Serviços, espaços e práticas de lazer

Idols em imagens e sons, fãs em re-ação: uma etnografia da prática musical do K-pop em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Thiago Haruo
Sexo
Homem
Orientador
Hikiji, Rose Satiko Gitirana
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Agência
Antropologia da música
Cover
Kpop
Prática musical
Resumo

Este trabalho apresenta uma reflexão antropológica a acerca da prática musical do pop sul coreano (Kpop) em São Paulo. Na etnografia que se apresenta, descrevo e analiso como vídeos e coreografias Kpop afetam os fãs do gênero musical, construindo relações sociais no seu entorno. Apresento, para tanto, primeiro, como o Kpop é visto e ouvido por fãs em São Paulo, dando especial atenção ao videoclipe, que compartilhando características visuais e sonoras únicas, é capaz de gerar nos espectadores reações próprias ao gênero musical. Mostro ainda que esses videoclipes, junto a outras mídias que circulam na internet sobre os artistas sul coreanos, são parte da pessoalidade desses artistas e mediadores de sua capacidade de afetar pessoas. É na cena Kpop de São Paulo que esses vínculos entre fãs e artistas sul coreanos se desdobram, produzindo novas relações entre pessoas, artefatos e lugares. Por fim, apresento uma etnografia da dança cover de Kpop, mostrando como esses fãs constroem em seu próprio corpo essa capacidade de agência apreendida dos ídolos Kpop. Considerando essas diferentes facetas da prática musical estudada, reflito neste trabalho sobre os modos de produzir relações sociais por meio de práticas musicais.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10032017-143800/pt-br.php

Dançando como cisnes: a formação de mestres-salas e porta-bandeiras no carnaval paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Felipe Gabriel de Castro Freire
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Vagner Gonçalves da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Carnaval
Escolas-de-samba
Mestre-sala e porta-bandeira
Técnicas corporais
Dança
Resumo

Esta dissertação de mestrado tem por objetivo analisar a formação e a atuação dos casais de mestres-salas e porta-bandeiras das escolas de samba de São Paulo. Por meio do exame da literatura sobre o tema do carnaval, estudos etnográficos e entrevistas, investiga-se as formas de ensino e aprendizagem presentes em agremiações paulistas (como Independente Tricolor e Vai Vai - "escolas de samba") e cursos de formação e aprimoramento (oferecidos pela Associação dos Casais de Mestres-Salas, Porta-Bandeiras e Estandartes do Estado de São Paulo, AMESPBEESP, e pelo Projeto Cisne do Amanhã - "escolas de bailado"), que promovem atendimento a participantes vindos de diversas cidades do Estado. A pesquisa aponta para a existência de uma rede de reciprocidades que complexifica a maneira pela qual se relacionam dançarinos e entidades carnavalescas, articulando as "escolas de samba" e "escolas de bailado". O estudo demonstra como uma festa espetacular como o carnaval, que tem como um de seus elementos constituintes a dança, é uma forma de transmissão e apreensão de conhecimento sobre técnicas corporais que lidam com significados, identidades e posições de reconhecimento social, disputados e negociados por seus participantes.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-23032021-194345/fr.php

Trama de sentidos: experiências etnográficas em contexto de consultas públicas (projetos de intervenção político urbanística na Av. São João)

Tipo de material
Livro Eletrônico
Autor Principal
Andrade, Jéssica de Souza
Sexo
Mulher
Autor Organizador
Andrade, Jéssica de Souza
Código de Publicação (ISBN)
978-9915-9643-2-4
Ano de Publicação
2024
Página Inicial
1
Página Final
25
Idioma
Português
Palavras chave
Centro Cultural Olido
Antropologia Urbana
Etnografia Urbana
Sentidos
Espaço Público
Resumo

