Arte e estética

Reconfiguração da identidade negra na poesia modernista: as vozes de Bruno Menezes e Lino Gomes.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
SEVERINA FAUSTINO DOS SANTOS
Sexo
Mulher
Orientador
ROSILDA ALVES BEZERRA
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
PARAIBA
Programa
Programa de Pós-Graduação em Literatura e IntercultuIturalidade
Instituição
Universidade Estadual da Paraíba
Página Final
106
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade negra
Modernismo
Bruno de Menezes
Lino Guedes
Resumo

Este trabalho tem como objetivo geral analisar a imagem do negro na poesia dos poetas modernistas, Bruno de Menezes e Lino Pinto Guedes, percebendo como ocorre o processo de denuncia social e resistência do negro, no que diz respeito ao processo de afirmação da identidade, investigando se no modo de representação os poetas praticavam um discurso coerente com o inconformismo estabelecido no período modernista. Os objetivos específicos propõem discutir o conceito de Literatura afro-brasileira, que se encontra em construção percebendo quais elementos diferenciam e certificam especificidades à produção dos negros brasileiros, diferente do conjunto da literatura “oficial”. Compreender que o Modernismo brasileiro não foi um movimento homogêneo, e não se reduz ao movimento de São Paulo, nem às produções de autores consagrados no contexto paulista. O corpus do trabalho é composto por Batuque (1993), de Bruno Menezes, obra que anunciou a produção literária afro-brasileira no Pará, e único livro do escritor a tratar da temática negra, Urucungo (1936) e Dictinha (1938), de Lino Guedes. Para obter os objetivos propostos, optamos pelos estudos voltados para contextualização social, histórica e cultural, apoiados nas teorias de Bhabha (1998), Hall (2002), Fanon (2010), Glissant (2005), que fundamentam as questões de identidade. No que concerne aos estudos sobre o Modernismo brasileiro, utilizamos os pressupostos teóricos de Kothe (2004), Veloso (2010), Fabris (1994). E para compreendermos a discussão atual sobre a literatura afro-brasileira, baseamo-nos nos conceitos de Duarte (2008; 2009; 2010), Cuti (2010), Ianni (1988) e Bezerra (2009; 2010).

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Paraíba
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/tede/1803/1/Severina%20Faustino%20dos%20Santos.pdf

A Trajetoria de Jean Pierre Chabloz na Constituição do Meio Artístico da Cidade de Fortaleza no Ambi

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nertan Dias Silva Maia
Sexo
Homem
Orientador
José Albio Moreira de Sales
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Ceará
Programa
Programa de Pós-Graduação em Educação
Instituição
Universidade Estadual do Ceará
Idioma
Português
Palavras chave
Jean Pierre Chabloz
meio artístico
arte cearense
Resumo

Este trabalho discute a trajetória do artista suíço Jean Pierre Chabloz na constituição do meio artístico da cidade de Fortaleza, no âmbito das artes visuais, durante a década de 1940. O sentido de tal trajetória visa a romper com a linearidade biográfica que focaliza os personagens de forma individualizada, recolocando o suíço e sua produção artística no estatuto coletivo da arte cearense. A pesquisa objetiva compreender o papel das ideias de Chabloz no campo das formações artística e estética, estudar os pressupostos teórico-filosóficos que fundamentam suas concepções pedagógicas a partir de sua trajetória formativa e compor aspectos de sua identidade como educador, como crítico de arte e como artista, tendo por base seus registros documentais produzidos nos anos 1940. As ideias estéticas e pedagógicas de Chabloz o definem como um artista-intelectual de formação acadêmica, que assume seus preconceitos culturais e possui um caráter que o contradiz a partir de suas concepções de arte e sua prática artística. Do ponto de vista metodológico, o estudo constitui-se de uma pesquisa histórica na área da Educação, fundamentada por registros documentais e por estudiosos como Bourdieu (2006, 2010a, 2010b), Burke (1991, 2005, 2008), Certeau (1982), Elias (1994, 1995), Heinich (2008) e Le Goff (1990, 2001); e interpretada criticamente sob os pressupostos teórico-metodológicos da Nova História Cultural (NHC), entendidos como um percurso viável para possibilitar uma compreensão sobre Chabloz como um personagem "globalizante”, em torno do qual toda a pesquisa é organizada. Após sofrer todas as tensões dos campos artístico-culturais do eixo Rio-São Paulo e criticar duramente a qualidade da arte brasileira, Chabloz chega ao Ceará e passa vivenciar e compreender a cultura e a arte do lugar, pautada pelo discurso social regionalista nordestino, reelaborando seus conceitos e sua produção de arte de acordo com estes ideais.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
1940
Localização Eletrônica
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=71214

