Fluxos populacionais e migrações

A linguagem fotográfica no Islã

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ferreira, Francirosy Campos Barbosa
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
22
Página Final
28
Idioma
Português
Palavras chave
fotografias
imigração árabe
antropologia visual
islamismo
Resumo

Este artigo discute a relação dos muçulmanos com a imagem fotográfica. A intenção é aproximar o nosso mundo ocidental à lógica islâmica sobre a representação da imagem, isto porque, na religião islâmica o culto à imagem é proibido: não se deve cultuar o que Deus criou. De acordo com Hanania (1999:15), o espírito desta interdição islâmica em face da representação de formas é que, teoricamente, no Dia do Juízo, as imagens deverão ser ressuscitadas por seu autor. Mas, e a fotografia? Muito embora ela se constitua como um modelo de representação, não podemos descartá-la totalmente do contexto islâmico.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brás
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/833

A marca do Islã na alimentação: ritos comensais durante o Ramadán em Porto Alegre

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pereira, Lenora Silveira
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
11
Página Final
15
Idioma
Português
Palavras chave
migração árabe
alimentação
Ramadán
comunidade árabe
Resumo

Neste artigo, busco mostrar que os elementos simbólicos da alimentação islâmica – entendida como aquela que tem interditos – têm algo a dizer e a comunicar e que, portanto, podem se constituir em veículos de conhecimento sobre o próprio Islamismo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/830

“Salud¡ sírvase compadre¡”: a comida e a bebida nos rituais bolivianos em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Sidney Antonio da
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
5
Página Final
10
Idioma
Português
Palavras chave
imigração boliviana
rituais alimentares
festas devocionais
identidade culturall
Resumo

O comportamento relativo à comida tem sido motivo de estranhamentos entre os vários grupos humanos, particularmente, entre os migrantes, pois a maneira como se come, o cheiro, o aspecto e o sabor dos alimentos denotam identidades, ou seja, a origem e o ethos sociocultural de um grupo.

No contexto migratório, os alimentos condensam, portanto, uma poderosa carga simbólica e passam a evocar os vários sentidos do pertencimento, seja em relação ao país de origem, cujos vínculos ficam fragilizados e, por isso, precisam ser continuamente realimentados através da comensalidade, bem como em relação ao país de destino, onde se procura remarcar as diferenças.

Os alimentos são também, nos mais variados contextos, fontes de interdições (jejum), permissões (refeição), restrições (abstinência) e doação ao sagrado (oferenda).

Nesta perspectiva, este trabalho propõe-se a traçar uma análise dos significados que a comida e a bebida passam a ter em alguns rituais recriados pelos bolivianos no âmbito das festas devocionais realizadas no espaço da Pastoral dos Migrantes, como é o caso do ritual dos “pasantes” (passagem dos encargos da festa), e outros dois, em âmbito mais privado, o ritual da Ch’alia (libação à Mãe Terra) e o do altar de todos os Santos, no dia de finados.

Iniciaremos, pois, nossa descrição etnográfica com os rituais realizados no âmbito do privado para depois ampliarmos para aquele de caráter mais público, numa tentativa de avaliarmos a importância da comensalidade, acionada em cada um deles.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/829

A "colônia alemã" do Rio de Janeiro pelas lentes do Clube Germania

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Michahelles, Marina
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
35
Página Final
40
Idioma
Português
Palavras chave
Imigração alemã
teuto-brasileiros
identidade étnica
memória
Resumo

Pode parecer uma novidade, mas já vem de longe a presença de imigrantes alemães na cidade do Rio de Janeiro. Segundo Carlos Fouquet, a cidade tem a “colônia alemã urbana” mais antiga do Brasil. O primeiro núcleo de indivíduos de origem germânica teria começado a se formar a partir de 1808, como diversos outros grupos de estrangeiros, atraídos pelas possibilidades de desenvolver atividades comerciais em decorrência da abertura dos portos. A “colônia alemã” teria se consolidado em 1821, com a fundação da Gesellschaft Germania (Sociedade Germania, também conhecida vulgarmente por Clube Germania). Essa agremiação ou clube de caráter social, formado principalmente por homens de negócio ligados ao grande comércio, era freqüentado por parte dos 200 indivíduos denominados “alemães” e 100 suíços, que constam no Registro de Estrangeiros como residentes na cidade em 1822 (Fouquet, 1974: 47). Nesse período, é possível que a popularidade de Leopoldina da Áustria atraísse a presença dos assim chamados “alemães” para a cidade, em função da origem germânica da imperatriz.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XIX-XX
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/858

