Processos de urbanização

Cidadania interditada: um estudo de condomínios horizontais fechados (São Carlos - SP)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Roberts, Ana Mercia Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Moraes, Maria Lygia Quartim de
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Condominio (Habitação) - São Carlos (SP)
Cidades e vilas - Medidas de segurança
Planejamento urbano
Escolha social
População
Resumo

Este trabalho se coloca na interface das áreas de Urbanismo, Direito e Sociologia (particularmente dos estudos sobre Consumo e Reprodução Social) e tem como objetivo compreender os processos de produção e reprodução de espaços habitacionais segregados e suas conseqüências na apropriação cidadã do espaço urbano. O trabalho de campo foi desenvolvido em condomínios horizontais fechados e bairros 'abertos' de São Carlos, cidade média do interior paulista, procurando revelar as diferentes representações existentes, associadas às opções de moradia segregadas. No desenvolvimento da investigação, as razões apresentadas para a escolha de moradias fechadas - segurança, vida familiar e educação das crianças - foram consideradas e analisadas. O argumento segurança foi relativizado e exploraram-se as considerações quanto às dimensões 'status' e marcas de distinção. Numa análise abrangente discutiu-se o consumo, visto não somente como a última etapa do processo de produção, mas como algo que inclui projetos e estilo-de-vida, envolvendo consumo conspícuo, a emergência de novos desejos e vontades. O papel da família foi entendido como elemento privilegiado nos processos de decifrar, produzir e reproduzir os códigos associados às dimensões de 'status' e marcas de distinção. Questões sobre espaço foram abordadas, seguindo recentes estudos que urgem por pesquisas multidisciplinares da realidade de microespaços. Na análise e interpretação dos dados do trabalho de campo, o referencial teórico básico utilizado foi o de Pierre Bourdieu, particularmente suas noções de habitus, escolha, representações, consumo de produtos culturais e mercado simbólico. Mostraram-se também bastante importantes estudos de M. Davis sobre questões de urbanismo, arquitetura e segurança e estudo de C. Campbell sobre o processo de consumo e a emergência de novos desejos e vontades. Finalmente, o trabalho apresenta sugestões práticas ao Poder Público Municipal, no sentido de procurar soluções que contemplem duas ordens de direito inscritas na Constituição Federal: de locomoção e de integridade física. As sugestões se aplicariam a centros urbanos médios, acreditando que neles o processo de fechamento de áreas públicas, estando em seu início, possa ser ainda direcionado.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/226478?guid=1666367062416&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1666367062416%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d226478%23226478&i=1

Atores, estratégias e motivações na criação de municípios paulistas nos períodos democráticos pós-1946: um estudo na Região Administrativa de Sorocaba

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Vidal Dias da Mota Junior
Orientador
Valeriano Mendes Ferreira Costa
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Federalismo
Municípios
Municípios - Sorocaba (SP)
Poder
Resumo


Esta tese analisa o processo de criação de municípios no Estado de São Paulo, em dois períodos da democracia brasileira (1946-1964 e 1988-1996). Para isso foi realizada uma análise comparativa de um conjunto de emancipações ocorridas na Região Administrativa de Sorocaba. Investigaram-se os atores, as estratégias e as motivações políticas que influenciaram a expansão do número de municípios na região. E ao se comparar os dois momentos verificou-se uma série de semelhanças na criação de municípios, como a predominância dos distritos com pequena população e a forte atuação do legislativo estadual. Percebeu-se que, nesses casos, a criação de municípios é decorrente de no mínimo dois fatores: 1) ela é fruto de um processo específico de atuação das lideranças locais e dos deputados cujo discurso pautava-se na melhoria dos serviços públicos e desenvolvimento; 2) é resultado do interesse de lideranças locais, políticas ou econômicas, que visavam garantir que o valor arrecadado pelo distrito não fosse compartilhado diretamente com outras localidades, e sim pudesse ser utilizado em benefício próprio.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Administrativa de Sorocaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
pós-1946; 1946-1964; 1988-1996
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/Busca/Download?codigoArquivo=497667

Bairros negros do Vale do Ribeira: do "escravo" ao "quilombo"

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Carvalho, Maria Celina Pereira de
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Mauro William Barbosa de
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2006.363791
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Quilombos
Negros - Ribeira de Iguape
Rio, Vale (PR e SP)
Camponeses
Parentesco
Resumo

