Processos de urbanização

Formação de municípios no Amazonas após a Constituição Federal de 1946: fragmentos de uma história interrompida e esquecida

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Dutra, Marcelo José de Lima
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Pereira, Henrique dos Santos
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n1p51
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
51
Página Final
58
Idioma
Português
Palavras chave
Municipalismo
Amazônia
divisão territorial
governos locais
federalismo
Resumo

O período compreendido entre a constituição de 1947 e o golpe militar de 1964 marcou profundamente o municipalismo brasileiro. Este momento corresponde a uma intensa divisão territorial onde diversos Estados multiplicaram seus municípios. No Amazonas, essa tendência foi revertida e esquecida. No presente artigo, resgatamos e analisamos os atos que revelam esse momento intenso de criação de municípios, inclusive em localidades onde até o presente não se observa a intensificação de dinâmicas territoriais típicas do adensamento urbano. Durante uma movimentada década (1955 e 1964), o Amazonas chegou a multiplicar seu total de municípios em quase 1200%. A historiografia local não registrou os motivos da anulação dos atos de criação, assim como não há referências a estudos sobre a viabilidade econômica, os impactos ambientais e as demandas socioeconômicas pela criação de novas municipalidades, ou da observância à relação sociedade vs. território, condicionante sine qua non para o estabelecimento dos atos políticos.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
1947 - 1964
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5525

Planejamento Regional no Estado de São Paulo: Polos, Eixos e a Região dos Vetores Produtivos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Tavares, Jeferson Cristiano
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n2p344
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
344
Página Final
367
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento Regional
Estado de São Paulo
Polos
Eixos
Região dos Vetores Produtivos
Resumo

Neste artigo, examinamos como, ao longo dos anos 1910-1980, o planejamento regional praticado no Estado de São Paulo estruturou o território pelos polos urbanos e pelos eixos rodoviários e contribuiu para a formação de um espaço privilegiado de desenvolvimento – a Região dos Vetores Produtivos. Para tanto, definimos como objeto de estudo a relação entre as ações planejadoras estatais e o processo de urbanização paulista. Como referenciais teóricos, tomamos as formulações da Geografia Econômica e de Polo de Crescimento. Já como método analítico, elaboramos uma cartografia inédita, com a sobreposição das principais ações planejadoras praticadas no Estado de São Paulo, a partir da ideia de rugosidade de Milton Santos. Na análise, mostramos como as diferentes camadas de planejamento que incidiram na organização territorial paulista no século XX representam um padrão nacional de planejamento e desenvolvimento que tem contribuído para o processo de dispersão urbana.

Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1910 - 1980
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5574

São Paulo nos anos 2000: segregação urbana e mobilidade social em termos de renda e escolaridade

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fontes, Leonardo de Oliveira
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n2p304
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
304
Página Final
324
Idioma
Português
Palavras chave
segregação urbana
São Paulo
renda
escolaridade
mobilidade social
Resumo

Ao fazer uma análise comparativa da segregação residencial entre 2000 e 2010 em São Paulo, com base em grupos de renda e escolaridade, este artigo busca contribuir para a interpretação do impacto que os processos recentes de mobilidade social tiveram no tecido urbano brasileiro. O intuito é analisar a segregação em cinco dimensões: uniformidade, exposição, concentração, centralização e agrupamento. Para isso, utiliza-se como metodologia de análise tanto índices globais quanto análises tipológicas georreferenciadas. Além de apontar mudanças em regiões específicas do território urbano, salienta-se, como conclusões mais gerais, a permanência de uma segregação relativamente alta das elites nas regiões oeste e sul do centro expandido da capital e um expressivo aumento da heterogeneidade social nas periferias, explicado em grande medida pelo aumento da renda e da escolaridade nessas regiões.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Quantitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5621

“Avenida Brasil – Tudo Passa Quem Não Viu?”: formação e ocupação do subúrbio rodoviário no Rio de Janeiro (1930-1960)

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Torres, Pedro Henrique Campello
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n2p287
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
287
Página Final
303
Idioma
Português
Palavras chave
Rio de Janeiro
Subúrbio
Avenida Brasil
História da Cidade
Automóvel
Resumo

