Espaço urbano

Etnografia da atuação de entidades sociais na região da Luz

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Spaggiari, Enrico
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Weslei Estradiote Rodrigues
Isadora Zuza da Fonseca
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
11
Ano de Publicação
2012
Descrição Adicional
trabalho etnográfico
Idioma
Português
Palavras chave
entidades sociais
uso do espaço
redes de relação
Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as ações de entidades sociais que atuam na região da Luz junto a diferentes públicos e segmentos da população local. A partir de uma etnografia das ações de entidades que atuam junto a mulheres em situação de prostituição e de entidades vinculadas a igrejas evangélicas que atendem diferentes públicos vulneráveis (sobretudo usuários de crack e moradores de rua), procuramos acompanhar, identificar e analisar espaciais, redes de relação locais e representações que assinalam esse campo de relações e mediações, com o desafio de compreender dinâmicas urbanas e cotidianas que reconfiguram a região da Luz, marcada pela presença de uma multiplicidade de atores e entidades sociais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
RMSP
Bairro/Distrito
Luz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/1143

Skate na cidade, imagens da cidade notas etnográficas sobre a conquista de picos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Giancarlo Marques Carraro Machado
Sexo
Homem
Título do periódico
Ponto Urbe
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
espaço urbano
prática de skate
Resumo

Apesar da existência de dezenas de pistas de skate na cidade de São Paulo – espaços considerados “próprios” para o skate -, a maioria dos skatistas da modalidade street skate confere maior importância à prática feita nas ruas, onde, para muitos, se “anda de skate de verdade”. A atração que elas exercem é a possibilidade de encontrar diferentes tipos de picos, ou seja, equipamentos urbanos (bancos, corrimãos, escadas, canteiros) obstáculos onde se realizam as manobras. Este artigo busca analisar como os skatistas usam e se apropriam de certos espaços da cidade que não foram planejados para a prática do skate. De um modo geral, por meio do trabalho de campo realizado vislumbra-se relativizar o espaço urbano como algo fixo e com práticas determinadas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
RMSP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

Conexões, atores, políticas sexuais e cidade: Uma reflexão a partir da trajetória do grupo Identidade de Campinas/SP

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Zanoli, Vinícius Pedro Correia
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Facchini, Regina
Sexo:
Mulher
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento LGBT
políticas públicas
Ativismo
Resumo

A cidade escolhida para a realização da pesquisa foi Campinas. Faremos um breve parêntese para apresentá-la, visto tratar-se de uma cidade do interior que carrega especificidades, como se verá adiante. Campinas dista 100 km de São Paulo, capital do estado homônimo. É ligada à capital por duas grandes rodovias e é sede do Aeroporto Internacional de Viracopos. De acordo com o último censo do IBGE em 2010, a população é de 1.080.113 habitantes, distribuídos em uma área de 795,004 Km², é a terceira cidade mais populosa do Estado, ficando atrás apenas da capital e de Guarulhos. Portanto, uma cidade do interior de grande porte. É sede da Região Metropolitana de Campinas, criada em 19 de junho de 2000, através da Lei Complementar Estadual nº 870. A região é formada por 19 municípios, com população estimada em 2,7 milhões de habitantes. Além disso, o município conta com duas grandes e importantes universidades do país, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP) e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), motivo pelo qual recebe um grande número de pessoas, que chegam todos os anos para dar início ou complementar a sua formação universitária. A cidade conta com diversos espaços de sociabilidade GLS (sigla mercadológica utilizada para se referir a lugares frequentados por gays e lésbicas), como bares e casas noturnas, localizados nos mais variados lugares. Além de ser uma cidade universitária de grande porte, sua escolha levou em conta o fato de ter sido a primeira a implementar um serviço público especializado no atendimento e apoio a LGBT no Brasil, o Centro de Referência GLTTB do município, inaugurado em 31 de julho de 2003 pela Prefeitura Municipal de Campinas. A pesquisa focalizou a trajetória e relações do grupo Identidade, o grupo ativista LGBT mais antigo em atividade do município. Esta pesquisa é de caráter etnográfico: contou com observação de reuniões de ativistas, protestos e atividades organizadas pelo grupo. Foram realizadas seis entrevistas em profundidade. O site e o blog do grupo também foram analisados. Com a análise das atividades, mensagens, vídeos e notícias contidos tanto no site quanto no blog, foi possível cotejar o material produzido por meio de observação etnográfica e entrevistas, de modo a adensar a análise.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/A