No Vale do Ribeira, em São Paulo, existem algumas dezenas de bairros negros que atualmente reivindicam o reconhecimento como “remanescente de quilombo”. Nessa região, durante os anos de escravidão no Brasil, formaram-se “áreas livres”, nas quais negros fugitivos, juntamente com negros abandonados após o declínio do ciclo minerador na região, formaram agrupamentos que deram origem a esses bairros. Entre estes, estão São Pedro e Galvão, fundados por um africano chamado Bernardo Furquim, que chegou à região com um grupo de fugitivos e fundou um grupo de descendência cognática, incorporando parentelas de grupos já estabelecidos e fugitivos que continuaram chegando. Dessa forma, contribui para a formação de um povo local, relativamente fechado do ponto de vista demográfico. Em suma, Bernardo Furquim, liderando e agrupando africanos desgarrados em um território livre, foi capaz de fundar algo parecido a um pequeno reinado africano em pleno Brasil.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Vale do Ribeira
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/363791

A imagem do moderno na caricatura brasileira: Dom Quixote e a década de 1920

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Patrícia Duarte Pinheiro dos
Sexo
Mulher
Orientador
Denis, Rafael Cardoso
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Design
Instituição
PUC-RIO
Idioma
Português
Palavras chave
História cultural
Identidade brasileira
Modernismo
Resumo

Na história cultural brasileira, a década de 1920 – e especialmente o marco de 1922 – ficou emblematicamente caracterizada como o momento por excelência do modernismo, entendido como movimento de renovação cultural e constituição de uma arte nacional. Porém, as origens desse processo se estendem para muito além dessa década; pelo menos desde o final do século XIX podemos encontrar indícios de uma modernidade em formação. Com a proclamação da república aparecem variadas leituras acerca da idéia de nação brasileira, as quais influenciaram a cultura e as manifestações artísticas do país. O presente trabalho enfoca uma dessas visões específicas: a dos modernos humoristas que atuaram na imprensa carioca da década de 1920, em especial por meio da caricatura. São destacadas as semelhanças entre esse grupo e os modernistas paulistas no que tange a idéias sobre identidade nacional e modernidade, levando a um questionamento da habitual divisão de grupos intelectuais por rótulos como modernista ou pré-modernista. Através de uma comparação entre os dois grupos, pretende-se relativizar a idéia de ruptura com o passado, normalmente atribuída aos modernistas de 1922. A análise será baseada na comparação dos periódicos Klaxon (São Paulo, 1922-23) e Terra Roxa e Outras Terras (São Paulo, 1926), vistos como documentos de propagação das idéias modernistas, com a revista D. Quixote (Rio de Janeiro, 1917-27), um dos principais veículos do humorismo crítico na imprensa carioca. O uso da caricatura como sítio discursivo privilegiado para a materialização de conceitos sobre a identidade nacional é apontado como importantíssimo foco da pesquisa.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1920

(Arte) e (cidade): ação cultural e intervenção efêmera

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
do Nascimento, Adriana Gomes
Sexo
Mulher
Orientador
Ribeiro, Ana Clara Torres
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
arte
urbanismo
planejamento urbano
Resumo

Essa pesquisa foi realizada segundo uma orientação multidisciplinar, a partir da análise da ação cultural e da intervenção efémera, implicadas nos nexos entre (arte) e (cidade). Como congruência entre (arte) e (cidade) encontramos na arquitetura uma relação espaço-temporal, historicamente edificada. Ao tratarmos da ação procuramos articulá-la à noção de modo, com base no movimento, na diferença e na experiência, aliada a outras, tais como: ampliação do campo, implicação, híbrido, contexto e difusão. Nossa escolha teórica fundou-se na ação humana, através dos seguintes referenciais: o humanismo, o existencialismo, o situacionismo, a sociologia, a antropologia e a etnografia, além do estruturalismo e da produção prático-teórica das disciplinas oriundas da (arte), incluindo a arquitetura e, conseqüentemente, a (cidade). O debate que atravessa a noção de cultura, seja através da reflexão da ação, seja através do que se entende por política, foi buscado em diferentes bases documentais, incluindo um levantamento sobre a Bienal de São Paulo, de Arte e Arquitetura, da criação das câmaras setoriais no Ministério da Cultura e no Ministério das Cidades, aliado a outros acontecimentos políticos e artísticos na contemporaneidade, no Brasil e em outros lugares. Partindo da discussão sobre o efêmero apresentamos estudos de caso práticos, com nossa participação num projeto na França, seguido da organização de um debate em forma de seminário, com o tema: intervenções efêmeras em contextos urbanos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=193977