CINEMA E REPRESENTAÇÕES DO BRASIL NOS ANOS DE 1980: O ARTISTA E A VOZ “POPULAR” A PARTIR DE UMA LEITURA DE O HOMEM QUE VIROU SUCO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pazzanese, Regina Flor Egger
Sexo
Mulher
Orientador
José Miguel Arias Neto
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Londrina
Programa
História Social
Instituição
UEL
Idioma
Português
Palavras chave
cinema
representação
artistas
nacional popular
São Paulo
Resumo

Em 1980, João Batista de Andrade lança o longa metragem O homem que virou suco. O filme narra histórias de vida do trabalhador brasileiro em um contexto de metrópole subdesenvolvida, na São Paulo dos anos 1980, sob o momento de transição política do regime cívico militar para o governo democrático. A pesquisa pretendeu analisar como se articulam representação e memória a partir de uma leitura da obra de João Batista de Andrade. Como, por meio da linguagem cinematográfica, o autor representa a metrópole paulistana no início dos anos 1980, suas indústrias, fábricas, o avanço dos transportes urbanos, o povoamento em massa e a verticalização crescente da cidade, assim como o reflexo das fortes ondas migratórias intraregionais que encontram seu ápice no final daquela década. A intenção da pesquisa foi, também, a de apresentar O homem que virou suco como uma obra construída a partir das referências de um nacional popular, que vinha sendo refletido e incorporado a práticas de movimentos políticos, intelectuais e artísticos no país, desde o início do século XX.

Disciplina
Referência Espacial
Região
RMSP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
século XX
Localização Eletrônica
http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000155226

A estética da cultura popular na folia de Momo do Recife: questões de alteridade, corporeidade e transgressão

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pajeu, Helio Marcio
Sexo
Homem
Orientador
Valdemir Miotello
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Linguística
Instituição
UFSCar
Idioma
Português
Palavras chave
cultura popular
carnaval
Recife
realismo
gênero de discurso
Resumo

Este projeto tem por objetivo principal analisar como se dá a transformação dos gêneros do discurso, do texto oral (entrevistas, conversas) ao texto dramático (teatro e cinema), a partir do método de criação dramática utilizado pelo dramaturgo brasileiro Luís Alberto de Abreu. Adepto do método colaborativo de criação, sua obra torna-se fruto de uma relação dialógica, em que este é arquitetado por meio de relações e diálogos entre sujeitos, posto que, seus enunciados são assinalados por diferentes pontos de vista, e através da relação com outros discursos intertextuais (material coletado, depoentes, etc), uma vez que, neste tipo de processo, todos os sujeitos envolvidos participam ativamente da concepção da obra. Para realizar tal análise recorreu-se a conceitos advindos da Filosofia da Linguagem, preconizados pelo filósofo russo Mikhail Bakhtin, quais sejam: gêneros do discurso, enunciado, autor e herói, carnavalização, dialogismo, polifonia e cronótopo, a fim de destrinchar o percurso transformativo do discurso cotidiano em obra estética. Como objeto de análise selecionou-se a obra assinada por Abreu: Borandá: auto do migrante (2004). Ela possue características que a leva ao encontro do pensamento bakhtiniano de que o discurso nasce na vida cotidiana e que a polifonia que circunda e configura a construção deste, constrói o seu significado no interior das relações dos sujeitos, dando um sentido a complexidade do real, em que o 'outro' é indispensável na concepção do 'eu', onde o discurso dos sujeitos se constituem a medida que estes vão ao encontro do outro. Isso nos leva a pensar que Abreu, quanto enunciador, para conceber seu discurso, considera o discurso do outro, que aparece presente no seu e que intervém na sua estrutura e na formação, desta forma, identificamos um conjunto de vozes que se entrecruzam no interior da sua obra. Deste modo buscar-se-á refletir como Abreu se utiliza de discursos, aparentemente de pessoas comuns, transforma-os em heróis e os leva ao centro da narrativa, numa busca em identificar na concepção da sua obra como ocorre a mudança nos gêneros do discurso e a existência da fusão do real (vida cotidiana) com o fictício (dramático) e as mudanças que tais obras ocasionaram na vida de seus participantes, e, por conseguinte, de seu público.

Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/5642

EVENTOS DE PRODUÇÃO DE TEXTO EM SALA DE AULA: EM BUSCA DO PRIMADO DA PALAVRA OUTRA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sacoman, Kelly Cristina Bognar
Sexo
Mulher
Orientador
Maria Isabel de Moura
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Linguística
Instituição
UFSCar
Página Final
187
Idioma
Português
Palavras chave
linguística
produção de textos
ensino
aprendizagem
Resumo

Este trabalho é uma investigação acerca das produções de textos escritos por crianças do 2° ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública do município de Bauru, tendo em vista buscar, no processo de construção do sentido dos textos, as singularidades que apontam para a relação palavra própria com a palavra outra. Para tanto, fundamentamo-nos na teoria e concepção de linguagem de Mikhail Bakhtin, bem como nas teorias ponziana e geraldiana no que tange ao tratado enunciativo da linguagem. Nesse contexto, objetivou-se compreender como se deu o processo de alfabetização.no que circunscreve as práticas de produção e leitura de textos, bem como investigar as concepções.de sujeito que subjazem as diferentes práticas de leitura e escrita na alfabetização. Além disso, conceber a prática de produção de texto escrito como atividade discursiva, que correlaciona sentido.(subentendido) e situação (vida) em um evento único e singular. Foi objetivado, ainda, refletir sobre os processos de constituição de sentidos e sujeito na produção da linguagem. Com base nos princípios investigativos do paradigma indiciário e nas reflexões metodológicas em ciências humanas bakhtinianas, procuramos evidenciar em uma produção escrita de narrativa, a saber, o conto infantil Chapeuzinho Vermelho, o modo como a criança assume uma posição responsiva ativa.no seu reconto. No discurso narrado há movimentos de deslocamento que apontam para um trabalho emotivo-valorativo, em que sobressai a singularidade da criança; no encontro entre palavra reportada e palavra que reporta a produção da criança se caracteriza como um trabalho de tradução.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Bauru
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/5754

REPRESENTAÇÕES DO HIP HOP EM LIVROS DIDÁTICOS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
DIEGO SAVIO DA COSTA FERNANDES
Sexo
Homem
Orientador
CLEBER SANTOS VIEIRA
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
170
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento Hip Hop
Livros Didáticos
Cultura Juvenil
Cultura Negra
Cultura Escolar
Resumo

Das periferias surge o Movimento Hip Hop, tornando-se símbolo da juventude, influenciando um imenso público juvenil. Programas escolares, currículos escolares e materiais didáticos inserem a cultura Hip Hop em suas estruturas. Pelo Hip Hop, um segmento importante da Cultura Afrodescendente e periférica passa a fazer parte do cotidiano escolar. Esta pesquisa investiga as formas assumidas pelo Hip Hop nos Livros Didáticos de História, Literatura e Português e discute-se em que medida a inclusão do Movimento Hip Hop pautou-se por uma adaptação às exigências curriculares, bem como uma adaptação às demandas curriculares da época.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=89858

O Funk na escola: que bonde é esse? Cultura, sexualidade e relações de gênero entre adolescentes: expressões da cultura funkeira no cotidiano de uma escola da periferia paulista.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezzerra, Denis Ricardo
Sexo
Homem
Orientador
Vitalle, Maria Sylvia de Souza
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
191
Idioma
Português
Palavras chave
CULTURA FUNKEIRA
comportamento adolescente
CULTURA ESCOLAR
Relações de Gênero
Sexo
Resumo

