A história dos primeiros imigrantes coreanos no Brasil tem como marco oficial a data de 12 de fevereiro de 1963. Hoje, estima-se uma população de 50 mil pessoas no País. São Paulo foi a cidade eleita por eles. Atualmente, abriga 90% da comunidade coreana. No entanto, não há pesquisas sobre as pessoas idosas coreanas no País. Este estudo, com abordagem quantitativa, visa traçar o perfil de um grupo de idosos coreanos, imigrantes, que vive na cidade de São Paulo, comparativamente entre homens e mulheres. Aplicou-se questionário semiestruturado, com perguntas fechadas e uma aberta, e respostas de múltipla escolha. Participaram desta investigação 167 sujeitos, sendo 120 mulheres, 35 homens (12 não responderam o item sexo). Todos acima de 60 anos, indicados por lideranças de igrejas evangélicas, católica e pessoas da rede social da pesquisadora, membro da comunidade coreana. Entre os diversos dados coletados, constatamos a longevidade dos idosos coreanos, grande parte de 70 a 79 anos (44%), e de 80 a 85 anos (35%). Dos pesquisados, 59,2% eram viúvas, e apenas 18,2% eram viúvos, demonstrando a feminização da velhice na comunidade coreana. Quanto ao tempo em que moram na cidade de São Paulo, constatamos que 38% dos participantes residem na metrópole de 36 a 45 anos; ou seja, chegaram à cidade entre os anos de 1965 a 1974, na grande corrente migratória, sendo maior o fluxo na década de 70. O envelhecimento da população foi o fenômeno demográfico do século XX, tornando emergencial se pensar nas políticas e ações para os idosos, a fim de preservarem autonomia e independência, e sua inserção nos programas de promoção de saúde e nas políticas de prevenção de doenças, apesar da barreira do idioma, forte fator impeditivo. Os dados levantados contribuem à formulação de norteadores de ações sociais e educacionais abrangentes, informativas e inclusivas, para a comunidade de idosos coreanos, que se excluem dos programas voltados à população idosa no País, por desconhecimento e dificuldade de comunicação. E contribuem ainda para promover a solidariedade e ações que melhorem a qualidade de vida dos imigrantes instalados na cidade de São Paulo, lembrando que em 2013 a comunidade completará 50 anos de imigração.