O tema do presente artigo é a Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Se a Avenida Brasil é o grande tema, os desdobramentos da construção da Avenida para a cidade do Rio de Janeiro na primeira metade de do século XX é o objeto. Parto do pressuposto de que a partir da construção da avenida um novo eixo estruturante da cidade se expandiu pela orla da baía da Guanabara, produzindo uma nova configuração espacial para a localidade – antes inabitada – com fábricas, moradia operária e favelização crescente. Discuto ainda a hipótese de que com a Avenida há o desenvolvimento de um “subúrbio do automóvel” ou “subúrbio rodoviário”, em contraste com o subúrbio que margeia a linha do trem ou do bonde, já estabelecidos desde a virada do século XIX para o XX.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Logradouro
Avenida Brasil
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
primeira metade do século XX
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5618

Edifício São Vito: poder público, imprensa e estigmatização

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Siqueira, Renata Monteiro
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n2p269
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
20
Ano de Publicação
2018
Página Inicial
269
Página Final
286
Idioma
Português
Palavras chave
Renovação Urbana
Edifício São Vito
Estigmatização e criminalização da pobreza
Imprensa e políticas públicas
São Paulo
Resumo

A partir dos anos 1980, a prefeitura de São Paulo empreendeu um projeto de urbanização para o Parque Dom Pedro II que teve continuidade ao longo de várias administrações. Nesse contexto, propuseram-se, diversas vezes, intervenções no Edifício São Vito, vizinho ao parque. Esse grande edifício de quitinetes, construído na década de 1950, sendo local de moradia de uma população de baixo poder aquisitivo, foi demolido em 2010. O imóvel ficou conhecido como uma ocupação irregular e perigosa, embora fosse habitado predominantemente por proprietários e inquilinos formais.  A construção desse estigma, com a participação decisiva da imprensa, foi fundamental para justificar as duas tentativas de intervenção pública no prédio, ocorridas, respectivamente, nas décadas de 1980 e 2000. O caso relativamente recente, ainda que um tanto esquecido, leva à percepção de que ideias reproduzidas como “senso comum” são, na realidade, cuidadosamente elaboradas e incorrem na naturalização de noções que nada têm de consensuais.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Edifício São Vito
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
décadas de 1980 e 2000
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5579

O Papel do Estado no Processo de Formação Industrial: o caso da Região Metropolitana de Curitiba

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sá, Djalma de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Silva, Marcus Vinicius Gonçalves da
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.22296/2317-1529.2019v21n1p189
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
21
Ano de Publicação
2019
Página Inicial
189
Página Final
202
Idioma
Português
Palavras chave
Desenvolvimento regional
Desconcentração industrial
Teoria Locacional da Indústria
Região metropolitana de Curitiba
Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar uma visão geral do papel do estado no processo de formação industrial do estado do Paraná, bem como do planejamento do ordenamento territorial para atração de investimentos industriais. Coloca-se em pauta o papel do estado no desenvolvimento da região da Grande Curitiba, bem como as teorias locacionais que justificam a atratividade da região para a atividade industrial, tanto na década de 1970 quanto no processo inicial de industrialização nos anos 1990, quando da reestruturação e consolidação do processo e, nos anos 2000, como forma de buscar uma reestruturação e desconcentração industrial. Os resultados apontam que a eficiência do Estado em atrair indústrias nos anos 1970 não teve o mesmo sucesso na desconcentração da atividade, demonstrando a fragilidade da atuação do estado na expansão das políticas de industrialização como instrumento de incentivar e descentralizar o desenvolvimento regional. Por fim, o trabalho aponta que há uma forte centralização industrial e concentração econômica nessa região paranaense que pode ser explicada pelos existência de fatores locacionais que contribuem para a atratividade industrial dessas regiões.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
Décadas de 1970, 1980 e 2000
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/5749

Criminalidade na atividade urbanificadora no Rio de Janeiro no início do século XXI

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Valadares, Diego Borher
Sexo
Homem
Orientador
Neder, Gizlene
Código de Publicação (DOI)
31003010044P1
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Niterói
Programa
Sociologia e Direito
Instituição
UFF
Página Inicial
1
Página Final
160
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia urbana
Operação urbana consorciada
Porto Maravilha
Criminalidade
Governança pública
Resumo

