Arte e estética

A PAULICEIA DE ANTÓNIO DE ALCÂNTARA MACHADO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
RENATA BELONI DE ARRUDA
Sexo
Mulher
Orientador
REGINA CELIA DOS SANTOS
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
LONDRINA
Programa
Letras
Instituição
UEL
Página Inicial
1
Página Final
122
Idioma
Português
Palavras chave
António de Alcântara Machado
Contos
Crônicas
Urbanidade
Resumo

Este trabalho tem o objetivo de analisar alguns contos e crônicas do escritor modernista António de Alcântara Machado com o intuito de verificar como sua obra aborda alguns traços da urbanidade de seu momento presente. Com isto, pretendemos demonstrar a importância do autor, no que se refere às inovações estéticas e temáticas desenvolvidas nas obras analisadas, para o fortalecimento de uma literatura nacional original. Além de registrar o cotidiano urbano da cidade em desenvolvimento, através de seus habitantes e das transformações no cenário físico e comportamental da urbe, o escritor representa de que forma São Paulo inicia o processo progressista do século XX.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=106265

Palimpsestos fotográficos: imagens, lembranças e identificações em narrativas da memória por pessoas idosas. Londrina, Paraná, 1930-2008

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
da Costa, Tati Lourenço
Sexo
Mulher
Orientador
Mara Rúbia Sant'Anna Muller
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Florianópolis
Programa
História
Instituição
UDESC
Página Final
246
Idioma
Português
Palavras chave
fotografia
idosos
Londrina
história oral
Resumo

O presente trabalho investiga narrativas de memória por pessoas idosas, compostas a partir das relações que envolvem fotografias pessoais e lembranças por elas despertadas. Parte-se da experiência de um projeto cultural desenvolvido em 2007 e 2008, na cidade de Londrina, Paraná, onde cada pessoa construiu um álbum de memórias agregando fotos, escritas e habilidades manuais na arte de compor uma narrativa sobre experiências de vida. O processo também foi registrado em vídeo para a edição de documentários sobre temáticas reincidentes que expressavam identificações geracionais: a maioria das participantes eram mulheres que viveram, em algum momento de suas vidas, uma transição rural-urbana a partir da segunda metade do século XX e que compartilhavam experiências vividas em sítios do interior dos estados do Paraná e São Paulo. Os materiais gerados na ação cultural constituíram fontes para a pesquisa, que contou também com um aprofundamento qualitativo através de entrevistas com a colaboração de três participantes da ação cultural. Os resultados da pesquisa expressam algumas propostas metodológicas para o trabalho em história que possam abrir o campo da pesquisa à ação cultural. Propostas para se trabalhar fotografias como ferramentas de investigação em entrevistas, e de exposição de resultados, são traçadas como caminhos de sensibilidade para se pesquisar e trabalhar com pessoas idosas. O trabalho delineia algumas possibilidades de circulação dos resultados da pesquisa por uma diversidade de meios afinados ao contemporâneo regime de (áudio)visualidade

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Londrina
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1930-2008

A cor e fúria: uma análise do discurso racial dos Racionais MC's

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Maik Antunes
Sexo
Homem
Orientador
Jesus, Alysson Luiz Freitas de
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Minas Gerais
Programa
História
Instituição
UNIMONTES
Página Final
193
Idioma
Português
Palavras chave
Discurso racial
Racismo
Representações
Negros
Racionais MC's
Resumo

Tendo como justificativa a importância, no cenário musical brasileiro, do grupo de rap Racionais MC’s, além da forte estima de que o mesmo gozaria tanto frente ao chamado movimento hip-hop quanto junto à juventude de comunidades “periféricas” espalhadas pelo país, o presente trabalho apresenta, dentre os seus objetivos, a necessidade de compreender os fundamentos bem como os modos de expressão do discurso racial proferido pelo grupo. Para tanto, buscou-se, de início, traçar um histórico do racismo no ocidente, ocasião em que foram ressaltadas as diferentes formas depreciativas pelas quais o negro, sobretudo brasileiro, foi representado ao longo do tempo. Em seguida, buscou-se apontar os fundamentos mais evidentes do discurso do grupo de rap paulistano, dentre eles, a leitura que fizera Mano Brown da autobiografia do líder negro norte-americano Malcolm X. Também se buscou demonstrar, além do contexto socioeconômico que teria permitido o surgimento de um grupo como o Racionais, os fatores pelos quais este mesmo grupo explicaria a casualidade de um sujeito dito “periférico” perceber-se envolvido com o “mundo do crime” – mesmo que tais fatores custassem aos quatro rappers críticas as mais severas. Procurou-se discutir, por fim, a eventualidade de Mano Brown e o seu grupo assumirem um compromisso, ainda que por meio da música, com a transformação “revolucionária” da sociedade brasileira.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 60; Década de 70; Década de 80; Década de 90
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2886253

