Processos de urbanização

Novas centralidades e novos habitats: caminhos para a fragmentação urbana em Marília (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zandonadi, Júlio César
Sexo
Homem
Orientador
Sposito, Maria Encarnação Beltrão
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Presidente Prudente
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Página Final
236
Idioma
Português
Palavras chave
Segregação socioespacial
Condomínios horizontais
Urbanização
Geografia
Resumo

Nesta dissertação, trata-se de mudanças ocorridas no processo de urbanização, principalmente após a década de 1970, na cidade de Marília, dando-se ênfase ao seu setor leste. Tais alterações consistem em mudanças na estrutura da cidade, a qual passa de um padrão concentrado e contínuo para extenso e descontinuo. Essas mudanças vêm acompanhadas de maior homogeneização dos subespaços da cidade, ou seja, acentuação da segregação socioespacial, bem como do surgimento de novas formas de habitat urbano, os condomínios horizontais e loteamentos fechados, situados, sobretudo em áreas periféricas, assim como o aparecimento de novos espaços de consumo, marcados pela especialização e segmentação, mudando a estrutura da cidade, passando de monocêntrica para a cidade multi(poli)cêntrica.
Tais mudanças são observadas no setor leste de Marília, onde se nota forte homogeneidade socioeconômica da população, inúmeros loteamentos fechados e condomínios horizontais, bem como a consolidação de três novos espaços de consumo, marcados por níveis de centralidade distintos. Diante destas constatações, procura-se mostrar que mudanças na estruturação da cidade vêm acompanhadas por transformações nas dinâmicas urbanas e nas práticas socioespaciais dos citadinos, as quais resultam em acentuação do quadro de segregação socioespacial, resultando em diferentes tipos de fragmentação urbana nesta cidade média.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Marília
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Após década de 1970
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96729

A praça brasileira : trajetória de um espaço urbano - origem e modernidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Junia Marques Caldeira
Sexo
Mulher
Orientador
Maria Stella Martins Bresciani
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Programa de Pós Graduação em História
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Praças
Espaços públicos
Urbanização - História
Modernidade
Resumo

A presente tese tem como objetivo central investigar a trajetória da praça brasileira, importante elemento compositivo do espaço urbano, a partir da noção de espaço de uso coletivo. Nesse sentido, procurou-se compreender sua gênese no território brasileiro, tendo como ponto de partida a chegada dos portugueses e o processo de colonização implementado; suas transformações históricas, em sintonia com o desenvolvimento político da Nação; e, como ponto de ruptura, a divulgação dos princípios modernistas e a experiência de consolidação da cidade moderna brasileira, cristalizada na elaboração do Plano Piloto de Brasília. Essa investigação ocorreu segundo duas linhas de orientação: a primeira fundamentou-se no desenvolvimento dos espaços coletivos perante os processos urbanísticos ocorridos na civilização ocidental, em particular o desenvolvimento do capitalismo. Nesse sentido, a praça reflete uma forma de ocupação e apropriação do espaço própria da sociedade capitalista, e que independe da sua geografia; a segunda teve como fio condutor a trajetória da praça no Brasil, atrelada ao desenvolvimento dos processos urbanísticos no nosso território. Para entender a configuração da praça brasileira na sua modernidade, foi necessário compreender também a transformação da organização espacial no movimento moderno internacional, a partir do desenvolvimento teórico e prático da urbanística moderna e do próprio conceito de cidade. Essas duas linhas de orientação cruzaram-se, de forma incisiva, na transposição e divulgação desses princípios no Brasil, tendo como personagens principais o arquiteto Le Corbusier e o urbanista Lúcio Costa. Tratando-se de um tema multidisciplinar, na tese procurou-se estabelecer uma leitura do espaço, que, além de abordar o seu desenvolvimento formal como desenho, apresentou também sua trajetória do ponto de vista funcional, associado às principais mudanças no uso e na apropriação da praça, ao desenvolvimento do seu papel no contexto urbano, bem como ao seu caráter simbólico. A definição de modelos urbanos originou-se no encontro de princípios semelhantes estabelecidos ao longo dos processos urbanísticos ocorridos nas cidades brasileiras. Por fim, aborda-se qual conceito de praça aparece idealizado no projeto do Plano Piloto de Brasília, de autoria de Lúcio Costa, referência mundial de organização espacial modernista. Busca-se definir o papel da praça modernista mediante a criação de uma nova espacialidade urbana, configurada na organização da cidade setorizada. Para tanto, estuda-se o plano tendo como base as escalas urbanas definidas na proposta e a configuração espacial das diversas praças projetadas, identificando-se a vinculação desses espaços a modelos presentes na história do urbanismo brasileiro e, ao mesmo tempo, atestando a sua total ruptura com o conceito de espaço livre urbano.

