas, procura fazer com que o aluno se identifique como agente social de transformação e, posteriormente, de desenvolvimento. Para atingir os objetivos propostos, foram realizadas leituras sobre a Represa Billings no contexto do ensino de geografia e da educação ambiental. Na pesquisa de campo, constatou-se que a EA proporciona atividades indispensáveis, na busca de soluções contra o agravamento dos problemas ambientais, enfrentados em diferentes escalas no mundo. A utilização de materiais de orientação em campo - como mapas, fotos, informações secundárias sobre o local pesquisado - auxiliou no conhecimento do lugar, assim como as observações e discussões feitas despertaram a responsabilidade dos estudantes em relação aos cuidados com essas áreas e com a multiplicação desses conhecimentos para futuras gerações.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Bairro/Distrito
Estoril
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2012
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12302

Parque Linear: perspectivas e realidades - o estudo de caso do Parque Linear Rio Verde, Itaquera, São Paulo, SP.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guimarães, Daniela Miranda
Sexo
Mulher
Orientador
Buitoni, Marisia Margarida Santiago
Ano de Publicação
2010
Programa
Geografia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
Parques lineares
Fundos de vale
Ocupação irregular
Urbanização
Resumo

A implantação de Parques Lineares surgiu na cidade de São Paulo no Plano Diretor Estratégico, criado pela Lei 13.430 de 2002 e propõe na legislação urbanística e ambiental o programa de Recuperação Ambiental em Cursos d Água e Fundos de Vale. Este trabalho apresenta a lógica da urbanização em Itaquera e a criação de parques lineares na cidade de São Paulo, reúne reflexões e análises sobre a implantação de parques lineares em áreas urbanas, além de discutir a necessidade de implantação dos parques lineares para a recuperação dos recursos hídricos do município, a partir da implantação do Parque Linear Rio Verde. Buscou-se com essa dissertação discutir a intervenção pública em áreas de ocupação irregular e avaliar o impacto que o Parque Linear Rio Verde causou a vizinhança. Para alcançar esses objetivos, a pesquisa utilizou-se de observações de campo, entrevistas, dados obtidos junto a órgãos oficiais municipais e importantes referenciais teóricos que discutem a urbanização brasileira e municipal, a história do bairro Itaquera, os parques urbanos, além da legislação urbanística e ambiental. Os resultados obtidos nesta pesquisa demonstram que o parque ainda não apresenta características sociais e ambientais corretas de acordo com a proposta de implantação.

Referência Espacial
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Itaquera
Logradouro
Parque Linear Rio Verde
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2002-2010
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12293

Dimensão fractal, dinâmica espacial e padrões de fragmentação urbana de cidades médias do estado de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Trentin, Gracieli
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Fractais
Planejamento urbano
Análise espacial
Resumo

A maioria das metodologias convencionais empregadas em estudos urbanos não considera o grau de irregularidade dos perímetros e a complexidade morfológica das cidades, pois tendem a aproximar a forma urbana a geometria euclidiana. Entretanto, o fenômeno urbano pode ser também estudado, em sua forma real, a partir da geometria fractal. Neste caso, o grau de fragmentação e preenchimento urbano pode ser estimado a partir da dimensão fractal, contribuindo para analises da dinâmica espacial e temporal das formas urbanas. O objetivo desta pesquisa foi analisar a dinâmica de expansão urbana de um conjunto de cidades medias, com base na dimensão fractal e, posteriormente, identificar possíveis padrões de crescimento associados à fragmentação urbana. Foram escolhidas 14 cidades com população entre 100.000 e 500.000 habitantes, representando uma amostra do universo de cidades médias do estado de São Paulo. De acordo com a proposta de analise espaço-tempo em escala regional e a disponibilidade de material cartográfico, foram definidas quatro datas de analise da dinâmica espacial da forma urbana destas cidades: 1938, 1985, 1995 e 2005. Inicialmente, a expansão urbana das cidades foi mapeada e relacionada ao processo de urbanização paulista, destacando-se a influencia da rede viária na configuração urbana. Em seguida, a dimensão fractal foi estimada por meio de três métodos: Peri metro (PRE), perimetroarea (PAR) e densidade de ocupação (DOC). A análise dos resultados revelou grande dinâmica espacial e temporal nestas cidades, sobretudo entre 1938 e 1985 - fase de maior intensidade no processo de urbanização. Além disso, a rede viária mostrou ser determinante no direcionamento e definição dos principais eixos de expansão urbana. Estas características se refletiram nos valores de D calculados, os quais caracterizaram as cidades quanto à irregularidade, a complexidade e a fragmentação urbana. A variação temporal da dimensão fractal (D) demonstrou estar relacionado ao índice de forma, o que possibilitou a associação das formas urbanas a formatos alongados ou circulares. Com base nos valores de D para o método DOC - cuja variação foi maior no período - foram delimitados grupos de cidades para cada data de analise e para a dinâmica de todo o período (1938-2005). A partir deste agrupamento, foram definidos padrões de fragmentação urbana: formas fragmentadas; formas fragmentadas por imposições físicas e ambientais; e formas com maior regularidade. A caracterização dos grupos de cidades, com base na população, área, perímetro e fatores físico-geográficos dos sítios urbanos, possibilitaram observar diferenças quanto à fragmentação e preenchimento das formas ao longo do tempo. O comportamento espacial e temporal de cada padrão sugere a continuidade no crescimento urbano, com maior influencia do período recente, o que demonstra a existência de autocorrelação temporal no processo de fragmentação. Por fim, a dimensão fractal, utilizada como categoria de analise espacial, comprovou sua eficiência como método de monitoramento e mapeamento dinâmico de formas irregulares e complexas, como são as formas urbanas