A cidade como espaço de batalha urbicida

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mendonça, Marcio Jose
Sexo
Homem
Orientador
Zanotelli, Claudio Luiz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Vitória
Programa
Geografia
Instituição
UFES
Idioma
Português
Palavras chave
Militarização
Vitória (ES)
Rio de Janeiro (RJ)
Urbicídio
Espaço de Batalha
Resumo

O presente estudo aborda a forma como a guerra moderna tem sido travada em terreno urbanizado, sobretudo nas grandes cidades, considerando a alta complexidade que o cenário urbano oferece, em virtude de todo o seu processo de urbanização, como um campo de batalha tridimensional que se dá em ruas e vielas, túneis subterrâneos, áreas verticalizadas etc. As cidades, o estudo demonstra, estão sendo configuradas como espaços de batalha, onde se desenvolvem práticas urbicidas como políticas de guerra para inviabilizar a presença nas cidades daqueles que são considerados inimigos. No que diz respeito aos diferentes cenários de conflito urbano, a pesquisa utiliza-se dos casos verificados em outros países em interface com o caso brasileiro, em específico Rio de Janeiro e Vitória, que oferecem aporte de análise e evidências empíricas capazes de demonstrar que vivenciamos um processo de retomada da militarização da cidade, no qual a cidade em si se confunde e é, mesmo, pensada como espaço de batalha do ponto de vista de exércitos regulares e grupos armados com domínio de território. Estes mostram a transformação da cidade como um todo num palco de conflito complexo que envolve práticas destinadas, no fundo, além de vencer o inimigo, a destruir o seu habitat, negando-lhe a cidade. Assim, o que estamos vendo nos conflitos recentes, em diferentes locais, é um processo de destruição da urbanidade da cidade, com o objetivo de negá-la ao inimigo, ou seja, criar uma situação de “genocídio urbano”, o qual diferentes autores têm definido como urbicídio, isto é: a negação deliberada ou a simples destruição da urbanidade que propicia a vida na cidade. No caso do Rio de Janeiro e no de Vitória, embora aí não se dê uma “guerra declarada” e de alta intensidade – o urbicídio propriamente dito –, a pesquisa lança uma reflexão sobre uma estratégia de segurança que se transfigurou previamente numa política de combate à população moradora de favelas e bairros populares. Moradores de bairros populares são, na conjuntura política e social brasileira, associados a bandidos e assim vistos como inimigos do país. Hoje o cenário real alcança o patamar de espoliação urbana de grupos vulneráveis exercida pela atividade empresarial do ramo imobiliário e por grupos armados atuantes na cidade. Tanto os ramos imobiliários como os grupos armados, cada vez mais pulverizados, exercem controle territorial sobre os recursos e sobre a infraestrutura urbana, essenciais à vida ordinária na cidade.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
Década de 2000; Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8643990

Ordem Urbana e Ordem Pública no Rio de Janeiro Olímpico

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Grossi, Grasiele Marcia Magri
Sexo
Mulher
Orientador
Garcia, Fernanda Ester Sanchez
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Arquitetura e Urbanismo
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ordem pública
Favelas
Espaço público
Planejamento olímpico
Ordem urbanística
Resumo

O trabalho pretende relacionar ordem urbana e ordem pública como formas de controle socioespacial nas cidades. Com base na identificação de um contexto de ajustes no espaço urbano e social do Rio de Janeiro, busca-se compreender as recentes políticas de ordem e segurança pública implantadas na cidade em sua relação com as transformações urbanísticas para as Olimpíadas de 2016. A imagem da cidade do Rio de Janeiro está assentada na dualidade entre as representações de um lugar maravilhoso, mas também desordenado e perigoso. Durante a preparação da cidade para receber megaeventos esportivos, a reconfiguração dessa imagem se tornou elemento essencial para a construção da chamada Cidade Olímpica. Dessa forma, as ações de ordenamento lançadas nos espaços públicos e favelas da cidade são interpretadas nesta pesquisa como estratégias de controle seletivo, que pretenderam afastar as representações negativas e assegurar os interesses de atores públicos e privados envolvidos com o novo projeto de cidade. Busca-se demonstrar como a aplicação de medidas de contenção social junto à promoção de projetos de urbanização de caráter excludente contribuíram para acentuar a desigualdade na metrópole.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2010; 2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8795419

