Antropologia

Nguzu: um estudo sobre identidade do "Povo do Santo" no candomblé de matriz Kongo e Angola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Meirelles, Cleber dos Santos
Sexo
Homem
Orientador
Jungblut, Airton Luiz
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/RS
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Candomblé
Banto
Nagô
(Re) Africanização
Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar a vivência de identidades do “povo do santo”, com foco em experiências no candomblé de matriz Kongo e Angola. para isto, busca situar a cultura banta no contexto dos processos de reestruturação da religiosidade africana no Brasil, bem como no cenário de mudanças sociais, que influenciam a construção de identidades. o primeiro capítulo apresenta os povos originários africanos, bantos e sudaneses, através de dados históricos e sociológicos sobre a época da escravidão, a partir de aspectos culturais e religiosos. o capítulo seguinte trata do candomblé como objeto de pesquisa, sob o ponto de vista de pesquisadores que avaliam metodologicamente as experiências de iniciação no culto, e de meu posicionamento, como iniciado e, também, pesquisador. O terceiro capítulo mostra algumas nuances que conferem autenticidade ao culto de matriz Kongo e angola, comparando-as com o culto aos orixás. além disso, se descrevem, brevemente, as principais divindades cultuadas nos candomblés Bantos e Nagôs. o quarto e quinto capítulos relatam os exercícios de campo no estado de São Paulo. um traz narrativas da participação do pesquisador em um encontro internacional para discutir a identidade do candomblé angola; outro apresenta um esquema etnográfico da vivência de identidade dentro de um terreiro de candomblé Banto. ambas as atividades proporcionaram reflexões e cotejamento de dados. O sexto capítulo é uma revisão bibliográfica sobre as noções de identidade desenvolvidas por teóricos contemporâneos das ciências sociais, mesmo sendo o conceito debatido interdisciplinarmente. em complemento, referências sobre os movimentos de (re) africanização do candomblé reforçam o emprego de uma perspectiva socioantropológica na investigação do tema. Finalmente, os últimos dois capítulos são dedicados ao exame dos exercícios empíricos, onde se procurou evidenciar a expressividade da cultura Banta e sua identidade religiosa, de onde foram extraídas algumas considerações que apontam para a necessidade de continuidade de pesquisas sobre outras vertentes que compreendem as religiões de matriz africana.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/10840?locale=es

O policial ambivalente: uma etnografia do curso de formação de soldados da PMESP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Monteiro, Thomas Machado
Sexo
Homem
Orientador
Durão, Susana Soares Branco
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Formação policial
Soldado da Polícia Militar de São Paulo
Cultura policial
Treinamento
Escola Superior de Soldados
Resumo

Este trabalho consiste na investigação do curso de formação de soldados da Polícia Militar de São Paulo à luz de uma imersão etnográfica realizada na maior escola de formação de policiais do Brasil, a Escola Superior de Soldados de Pirituba (ESSD), entre os anos de 2016 a 2018. A partir desta exposição, irei argumentar que a atual experiência da formação de soldados na PMESP transcorre, de maneira central, em uma pedagogia sustentada pela problemática da ambiguidade profissional e não prioritariamente pela exaltação de valores institucionais ligados à virtuosidade ou à guerra, como tem sido amplamente proposto em estudos sobre a formação policial no Brasil. Neste contexto, observo a presença de dimensões violentas na formação dos soldados como uma consequência dos processos culturais, morais e profissionais concebidos sob o panorama da ambiguidade corporativa e da frustração pessoal.

Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pirituba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1162373

Mulheres negras no candomblé: um estudo sobre a atuação política de duas Yalorixás no estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chaves, Tatiana Otoboni
Sexo
Mulher
Orientador
Junqueira, Carmen Sylvia de Alvarenga
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Mulheres negras no candomblé
Intolerância religiosa
Liderança comunitária
Resumo

Esta pesquisa se propôs a investigar a visibilidade da mulher negra inserida nos terreiros de candomblé. A partir do debate sobre racismo, gênero, política e religião de matriz africana, foram pesquisadas as trajetórias de vida das Yalorixás Claudia de Oyá e Luciana de Oyá. O objetivo foi observar e compreender a trajetória de duas mulheres negras que ocupam o cargo de lideranças religiosas. Uma participante da pesquisa atua na divisa entre o município de São Paulo com Diadema, no bairro de Eldorado, e a outra no município de Guarulhos, no bairro do Pimentas, ambos localizados na Grande São Paulo.

