Sociologia

Mudanças no mundo da família e seu impacto nas formas de morar: os flats, os descasados, os independentes e a esposa invisível

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Título do periódico
Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares
Volume
8
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
117
Página Final
133
Idioma
Português
Palavras chave
família
cidade
moradia
flat
hotel-residência
Resumo

Trata-se de um recorte que entrevê a história da cidade a partir das transformações ocorridas no mundo da família, de seu impacto nas formas de morar, e da emergência de uma demanda - ainda que restrita aos segmentos sociais de alta renda - por novos tipos de moradia, como os flats com serviços e os hotéis-residência.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sbsociologia.com.br/project/maria-josefina-gabriel-santanna-mase/

Metrópole e Segregação Residencial: juventudes em risco no cinema contemporâneo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Freire-Medeiros, Bianca
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1808-1592
Título do periódico
Revista Saúde e Direitos Humanos
Volume
4
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
77
Página Final
88
Idioma
Português
Palavras chave
segregação residencial
pobreza urbana
cinema
estigma
jovens
Resumo

O cenário globalizado das metrópoles contemporâneas mostra o alargamento de mecanismos de segregação residencial, entendida como o processo pelo qual a população da cidade vai se localizando em espaços de composição social homogênea. Ricos moram nos locais mais nobres das metrópoles graças ao seu processo de auto-segregação. Os mais pobres na estrutura social ocupam territórios degradados, que passam a ser segregados e estigmatizados. Os jovens pobres sofrem, de forma muito particularizada, os efeitos dessa estigmatização territorial, porque se constituem em um grupo altamente vulnerável aos riscos inerentes ao lugar e, ainda, convivem com uma precária estrutura de oportunidades e com a sedução de uma contracultura delinquente. A presente abordagem busca estabelecer um diálogo entre dois campos distintos de reflexão sobre essas questões: a sociologia e o cinema. Nesse intuito, convidamos autores como Katzman, Castel e Wacquant para assistirem conosco a Boyz´n the Hood (EUA, 1991), La Haine (FRANÇA, 1995) e Cidade de Deus (BRASIL, 2003).

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Estados Unidos
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
França
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/publicacoes/saude-e-direitos-humanos/pdf/sdh_2007.pdf

O Espaço Urbano na Escola: efeitos e sobre a distribuição da qualidade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Barbosa, Maria Ligia de Oliveira
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Sociologia da Educação
Volume
1
Ano de Publicação
2010
Página Inicial
40
Página Final
70
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia da educação
Desigualdade
Escola
Resumo

Esse artigo procura analisar em que medida cada uma das dimensões
da vida escolar varia segundo o lugar que a escola, e os alunos ocupam no
espaço da cidade, propondo-se como uma contribuição, ainda de caráter
exploratório, às pesquisas que associam concentração espacial da pobreza e
desigualdades de oportunidades educativas. Pretende-se avaliar se a
qualidade da escola é um bem que se distribui de forma homogênea no
espaço social da cidade do Rio de Janeiro e identificar quais os fatores que
estariam associados a esta distribuição. Utilizamos dados produzidos pelas
pesquisas do Observatório das Metrópoles e pudemos verificar que as
escolas frequentadas pelas crianças que moram em favelas distantes do
centro, apresentam, na maioria das vezes, indicadores desfavoráveis,
principalmente níveis menos elevados de qualidade. Características dos
professores, em especial sua experiência, ou seja, o número de anos de
trabalho como professor, também têm relação com a localização da escola.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/15343/15343.PDF

Transformações e conflitos na área portuária da cidade do Rio de Janeiro: megaeventos esportivos, mídia e marketing urbano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Gonçalves, Livia Maria Abdalla
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
10.12957/irei.2015.20153
Título do periódico
Interseções: Revista de Estudos Interdisciplinares
Volume
17
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
378
Página Final
396
Idioma
Português
Palavras chave
Megaeventos
Moradia
Mídia
Resumo

O artigo tem como objetivo identificar as alterações no tecido urbano, especialmente as que se referem à moradia, que vêm ocorrendo no contexto dos megaeventos da cidade do Rio de Janeiro, e o tratamento dado pelo marketing e pelos meios de comunicação às mudanças na dinâmica socioespacial da cidade. Através da análise de conteúdo de notícias, o trabalho procura refletir sobre a forma como o discurso jornalístico e o branding naturalizam a modificação urbana através, principalmente, da espetacularização da cidade a contrapelo de toda e qualquer disputa social que possa existir nos territórios modificados pelo propósito do consumo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Zona Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Centro, Gamboa, Saúde, Santo Cristo, Caju
Localidade
Zona portuária do Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2013-2015
Localização Eletrônica
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/intersecoes/article/view/20153/14544

Cadeia ping-pong: entre o dentro e o fora das muralhas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mallart, Fábio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Rui, Taniele
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3620
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Dossiê: Em torno da Cracolândia Paulista
Idioma
Português
Palavras chave
Prisão provisória
Cracolândia
CDPs
Resumo