O presente trabalho é um desdobramento da pesquisa de mestrado em curso intitulada: Os sentidos do Olido:
dinâmicas culturais e transformações urbanas numa centralidade paulistana. A partir do interesse inicial no
equipamento cultural, nomeado de Centro Cultural Olido, situado na av. São João, via que integra um perímetro
na região central e histórica de São Paulo identificada como Centro Novo, tal avenida ganha importância neste
percurso de investigação e torna-se também, área de interesse complementar. A gestão atual do município
desenvolveu um comitê intersecretarial cujo nome é: #todospelocentro, que tem por objetivo coordenar diversas
ações municipais para a requalificação do centro da cidade. Dentre estas ações identificam-se dois projetos em
curso: Diálogos Ruas Abertas av. São João e Diálogos Turismo no Centro de São Paulo os quais expressam,
mobilizam e atribuem sentidos para esta avenida icônica no imaginário paulistano. Imortalizada em canções,
permeada com elementos de relevância arquitetônica e artística, trata-se de uma espacialidade na qual se
articulam as mais variadas táticas, práticas e dinâmicas de diferentes atores sociais. Por meio de etnografias
realizadas até o momento e registradas em relatos de campo decorrentes da inserção e participação da
pesquisadora em consultas e audiências públicas, notou-se o modo como a av. São João – via discurso dos
dirigentes políticos – é considerada, ora como uma avenida linear e que, devido a esta característica, possibilita
um lugar de "estar", "caminhar" e "apreciar" ora como ambiência para a "vocação natural do centro, o turismo”,
leia-se turismo como negócio. Ademais de ser possível identificar, nestas ocasiões, leituras e aproximações que
traduzem o olhar institucionalizado da instância municipal perante esta centralidade em seus arranjos na contemporaneidade. Outro aspecto que transparece é a maneira como se organizam estes encontros (consultas e
audiências públicas), cuja finalidade é intermediar a interlocução entre sociedade civil e municipalidade, e assim
construir uma relação participativa nas etapas de formulação de projetos. O acompanhamento dos diálogos abre
pistas para a compreensão das dinâmicas e ações mobilizadas para a "requalificação" do Centro Novo e para o
projeto de cidade que se está construindo. A contribuição que se pretende não é a exposição de respostas e
posicionamentos totalizantes, mas a reflexão crítica dos formatos institucionais de diálogo entre uma visão de
perto e a de longe e o acercamento das narrativas empregadas nos debates públicos em prol de projetos que
induzem o "fazer cidade" em contexto latinoamericano.

Autor do Resumo
Jéssica de Souza Andrade
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Central de São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
República
Logradouro
Av. São João
Localidade
Centro Cultural Olido
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2023-2024
Localização Eletrônica
https://sistema-alacongresos.net/ver/ponencia-completa.php?id=321

Os sentidos do Olido: dinâmicas culturais e transformações urbanas numa centralidade paulistana

Tipo de Material
Trabalho de Eventos-Anais
Autor Principal
Andrade, Jéssica de Souza
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Magnani, José Guilherme Cantor
Sexo:
Homem
Título do periódico
XIV Reunião de Antropologia do Mercosul: reconexões e desafios a partir do sul global [livro eletrônico] : anais eletrônicos /
Ano de Publicação
2023
Página Inicial
1
Página Final
23
Idioma
Português
Palavras chave
Centro Cultural Olido
Centralidade
Etnografia Urbana
Espaço Público
Sentidos
Resumo

O trabalho parte de uma pesquisa de mestrado que está em seu início e que se propõe a apresentar, com base em etnografias realizadas até o momento, relatos de campo decorrentes da inserção e participação da pesquisadora em situações no Centro Cultural Olido. Tais observações mobilizam diferentes interpretações sobre como situar e compreender os sentidos atribuídos a este equipamento cultural em uma centralidade paulistana identificada como Centro Novo. Aqui são aproximadas as dimensões políticas e urbanísticas, via discurso dos agentes do poder público e das estratégias das governanças municipais com as dinâmicas cotidianas, considerando a produção de experiências e modos de usar dos múltiplos usuários. As dimensões apresentadas por estes diferentes interlocutores produzem sentidos para a espacialidade do Olido e para o território do seu entorno - um palimpsesto adensado de tensões, memórias e temporalidades. À vista disso, aproximar estes discursos, a fim de ordenar as pistas presentes nas ações e enunciações, podem revelar aspectos importantes da negociação articulada entre citadino, equipamento cultural e projeto de cidade. Também permite estabelecer a gênese da questão: os múltiplos sentidos em jogo neste local se coadunam numa única direção ou constituem uma disputa quando interpelados? Além das questões da vida urbana contemporânea do Olido, é possível encontrar vestígios de "modos de usar", reminiscências de outros tempos ainda vigentes em suas dinâmicas culturais?