A partir da pesquisa de campo, foram verificadas as atuações políticas dessas líderes nas comunidades em que estão inseridas, bem como suas participações em movimentos sociais, fóruns de políticas públicas, conselhos e ONGs. Também foi investigada a relevância da mulher negra como mantenedora da memória e da cultura africanas no contexto da religião de candomblé, alvo antigo e recente de preconceitos, violências e intolerância religiosas no Brasil.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Diadema
Bairro/Distrito
Eldorado
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Guarulhos
Bairro/Distrito
Pimentas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/23267

A construção da identidade negra na escola: dialogando com o ensino de sociologia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dantas, Daniely Nascimento Marreira
Sexo
Mulher
Orientador
Barbosa, Maria Valeria
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Marília
Programa
Sociologia em Rede Nacional
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Ensino e aprendizagem de sociologia
Sociologia
Racismo
Resumo

A dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Sociologia – PROFSOCIO – da Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista – UNESP – Campus de Marília, analisou as relações raciais de uma escola pública central do interior do estado de São Paulo. Realizou-se um estudo de caso e uma pesquisa-ação nessa escola, onde foi observado a dinâmica escolar e o cotidiano em que esses jovens estão inseridos e como a introjeção e projeção de práticas racistas estão presentes nessas relações. Por meio da observação participante efetuou-se uma coleta e a apropriação dos dados levantados para a compreensão desse processo por meio de ações orientadas. Utilizou-se de um aporte teórico de autores como Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga e Antonio Sérgio Guimarães, dentre outros, que foram relevantes para a apreensão da questão do racismo e as possíveis intersecções desse fenômeno. Ao longo desse trabalho foram realizadas intervenções pontuais a partir da disciplina de Sociologia, mediante o conteúdo previsto no Currículo Paulista. Esse estudo se demonstrou relevante no sentido de se compreender as dinâmicas sociais no interior dessa escola e o modo como o racismo velado incide nas relações sociais entre negros e não-negros em uma escola majoritariamente composta por estudantes pretos e pardos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Interior
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/46e57e14-aed7-4015-9843-269f90fb3ca8

Cultura e política no Hip Hop na cidade de São Paulo: redes, sociabilidades e territórios

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Queiroz, André Sanchez
Sexo
Homem
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simões
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Fórum Hip Hop MSP
Cultura
Política
Hip-Hop (cultura popular) - São Paulo (cidade)
Resumo

O Hip Hop – uma forma cultural urbana, negra e periférica, consolidada nas periferias das grandes cidades brasileiras e organizada em coletivos, redes, “posses”, grupos de rap, movimentos sociais e demais organizações da sociedade civil – atua por meio de práticas de resistência e, ao mesmo tempo, de negociação nas diferentes formas que seus sujeitos usam os territórios urbanos. Esta pesquisa investigou a rede de produção cultural Fórum Hip Hop MSP (Município de São Paulo), que se formou por uma dinâmica de relações com outros coletivos nas diferentes regiões da cidade de São Paulo. Esse percurso sustentou-se nas seguintes perguntas: quem são os sujeitos que atuam nessa rede? Onde se situam suas práticas e ações político-culturais nas fronteiras entre institucionalidade e autonomia? Em que situações e de que forma os sujeitos resistem e negociam com o Estado e com outras organizações? Como o Fórum se relaciona com as formas culturais residuais, dominantes e emergentes de culturas negras e periféricas? Como incorporam, ao cotidiano, os significados e valores do Hip Hop e as heranças dos movimentos sociais? Quais são as contradições nas apropriações e nos usos do território? Como resistem ao racismo e ao genocídio da juventude negra, pobre e periférica? A metodologia privilegiou técnicas de pesquisa qualitativa, como observação etnográfica, entrevista em profundidade e acompanhamento de redes sociais, e priorizou as narrativas dos sujeitos para compreender as práticas do Fórum Hip Hop que articulam cultura e política. Esta pesquisa baseou-se nos estudos culturais britânicos, em autores como Raymond Williams e Stuart Hall, e suas ressonâncias latino-americanas, em autores como Jesús Martín-Barbero. A hegemonia do Hip Hop paulistano nas políticas públicas é representada, entre outros coletivos/ redes/ grupos, pelo Fórum. Mas a rede procura produzir suas ações político-culturais nas fronteiras entre a institucionalização e as buscas por autonomia. Por meio de suas ações, negocia com os territórios institucionalizados para resistir ao racismo e ao genocídio.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8021243