A política que alimenta e a violência que mata: Elementos para uma economia política da urbanização de favelas em cidades do Brasil e da Colômbia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Iacovini, Rodrigo Faria Gonçalves
Sexo
Homem
Orientador
Rolnik, Raquel
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Economia política
Urbanização de favelas
Violência
Resumo

A partir de extensa análise bibliográfica, documental e empírica, a tese busca discutir questões tratadas como secundárias pela literatura do campo e contribui para a reflexão sobre os elementos que constituem a economia política da urbanização de favelas em cidades do Brasil e da Colômbia nas últimas quatro décadas. Aprofunda-se, para tanto, na compreensão do processo de urbanização a partir de dois eixos principais: a violência estrutural que permeia e molda nossa sociedade (e como ela é mobilizada politicamente, especialmente no âmbito de políticas de urbanização de favelas) e o entrelaçamento entre as dinâmicas da "Política" (em sentido mais ampliado, do sistema político, da representação, dos governos e da cidadania) e da "política" (no sentido da política pública setorial de urbanização). Longe de ser uma questão meramente técnica ou espacial, a urbanização de favelas se revela enredada em densas e múltiplas redes e campos de força e poder; entre a violência, a política (com 'P' e com 'p'), os diversos interesses e necessidades. O problema a ser encarado são os conflitos entre as diversas e assimétricas territorialidades que configuram e constituem esses territórios e que produzem e reproduzem não somente o espaço urbano, mas o espaço político como um todo nas cidades brasileiras (São Paulo e Rio de Janeiro) e colombianas (Medellín e Bogotá) estudadas na pesquisa. Desnuda-se, ao final, como estes elementos tem dificultado o estabelecimento de uma agenda pública permanente de atuação do estado no setor, o qual, apesar do desenvolvimento histórico e da ampliação da escala, sentidos e importância na agenda política, continuamente se encontra oscilando em termos de prioridade no interior do estado de forma profundamente imbricada com os contextos social, político e econômico.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Colômbia
Especificação da Referência Espacial
Medellín; Bogotá
Referência Temporal
Década de 1980-Década de 2010
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16139/tde-26092019-113927/publico/TERODRIGOFARIAGONCALVESIACOVINI.pdf

Desafios da regulação urbanística no território das favelas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nisida, Vítor Coelho
Sexo
Homem
Orientador
Rolnik, Raquel
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.16.2018.tde-21122017-102053
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Favelas
Regulação urbana
Produção do espaço
Planejamento urbano
Resumo

As favelas possuem sua própria lógica de regulação da produção do espaço e suas regras têm origem nas práticas cotidianas da autoconstrução desses assentamentos. As categorias tradicionais do urbanismo e seus instrumentos de planejamento, contudo, encontram dificuldade de assimilar tais práticas, simplificando a visão sobre a produção das favelas a um mero problema da irregularidade e da cidade informal. A reflexão sobre as possibilidades de regulação urbanística desses territórios deve ter como base suas especificidades, a ação e a motivação dos atores envolvidos em sua promoção, assim como suas expectativas e formas de pactuação das regras comunitárias vigentes. Este trabalho busca construir uma perspectiva crítica sobre a informalidade urbana a partir da pesquisa empírica, demonstrando que o território das favelas tem sua própria lei e seu próprio modo de regrar a produção cotidiana dos espaço. A construção ideológica da cidade informal, taxativa quanto a sua condição irregular e ilegal, não permite a leitura da favela como um território repleto de formas e formalidades, as quais têm muito a dizer e contribuir para os instrumentos de planejamento e regulação da cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Santo André
São Bernardo do Campo
Diadema
Osasco
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2017
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-21122017-102053/pt-br.php

Relações público-privadas no Metrô de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Daniela Costanzo de Assis
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.8.2017.tde-14062017-090352
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade urbana
Parceria Público-Privada
Política urbana
Políticas públicas
Resumo