 

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)

Trama urbana moderna em Vinhedo e educação das sensibilidades (1970-1990)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fávaro, Fernanda Ferragut
Sexo
Mulher
Orientador
Galzerani, Maria Carolina Bovério
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
147
Idioma
Português
Palavras chave
educação das sensibilidades
Resumo
Este projeto tem como tema principal a relação entre o processo de urbanização e de industrialização na cidade de Vinhedo e a educação das sensibilidades
dos sujeitos envolvidos. O recorte temporal focalizado para a pesquisa é o período de 1970 a 1990, uma vez que é neste momento que Vinhedo intensifica o avanço do sistema
capitalista amalgamando em sua paisagem imagens tradicionais e modernas. No entanto, o ponto de partida e de chegada da pesquisa é o tempo presente: é a partir dele, que as
relações com o passado são tecidas. A fim de investigar como estas "novas" práticas sociais instituíram uma "nova" educação urbana das sensibilidades e de perceber como as
"novas" experiências socioculturais urbanas foram transformadas (pelas) e, ao mesmo tempo incorporadas nas práticas sociais e escolares, fez-se necessária a realização de
entrevistas com antigos moradores e com ex-professores (os quais estavam inseridos nas instituições públicas do período focalizado). Ainda, com o intuito de perceber como
os sujeitos se relacionavam com a cidade, privilegiei a análise de outros documentos, como fotos da paisagem urbana, jornais da época e textos literários
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vinhedo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-1990

As ondas do litoral norte (SP) : difusão espacial das praticas caiçaras e do veraneio no Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (1966-2001)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Raimundo, Sidnei
Sexo
Homem
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Avaliação da paisagem
Gerenciamento costeiro
Serra do Mar
Turismo - Aspectos ambientais
Áreas protegidas
Resumo