A dissertação analisa as ideias e práticas jurídicas e econômicas que produziram efeitos de ilicitudes, implícita e explicitamente, na política de reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro na primeira década do séc. XXI através do instituto da Operação Urbana Consorciada (OUC), positivada no Estatuto da Cidade como espécie de parceria público-privada, intitulada como Operação Porto Maravilha, que capta recursos no mercado mobiliário como forma de antecipação de receita para o Município executar as intervenções, e este em contrapartida, oferece ao comprador um certificado que concede ao titular construir acima do coeficiente permitido na Legislação Urbanística, nomeado como CEPACS (Certificado de Potencial Construtivo). Pretende-se abordar de forma Interdisciplinar, os discursos e práticas do Estado acerca de criminalidade quando resolve intervir no espaço urbano do Rio de Janeiro e mediar o conflito cidade x favela. Nesse contexto, será possível abordar até que ponto já não deveria a ação urbanificadora do Estado ter almejado como “tipificação penal” não mais o que interessava no início do séc. XX, quando o principal alvo persecutório do Estado era a contravenção ou no crime praticado por pessoas físicas, à luz do Direito Penal Liberal (Clássico), mas no crime perpetrado por pessoas jurídicas ou organizações, à luz do que se tem atualmente convencionado chamar-se Direito Penal Econômico. Os métodos de pesquisa utilizados nesta dissertação partem da identificação de autores, correntes ideológicas com a consequente contextualização das fontes documentais e interpretação, tendo como paradigma o método indiciário de Carlo Ginzburg, com a observação empírica de dados periféricos que revelam repetição dos atos e ideias. A estrutura do texto está disposta a partir dos seguintes eixos principais: a reforma urbana no Rio de Janeiro em perspectiva histórica e atual, o poder do capital ante o financiamento da reforma, as raízes históricas quanto ao autoritarismo - no que se refere ao poder sobre a propriedade, a subordinação das instituições públicas perante os grupos econômicos, a regulação e fiscalização do mercado de capitais e a análise de tipos penais próprios. Como resultado, verificou-se uma relação de promiscuidade entre o setor público e privado, observa-se a necessidade de novos estudos e práticas acerca da boa governança e instrumentos de prevenção quanto aos delitos praticados pelo setor público e privado.

Autor do Resumo
Diego Borher Valadares
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2000
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3467449

Ideias-força nos projetos urbanos para a cidade informal

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Henrique Amorim Soares
Sexo
Homem
Orientador
Pedro de Novais Lima Junior
Código de Publicação (DOI)
31001017065P2
Ano de Publicação
2015
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
178
Idioma
Português
Palavras chave
Projeto urbano
Urbanização de favelas
Rio de Janeiro
Resumo

No presente trabalho foram analisadas as noções empregadas por arquitetos de fora da administração pública em projetos urbanísticos para favelas cariocas. Foram tomadas como referências as propostas metodológicas apresentadas pelas equipes lideradas pelos arquitetos Pablo Cesar Benetti e Jorge Mario Jáuregui, em dois concursos temáticos: Favela-Bairro e Morar Carioca, ocorridos em 1994 e 2010, respectivamente. Foram analisadas também as produções teóricas desses profissionais, nas quais detalham seus objetivos e estratégias projetuais. A apreciação conjunta de seus projetos e textos possibilitou a compreensão da essência das novas ideias para as favelas. Objetivou-se caracterizar os modos através quais descrevem e modificam os espaços da cidade informal. A parte inicial do trabalho foi dedicada a uma dupla contextualização: primeiramente, ao apresentar os fatores que possibilitaram a terceirização dos projetos urbanos ocorrida a partir da década de 1990; em seguida, ao descrever as condições que propiciaram aos arquitetos da iniciativa privada a oportunidade de trabalhar especificamente com favelas. Nos dois últimos capítulos foram avaliadas separadamente as noções acionadas pelos dois arquitetos. A seção final foi orientada para a construção de uma perspectiva crítica do ideário que norteia a realização de projetos de urbanização de favelas no Rio de Janeiro

Autor do Resumo
Henrique Amorim Soares
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1994-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2623657