O presente trabalho busca articular Centros de Detenção Provisória (CDPs) e a região estigmatizada como cracolândia, tendo em vista as trajetórias de sujeitos que circulam – em geral, vão e voltam – entre o dentro e o fora das muralhas institucionais. O intuito é refletir sobre os nexos que articulam esses dois territórios urbanos, demonstrando os possíveis desdobramentos e efeitos dessa “movimentação ping-pong”. De um lado, trata-se de evidenciar que a prisão, sobretudo a prisão provisória, não deve ser lida apenas do ângulo do confinamento, mas também como um dispositivo que, quando visto na chave do entra e sai, “faz circular” toda uma população vista como indesejável e considerada “perigosa”. De outro, mas em conexão estreita com o primeiro ponto, importa prospectar os efeitos dessas entradas e saídas no tecido urbano da cracolândia, assim como descrever o rebatimento desse movimento incessante na reconfiguração da experiência interna ao próprio cárcere. Questionar como e por que isso ocorre, com quais sujeitos e com quais efeitos é o que nos mobiliza no presente texto.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3620

Diálogos entre São Paulo e Lima: etnografias em espaços urbanos latino-americanos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Machado, Giancarlo Marques Carraro
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3571
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Etnográficas Especial
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço público
Arquitetura
Segregação
Vida urbana
Resumo

O Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo (NAU/USP), em parceria com o Centro de Investigación de la Arquitectura y la Ciudad da Pontificia Universidad Católica del Perú (CIAC/PUCP), promove desde 2016 o Seminário de Investigação Urbana. Trata-se de uma iniciativa interinstitucional que vem fomentando debates profícuos entre pesquisadores brasileiros e peruanos interessados em problematizar, a partir da perspectiva das Ciências Sociais e da Arquitetura, múltiplas questões que permeiam a vida urbana de metrópoles como São Paulo e Lima e também de cidades amazônicas.
A primeira edição do evento foi realizada via videoconferência, tendo reunido tanto professores quanto pesquisadores que se encontram em diferentes estágios de formação vinculados às instituições promotoras. As atividades ocorreram ao longo de dois dias sucessivos – em 24 e 25 de maio de 2016 –, com a programação dividida em variados eixos temáticos, quais sejam: 1) segregação residencial urbana; 2) centralidades e espaços públicos: olhares qualitativos; 3) perspectivas etnográficas dos atores das metrópoles; 4) cultura, arquitetura e cidade na América Latina; e 5) presença indígena em cidades amazônicas. Cada eixo contou com apresentações de pesquisas que buscaram refletir, a partir de análises desenvolvidas em diferentes contextos citadinos, sobre os desafios e as potencialidades de se fazer etnografias em espaços urbanos marcados não apenas por segregações, relações de poder, conflitos e instabilidades, mas também por negociações, ativismos, resistências e sociabilidades.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Lima
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Peru
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3571

Campos de disputa e gestão do espaço urbano: a Operação Sufoco na “cracolândia” paulistana

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Magalhães, Taís
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3615
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Dossiê: Em torno da Cracolândia Paulista
Idioma
Português
Palavras chave
Operação Sufoco
Defensoria Pública
Espaço urbano
Campos de disputa
Resumo

Em janeiro de 2012, foi deflagrada na região da “cracolândia”, no centro da capital paulista, a “Operação Sufoco”. Assim ficou conhecida uma intervenção policial que parece evidenciar a lógica securitária que rege as formas de gestão do espaço urbano. Não foi a primeira intervenção policial realizada nessa região. Porém, esta aqui nos interessa como cena privilegiada para desvelar conflitos e disputas que se processaram em torno da "cracolândia" e dos dispositivos de controle acionados para garantir a ordem nesse território urbano. Tomando como fio condutor a atuação dos Defensores Públicos no transcorrer dessa operação policial, o artigo trata do campo de conflito que se configurou em torno da “Operação Sufoco”, mais especificamente, o embate entre o direito de ir, vir e permanecer das populações que circulam nessa área, em particular os usuários de crack e o primado securitário nas formas de gerir esse espaço urbano.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elíseos
Logradouro
Alamedas Cleveland, Dino Bueno e Rua Helvétia
Localidade
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3615

Eu Vou de Bike: a ocupação de bicicletas nos espaços públicos de São Paulo

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Abilio, Carolina Cássia Conceição
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Vasconcellos, Maria da Penha
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3476
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Descrição Adicional
Ensaios fotográficos
Idioma
Português
Palavras chave
Grafite
Cidade
Espaço urbano
Uso do espaço
Resumo