Esta pesquisa avaliou a formação territorial no extremo norte do litoral paulista em 40 anos, discutindo suas mudanças sócio-espaciais. Para tal, foi realizado levantamento das características da sociedade e da natureza. A sociedade foi analisada pela Situação, da Escola Espacial, considerando o arranjo espacial condicionado por dois dos principais objetos geográficos da região: a BR-101 que dinamizou o processo de ocupação e o Parque Estadual da Serra do Mar, que ofereceu resistência a essa ocupação. Esta análise foi complementada pelas categorias do Espaço: forma, função, estrutura e processos. A natureza foi analisada pelo Sítio, da Escola Espacial, complementada pela análise integrada Geossistêmica. Estes foram classificados como em biostasia, de transição e em resistasia. Todas essas informações foram correlacionadas, permitindo entender a distribuição espacial dos usos sobre os Geossistemas, destacando as persistências de usos no tempo e os problemas ambientais. Com isso, pôde-se propor atividades para melhorar o gerenciamento deste setor do litoral. As inovações ligadas ao veraneio e turismo estabeleceram-se nas vilas caiçaras existentes no interior do parque e a difusão espacial em 40 anos, desde a abertura da BR-101, se deu de uma forma radial, a partir destes pontos formados pelas vilas. Nesse setor, não se observou abertura de novas frentes, mas uma dinamização no interior dessas vilas. Dentro do parque, mas fora da área das vilas, há uma involução da ocupação do veraneio e a tendência espacial é a evolução de ambientes de transição ou em resistasia para em biostasia. Fora dos limites do parque, a ocupação se dá também pela intensificação das ocupações nas vilas, mas com um padrão generalizado, ao longo das praias e das estradas vicinais. Conclui-se que a rodovia BR-101, principal vetor de ocupação, não propiciou uma ocupação generalizada em áreas além de sua faixa de domínio e da linha de costa, devido às funções sócio-econômicas (turísticas e de veraneio) atribuídas à região, concentrando a ocupação na faixa costeira. Assim, a baixa pressão de uso fora da orla, ajudou o parque estadual a oferecer um atrito espacial, reduzindo os processos de ocupação, apesar dos poucos recursos que dispõe, mantendo a ocupação restrita às vilas caiçaras. No litoral norte de Ubatuba, no sertão e na orla, as planícies configuraram-se nas principais persistências espaciais ao longo do tempo. Foram utilizadas pelas práticas caiçaras e, posteriormente ocupadas pelo turismo e veraneio, devido à maior atratividade para essa atividade. Transformaram-se nas paisagens naturais mais alteradas e desconectadas da região. A paisagem natural apresenta uma grande associação entre as formas do relevo e a cobertura pedológica. A vegetação está conservada nas altas vertentes, formando um continuum ao longo das escarpas da Serra. Não se conseguiu, pelo método utilizado, associar a vegetação com o embasamento e assim, ter maiores informações sobre os processos naturais que ocorrem na área. Enquanto as práticas sócio-econômicas permanecerem com esse padrão geral de uso - predominantemente pontual e de forma descontínua na paisagem -, não afetarão os ambientes mais conservados, contribuindo para manutenção da qualidade da paisagem natural.

Referência Espacial
Zona
Litoral Norte
Cidade/Município
Ubatuba
Logradouro
Parque da Serra do Mar
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1966-2001

A história do processo de periferização dos grupos escolares em Campinas nos primórdios de República

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pereira, Rosimeri da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Jacomeli, Mara Regina Martins
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
321
Idioma
Português
Palavras chave
grupo escolar
urbanização
industrialização
periferias urbanas
Resumo
luz do referencial teórico marxista, a presente tese tem por objeto a história da periferização dos grupos escolares na cidade de Campinas nos primórdios
do regime republicano. Como objetivo, impôs-se problematizar as condições de atendimento educacional ofertadas pelo poder público municipal e estadual aos bairros operários
da Vila Industrial, Ponte Preta e Bonfim. A observação comparada da gênese e do processo paulatino de implantação e organização dos grupos escolares erigidos na região central
da cidade e daqueles que funcionavam nos bairros operários, nos permitiu vislumbrar, de um lado, a existência de verdadeiros palacetes, considerados marcos arquitetônicos
de uma época, e, de outro, as condições precárias com que vinha sendo gestado o atendimento público educacional destinado aos densos aglomerados urbanos. No primeiro capítulo
do estudo, foi feito um recuo no tempo histórico para o reconhecimento pontual das condições materiais, da ordem econômica e política em que se organizava a sociedade brasileira,
bem como um olhar atento para o debate que se estabelece sobre as relações entre educação, sociedade e trabalho no início da República. O segundo capítulo centra-se na discussão
das novas tendências de estruturação do ensino, sem abandonar o exame acurado da política educacional paulista, instituída a partir de 1890, que, fundamentalmente, regulará
as normas de implantação, difusão, funcionamento e fiscalização da escola primária graduada. O terceiro capítulo tenta recuperar e compreender os acontecimentos que marcaram
o desenvolvimento da cidade de Campinas, bem como realizar uma síntese dos momentos considerados mais relevantes e especialmente determinantes na história de expansão da escola
pública primária local, sabendo que a nova sociedade, que se estruturava no período de transição entre o século XIX e XX, reclamava por uma educação que pudesse atender a
essa nova realidade, marcada pelas consequências da migração e imigração, pelos novos meios de transportes e serviços e, sobretudo, pelo franco processo de urbano-industrialização
nascente. Se, no terceiro capítulo, a exposição da tese se atenta, sobretudo, para a expansão dos grupos escolares localizados no centro da cidade (1897-1910), o quarto capítulo
observa o fluxo histórico do processo de periferização dos novos grupos escolares em Campinas (1922-1932). Neste caso, a pesquisa tratou de revelar a originalidade histórica
de cada instituição escolar à luz da história dos bairros em que essas escolas se originaram e do papel que o ensino primário ocupava [neste] naquele momento histórico além
de evidenciar que a gênese do processo de periferização dos primeiros grupos escolares de Campinas reflete, como condição da particularidade, a história do desenvolvimento
desigual e combinado da própria sociedade de classe.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Vila Operária, Ponte Preta e Bonfim
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1897-1932