O “poeta do lápis”: o jornal Diabo Coxo e a ação educativa da imprensa nos anos de 1864-1865

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Czyzewski, Analice
Sexo
Mulher
Orientador
Periotto, Marcília Rosa
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Maringá
Programa
Educação
Instituição
UEM
Página Inicial
1
Página Final
135
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Imprensa
Diabo Coxo
Caricatura
Brasil
Resumo

Esta dissertação analisa a contribuição do jornal Diabo Coxo (1864-1865), publicado por Ângelo Agostini (1843-1910) e Luís Gama (1830-1882) no processo de formação da opinião pública na província de São Paulo. O objetivo geral do estudo é determinar a ação educativa associada ao propósito de instruir politicamente o povo por meio de caricaturas jocosas e satíricas. O periódico criticava as instituições imperiais, assumindo-se como um veículo de imprensa opositor a elite política e social. A sua publicação circunscreve-se ao período em que já se evidenciava o declínio do império e da escravidão. A imprensa e a educação no século XIX mantiveram estreita relação na medida em que, declaradamente, muitos órgãos de imprensa objetivavam instruir o povo. Considera-se os diversos jornais, folhas avulsas e revistas intermediários educativos por auxiliarem na tarefa de difundir entre a população ideias e conhecimentos praticados nas nações desenvolvidas. O Diabo Coxo destacou-se na veiculação de caricaturas utilizadas como estratagemas para a compreensão dos fatos sociais e interesses de classe. Dessa forma, a hipótese é de que influenciou na formação da opinião pública na província paulista. A partir das imagens caricatas os fatos do cotidiano social, político e econômico passaram a ser ilustrados, permitindo àqueles que não sabiam ler e escrever ter acesso a um tipo de linguagem visual no qual as condições de vida vigentes pudessem ser entendidas exatamente como se apresentavam na realidade. A imagem e a representação do fato eram suficientes para por o leitor em contato com a realidade e, a partir dela, refletir o significado do cotidiano social e das decisões imperiais e de seus dirigentes. Em razão da importância e significado da imprensa no conjunto de ações educativas, o estudo se debruçou sobre a inovação trazida pelo jornal: a caricatura como arma na crítica contra as forças atrasadas da nação brasileira. Trata-se de um estudo de cunho bibliográfico e analisa as imagens caricatas e seu conteúdo político como expressão dos embates travados por forças antagônicas, conservadoras e progressistas, cujo interesse passava ou pela manutenção do poder da velha elite agrária ou pela adoção de práticas modernizadoras. A questão pano de fundo no debate do jornal, como em muitos outros que também se opunham à ação política das elites, era erigir uma opinião pública capaz de compreender as causas que obstaculizavam a adoção de mudanças profundas as quais a época e as próprias condições de vida no Brasil exigiam. A relevância do estudo justifica-se por se tratar de uma pesquisa de História da Educação, na medida em que se considera também educação o movimento mais geral da sociedade e que traz, fundamentalmente, a necessidade de indivíduos que deem consequência às novas forças e práticas históricas em construção. Educar politicamente era uma dessas tarefas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1864-1865
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2844652

A JOVEM MULHER CONTEMPORÂNEA URBANA E OS EFEITOS DE SENTIDO NA DISCURSIVIDADE DA SÉRIE TELEVISIVA ALINE

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
de Lima, Valquiria Botega
Sexo
Mulher
Orientador
Maria Celia Cortez Passetti
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Maringá
Programa
Letras
Instituição
UEM
Página Final
141
Idioma
Português
Palavras chave
mulher contemporânea
mídia televisiva
série aline
Resumo