Espírito Uchinanchu - Okinawanos em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Freitas, Sônia Maria de
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Migração japonesa
Brasil-Japão
Resumo

O presente texto aborda a imigração Okinawana, dentro da história do processo imigratório em São Paulo. São aqui apresentadas as peculiaridades e as especificidades dessa imigração, bem como a saga dos imigrantes de Okinawa em São Paulo: sua origem, a viagem, destino, trabalho no campo e na cidade, lazer, religião, cultura, preconceitos e a reconstrução da identidade étnica para os descendentes da primeira e da segunda gerações.
 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Segunda metade do século XX - Anos 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/852

Mais estrangeiro que os outros? Os japoneses no Brasil

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sakurai, Célia
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Dekassegui
Brasil-Japão
Japoneses no Brasil
Resumo

Ao refletir sobre a presença dos japoneses no Brasil, fica evidente que, pelo fato de serem mais estranhos, mais diferentes, são também um grupo de grande visibilidade na trama da sociedade, sendo permanentemente cercados pela curiosidade, espanto ou apoio. Os japoneses têm um lugar controverso na história recente do Brasil, que pode tanto ir da admiração quanto ao desprezo. Historicamente, pode-se afirmar que foram interlocutores privilegiados para as elites nacionais debaterem questões cruciais do país, sobretudo no período até a Segunda Guerra Mundial. No período após a guerra, há uma diluição do grau de estranhamento, até pela própria convivência com a sociedade abrangente e também pela tendência geral de se ir aparando as arestas das diferenças culturais e raciais. O objetivo deste artigo é repassar alguns dos mais importantes diálogos empreendidos entre esse grupo de imigrantes e a sociedade que os recebeu. Nesse trajeto, as muitas identidades dos nipo-brasileiros vão se forjando e tomando corpo no movimento permanente de intercâmbio com a sociedade brasileira.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XX - Anos 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/851

Marcando diferenças para forjar semelhanças os descendentes de imigrantes italianos em Caxias do Sul-RS

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Santos, Miriam de Oliveira
Sexo
Mulher
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
15
Ano de Publicação
2002
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração italiana
Seyferth
Resumo

A cidade de Caxias do Sul costuma ser referenciada como um modelo da imigração italiana para o Rio Grande do Sul. Se a palavra “modelo” for interpretada com o um padrão desejado, um exemplo a ser seguido, pode até ser. Se pensarmos em Caxias do Sul com o um “tipo-ideal” weberiano, estarem os muito longe da verdade, porque a colonização de Caxias do Sul possui inúmeras particularidades em relação às demais. Se pensarmos na definição de grupo étnico de Seyferth (1986, p.530) em que ela aponta com o fundamentais tanto uma identidade distintiva atribuída, quanto uma cultura, origem e história comum, verificaremos que a rigor não se pode categorizar os descendentes de imigrantes italianos de Caxias do Sul, com o um grupo étnico, já que lhes falta uma identidade distintiva atribuída. No entanto a mesma autora ao definir etnia afirma que este termo “é empregado na literatura antropológica para designar um grupo social que se diferencia de outros grupos por sua especificidade cultural.” (Seyferth , 1986, p.435) Portanto, de maneira análoga a que Morales aplica aos nordestinos na feira de São Cristóvão do Rio de Janeiro, podemos alegar que: ‘‘a rigor não se está tratando de etnicidade nem de grupo étnico. Mas, numa visão de dentro, (...) se vê que o grupo (...) tem uma lógica e valores diferentes do grupo que o circunda. ” (Morales, 1993, p.6)

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Caxias do Sul
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Anos 90 e 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/859

Migração e trabalho no mundo contemporâneo: Uma experiência acerca da migração Dekassegui

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ocada, Fábio Kazuo
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i45.806
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Dekassegui
Brasil-Japão
Habitus
Cultura
Resumo

A pergunta que norteia o desenvolvimento deste estudo diz respeito às razões que levam o migrante Dekassegui a migrar para o Japão, submetendo-se a condições de trabalho consideradas “sujas, perigosas e pesadas”. A natureza desta indagação é intrínseca à própria condição social do pesquisador. Portanto, para a leitura deste trabalho é preciso ter em vista o fato de que o autor deste estudo é neto de imigrantes japoneses e vivenciou, a partir da década de 90, o momento em que o fenômeno da migração Dekassegui adentrou seu círculo familiar, tornando-se uma realidade cotidiana efetiva.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1990
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/806

Capacitação e mobilidade profissional de migrantes de Minas Gerais na construção civil de São Paulo, 1960/1970