A sociologia da favela no Rio de Janeiro: círculos e configurações sociais a partir de Licia do Prado Valladares

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santana, Gustavo Clayton Alves
Sexo
Homem
Orientador
Mesquita, Wania Amelia Belchior
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Campo dos Goytacazes
Programa
Sociologia Política
Instituição
UENF
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia da favela
Círculos sociais
Licia do Prado Valladares
Rio de Janeiro
Favelas do Rio de Janeiro
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1960-Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8906110

Entre projeto e implementação. O programa de urbanização de assentamentos precários (PAC – UAP) na Rocinha

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Farias, Jacira Saavedra
Sexo
Mulher
Orientador
Andrade, Luciana da Silva
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Urbanismo
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
urbanismo
políticas públicas
avaliação de implementação
assentamentos precários
Rocinha
Resumo

A urbanização de assentamentos precários (UAP) envolve negociação e mediação de conflitos, que resultam em grandes diferenças entre a formulação dos projetos e a realidade praticada. Há conflitos entre a rigidez do arcabouço técnico-normativo da engenharia civil e as características morfológicas e de autoconstrução da região e conflitos entre a demanda local e o escopo de funções previsto pelos órgãos públicos. No processo de implantação, práticas inesperadas e inovadoras nas técnicas de projeto podem subverter e democratizar a produção dos espaços da cidade. A tese estuda o caso da implementação do PAC-UAP da Rocinha, especialmente na etapa PAC 1 (2008 a 2010). O método de avaliação proposto é aplicado à análise da construção da Rua 4. As informações foram levantadas em visitas de campo, entrevistas e pesquisas documentais e foram organizadas como componentes de um sistema que engloba o período de tempo entre a formulação da agenda e a implementação do PAC 2 da Rocinha. O objetivo geral é compreender processos de implementação de programas relacionados a políticas públicas de urbanização de assentamentos precários e transformações que ocorrem entre sua formulação e a realidade praticada. A avaliação da implementação é o método adotado para identificar as decisões que afetaram o projeto de forma mais significativa. Nesse âmbito, são identificados, na trajetória do processo de decisão, fatores que contribuíram ou obstruíram a implementação do programa analisado. A partir dessa sistematização, o desempenho dos atores identificados pode ser rastreado e organizado, reconhecendo as negociações consentidas pelas instituições e as ações insurgentes. O impacto dos processos participativos na formulação da demanda foi a prática que mais afetou a implementação do programa com efeitos de aprendizagem social evidentes no discurso de moradores e de técnicos entrevistados e nos fluxos de influência observados.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2008-2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8373223

A periferia consolidada em São Paulo: categoria e realidade em construção

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Saraiva, Camila Pereira
Sexo
Mulher
Orientador
Ribeiro, Ana Clara Torres
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
periferia
planejamento urbano
São Paulo
urbanização
Resumo

A diminuição do ritmo da periferização urbana, a incorporação, ainda que incompleta, das periferias à cidade e sua crescente diversificação sócio-espacial, trazem desafios analíticos ao estudo do espaço intra-urbano. Neste sentido, o presente trabalho discute o fenômeno de consolidação das periferias associado à categoria periferia consolidada. A análise da bibliografia especializada e de entrevistas com estudiosos e profissionais ligados ao planejamento urbano indicou que a consolidação das periferias resulta de uma dinâmica que combina valorização da terra e aumento da densidade construtiva, provocadas por investimentos públicos e privados ao longo do tempo, com a possível mobilidade social ascendente dos primeiros moradores e/ou a expulsão "branca" destes. A periferia consolidada, neste contexto, seria uma categoria, derivada do modelo centro-periferia, utilizada para definir um espaço intermediário. Esta representação, no entanto, oculta sua complexidade e impede sua articulação à totalidade em movimento, por vezes, naturalizando o seu destino. O esforço em realizar, com base em estudo de caso, um movimento analítico da lógica à experiência, compreendendo a periferia consolidada como lugar, trouxe novos elementos à compreensão desta categoria – a resistência de antigas formas face ao surgimento de novas; o crescimento do consumo da população de baixa e média baixa renda; a melhora das condições devida em contraste à experienciação de carências e a afetividade produzida pela longa permanência no lugar – revelam uma tensão que é constitutiva do processo de consolidação das periferias

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.academia.edu/10772975/Periferia_Consolidada_em_S%C3%A3o_Paulo_categoria_e_realidade_em_constru%C3%A7%C3%A3o