Esta dissertação tematiza os modos como o sujeito jovem mulher contemporânea urbana se constitui discursivamente e se significa na série televisiva Aline cuja personagem principal é uma jovem mulher que retrata a complexidade do ser feminino inserido no universo contemporâneo e, mais, no espaço central da maior cidade da América Latina, São Paulo. A inquietação que move esta pesquisa é a de compreender como esse sujeito se constitui e se significa e/ou é significado no funcionamento discursivo da materialidade verbo-visual da série em foco. Para atingir esse objetivo, levamos em conta o fato de que esse produto midiático-televisivo consiste em uma adaptação da coletânea de livros os quais trazem as tiras Aline e, por extensão, a compreensão das formas de identificação-significação da jovem na série exige, primeiramente, um estudo analítico da materialidade das tiras. Ademais, entendemos a análise da divulgação midiática da série como necessária por nos permitir verificar o direcionamento de sentidos envolvendo a personagem e o programa televisivo, em decorrência dos interesses da emissora Rede Globo: garantir a audiência e a comercialização de seu produto. Por meio da perspectiva teórico-analítica da Análise de Discurso francesa, em especial da proposta pêcheutiana, fundamentamos nosso trabalho sob um olhar discursivo e nos embasamos nos conceitos de discurso; sujeito; efeito (s) de sentido; silenciamento e interdiscurso (memória discursiva). Apoiamo-nos nas reflexões do campo da história, da sociologia e da filosofia para tecermos uma breve retomada acerca da história da mulher em nosso país, com vistas a aproximar as reflexões sobre a jovem na contemporaneidade. Metodologicamente, operamos com o levantamento das temáticas mais recorrentes nas tiras para posterior reflexão comparativa em relação à série. O predomínio dos temas funcionou também como recorte do corpus analítico da série. Dessa forma, investigamos o sujeito-personagem Aline se significando e se constituindo em relação a: a) seus namorados; b) seus pais, e c) sociedade. Ao final, no que se refere às tiras, constatamos que a personagem assume discursos contrários às normalidades imperativas sobre o comportamento sexual feminino, sobre o relacionamento amoroso e sobre a relação familiar. Além disso, a questão sexual é a que se potencializa no discurso da protagonista. No tocante à divulgação da série, percebemos que os sentidos que circularam sobre esse produto midiático e sobre a jovem mulher (a protagonista Aline) se filiam à formação ideológica e discursiva do consenso, visto que elas significam contrárias ao questionamento, e procuraram direcionar os sentidos sobre a jovem a partir de discursos já trabalhados e aceitos no espaço social e midiático. A análise discursiva da série nos permite constatar e concluir que o sujeito-personagem Aline, apesar de manter alguns traços da personagem-fonte, dela se distancia, principalmente, quando à questão do sexo desliza para a questão do amor e da felicidade. Em nosso gesto de descrição e interpretação referente ao relacionamento amoroso, ao relacionamento familiar e ao relacionamento social, percebemos que a jovem Aline se significa e se constitui no cerne de uma relação complexa e contraditória que conjuga os vínculos entre o tradicional e o não tradicional; a esfera privada (espaço doméstico e suas funções) e a esfera pública (espaço social urbano); a antiga estrutura de relacionamento amoroso e as novas estruturas de relacionamento; a naturalidade (o consenso) e o conflito (as divergências).

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI

DOS CATÁLOGOS DE LITERATURA JUVENIL AO LEITOR EM CONTEXTO ESCOLAR. UM ESTUDO DE RECEPÇÃO DE DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS, POR ALUNOS DE OITAVA SÉRIE DE UMA ESCOLA PÚBLICA PAULISTA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Severo, Tatiana de Araujo
Sexo
Mulher
Orientador
Alice Aurea Penteado Martha
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Maringá
Programa
Letras
Instituição
UEM
Página Final
175
Idioma
Português
Palavras chave
literatura e mercado
ensino de literatura
recepção
Resumo

Esta dissertação relata resultados de uma pesquisa que se propôs a descrever e analisar a recepção de Dom Casmurro, de Machado de Assis, por alunos da fase final do Ciclo Básico II de aprendizagem de uma escola pública da rede estadual do Estado de São Paulo. Realizada no ano de 2007, na cidade de Presidente Prudente (SP), esta pesquisa buscou ocorrências da apreensão de leitura de um grupo específico de leitores, caracterizando-se, assim, como um estudo de caso, de caráter fenomenológico. As ações contemplaram fases exploratórias e descritivas. Todo o trabalho esteve fundamentado na teoria da Estética da Recepção e foi complementado pela Sociologia da Leitura, sob a premissa da relação dialógica que se institui entre literatura e leitor. O ponto de partida para a verificação da recepção do romance se concentra em sua indicação de leitura aos alunos desse nível de escolaridade (fase final do Ensino Fundamental) pelos catálogos de algumas editoras do país: Ática, Companhia Editora Nacional, Companhia das Letras, Moderna e Scipione. O objetivo da investigação consistia em verificar quais mecanismos poderiam interferir na recepção de um texto considerado canônico no sistema escolar brasileiro. Inicialmente, o trabalho procurou refletir a respeito de literatura, leitura e questões de mercado. Em um segundo momento, foi dividido nas seguintes etapas: análise dos catálogos de literatura juvenil das editoras; o exame do perfil socioeconômico e cultural dos alunos participantes da pesquisa; e o estudo da recepção da obra. Os resultados demonstraram que poucos alunos conseguiram realizar a leitura do romance e o fator preponderante para a construção desse índice reside em um quadro de má formação das competências leitoras dos alunos, que muito têm a ver com as práticas inadequadas (ou ausentes) de leitura promovidas pela escola, denotando a fragilidade do processo educacional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/4096