Na transição rural-urbana: a passagem da Escola Mista do bairro Felipão na história da educação pública campineira

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Eliana Nunes da
Sexo
Mulher
Orientador
De Rossi, Vera Lúcia Sabongi
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2012.905823
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
239
Idioma
Português
Palavras chave
escolas rurais
escolas públicas
migração
Resumo
Esta pesquisa, desencadeada pelos depoimentos de ex-alunos, de uma ex-professora e referenciada por fontes documentais diversas, tem como objeto de
estudo a história da Escola Mista que existiu no bairro Felipão, no município de Campinas (Estado de São Paulo), entre as décadas de 1920 e 1960. Tal narrativa é interpretada
pela via principal da cultura escolar e das tensões existentes entre os processos instituídos pelas reformas educativas, no decorrer dos embates entre projetos políticos e
pedagógicos no contexto republicano. Justificativas, inspiradas na ampla revisão bibliográfica, apontaram que são raros os estudos sobre a história da educação rural no Brasil
e que a diversidade de escolas públicas primárias paulistas é tema ainda insuficientemente investigado pela História da Educação Brasileira. Com aportes teórico-metodológicos
inspirados principalmente em Viñao Frago (2001), Portelli (1997), Souza & Faria Filho (2006), Demartini (1989), Schwartzman et. al. (2000), pautou-se na seleção e na análise
de fontes documentais imagéticas, escritas (em especial do arquivo da instituição escolar) e na história oral, ou seja, em depoimentos dos entrevistados. Os objetivos principais
foram o de narrar a história de uma comunidade de imigrantes italianos; caracterizar a cultura escolar da Escola Mista; analisar a expansão do ensino paulista; e organizar
as fontes documentais para o arquivo da escola. Buscou-se problematizar a Escola Mista no movimento mais amplo das reformas educacionais conduzidas pelo governo republicano
paulista e suas promessas democráticas de escolarização pública, no contexto da então política nacionalista do Estado Novo e do totalitarismo vigente. No interior da Escola
Mista estudada, foi possível visualizar algumas das peculiaridades dessa modalidade de escola primária e suas ambiguidades nesse processo histórico.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Felipão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1920-1969
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/905823