Processos de remoção e seus desdobramentos: Tramas e percursos em busca de uma casa

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lobo, Heloísa Carmello Rocha
Sexo
Mulher
Orientador
Birman, Patrícia
Código de Publicação (DOI)
31004016020P8
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
108
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia
Remoção
Favela
Moradia
Política habitacional
Resumo

Em 2012, efetivou-se o processo de remoção dos moradores da Favela Mandacaru e das ruas localizadas no interior do Mercado São Sebastião, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A área é conhecida pela sua importância no cenário econômico regional e nacional, sobretudo por abrigar a Bolsa de Gêneros Alimentícios, onde se define o preço da maioria dos produtos alimentícios consumidos na cidade. Para o poder público e para empresários associados à BGA, esta é uma das medidas (e a primeira a ser executada) que se insere no “campo social” de um projeto maior, o de “revitalização” da área. Os moradores foram reassentados para os condomínios de apartamentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida nos bairros de Campo Grande e Santa Cruz, zona oeste da cidade. Se para uns, o processo de remoção viabiliza a retomada da área enquanto espaço de negócios, para os que sofreram a ação, embora conscientes da desigualdade das relações de poder, não há consenso. A partir de relatos dos moradores que narram as expectativas e as mudanças ocorridas nas suas condições de vida, a dissertação tem como objetivo pensar a mudança de endereço no que tange a experiência cotidiana das pessoas na cidade, assim como a produção de subjetividades na qual se tem a “casa” como futuro que se quer, mas que nem sempre se cumpre.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Santa Cruz
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Campo Grande
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1750706

Os caminhos e descaminhos da política de habitação em Portugal e no Brasil no contexto da crise econômica do início do século XXI

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Ciro Andrade da
Sexo
Homem
Orientador
Gonçalves, Rafael Soares
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Serviço Social
Instituição
PUC-RIO
Página Inicial
1
Página Final
270
Idioma
Português
Palavras chave
Política habitacional
Portugal
Brasil
Crise econômica
Movimentos sociais
Resumo

As primeiras estratégias de produção de moradia popular em Portugal e no Brasil iniciaram-se ainda no século XIX com a construção das vilas operária. Já no século XX, nos dois países, os casos de imigração interna do campo para a cidade influenciaram no recrudescimento dos problemas urbanos. Em Portugal, observa-se o aparecimento dos bairros clandestinos, chamados de bairros de barraca e/ou bairros de lata, e, no caso brasileiro, observa-se a questão fundiário, que está na raiz dos problemas de acesso ao solo rural e urbano. Isso ficou os problemas habitacionais com a expansão das favelas e loteamentos precários nas periferias. Nas duas realidades, desenvolvem-se, a partir do século XX, as primeiras intervenções públicas no âmbito da moradia. Destacam-se, em Portugal, os programas de Casas Econômicas, ainda no período do Estado Novo, assim como, mais recentemente, o Programa Especial de Realojamento Já no Brasil, iniciou-se “com os IAPs e a Fundação da Casa Própria. Porém, essa questão ganhou destaque “somente com a implantação do BNH, no regime militar. Em ambos os casos, mesmo “com os somados esforços, as ações públicas não foram suficientes para solucionar” os problemas habitacionais. Um dado agravante em muitos casos, essas aparentes soluções transformaram-se em problemas, aumentando a exclusão das camadas mais pobres. De qualquer forma, nas duas realidades, grande parte da população viu-se obrigada a procurar a solução da habitação pela via da iniciativa privada, tanto pelo mercado formal, quanto pelo informal. Além da contextualização histórica das políticas habitacionais nesses dois países, o presente trabalho pretende focar, sobretudo, na política habitacional atual, construída em um contexto de crise econômica, principalmente, a partir de 2008. Em Portugal, os investimentos para provisão da habitação direta diminuíram de forma significativa. No entanto, no Brasil, há um grande volume de recursos investidos, no Programa Minha Casa Minha Vida, para a construção de moradia popular em detrimento de projetos de regularização de favelas. Além da análise de políticas atuais habitacionais, este trabalho busca compreender as formas de mobilização política dos movimentos sociais no contexto da habitação.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Portugal
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3585494