Bixiga-Mombaça: entre lugares, percursos e memórias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vargas, Fernanda Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Menezes, Marilda Aparecida de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Espaço
Mobilidades
Nordeste
São Paulo
Resumo

O Bixiga (SP) está localizado na região central da cidade de São Paulo, conhecido por ser uma zona de consumo gastronômico e cultural da cidade, especialmente pela boemia e pela migração italiana. Mombaça (CE) é uma cidade do sertão central cearense, com um pouco mais da metade da população vivendo na região rural. Essas regiões têm entre si quase três mil quilômetros de distância, no entanto, apresentam proximidades que nos provocam e nos questionam. Como Mombaça se tece no Bixiga? E como o Bixiga se tece em Mombaça? O Bixiga (assim como a noção de nordeste) é uma invenção, um espaço praticado e imaginado, marcado por fronteiras fluídas, atualizado continuamente, de acordo com os atores sociais e situações em jogo. Procuramos compreender como se desenham as relações entre memórias e narrativas, italianas, negras e nordestinas no Bixiga. A pergunta inicial foi de como os percursos, as memórias e as narrativas de pessoas e famílias vindas do Nordeste são construídas e marcadas nesse mesmo espaço. São muitos os nordestes presentes nessa região, sendo essa palavra generalizadora diante da diversidade de pessoas e locais de origem. Para esta pesquisa, pretendeu-se ir a campo e ver como se apresentava esse território a partir dos citadinos e da pesquisadora. Sentir, ouvir e ver, o que era dito, tanto entre os vindos do Nordeste, como por parte de descendentes de italianos. A etnografia foi nos orientando para três ruas da região. Nestas, a partir dos interlocutores que nos aproximamos, tornou-se marcada a presença de pessoas vindas do Ceará. Foram estabelecidas relações a partir de restaurantes, casas do Norte, bares, casas de show, mercearias e de agências que promovem viagens diretas na rota Ceará-São Paulo. Também nos aproximamos da 92ª Festa Nossa Senhora Achiropita e da 8ª Festa dos Filhos, Familiares e Amigos de Mombaça, assim como, da missa que precedeu a festa, realizada na Igreja Nossa Senhora Achiropita. Ao final foi realizada uma viagem de ônibus do Bixiga até Mombaça com a perspectiva de compreender como os trânsitos, fluxos e redes se relacionam a memória e a espacialidade e mesmo se a mobilidade, poderia ser um lugar de memórias.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7777457

A Vitalidade do Espaço Público: o Jogo e a produção do Lugar em Xangai e São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Kilina, Elena
Sexo
Mulher
Orientador
Dwyer, Thomas Patrick
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia visual
Xangai (China)
São Paulo (Brasil)
Lazer
Espaços públicos
Resumo