Este estudo, no campo interdisciplinar da Educação e da Saúde, teve por objetivo compreender as manifestações que são costumeiramente entendidas como expressão da "cultura funkeira" no que se refere ao comportamento, sexualidade e as relações de gênero de adolescentes de uma escola pública da zona leste de São Paulo. O método utilizado foi a pesquisa do tipo etnográfica envolvendo os seguintes instrumentos: observação participante; caderno de campo; fotos; questionários e entrevistas desenvolvidos para este fim. O funk é hegemônico entre os adolescentes da escola e revela os comportamentos de agressividade e violência que permeia a comunidade escolar; evidencia o desconhecimento sobre sexualidade e seu exercício saudável, confundindo sexualidade com sexo e denuncia relações de gênero marcadas por uma hierarquia perversa. A cultura funkeira dita um estilo estético que valoriza o outro pelo uso das grifes, roupas e acessórios que ele possa possuir, transformando, assim, o individuo em objeto, coisificando-o. Parece, então, que neste universo, não ter, não possuir, desqualifica o individuo em sua construção, diminuindo-o e desvalorizando-o em todas as suas manifestações, quer no desenvolvimento de sua identidade comportamental, de sexualidade e gênero. O funk se mostrou como uma forma de expressão disseminadora de experiências e sentidos que se constituem diariamente no cotidiano dos adolescentes.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=88456

Das margens, escritos negros: relações entre literatura periférica e identidade negra

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Elisabete Figueroa dos
Sexo
Mulher
Orientador
Scopinho, Rosemeire Aparecida
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Psicologia
Instituição
UFSCar
Página Final
247
Idioma
Português
Palavras chave
literatura periférica
identidade negra
representações sociais
ressignificação
conhecimento
Resumo

Este trabalho teve como objetivo geral estudar as manifestações dos saraus de literatura periférica paulistanos, em suas intersecções com a temática racial, visando verificar as relações que poderiam ser estabelecidas entre identidade negra e as articulações desse movimento. Partindo do pressuposto de que os saraus periféricos construiriam significados positivos para as identidades de negros e periféricos, fizemos: um levantamento bibliográfico, com vistas a construir um aporte teórico, bem como obter materiais publicados sobre e pelo movimento; uma pesquisa de inspiração etnográfica nos saraus paulistanos, baseada em observações sistemáticas, cujas informações foram organizadas em diários de campo; entrevistas semiestruturadas com 19 ativistas de três saraus periféricos – Palmarino, Elo da Corrente e Poesia na Brasa –, entrevistas com o autor e poeta Fuzzil e, com dois participantes dos saraus mencionados; e, por fim, foram feitas análises temáticas e triangulação das informações, para elencarmos as unidades de análise. Verificamos que os saraus se inserem numa arena de disputa de poder, onde pleiteiam-se significados. Por meio desse movimento, dá-se visibilidade aos corpos negros e audiência a discursos produzidos para dar vazão às angústias advindas do trânsito pelo não- lugar e ao anseio de ser sujeito em primeira pessoa. A literatura funciona, assim, como veículo para desvelar-se tópicos e elementos suprimidos, bem como para salientar outros sentidos cabíveis a objetos cujos significados atribuídos historicamente foram negativos. Os cabelos crespos, as origens quilombolas, a vinculação com a periferia etc. passam a ser ganhos simbólicos. Forjam-se referências artísticas, intelectuais e políticas orientadas para a contestação dos marcos de exclusão impostos às periferias e aos negros, bem como para a produção de discursos e representações pos itivas de forma endógena. Ao transformar em rimas as artimanhas do racismo, a crespitude dos cabelos, a rejeição em aderir aos padrões socialmente imputados aos negros e, as histórias e os anseios por superações, evidencia-se os protagonistas negros, representando- lhes como detentores e produtores de saber. Nesse contexto, literatura é arma e os poetas passam a produzi- la de maneira engajada com a causa racial. Concluímos, assim, que os dados de pesquisa suportam nossa hipótese. Apontamos a necessidade de estudos que: I) atentem-se para o papel das poetisas negras (minoria) no circuito poético periférico; e II) busquem identificar as diferenças e similaridades entre os movimentos poéticos contemporâneos de países de África e da diáspora negra.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2365216

Materialidade e imaterialidade na transformação de residências particulares em patrimônio cultural: Hilda Hilst e a Casa do Sol