Autor do Resumo
Jéssica de Souza Andrade
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Região
Região Central de São Paulo
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
República
Logradouro
Av. São João
Localidade
Centro Cultural Olido
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1957-2023
Localização Eletrônica
(N/I)

Paulista x Augusta - percorrendo um mosaico paulistano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Andrade, Jéssica de Souza
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Tambucci, Yuri Bassichetto
Spaggiari, Enrico
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
30
Ano de Publicação
2022
Página Inicial
1
Página Final
11
Idioma
Português
Palavras chave
Centralidades
Avenida Paulista
Rua Augusta
Etnografia
Caminhada
Resumo

Este texto, escrito de forma compartilhada, traz os relatos de três pesquisadores/as que, junto com um grupo de pesquisadores/as ligados/as ao Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana (LabNAU-USP) fizeram uma caminhada durante uma manhã de sábado pela avenida Paulista e rua Augusta. Três olhares diferentes – únicos e complementares –, seguindo uma linha narrativa cronológica e espacial, que desvelam estilos de escrita, interesses de observação e referenciais muito particulares. Essa diversidade de olhares em um mesmo contexto etnográfico, sem dúvida, permite apreender as múltiplas camadas – modos de uso, atividades de lazer, dinâmicas de sociabilidade e construções temporais - que guardam as ruas da cidade de São Paulo, neste caso, especificamente a avenida Paulista e a rua Augusta.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Cerqueira César
Logradouro
Avenida Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Bairro/Distrito
Consolação
Logradouro
Rua Augusta
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2022
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/12944

Transparanamericana: gênero e sexualidade na produção de artistas visuais latino-americanos contemporâneos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Souza, Milena Costa de
Sexo
Mulher
Orientador
Adelman, Meryl
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UFPR
Idioma
Português
Palavras chave
31ª Bienal de São Paulo
Gênero e Sexualidade
Arte Contemporânea Latino-Americana
Resumo

O tema da presente tese é a arte contemporânea latino-americana em diálogo com os referenciais de gênero e sexualidade. Tendo em vista a amplitude das produções que tangenciam essas esferas, essa pesquisa elegeu como ponto de partida a 31ª bienal de são paulo (2014) intitulada como…coisas que não existem. O evento propôs levar para o espaço do pavilhão da bienal as discussões que tomaram conta das ruas durante um ano de intensas manifestações políticas ao redor do mundo e que no Brasil tomou proporções a serem ainda decifradas. A equipe curatorial convidou artistas e projetos que discutiram acontecimentos considerados eminentes ou pouco visibilizados pelos meios de comunicação e de produção de conhecimento hegemônicos. Naquele contexto, as questões de gênero e sexualidade adquiriram amplo destaque, ao ponto da 31a bienal de sp ser conhecida como a trans bienal e a edição que focou pela primeira vezes nos temas de gênero e sexualidade. Portanto pergunto: de que maneira gênero e sexualidade são constituídos enquanto imagens, discursos e experiências nas produções visuais de artistas contemporânexs latino-americanxs no contexto da 31ª bienal de são paulo? Quais as principais questões evocadas por esses projetos visuais em diálogo com as relações de gênero e sexualidade no contexto latino-americano? A pesquisa fundamenta-se em uma análise sob as perspectivas dos estudos culturais, as teorias feministas, descoloniais e queer/transviadas. A análise também parte de uma perspectiva intersecccional que dá atenção sobre como as relações de gênero, raça, religião, sexualidade e as políticas da representação, influenciam na formação e aplicação das ideias sobre a América-Latina, artista, corpo, obra de arte e valor estético. Foco nas condições e contexto social que possibilitaram e produziram a visibilidade de sexualidades não hegemônicas, relações de gênero e corpos transgêneros durante a bienal de 2014, situando-a, por sua vez, na geografia e história social da América Latina. Contextualizo como as representações de gênero e sexualidade foram apresentadas nas últimas edições da bienal de são paulo, considerando a trajetória do evento enquanto um arquivo vivo que, existe fisicamente, além de ser ampliado a cada dois anos através das novas edições que também miram a trajetória da própria bienal para se pensarem. Por fim analiso as obras dos/as artistas nahum b zenil, giuseppe campuzano, sergio zevallos, virginia de medeiros, las yeguas del apocalipsis e mujeres creando no contexto do evento considerando as trajetórias desses artistas na conjuntura latino-americana e de seus locais de produção. 
 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5010406

Engodo na arte contemporânea: a luta da pixação contra o campo da arte; uma escultura social

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Franco, Sergio Miguel
Sexo
Homem
Orientador
Barros, Sergio Miceli Pessoa de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Flâneur
Pierre Bourdieu
Pixação
Revolução simbólica
Sgraffito
Resumo