Esta tese é inspirada pela definição de Lefebvre (1991) de que a produção do espaço seja baseada em atividades sociais e de lazer utilizadas na vida cotidiana. O ponto de vista das geografias coloniais modernas, que inclui uma variedade de práticas urbanas e relações espaciais complexas para pensar cidades latino-americanas e chinesas, incita a repensar essa noção com o surgimento de funções alternativas e a re-imaginação do espaço urbano e sua relação com a ‘modernidade global’. Espaços espontâneos emergem, que seja através de meios oficiais ou não oficiais, às vezes efêmeros, às vezes com durabilidade, contribuem inevitavelmente a refazer as cidades. Hoje, esta questão é mais importante do que na época quando Lefebvre escreveu, porque mais da metade da população mundial vive atualmente em cidades. Ao longo da última década discussões sobre economias emergentes e suas sociedades tem um foco nos maiores, na China no hemisfério norte, e no Brasil no hemisfério sul. A pesquisadora cuidadosamente selecionou, buscando o maior controle possível sobre as variáveis, dois espaços a serem comparadas nas mais importantes mega-cidades da China e do Brasil: o Parque Minhocão em São Paulo, e o outro Redtown em Xangai. O trabalho de campo conduzido nos dois casos, examinou a transformação do espaço empregando conceitos de espaço e jogo, e a noção de ‘affordances’ de Ingold (Otávio Velho traduz o termo como ‘propiciações’). Espaço e jogo são condicionados por novas formas de lazer, tecnologias de informação, normas e espelham – de maneira complexa – a rápida urbanização que ocorre na China e que ocorreu no passado e que se renova no Brasil. A pesquisadora conduziu sua pesquisa de campo ao longo de quase dois anos, fez uma imersão no contexto social de cada localidade, e dividiu seu tempo entre os dois casos estudados. As técnicas de pesquisa empregadas, tais como análise de documentos, observação, fotografia, além das entrevistas conduzidas pela pesquisadora - sobretudo em português e chinês - com os urbanistas, usuários e demais entrevistados, tanto no Parque Minhocão quanto no Redtown, forneceram os dados analisados ao escrever esta tese. Os registros fotográficos foram especialmente importantes, permitindo à pesquisadora obter imagens comparáveis, de fenômenos parecidos ou diferentes nos dois espaços pesquisados em períodos diferentes. O resultado é uma descrição antropológica rica, feita em múltiplos níveis, do desenvolvimento das propriações, como o espaço e o jogo em Parque Minhocão e Xangai Redtown impactam o tecido urbano e a paisagem social em cada cidade. Através dos estudos de caso, a pesquisadora reflete que tais localidades, que sejam em Xangai ou em São Paulo, são um reflexo direta da saúde de cada cidade. A abordagem de pesquisa adotada faz com que seja possível construir um mapa urbano antropológico de fotografias interativas, junto com a análise de interações/jogos entre espaços públicos e as pessoas que neles coexistem.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Central
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elíseos
Logradouro
Via Elevado Pres. João Goulart
Localidade
Parque Minhocão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
China
Especificação da Referência Espacial
Redrown (Xangai)
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9957371

O Racismo e a Sub-representação dos Negros na Alta Liderança do Mundo Corporativo: 1850 a 1990

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vicente, Raphael de Lima
Sexo
Homem
Orientador
Bernardo, Teresinha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Racismo
Mercado de trabalho
Emprego
Negros
Resumo

Introdução - O sistema escravagista marcou profundamente a formação da sociedade brasileira. No Brasil, a pele passa a ser um operador social de acesso ou proibições, um legado determinante de impossibilidades para negros e brancos, sendo que o processo de miscigenação foi uma falácia para invisibilizar e excluir os negros do mercado de trabalho.

Objetivo - Examinar como a herança da escravidão no estado de São Paulo contribui diretamente na formação e nas condições do mercado de trabalho no século XX.

Métodos – O estado de São Paulo foi definido como região a ser observada. O espaço-tempo foi definido entre 1850 e 1990, dos importantes momentos de transição econômica e modelos de utilização da mão de obra.