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1938; 1985; 1995; 2005
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/901149

Arquitetos militantes em urbanização de favelas: uma exploração a partir de casos de São Paulo e do Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lara Isa Costa Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Karina Oliveira Leitão
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização de Favelas
Arquitetos Militantes
Favelas
Resumo

O foco desta pesquisa é a atuação de arquitetos e urbanistas militantes em urbanização de favelas. Para tal recorremos a casos concretos de experiências de urbanização de favelas com a participação destes técnicos na Região Metropolitana de São Paulo e Município do Rio de Janeiro da década de 60 aos anos 2010. Pretendemos desta forma olhar para este campo de atuação do arquiteto e urbanista, mas focando naqueles que historicamente têm exercitado intervenções mais justas, mais integradoras, mais emancipadas em favelas. Trata-se de um reconhecimento da atuação destes arquitetos - sujeitos políticos, mas também a apresentação de uma retrospectiva sobre as suas práticas, muitas vezes pioneiras no seu campo de atuação. Trata-se também de uma reflexão sobre os alcances e limites da sua ação militante. Selecionamos sujeitos que se destacam nessa atuação e cujas experiências que acontecem num tensionamento entre técnica, estética e ética. Na prática, os resultados são por vezes limitados, e muitas vezes frustrantes, mas ao mesmo tempo, seguramente inspiradores. A partir dos seus relatos e reflexões, mesmo que em contexto muito diversificados, encontramos pontos de contato nas metodologias, nas ações e nas intenções e que denominamos como práticas militantes em urbanização de favelas. Com esta pesquisa propomos um mapeamento de possíveis referências, mas também o questionamento sobre o lugar do arquiteto frente a territórios de conflito.

Referência Espacial
Zona
zona oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1960-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5075346

Regras do espaço informal: a gramática da Forma na Rocinha

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Renteria, Margaret Lica Chokyu
Sexo
Mulher
Orientador
Dias, Maria Angela
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Arquitetura
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Gramática da forma
Educação do olhar
Habitação de interesse social
Rocinha
Resumo

Esta tese investiga a composição dos espaços construídos de arquiteturas informais, sob a ótica da Gramática da Forma, e tem como estudo de caso as edificações residenciais da Favela da Rocinha. Para isso, é desenvolvida uma metodologia computacional que, a partir de análises gráficas, permite lançar um olhar objetivo sobre os elementos que compõem as construções e as relações existentes entre si. Estes exames permitem a definição dos elementos formais e funcionais que compõem estas arquiteturas. Desenvolve-se, portanto, um vocabulário articulado por um conjunto de regras, formando uma gramática definidora de uma linguagem. As favelas são assentamentos informais produzidos pelos próprios moradores, como resposta às suas necessidades de moradia e à carência no provimento de habitações. Os espaços das residências refletem as necessidades dos moradores e também transparecem a concepção do habitar para estas pessoas. Assim, numa região em que mais de 20% da população mora em favelas, o entendimento destas soluções é muito relevante. Estudar estas construções empregando a abordagem proposta permite que os padrões de soluções recorrentes sejam realçados, apreendidos e eventualmente assimilados em projetos formais.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX-Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5064917

Questão de Moradia: áreas de riscos naturais no Recreio São Jorge e Novo Recreio, Guarulhos-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Uzan, Elenice da Fonseca
Sexo
Mulher
Orientador
Buitoni, Marisia Margarida Santiago
Ano de Publicação
2008
Programa
Geografia
Instituição
PUC-SP
Idioma
Português
Palavras chave
Moradia
Segregação
Riscos natural
Novo Recreio São Jorge
Recreio São Jorge
Resumo