Este doutorado apresenta a pixação como um fenômeno urbano, típico da cidade de São Paulo. Caracteriza-se pelo uso ortográfico da letra X (xis) na sua nomenclatura e de uma sociabilidade que amplia a rede de relações dos indivíduos, podendo expandir-se para a integralidade do território da metrópole. Além do estudo detalhado sobre o fenômeno em questão, compara os pixadores aos bandeirantes que iniciaram o reconhecimento do território do país nos primórdios do séc. XVI, partindo com as bandeiras das monções no rio Tietê, em Porto Feliz, cidade localizada no interior do Estado de São Paulo. Esta pesquisa estuda um conjunto de pixadores, responsáveis por um movimento de conquista no campo da arte contemporânea. Situa-os em eventos internacionais na cidade de Paris, em França, e Berlim, na Alemanha, ao mesmo tempo em que faz um retrato dessas metrópoles modernas no século XIX. Como metodologia, este trabalho perpassa por uma etnografia atual de 7pixadores; dois já falecidos e uma mulher. Na etnografia dos entes presentes, o pesquisador contribuiu na expografia de suas obras de arte como curador, algumas transformadas em projetos e exposições. Acrescenta ainda um projeto de exposição para a cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, ainda não realizado com os pixadores em questão. Com isso, consolidou a confiança e a reciprocidade, entre pesquisador e pesquisados, necessárias para a obtenção de informações privilegiadas, responsáveis pelo desenvolvimento deste trabalho. Em relação à etnografia da pixadora presente no doutorado, foi feita uma comparação entre a sua pixação e uma pintura do final do século XV, em Roma, do autor Caravaggio.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-11112019-110109/pt-br.php

O mosaico das identificações juvenis via consumo: um estudo de Antropologia urbana em um shopping de Ribeirão Preto/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Petenussi, Felipe Roberto
Sexo
Homem
Orientador
Castro, Ana Lucia de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Identificações
Mídia
Consumo
Jovens
Sociabilidade
Resumo

A presente pesquisa nasceu da intenção de compreender como o consumo - enquanto um mediador simbólico – se relaciona com a construção das identificações no universo juvenil. Para além da visão utilitarista, a abordagem antropológica entende consumo como processo ritual capaz de dar sentido à vida e marcar os significados. Ativo e presente no cotidiano, o consumo ocupa um papel central como estruturador/estruturante de valores simbólicos que constrói e manipula identidades e regula relações sociais. Ademais, as coisas, que classificam outras coisas e, assim, classificam as pessoas, são tidas dentro da esfera do consumo, como possibilitadoras de trocas no âmbito simbólico. O trabalho desenvolvido ao longo do mestrado foi realizado na cidade de Ribeirão Preto - SP – Brasil. Após a realização de uma sondagem inicial, por meio da aplicação de questionário entre jovens, estes passaram a ser observados em um Shopping localizado na região central da referida cidade em diferentes momentos. Como principal objetivo, a pesquisa buscou identificar as práticas, hábitos e bens de consumo que atuam como mediadores de relações sociais, sobretudo as voltadas para os processos de construção das identificações por parte dos jovens. Além disso, a própria noção de juventude foi explorada por meio da forma como está presente entre os diversos atores sociais, nos dispositivos midiáticos e no imaginário social. Todavia, na imperatividade do extraordinário presente no campo, novas perspectivas e questões emergiram acerca das relações tecidas pelos jovens e da forma como estes interagem e ocupam um espaço peculiar da cidade: o shopping. Por fim, a própria antropologia - seus métodos, alcance e limites – foi objeto de reflexão ao longo do trajeto intelectual desenvolvido neste trabalho. Sendo assim, foi realizado um trabalho de fora para dentro, na abordagem das questões referentes as peculiaridades do tema em questão e, também, de dentro para fora, no sentido das reflexões que emergiram na pesquisa que abrangem temas gerais das ciências humanas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Ribeirão Preto
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Bairro/Distrito
Higienópolis
Localidade
Santa Úrsula
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/3a3f1b8c-e2f1-4d1a-b509-9d5634eea1b7/content

Se eu comprar o carro você vem junto?: economias sexuais no mundo dos eventos

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Araujo, Anna Paula Moreira de
Sexo
Mulher
Orientador
Piscitelli, Adriana Gracia
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho sexualizado
Trabalho afetivo
Trabalho de cuidado
Economias sexuais
Prostituição
Resumo