Educação, trabalho e hegemonia na Região Metropolitana de Campinas : uma análise da ação estratégica do "terceiro setor" e suas implicações político-pedagógicas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lima, Marcos Roberto
Sexo
Homem
Orientador
Lombardi, José Claudinei
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
313
Idioma
Português
Palavras chave
educação
sociedade civil
terceiro setor
hegemonia
Resumo
Esta dissertação toma por objeto de pesquisa a ação pedagógica desenvolvida pelo "terceiro setor" na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Tendo
por objetivo a análise crítica dos projetos desenvolvidos pela Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC) e do Centro de Educação e Assessoria Popular (CEDAP),
procuramos entendê-los à luz das transformações ocorridas no pós-Guerra, passando pela crise mundial dos anos de 1970 e seus desdobramentos. Entre os principais fenômenos
que são a expressão desse período, destacamos a reestruturação produtiva do capital e a ascensão do neoliberalismo, com suas implicações no âmbito econômico, epistemológico
e, sobretudo, educacional. Procurou-se interpretar a transição das "lógicas do Estado" para as "lógicas da sociedade civil", tendo por referencial teórico metodológico o conceito
gramsciano de "Estado integral" e sua ênfase na categoria de hegemonia, importante instrumental para o entendimento da complexa sedimentação social que dará sustentação ao
Estado que emergiu após a crise de hegemonia do capital. O marco temporal para a análise do objeto foi o contexto que se estendeu do final dos anos de 1950 até os dias atuais,
passando pela chamada redemocratização brasileira, a partir da década de 1980. Este período foi fortemente influenciado pelos desdobramentos da Guerra Fria e a ação ideológica
estadunidense, fundamentada na filosofia do "comunitarismo", em contraposição aos movimentos populares de cunho contestatório que atuavam no Brasil. Seus desdobramentos perpassam
o "golpe civil-militar", período em que foi gestado o substrato ideológico que em nosso entendimento fundamentará a emergência do "terceiro setor" e sua ação estratégica de
consolidação do "novo" consenso neoliberal. A estratégia que se revela é o pragmatismo das saídas comunitárias, cujo efeito maior é inviabilizar as perspectivas históricas
transformadoras, controlando as iniciativas dos subalternos e impondo um novo consenso, através de uma "pedagogia da hegemonia". Tal pedagogia passa a ser aplicada não somente
pelas escolas oficiais, mas, efetivamente, pelas iniciativas do "terceiro setor", instrumentalizando-se em benefício do capital as saídas articuladas pela classe trabalhadora.
Com um rico histórico de lutas sociais, a RMC configura-se em um importante espaço em que, não sem resistências, as estratégias do "terceiro setor" fincaram suas raízes, tornando-se
um importante laboratório para se desvelar o "novo canto da sereia" em educação.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1950-2000

O Engenho Central de Piracicaba como patrimônio industrial: usos e ruídos do território urbanizado

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Blanco, Carmen Rita Furlani
Sexo
Mulher
Orientador
Bortolozzi, Arlêude
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Engenhos - Piracicaba (SP)
Patrimônio cultural - Piracicaba (SP)
Comunicação - Aspectos sociais
Urbanização - Piracicaba (SP)
Piracicaba (SP) - História
Resumo

A compreensão da dinâmica territorial urbana passa pelo entendimento dos processos de (re) construção das cidades contemporâneas. Assim sendo, este estudo buscou discutir os principais aspectos da comunicação social sobre o uso dos bens edificados como os dos patrimônios industriais, na busca de novas funções, para o resgate dos seus valores históricos, culturais, e sociais. O entendimento dos usos e "ruídos" do Engenho Central de Piracicaba como patrimônio industrial - analisado pelas suas funções antigas e atuais e integrado a comunicação social - puderam revelar outras possibilidades de usos do território urbanizado, mais compatíveis com as necessidades da comunidade local. A pesquisa qualitativa foi realizada a partir do levantamento de informações sobre o "lugar" em que localiza-se o referido patrimônio através de entrevistas com os moradores da área de entorno, com visitantes e representantes do poder público local. O Engenho Central foi escolhido nessa pesquisa, não como "estudo de caso", mas sim, como um caminho que, pela cultura nele inserida, possibilitou articular diferentes aspectos da sua preservação, e o debate sobre questões que na crise atual do paradigma moderno, parece voltar-se para versões distintas de valorização local.

 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Piracicaba
Localidade
Engenho Central de Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/1317661

Urbanização e fragilidade ambiental na Bacia do Córrego Proença, Município de Campinas (SP)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vilela Filho, Luis Ribeiro
Sexo
Homem
Orientador
Vitte, Antonio Carlos
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização - Campinas (SP)
Planejamento urbano
Drenagem
Riscos - Aspectos ambientais
Inundações - Campinas (SP)
Resumo