O Sampauleiro d’essa terra: Sujeito de deslocamentos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
VANUSA DA MOTA SANTANA
Sexo
Mulher
Orientador
JORGE DE SOUZA ARAUJO
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
FEIRA DE SANTANA
Programa
Estudos Literários
Instituição
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
Página Inicial
1
Página Final
114
Idioma
Português
Palavras chave
João Gumes
Antônio Torres
Sertão
São Paulo
Migração
Resumo

Nesta dissertação empreendemos a proposta de, a partir da experiência migrante das personagens João Lopes, do romance O sampauleiro (1929), de João Gumes, e Nelo do romance Essa terra (1976), de Antônio Torres, tematizar a migração sertaneja para São Paulo nas obras em estudo. O percurso que transcorrerá esta escrita dissertativa se inicia com a evocação de algumas imagens do sertão e do sertanejo na literatura brasileira, seguida da reflexão sobre a construção do Nordeste como produto simbólico, em contraste com o Centro-Sul do país, notadamente São Paulo, por perceber que a relação tensional entre Nordeste e Sudeste é contexto sociocultural da escrita de João Gumes e Antônio Torres. Na segunda parte propomos a leitura do romance O sampauleiro, observando a inserção da personagem João Lopes no grupo dos sampauleiros, sujeito social do deslocamento caracterizado pelo constante ir e vir entre o sertão e São Paulo, nas primeiras décadas do século XX. Culminamos com o itinerário de Nelo de volta ao Junco depois de migração fracassada em busca de uma vida melhor na cidade de São Paulo. A trajetória de Nelo tem ressonância em mais dois romances de Antônio Torres, que compõem a trilogia da família desintegrada em que Nelo é referência de sucesso seguido de fracasso. Assim, o itinerário dessa personagem é situado no contexto da trilogia composta pelos livros O cachorro e o lobo (1997) e Pelo fundo da agulha (2006). Mesmo em contextos dos anos iniciais e finais do século XX, os autores retrataram São Paulo como rota de fuga dos sertanejos desistidos (ou desassistidos) em seu torrão natal, lançando o olhar para os efeitos da migração na vida daqueles que ficam em suas localidades de origem. Gumes reflete em sua obra a preocupação com o abandono do sertão e a desintegração de valores tradicionais decorrente do processo migratório, e Antônio Torres expõe a condição conflituosa do indivíduo entre trânsitos culturais, conflitos do indivíduo que vive as instabilidades do mundo contemporâneo.

Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2420470

OLNEY SÃO PAULO: MALDIÇÃO E ESPLENDOR EM MANHÃ CINZENTA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
MARIA DAVID SANTOS
Sexo
Mulher
Orientador
CLAUDIO CLEDSON NOVAES
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
FEIRA DE SANTANA
Programa
Estudos Literários
Instituição
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
Página Inicial
1
Página Final
147
Idioma
Português
Palavras chave
Literatura
Cinema
Olney São Paulo
Manhã Cinzenta
Ditadura Militar
Resumo

 