Esta tese, centrada no mundo dos eventos, tem como principal objetivo analisar a articulação entre trabalho e economias sexuais. Refiro-me, seguindo Elizabeth Bernstein, não apenas à troca de sexo por dinheiro em seu sentido mais literal, mas também às maneiras pelas quais as circulações sexuais são críticas para outros projetos econômicos. Mostro como profissionais de eventos (promotoras, recepcionistas e modelos) e objetos em exposição são sobrepostos em um jogo de objetificação e sexualização mútuas. Essa sexualização proporciona benefícios econômicos, mas é, ao mesmo tempo, um aspecto que pode “poluir” as profissionais e também as empresas envolvidas com o estigma da prostituição, que se expressa no código ficha rosa usado para identificar profissionais de eventos que realizam trocas sexo por dinheiro. Tomando como referência trabalho etnográfico realizado em quatro feiras, duas na capital São Paulo e duas na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, analiso como a imbricação desse trabalho com as economias sexuais afeta as profissionais de eventos. Dialogando com leituras feministas sobre trabalho sexualizado, emocional/afetivo e de cuidado, e com perspectivas interseccionais que concedem atenção aos espaços de agência, formulo dois argumentos. O primeiro é que as economias sexuais são organizadoras do mundo dos eventos. O segundo é que a prostituição opera à maneira de um fantasma nestes espaços comerciais. Desenvolvo esses argumentos considerando como os diversos estilos corporais dessas profissionais são classificados, hierarquizados e situados, articulando corporalidades e códigos morais em relação ao fantasma da prostituição. E mostro como, no mundo dos eventos, uma racialização sexualizada que evoca marcas de classe e códigos morais sintetizada na ideia de perfil traça as possibilidades de êxito econômico e afetivo, que são desigualmente distribuídas entre os sujeitos envolvidos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.ifch.unicamp.br/ifch/se-eu-comprar-carro-voce-vem-junto-economias-sexuais-mundo-eventos

O skate na praça: As gerações, usos e apropriações de espaços públicos de lazer em Vitória-ES

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Viguini, Bruno Kirmes
Sexo
Homem
Orientador
Correa, Diogo Silva
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Vila Velha
Programa
Sociologia política
Instituição
UVV
Idioma
Português
Palavras chave
Skate
Apropriações
Espaços públicos de lazer
Resumo

Os esportes de aventura trazem como característica principal os elementos do desafio, do risco e do transgressor e, por isso, sua associação a contracultura, anarquismo e rebeldia são as marcas registradas desses esportes. Tendo sua origem nos EUA, o skate nasce de uma alternativa aos surfistas em dias sem ondas. Sua chegada ao Brasil preservou a modalidade "downhill", que consistia em descer as ladeiras asfaltadas como se fossem ondas. Desde a década de 1960, o skate vem ganhando novos adeptos, novas modalidades e dinâmicas, atingindo seu ápice, enquanto esporte, a partir do reconhecimento como esporte olímpico nos Jogos Olímpicos de 2020.

Logo, as praças, parques, estacionamentos e áreas abertas com pisos de concreto e/ou asfalto se tornaram áreas de prática de uma nova modalidade "street" que utiliza os equipamentos urbanos. Após a fase da proibição, em 1988, na cidade de São Paulo, sob a alegação de ser uma prática insegura, o skate ganhou espaços públicos e privados destinados à sua prática. Alguns praticantes da modalidade entenderam esses espaços como “prisões” e, com isso, sentiram-se cerceados ao uso dos espaços urbanos públicos. As formas de apropriação desses espaços por parte dos praticantes de skate traziam questionamentos quanto à depredação de equipamentos públicos e/ou privados, bem como à discriminação pelo comportamento expresso pelas linguagens, vestimentas e músicas adotadas pelos mesmos, gerando um conflito entre as gerações de praticantes de skate nas formas de apropriação desses espaços.

Buscando compreender esses conflitos e o quanto eles influenciam nas formas de apropriação dos espaços urbanos públicos e/ou privados destinados ou não à prática do skate na modalidade “street”, esta dissertação utilizou como referencial teórico as discussões sobre as cidades e os espaços urbanos públicos de lazer; o lazer; a história do skate; conceitos de tribos e grupos identitários, bem como trabalhos com temas semelhantes desenvolvidos em outras regiões. Como pesquisa de campo, utilizou-se da etnografia através da observação participante, com a aplicação de questionários semi-estruturados e perguntas abertas, utilizando um recorte geográfico compreendido por um circuito que perpassa o centro histórico de Vitória-ES. Os dados obtidos apontaram para um conflito interno, entre os próprios praticantes de skate, mais expressivo do que os conflitos com outros usuários desses mesmos espaços, levando à compreensão da existência de um conflito de gerações e das diversas formas de se entender a prática do skate, desde um simples hobby, passando por um estilo de vida até sua prática profissional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
1960-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/1001