O acelerado processo de expansão urbana verificado nas últimas décadas, particularmente nas grandes cidades brasileiras, fez com que os chamados problemas ambientais urbanos se avolumassem de forma generalizada. Dentre esses problemas, a questão das enchentes tem se constituído em um dos mais relevantes por acarretar danos socioambientais por vezes irremediáveis. Em sua gênese, a incidência de enchentes em áreas urbanas está associada às circunstâncias em que se consolida a apropriação do espaço urbano, que em geral são baseadas em posturas pouco abrangentes da gestão pública, na medida em que essas intervenções são regidas por interesses particulares em detrimento das características e propriedades do espaço natural. Essas intervenções alteram e desestabilizam o sistema natural, fazendo com que sua dinâmica passe a responder a novos estímulos e processos, podendo resultar na fragilidade do sistema, uma vez que, no meio físico a fragilidade está associada à suscetibilidade desse meio sofrer alterações. Nesse contexto, o objeto de estudo deste trabalho é a bacia de drenagem do córrego Proença, situada nas imediações da área central da cidade de Campinas (SP) que, em função de um modelo de planejamento associado a uma lógica especulativa imobiliária, atrelada ao poder local, acabou por gerar um intenso e denso processo de urbanização na bacia, que acarretou em profundas intervenções no seu sistema natural, provocando seu desequilíbrio, o qual se reflete nas constantes situações de enchentes ocorridas anualmente na bacia. Tendo em vista estas questões, o objetivo deste trabalho é caracterizara situação de risco às enchentes na bacia do córrego Proença, a partir da relação entre a fragilidade potencial do relevo, e o processo de produção do espaço urbano em Campinas. Nesse sentido, a correlação entre os índices morfométricos obtidos possibilitou a identificação dos setores de fragilidade potencial da bacia, de tal forma que, a associação entre o modelo de gestão urbana adotado para a cidade, onde priorizaram-se as intervenções viárias e funcionais no sentido de favorecer a especulação imobiliária em detrimento dessas propriedades morfométricas do espaço natural, resultou em situações de risco à enchentes bacia do córrego Proença.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
Córrego Proença
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://hdl.handle.net/20.500.12733/1603452

Dinâmica espaço-tempo do uso e ocupação das terras na região de entorno a área urbana de Jundiaí/SP: implicações futuras na reserva biológica da serra do Japi

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mattos, Eliana Correa Aguirre de
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Marcos César
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Análise Ambiental e Dinâmica Territorial
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Palavras chave
Reservas biológicas - Japi, Serra do (SP)
Diversidade biológica
Jundiaí (SP)
Resumo

O propósito deste trabalho foi analisar a dinâmica espacial do uso e ocupação das terras na região de entorno imediato à área urbana de Jundiaí, nos anos de 1962, 1994 e 2001 e seus impactos em relação às áreas rurais e ambientalmente protegidas da Reserva Biológica da serra do Japi, tendo em vista que o município de Jundiaí localiza-se em uma região de desenvolvimento urbano e industrial privilegiado, servido por duas das principais rodovias do estado, Anhanguera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348). Foram utilizados instrumentos de cartografia, fotointerpretação e elaboração digital de mapas temáticos, com o software Idrisi e de sistemas de informação geográfica (SIG). Os resultados mostraram uma retração de atividades no uso das terras em 1994, causada principalmente pelo contexto legal incidente nestas áreas desde 1962, o que no entanto não manteve os mesmos efeitos em 2001, resultando em um incremento das categorias agropastoril, silvicultura, solo exposto e expansão urbana e bairros rurais. Também mostraram que há uma progressiva aproximação do centro médio ponderado da categoria silvicultura em relação à Reserva para os três anos citados, respectivamente 6.307,68m, 4.222,54m e 3.446,53m, cujo impacto está diretamente relacionado ao seu manejo. Em relação à categoria bairros rurais, os valores encontrados foram de respectivamente 5.510,62m, 5.446,29m e 4.686,00m, o que implica em aproximação de infra-estrutura e demandas tipicamente urbanas em área protegidas legalmente e que ainda abrigam espécies em extinção, como a onça-parda, fundamental para o frágil equilíbrio e biodiversidade encontrado no Japi, região ecotonal e pertencente ao Bioma da Mata Atlântica.

 

Referência Espacial
Cidade/Município
Jundiaí
Bairro/Distrito
Serra do Japi
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1962; 1994; 2001
Localização Eletrônica
http://marte.sid.inpe.br/col/dpi.inpe.br/sbsr@80/2006/11.15.13.49/doc/2849-2856.pdf