Este trabalho busca compreender a implementação das linhas de metrô em São Paulo e da Companhia do Metropolitano de São Paulo, desde sua formação, nos anos 1960, até os dias atuais. Buscou-se entender quem foram os principais atores nacionais e internacionais, dos setores público ou privado, que participaram das decisões sobre esta política pública em questão. Para isso, foram analisados os processos de tomada de decisão e de implementação das Linhas 1 Azul, 3 Vermelha, 2 Verde e 4 Amarela. Com os achados da pesquisa é possível argumentar que o Metrô de São Paulo, o qual foi constituído como uma empresa pública capacitada, passou por um rebaixamento do seu corpo técnico e de suas capacidades estatais, que deram espaço ao interesse de atores privados dentro da companhia, acarretando em prejuízo para a empresa pública e em atraso de obras. Tal processo se deu com a ascensão e queda de um modelo de Estado desenvolvimentista e do surgimento de novas visões de Estado influenciadas pelo New Public Management.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-14062017-090352/publico/2016_DanielaCostanzoDeAssisPereira_VOrig.pdf

Mobilizando redes e construindo arenas participativas: o trabalho social nas políticas de urbanização de favelas da CDHU

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silveira, Mariana Costa
Sexo
Mulher
Orientador
Marques, Eduardo
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Ativismo institucional
Burocracia
Implementação de políticas públicas
Trabalho social
Urbanização de favelas
Resumo

De que forma burocracias e atores não-estatais influenciam o processo de implementação de políticas públicas? No contexto da política em estudo, ou seja, no âmbito do trabalho social em políticas de urbanização de favelas da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), a pergunta de fundo é: como a agência situada de atores implementadores influenciou a criação de arenas participativas, num contexto organizacional-institucional adverso? Partindo desta pergunta, este trabalho analisa os diferentes perfis da burocracia implementadora, considerando suas trajetórias, valores, padrões relacionais e formas de atuação heterogêneas em três territórios urbanizados pela CDHU ao longo dos anos: Projeto Pantanal em São Paulo, Programa Serra do Mar em Cubatão e Projeto Pimentas em Guarulhos. Cada um destes três casos analisados conformou distintos cenários à implementação da política, com seus arranjos organizacionais-institucionais específicos. Os principais achados da pesquisa mostram que a construção de arenas participativas e a concretização de práticas do trabalho social se deram de forma gradual e experimental, a partir da atuação ativista dos diferentes agentes implementadores. Foram identificados quatro padrões de atuação engajada ou ativista da burocracia e oito distintos perfis ou papéis dos burocratas entrevistados. Os resultados também sugerem que a atuação criativa destes agentes é influenciada pelos variados cenários organizacionais-institucionais onde estão inseridos, pois conformam distintas estruturas de oportunidades ou constrangimentos à sua ação. Ainda assim, o que se percebe é que, a despeito do contexto conservador das administrações da CDHU, a burocracia implementadora, junto com atores não-estatais envolvidos na implementação da política, lançou mão de diversas estratégias de atuação no sentido de (i) criar e concretizar arenas participativas funcionais no âmbito da política e de (ii) influenciar a construção de um método de trabalho nas políticas de urbanização de favelas da Companhia, entre as diferentes áreas técnicas da CDHU.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Cubatão
Guarulhos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-25032019-123843/pt-br.php

Transformações de um instrumento de política pública: habitação de interesse social nas Operações Urbanas Consorciadas em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Abreu, Stéfano Pagin Paredes de
Sexo
Homem
Orientador
Marques, Eduardo
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Instrumentos de política pública
Mudanças institucionais graduais
Operações urbanas
Habitação de interesse social
Layering
Resumo