A presente dissertação propõe uma leitura de aspectos sociais, políticos, históricos e culturais presentes no conto e filme denominados Manhã Cinzenta, 1966 e 1969 respectivamente, de Olney São Paulo (1936-1978). Foi com o objetivo de discutir a realidade do país em suas obras, que o escritor, cineasta logo cedo saiu de sua terra natal, Riachão do Jacuípe, para morar e adquirir formação escolar em Feira de Santana, ambas as cidades na Bahia, onde desenvolveu atividades ligadas ao teatro, jornalismo e cinema. O 'cineasta maldito do sertão', como assim ficara conhecido Olney São Paulo entre os amigos, jornalistas e críticos traz, essa marca em sua trajetória pelo fato de ter produzido um filme nunca exibido comercialmente, e, no entanto, o motivo de vários inquéritos sofridos durante a Ditadura Militar no Brasil, o média-metragem Manhã Cinzenta (1969). É através desta obra que a memória de um dos períodos marcantes na história política e cinematográfica do Brasil, é traduzida em imagens em movimento que transmitem uma experiência ao mesmo tempo individual e coletiva, histórica e ficcional. Nesse sentido, apresentamos as relações entre os aspectos ficcionais e documentais de Manhã Cinzenta (1969), privilegiando, a discussão do engajamento cultural em sua narrativa, marcada pela tensão política, principalmente entre os anos de 1968 a 1978 e pelo advento da censura que atingiu através de seus mecanismos de opressão a obra e o autor. Hoje, 34 anos decorridos da morte prematura de Olney São Paulo, é tanto possível reconhecê-lo como figura importante para o cenário cultural local, nacional e internacional, assim como também perceber o apagamento e esquecimento em relação a contribuição dada por Olney São Paulo para a cinematografia brasileira no século XX.

Referência Espacial
Cidade/Município
FEIRA DE SANTANA
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=97244

HISTORICIDADE E REPRESENTAÇÃO DO HIPHOP: ESPAÇOS, TEMPOS E SUJEITOS POR UMA PRODUÇÃO MARGINAL DE DISCURSOS E PRÁTICAS DA HISTÓRIA.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freitas, Leandro Barbosa de
Sexo
Homem
Orientador
José Henrique de Paula Borralho
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
MARANHÃO
Programa
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional
Instituição
Universidade Estadual do Maranhão
Página Inicial
1
Página Final
120
Idioma
Português
Palavras chave
Hip Hop
Espaços
Sujeitos
História
Cultura
Resumo

 

Estudo da historicidade do Hip Hop a partir de seus espaços, tempos e sujeitos. Interpretação de discursos e práticas relacionadas à produção do Hip Hop, suas experiências e exemplos que proporcionaram a construção de alternativas socioespaciais às cidades. A base empírico-espacial do trabalho é a cidade de São Luís, mas as considerações extrapolam este espaço, proporcionando uma visão de totalidade dialética dos conteúdos históricos do Hip Hop no desenvolvimento socioespacial de suas formas, representadas pelo espaço urbano. Discute-se os espaços apropriados pelo Hip Hop e suas ressignificações em direção ao uso da cidade na contramão de sua mercantilização. Apresenta-se a história do Hip Hop a partir de seus tempos: nos anos 70 em Nova York e nos anos 80 e 90 em São Paulo e São Luís. Problematiza-se a construção das identidades dos sujeitos do Hip Hop e por fim, examina-se as sociabilidades históricas da produção do Hip Hop como possibilidade e experiências de uma realização crítica das separações e fragmentações postas pelo modo de produção capitalista, o Hip Hop por outro lado apresenta-se historicamente como um movimento cultural de totalidades dialéticas em suas práticas e discursos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Luís
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Maranhão
Referência Temporal
1970 - 1990
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1766162

A FEIRA DE OLNEY SÃO PAULO: IMAGENS DE “COMO NASCE UMA CIDADE”

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Hosana Caroline Brandão Bastos
Sexo
Mulher
Orientador
Luis Vitor Castro Junior
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Bahia
Programa
DESENHO, CULTURA E INTERATIVIDADE
Instituição
Universidade Estadual de Feira de Santana
Página Inicial
1
Página Final
110
Idioma
Português
Palavras chave
Feira de Santana
história
imagem
Resumo

Esta dissertação aborda a imagem em movimento nas sequências do filme Como Nasce Uma Cidade, enquanto dispositivo para analisar a Feira de Santana, que Olney São Paulo filmou neste documentário no ano de 1973, para assim compreender a montagem da história da cidade de seus planos fílmicos, bem como analisar a figura de Lucas da Feira e a presença negra, e, ainda apreender a relação entre modernidade e tradição. Para tanto, enveredamos na abordagem teórico-metodológica da análise fílmica, a partir da decupagem do filme por meio do programa FRAPS, que nos permitiu capturar as cenas de forma isolada, e, nesse desatar, seguirmos na interpretação de tais imagens, as quais apresentam significados patentes e latentes no discurso imagético construído por Olney sobre a sua Feira de Santana, fruto de suas inquietações e dessas estradas do sertão para o mundo, expondo algumas mazelas e entremeios da história e memória local.

Referência Espacial
Cidade/Município
Feira de Santana
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
1973
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3208047