Resultados - O estado de São Paulo é claramente o caso mais avançado dessa transformação, sendo que, quando se tenta recapitular a experiência paulista de crescimento e desenvolvimento econômico em uma escala nacional, a experiência de São Paulo na questão racial torna-se ainda mais importante como um possível prognóstico das coisas que estão por vir. A sociedade racista admitia o negro como escravo; para o trabalho livre trouxe o europeu, alegando que os negros não tinham "mentalidade" para se integrarem aos modos de produção modernos.

Conclusão - A herança escravocrata, no formato de um ciclo de exclusão do negro, extremamente eficiente, irradia e consolida estruturas e hierarquizações, as quais, dentre seus efeitos, tornam extremamente difícil a chegada e permanência do negro nos postos de comando do mercado de trabalho.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1850-1990
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8270341

O Olhar e a Dor do Outro: Um Estudo de Caso da Morte de Douglas Rodrigues e Sua Cobertura Telejornalística pela Rede Globo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Amaral, Isabella Semeraro
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Rita de Cássia Alves
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Genocídio Juvenil
Telejornalismo
Memória
Resumo

A dissertação de mestrado versa sobre o caso de Douglas Martins Rodrigues, morto em 27 de outubro de 2013 por um policial militar na Zona Norte de São Paulo. Ao longo do trabalho, constrói-se a comparação entre a memória construída pela família do jovem, as homenagens e manifestações sociais, com a narrativa do telejornalismo, considerada maior fonte de informação no Brasil atual, em índices de audiência. Foi realizado trabalho de campo com pessoas envolvidas no caso e em sua repercussão, bem como análise de conteúdo, Bauer (2002), e de enquadramento, Porto (2002), de sua cobertura pelos principais telejornais da Rede Globo. Os trabalhos de memória e esquecimento, bem como a articulação das representações de violência com os problemas de segurança pública que afetam principalmente os jovens negros de periferia no país, sintetizaram-se como resultados da pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8270163

A memória ancestral de Pai Pérsio de Xangô: expansão e consolidação do Candomblé paulista

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Eugênio, Rodnei William
Sexo
Homem
Orientador
Bernardo, Teresinha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Pai Pérsio de Xangô
Candomblé - São Paulo (Estado)
Cultos Afro-brasileiros
Resumo

Reconstituir a memória de uma das principais lideranças do candomblé de São Paulo implica em registrar a voz de um grupo historicamente discriminado e marginalizado. Nosso objetivo é registrar as histórias de vida em um terreiro, recuperando a memória de seu fundador. Ao registrar essas vozes dos membros dessa comunidade, relacionando suas narrativas ao contexto sociocultural, pretende-se compreender o processo de inserção, expansão e consolidação do candomblé em São Paulo. A conversão considerável de umbandistas para o candomblé, um fluxo quase natural entre os anos 1970 e 1980, empresta características muito próprias a essa religião em São Paulo e inaugura o modelo daquilo que poderíamos chamar de “candomblé paulista”, um movimento com personagens marcantes, cuja memória pode auxiliar na compreensão de um momento fundamental no processo de difusão das religiões afro-brasileiras. As profundas relações entre as duas modalidades mais populares de religião afro-brasileira encontram no trânsito de seus adeptos o fomento que as dinamiza. Ao ouvir as histórias de pessoas do candomblé, particularmente aquelas ligadas à trajetória de pai pérsio de xangô, buscamos um diálogo que proporcionasse mais do que a conceituação de um objeto. Ampliamos o campo de questionamento e reflexão para instigar nossos interlocutores a descobrir, eles mesmos, verdades ou conceitos a respeito de relações e fatos vividos, o que implicava considerar o movimento circular da memória. Compreender esse panorama, no qual pais e mães de santo vêm apresentar seus préstimos em outros estados e passam a disputar clientes num mercado religioso, ajuda a traçar as linhas gerais das mudanças que demarcam os nos candomblés de São Paulo e aquilo que os diferencia dos terreiros mais tradicionais. Olhar para as tradições e visões de mundo preservadas no candomblé nos ajuda atingir uma concepção mais completa do que foi e ainda é a realidade do negro no Brasil e a formatar um conceito de memória ancestral.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-1980
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22287