Como mudam os instrumentos de política pública? A pergunta que intitula este trabalho pode ser respondida através de uma característica principal: gradualismo. Parte dos modelos explicativos que visam compreender transformações em políticas públicas partem de uma análise de fatores e processos exógenos. Estas abordagens constantemente privilegiam a ótica de um dos atores que participam do jogo da distribuição de recursos da política, sejam estes o governo, a sociedade civil, os capitais, ou quaisquer outros atores imersos nestas disputas. Ainda que o olhar para as atuações dos atores seja fundamental, há dois riscos intrínsecos a esta estratégia, são eles: a formação de um viés explicativo de acordo com as premissas dos atores onde se estabelece o enfoque analítico e o abandono dos fatores e processos causais que ocorrem de forma endógena à política. Este trabalho visa oferecer um enfoque analítico que se dá por dentro da política pública, através da análise dos seus instrumentos. Em paralelo à formação de conjunturas críticas externas abruptas, que fogem ao controle dos atores imersos ao jogo, há um processo gradual de mudanças que só é possível captar através deste tipo de abordagem. A análise do instrumento das Operações Urbanas em São Paulo permite compreender como estas alterações internas ocorrem de maneira paulatina e gradual através de um processo de layering - ao passo que conjunturas mais abruptas acontecem de maneira exógena ao instrumento. A combinação destes processos é o que viabiliza transformações mais amplas no instrumento, que são, por fim, institucionalizadas.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2017
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-08052018-122826/publico/2017_StefanoPaginParedesdeAbreu_VOrig.pdf

A provisão habitacional em Franca-SP: uma cidade sem favelas?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Rosana da
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Habitação
Favelas
Autoconstrução
Franca
Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar os fatores políticos, econômicos e sociais que contribuem para a inexistência de favelas na cidade de Franca-SP. Tal proposta se concretizou através da análise da produção de habitações de interesse social pelas três esferas de governo, pela política habitacional local, pela participação do setor privado e pela contribuição da indústria calçadista na aquisição da casa própria.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Franca
Cidade/Município
Franca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000-2005
Localização Eletrônica
https://dedalus.usp.br/F/NSMXL1NRN16NFHP83189G8TLBTNNE8MTI4FA48PNSX9716YTYU-02391?func=direct&doc%5Fnumber=001471732&pds_handle=GUEST

A produção do espaço e as estratégias reprodutivas do capital: negócios imobiliários e financeiros em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Volochko, Danilo
Sexo
Homem
Orientador
Fani, Ana
Código de Publicação (DOI)
10.11606/D.8.2007.tde-27112009-125533
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Produção do espaço
Negócios imobiliários
Capital financeiro
Estratégias
São Paulo
Resumo


A pesquisa trata do processo de urbanização contemporâneo da cidade de São Paulo, tendo como foco de análise a produção do espaço através das estratégias reprodutivas do capital financeiro articuladas ao setor imobiliário. Assim, privilegiou-se uma reflexão sobre as ações econômicas que, ligadas ao plano político do Estado, fundamentam sua reprodução na produção privada do espaço residencial capitalista, cuja lógica obedece aos nexos do valor-de-troca e da valorização do solo urbano. O contexto da economia financeirizada marca uma série de novas relações entre o grande capital de origem imobiliária e as finanças, resultando em uma crescente abstração do espaço como valor financeiro, vinculado e ao mesmo tempo tendente a se autonomizar da esfera produtiva da construção civil. Assim, o setor imobiliário de ponta encontra-se cada vez mais financeirizado, seja pela utilização ampliada de instrumentos de financiamento às suas atividades, como os Fundos de Investimento Imobiliário, seja pela abertura de capital e emissão de ações em Bolsa de Valores, que impõem inclusive uma nova racionalidade para o imobiliário. Nesse processo, o setor imobiliário se capitaliza, passando a gerenciar a construção e a voltar-se principalmente aos negócios referentes à incorporação de terrenos, como base do processo de valorização do espaço. A pesquisa esteve centrada, num primeiro momento, na investigação empírica do caso particular do Fundo de Investimento Imobiliário Panamby, sendo que, num segundo momento, realizou-se uma reflexão sobre a atuação de algumas empresas do setor imobiliário na totalidade de seus investimentos/lançamentos na cidade de São Paulo, na qual buscou-se compreender as estratégias espaciais da atividade imobiliária articulada à esfera financeira e com a indústria da construção civil. Desse modo, pôde-se conhecer alguns movimentos da produção do espaço urbano através da produção capitalista do imobiliário residencial, como a estratégia da diversificação espacial dos empreendimentos. Fundamentalmente, percebeu-se que a produção lógica do espaço como valor-de-troca, através da produção capitalista, enfrenta e muitas vezes vence obstáculos vindos da prática socioespacial como elemento negativo desse processo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2007
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27112009-125533/pt-br.php