Desde 2012 na cidade de São Paulo observamos o aumento da mobilidade por meio de bicicletas. Ciclistas a passeio, individualmente ou em grupos, competidores esportivos, e aqueles que fazem uso da bicicleta para trajetos de origem e destino no deslocamento ao trabalho, tomaram as ruas da cidade e podem ser facilmente vistos cruzando suas vias e avenidas.
A incorporação desses atores na dinâmica da cidade foi acompanhada de tensão e agressividade por parte de outros seguimentos da população, particularmente, usuários de outras formas de transporte. Os espaços urbanos pareciam já “ocupados” o suficiente na disputa pelo ir e vir, em circunstancias e entraves que vão desde pouca mobilidade para alguns até mobilidade em excesso de outros. Nesse cenário, a magrela passou a ser vista como intrusa no contexto do espaço da cidade e na disputa por circulação (Urry 2007:12).
A introdução da bicicleta como protagonista e peça-chave da narrativa sobre mobilidade urbana em âmbito municipal ocorre na gestão Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores, 2012-2016), com ampla repercussão nacional e internacionalmente. Um conjunto de ações de políticas públicas drasticamente alteraram a realidade da bicicleta na cidade, mais do que dobrando a quilometragem de ciclovias e ciclofaixas, assim como a abertura de bicicletários públicos e viabilização do transporte de bicicletas em algumas linhas de ônibus da cidade. Frente a isso, o número de ciclistas no meio urbano cresceu exponencialmente e a bicicleta tomou lugar de destaque como ícone de uma mudança de paradigma no campo da mobilidade urbana.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3476

Como praticar etnografia nas margens e fronteiras das cidades?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Reginesi, Caterine
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3381
Título do periódico
Ponto Urbe - Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Etnografia
Poder
Cidade
Fronteiras
Margens
Resumo

O artigo visa debater a influência das margens no processo de urbanização das cidades a partir de alguns estudos de casos na Guiana Francesa, no Norte do Brasil (Macapá e Belém do Pará) e Nordeste (Recife-PE) colocados em perspectiva com trabalhos empíricos mais recentes desenvolvidos na metrópole do Rio de Janeiro, e numa cidade média do estado do Rio de Janeiro: Campos dos Goytacazes. Como abordar as cidades através das suas margens e como interferem diferentes lógicas de poder será o fio condutor de nossa proposta. As margens remetem a outros conceitos, tais como interstícios, fronteiras. A reflexão sobre as margens como elaboração de um objeto de pesquisa antropológica questiona as categorias e categorizações: margens, marginalização, fronteiras, rural/urbano, público/privado nas cidades brasileiras, o que também sugere essa outra pergunta: com que abordagem metodológica estudar as margens? Que significa fazer etnografia nas margens das cidades e do Estado ?

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Macapá
Belém
Recife
Rio de Janeiro
Campo dos Goytacazes
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Guiana
Referência Temporal
1995-2003
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3381

Criação de novas centralidades no Rio de Janeiro: Praça da Harmonia e seu entorno na Gamboa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sant'Anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pio, Leopoldo Guilherme
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2527-2551
Título do periódico
Revista Argumentos
Volume
10
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Montes Claros
Página Inicial
175
Página Final
205
Idioma
Português
Palavras chave
Praça da Harmonia
Gamboa
Rio de Janeiro
Zona portuária
Urbanismo
Resumo

As metrópoles contemporâneas convivem hoje com uma tendência de âmbito mundial de revalorização do seu espaço em Área Central, muitas vezes associada a projetos de revitalização de suas áreas portuárias. Tal requalificação se expressa na criação de novas áreas de centralidade, seja por meio de grandes investimentos em centralidades tidas como decadentes no espaço intraurbano, ou, por meio do fortalecimento de centralidades já existentes, ou ainda, pela eleição de novos espaços que devem se constituir como novas centralidades. As intervenções urbanísticas na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro sinalizam o processo de requalificação do espaço, em área tida como decadente. Vista pelas autoridades públicas como degradada e abandonada, a área convive hoje com intensa intervenção urbanística, derivada da Operação Urbana do Porto Maravilha.
Projeto dotado de forte legitimidade atualmente, devido à hospedagem dos megaeventos esportivos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas de 2016, para os quais a cidade deveria se transformar em um cenário urbano renovado, de grande atratividade e competitividade, adaptado à lógica do capitalismo global.
São muitos os estudiosos urbanos que, em distintas áreas do conhecimento, se voltam para essa temática. Identificam-se, desse modo, aspectos sociais, urbanísticos, paisagísticos, patrimoniais, simbólicos, próprios a essas intervenções, que expressam interesses sociais e políticos diferenciados, que acabam por configurar situações de conflito social, principalmente aqueles ligados à remoção de moradores devido às obras. São assim trazidas ao debate questões sobre a forma como atuam as autoridades públicas, seu distanciamento face aos interesses da população moradora, as transformações de diversas ordens incidentes na área de intervenção, além dos embates políticos e das manifestações sociais contra as obras e intervenções urbanísticas, que constituirão os na ótica das autoridades públicas, os chamados legados para a cidade, o que para muitos moradores, constitui uma herança bastante questionável. Uma reflexão sobre essas questões está nos propósitos do presente artigo, que busca, em especial, avaliar o processo de criação de novas áreas com o estatuto de centralidade urbana em contextos de requalificação socioespacial e os conflitos sociais decorrentes dessa nova configuração.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Zona
Zona Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Gamboa
Localidade
Praça da Harmonia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.academia.edu/31984594/CRIA%C3%87%C3%83O_DE_NOVAS_CENTRALIDADE_NO_RIO_DE_JANEIRO_CONTEMPOR%C3%82NEO_PRA%C3%87A_DA_HARMONIA_E_SEU_ENTORNO_NA_GAMBOA