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodriguez, Mariana Cerqueira
Sexo
Mulher
Orientador
Odair da Cruz Paiva
Ano de Publicação
2015
Programa
História
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Patrimônio Cultural
Museus casas
Hilda Hilst
Cultura material
Resumo

 

O objetivo central da presente pesquisa é compreender os processos de transformação de residências particulares em Patrimônio Cultural, tendo como foco central a análise da Casa do Sol, morada da escritora Hilda Hilst, tombada em 2011 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC). Visando melhor atingir o objetivo proposto, a metodologia utilizada pretendeu levantar os diversos aspectos do contexto de construção do imóvel, sua trajetória, a composição do acervo, os aspectos jurídicos e as transformações funcionais que vivenciou na passagem do particular para um lugar de memória. Em cada conjunto documental buscou-se reunir e confrontar os documentos relativos às estratégias utilizadas para a elaboração e inserção da Casa do Sol como parte do legado de Hilda Hilst. As intencionalidades dos agentes responsáveis pela transformação funcional e simbólica pela qual passou a residência tornam-se fundamental nessa perspectiva, visto que a casa é um espaço musealizado, utilizado por um grupo de agentes como instrumento de mediação e de negociações de sentido, cuja materialidade é mobilizada para atender demandas específicas no presente. Entender a constituição de Patrimônios através da interpretação, ordenação e exposição da cultura material, pode elucidar um contexto mais amplo de disputas sociais pela memória e demonstrar de que forma os lugares e os objetos se comportam como suportes de um processo permanente de construção e reconstrução de identidades na sociedade contemporânea. Dessa forma, a revisão bibliográfica referente ao movimento de extensão das práticas de preservação, a análise da cultura material disponibilizada no ambiente e a identificação dos agentes intencionados, compõem a tríade necessária para compreender o contexto mais amplo de tombamento da Casa do Sol. A pesquisa revelou indícios históricos importantes no que diz respeito a uma configuração social única, uma teia de relações que sustentam a dimensão material e imaterial de um processo complexo e dinâmico.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Localidade
Casa do Sol
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47262

Maioria absoluta (Hirszman, 1964) e a opinião pública (Jabor, 1967): uma análise histórica do documentário político-social frente aos debates da esquerda no Brasil

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Isadora Remundini
Sexo
Mulher
Orientador
Mariana Martins Villaca
Ano de Publicação
2015
Programa
História
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Regime Militar
Documentarismo brasileiro
Cinema Novo
Engajamentos
História das esquerdas no Brasil
Resumo

A pesquisa tem por objetivo analisar historicamente os documentários Maioria Absoluta (L. Hirszman, 1964) e A Opinião Pública (A. Jabor, 1967), em especial, apreender em que medida estes filmes dialogam com os projetos de esquerda e com sua revisão após o golpe de 1964, uma vez que em ambos podemos entrever elementos de uma pedagogia política interessada em ensinar a classe média a ver o povo e a necessidade imediata de identificar o "agente da derrota". Para tanto, serão abordadas as concepções, os projetos e o processo de realização dos filmes, considerando o engajamento político dos cineastas no período, os projetos do CPC e seus vínculos com o Cinema Novo. Por meio da análise fílmica, pretendemos abordar o papel da locução, as vozes atuantes, a ressignificação de determinadas imagens (considerando que há excertos de Maioria Absoluta em A Opinião Pública) bem como as ambigüidades e as tensões inerentes aos discursos vigentes nesses documentários. Questões como a busca de brasilidade, o nacional-popular e as concepções de povo e classe média, grupos contemplados alternadamente como tema e público-alvo dessas obras, também serão focadas na investigação. Os dois filmes frequentaram o circuito de festivais voltados ao cinema latino-americano e, nessa perspectiva, nos interessa perceber sua circulação e eventuais vínculos com o Nuevo Cine Latinoamericano. Será também objetivo da pesquisa avaliar o estatuto do documentário neste período, no Brasil, entendido como instrumento de atuação político-social e polo de resistência de grupos cerceados pela implementação do novo regime; o discurso político constituído pelos filmes sobre e para a classe média - público que almejavam atingir -, bem como refletir sobre questões teórico metodológicas intrínsecas à relação entre História e Audiovisual.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Ditadura militar
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFSP_05c56f1359bf275ef20eb3b981d66c1b