A presente dissertação buscou analisar as formas específicas da expansão do espaço urbano-residencial de Guarulhos, especialmente dos grupos de menor renda, vivendo em áreas de riscos naturais nos loteamentos de Recreio São Jorge e Novo Recreio São Jorge, as novas territorialidades criadas, os fatores determinantes, os principais agentes estruturadores dessas modificações e, principalmente, relacionar tais dinâmicas a um processo mais geral de reprodução do capitalismo e da própria sociedade. Nessa perspectiva, as desigualdades sociais resultam da materialização espacial da cidade, portanto, pode-se afirmar que o espaço urbano não se reproduz sem conflitos e contradições, ligado estruturalmente à própria lógica capitalista e à reprodução de uma sociedade dividida em classes, onde, cada vez mais, a valorização do solo em certas áreas, aliada às estratégias imobiliárias, limita as possibilidades de uso do espaço pelos segmentos sociais de menor renda. Nesse sentido, as mudanças nos atuais padrões residenciais dos grupos de menor poder aquisitivo implicam transformações na organização espacial intra-urbana de Guarulhos, criando novas necessidades e novos arranjos espaciais, relacionados ao processo de construção da atual dinâmica socioeconômica do município e à adoção de políticas públicas que interferem diretamente nas distintas formas de ocupação de seu espaço e as permeiam.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Guarulhos
Bairro/Distrito
Recreio São Jorge
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Bairro/Distrito
Novo Recreio São Jorge
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/12336

Bauru: populismo e paisagem urbana (1948-1968)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
José Carlos Rocha
Sexo
Homem
Orientador
Gustavo de Oliveira Coelho de Souza
Ano de Publicação
2008
Programa
Geografia
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Bauru
Populismo
Ademarismo
Janismo
Poder político municipal
Resumo
O populismo constituiu-se em um fenômeno político consolidado no país a partir da Era Vargas. Em 1945 com a democratização, tornar-se-ia hegemônico nas relações políticas brasileiras. O populismo multiclassista, com sua utópica tentativa de representação de todas as classes sociais, respondendo às suas demandas, foi considerado como instrumento de análise mais adaptado às características da realidade bauruense. A hegemonia populista em Bauru estendeu-se entre 1948 e 1968. Neste período, o janismo e o ademarismo disputaram o poder político municipal, refletindo na produção de paisagens urbanas específicas. Durante o transcorrer de vinte anos de domínio populista, o ademarismo prevaleceu entre 1948 e 1955, o janismo entre 1956 e 1959 e uma terceira fase composta de elementos janistas e ademaristas, conduziram uma transição entre o próprio populismo e o poder tecnocrata. Tecnocracia instalada a partir de 1968, com a eleição de um grupo político associado aos interesses do governo militar. O populismo ademarista em Bauru possibilitou uma evolução urbana harmoniosa, construindo uma paisagem vinculada à esfera educacional. O janismo, antagonicamente, propôs e produziu uma intervenção surpreendente na evolução do tecido urbano de Bauru, construindo bairros sem infra-estrutura, definindo problemas ainda não solucionados nos dias atuais. A junção do ademarismo e do janismo nas administrações finais do período populista determinou a concretização de intervenções urbanas já associadas ao período posterior: a tecnocracia.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bauru
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1948-1968
Localização Eletrônica
https://sapientia.pucsp.br/handle/handle/12333

Urbanização e usos do território : as crianças e adolescentes em situação de rua na cidade de Campinas/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Penteado, Ana Tereza Coutinho
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Adriana Maria Bernardes da
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização - Campinas (SP)
Menores abandonados - Campinas (SP)
Marginalidade social (Menores)
Resumo

Esta dissertação se propõe a analisar os usos do território e o processo de urbanização a partir da existência de crianças e adolescentes em situação de rua na cidade de Campinas/SP. Discutimos como uma determinada urbanização corporativa, que valoriza e desvaloriza o espaço urbano conforme os interesses das grandes empresas, provoca o deslocamento de algumas crianças e adolescentes das regiões e cidades periféricas para as áreas centrais, buscando no espaço público maneiras diversas de viver a vida privada. Igualmente, discutimos como os usos do espaço urbano das áreas centrais novamente afastam e escondem crianças e adolescentes em situação de rua. Para tanto, apresentamos as transformações da situação de rua de crianças e adolescentes imbricadas ao processo de urbanização da cidade, desde a sua constituição até os dias atuais, considerando a relação existente entre crianças e adolescentes em situação de rua e as políticas sociais e urbanas. Analisamos, ainda, como as recentes políticas sociais incidem na cidade, debatendo o adensamento normativo ocorrido a partir da década de 1980 que modificou as ações direcionadas aos pobres, os recentes planos federais para diminuição dos índices de pobreza, e as adaptações ocorridas na execução das normas no momento em que estas se territorializam na cidade de Campinas.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX e XXI
Localização Eletrônica
https://1library.org/document/q0gr5r9z-urbanizacao-usos-territorio-criancas-adolescentes-situacao-cidade-campinas.html