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Ribeiro, Eduardo Magalhães
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Galizoni, Flávia Maria
Assis, Thiago de Paula
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
16
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade do trabalho
Trabalho urbano
Migrantes rurais
Resumo

A adaptação de trabalhadores de origem rural ao trabalho urbano foi um assunto que ocupou muitos pesquisadores brasileiros. Vários autores descreveram as precárias condições de vida de um campo que expulsava lavradores e, ao mesmo tempo, não os preparava para enfrentar as dificuldades da cidade. Conhecendo apenas o trabalho pesado do campo, certam ente seriam marginalizados ou excluídos nos novos ofícios. Como foi possível a milhões de camponeses entrar no mercado de trabalho, aprender suas regras, conseguir uma razoável mobilidade profissional e adquirir habilidades que somavam à sua modesta bagagem de conhecimentos formais? Investigando a trajetória desses migrantes percebe-se que isso ocorreu pela combinação das redes solidárias que formaram nos centros urbanos com os sistemas de gerência de força de trabalho utilizados pelas empresas. Este é o assunto deste artigo: analisar a trajetória urbana de lavradores mineiros que migraram para a capital de São Paulo nas décadas de 1960 e 1970. Saindo do campo , principalmente do alto Jequitinhonha, com pouca escolaridade, nenhum dinheiro e muita vontade de trabalhar, entraram na construção civil, conseguiram ascender profissionalmente ocupando cargos de oficiais, e, boa parte das vezes, amealharam rendimentos que serviram para engordar seus patrimônios nas com unidades de origem, quando retomaram.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960-1970
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/803

"Refúgio significa Saudades": a política brasileira de reunião familiar de refugiados em perspectiva comparada (1997-2018)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Martuscelli, Patrícia Nabuco
Sexo
Mulher
Orientador
Villa, Rafael Antonio Duarte
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-19102020-181509
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciência Política
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Política para refugiados
Refugiado
Reunião familiar
Brasil
Família
Resumo

A família é a base de praticamente todas as sociedades humanas, contudo o Estado pode interferir em relações familiares dividindo pessoas entre aquelas que fazem parte do Estado e aquelas que não fazem. Soma-se a isso o fato de que não há uma definição universal de família. Refugiados, ou, pessoas forçadas a se deslocarem por causa de conflitos, violações de direitos humanos e perseguições, não podem voltar para seus países de origem para estarem com suas famílias. Assim, eles precisam ser reunidos com os familiares de quem eles foram separados. O tema da reunião familiar tem recebido atenção de organizações internacionais, tomadores de decisões e da mídia, principalmente com o aumento de pessoas em necessidade de proteção internacional no mundo. Não obstante, a maior parte dos estudos versa sobre reunião familiar em países desenvolvidos, como Estados Unidos da América (EUA), Canadá, Austrália e Estados europeus. Países do chamado Sul Global, dentre eles o Brasil, carecem de pesquisas sobre o processo de reunião familiar para refugiados. Para preencher essa lacuna, esta tese discute o tema da política brasileira para reunião familiar de refugiados, adotando uma perspectiva comparada, desde a adoção da Lei 9474/1997 até a publicação da Resolução do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) nº 27/2018. Com uma pesquisa de campo realizada entre agosto e novembro de 2018, composta por entrevistas fenomenológicas com refugiados em São Paulo, entrevistas com especialistas, organizações e autoridades brasileiras, análise da correspondência diplomática do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e dados fornecidos pelo CONARE sobre reunião familiar, mostro que a política brasileira para a reunião familiar de refugiados delimitada pela Resolução nº 16/2013 do CONARE era progressista com uma definição ampla de família e um procedimento facilitado de visto. Apesar disso, refugiados enfrentavam problemas de implementação dessa política no CONARE, na Polícia Federal e no MRE, que dificultavam o processo, separavam famílias e negavam aos refugiados o direito à reunião familiar cristalizado na legislação brasileira. Há, assim, um distanciamento entre a norma sobre reunião familiar e a sua aplicação. Essa tese apresenta como ocorre esse distanciamento e aponta algumas causas para isso com o objetivo de entender a fundo a questão da reunião familiar de refugiados no Brasil. A conclusão é que a política brasileira para a reunião familiar é mais progressista do que políticas de outros países desenvolvidos, como EUA, Canadá e países europeus, porém os refugiados no Brasil enfrentam os mesmos problemas que refugiados em outros países para conseguirem a reunião familiar, com o agravante de que o Brasil não adota prazos claros, explicações objetivas sobre a negação de visto e procedimentos de apelação/revisão como outros países.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1997-2018
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-19102020-181509/pt-br.php