Espaço urbano

A burguesia se diverte no reinado de Momo: sessenta anos de evolução do carnaval na cidade de São Paulo (1855-1915)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Simson, Olga Rodrigues de Moraes Von
Sexo
Mulher
Orientador
Queiroz, Maria Isaura Pereira de
Ano de Publicação
1984
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
manifestação cultural
transformação
festas de elite
festas populares
Resumo

Baseada em livros de viajantes, cronistas e memorialistas; em entrevistas com antigos foliões; e, principalmente, numa pesquisa em periódicos do século XIX e início do século XX, reconstruiu-se a memória do Carnaval Paulistano na fase em que os folguedos eram privilégio das camadas elevadas da população, traçando-se também os primórdios dos folguedos populares na cidade de São Paulo mostrando como desde o início os carnavais europeus (italiano e francês) e o carioca serviam de modelo para as festividades paulistanas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1855-1915
Localização Eletrônica
https://caph.fflch.usp.br/node/972

Política e território: etnografia das práticas políticas dos membros de uma associação de moradores no Grajaú

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silveira, Laís
Sexo
Mulher
Orientador
Frúgoli Junior, Heitor
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Associação de moradores
Grajaú
Mananciais
Política participativa
Práticas espaciais
Resumo

Esta dissertação de mestrado realizou uma etnografia com membros de uma Associação de Moradores localizada em um bairro de ocupação irregular chamado Parque Recanto Cocaia. O referido bairro se situa no distrito do Grajaú, Zona Sul da cidade de São Paulo. Parte do distrito pertence à área de proteção ambiental, pois se assenta em um manancial urbano, característica que confere especificidades com relação às problemáticas das ocupações urbanas irregulares. O ponto de partida da pesquisa foi investigar os processos de construção de demandas para o bairro, bem como as estratégias para dar visibilidade às mesmas junto ao Estado, tornando-as, assim, reivindicações. A problemática de fundo desta pesquisa visou por em pauta a manutenção e reprodução de um espaço em que a ocupação urbana é restrita, pois se trata de área de manancial. O aprofundamento etnográfico na Associação de Moradores revelou que o processo de construção de reivindicações leva seus membros a participar de múltiplas esferas de atuação política. Eles atuam em movimentos sociais, em Conselhos Gestores Municipais de Saúde e são lideranças comunitárias em seu bairro. Assim, argumento que a produção de vínculos com atores políticos de outros bairros do Grajaú, de alguns distritos próximos e com gestores públicos dos Conselhos Gestores, leva ao fortalecimento de suas atuações políticas. Isso ocorre porque tais vínculos decorrem de uma prática cuja ênfase está nas relações desenvolvidas nas esferas de atuação política.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Grajaú (Parque Recanto Cocaia)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-15052015-103831/pt-br.php
Localização Eletrônica
2010-2014

A perda e o medo: história e imaginário em um universo social em transformação

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Teixeira, Rafael Henrique
Sexo
Homem
Orientador
Moura, Margarida Maria
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/D.8.2007.tde-04032008-110806
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Baiano
Bóia-fria
Comunidade
Passado
Resumo

O presente trabalho teve por objetivo retratar os quadros representacionais da população de uma cidade do interior do estado de São Paulo, Santo Antonio de Posse. Principalmente com relação às representações das transformações em seus modos de vida e do espaço da cidade. Para tal, um ponto de inflexão na história local é central. A chegada do "estranho", do desconhecido. A partir do contato com a alteridade, todo um novo conjunto de associações entre passado e presente é acionado, tanto para propósitos das leituras das transformações a que me referi, como também enquanto estratégia discursiva articulada à consolidação de identidades. Dentro desse percurso, mostrarei como é dispensado um papel central ao recém-chegado, o novo habitante. Ele é o depositário de toda a responsabilidade pelas mudanças ocorridas, o que dá cabo de um imaginário depreciativo em torno de sua figura, cuja decorrência é uma cultura do medo em relação ao mesmo. Elementos que causam toda uma reformulação a respeito do viver na cidade, bem como a definição do presente em contraposição a um passado comunitário. Elementos que serão buscados nas representações do imaginário local que, de alguma forma, está lidando e problematizando as transformações por que passa a localidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Santo Antonio de Posse
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2007
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-04032008-110806/en.php

Versões do "progresso": a modernização como tema e problema do fotógrafo Militão Augusto de Azevedo (1862-1902)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Araujo, Iris Morais
Sexo
Mulher
Orientador
Schwarcz, Lilia Katri Moritz
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Fotografia
Militão Augusto de Azevedo
Monarquia e República
Progresso
São Paulo
Resumo

Esta dissertação centra-se no legado de Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) com o objetivo de desvendar as diferentes maneiras que tal fotógrafo representou o processo de modernização ocorrido nas últimas décadas do século XIX no Brasil e, especialmente, em São Paulo. Tomando a especificidade de sua profissão, buscou-se apresentar a maneira com que uma rede de relações sociais foi tecida em torno desta personagem. Estes vínculos permitem notar qual foi o lugar angariado por Militão naquela sociedade; tal posição marcaria de modo perene as percepções do fotógrafo acerca dos processos de mudança que vivenciou. A análise dos documentos de Militão, particularmente suas fotografias e cartas, configura uma polissemia de significados a respeito das transformações ocorridas na cidade de São Paulo a partir da década de 1860, e na política brasileira, após a Proclamação da República. Desta forma, as observações da personagem a respeito de seu mundo em mudança asseveram que, menos do que coladas ao progresso, as representações do fotógrafo formam um amálgama de temporalidades desencontradas, que se imbricam e se tensionam.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1860-1900
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-21072011-091537/pt-br.php

"Literatura marginal": os escritores da periferia entram em cena

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Nascimento, Érica Peçanha do
Sexo
Mulher
Orientador
Simões, Julio Assis
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cultura da periferia
Escritores da periferia
Literatura marginal
Movimento cultural
Movimento literário
Resumo

Este trabalho busca analisar a apropriação recente da expressão "literatura marginal" por escritores oriundos da periferia, tomando como ponto de partida o conjunto de autores que publicaram nas três edições especiais Caros Amigos/ Literatura Marginal, nos anos de 2001, 2002 e 2004. A pista deixada por essas publicações era que, mais do que o perfil sociológico dos participantes ou um determinado tipo de literatura, a junção das categorias literatura e marginalidade por tais escritores encobria uma atuação cultural específica, que está relacionada a um conjunto de experiências e elaborações compartilhadas sobre marginalidade e periferia, assim como a um vínculo estabelecido entre criação literária e realidade social. Por isso, além de apresentar empiricamente essa nova geração de escritores marginais, esta pesquisa visou articular a formação interna do grupo e seu significado mais geral, buscando demonstrar como um conjunto de idéias e vivências compartilhadas possibilitou que moradores da periferia, tradicionalmente excluídos como sujeitos do processo simbólico, pudessem entrar em cena para produzir sua própria imagem, dando origem a uma intensa movimentação cultural em bairros da periferia paulistana.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2001-2004
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-03092007-133929/pt-br.php

Casarão da Cleveland: representações depreciativas e práticas sociais em espaço deteriorado de moradia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Furtado, Maria das Graças
Sexo
Mulher
Orientador
MAGNANI, Jose Guilherme Cantor
Ano de Publicação
1995
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
habitação
desigualdade
representação social
cortiço
Resumo

A dissertação trata dos cortiços paulistas, com ênfase na análise das categorias depreciativas sobre estas formas de moradia, na medida em que orientam as práticas sociais e constroem os espaços. A atenção recai sobre um determinado casarão, imóvel do estado transformado em cortiço, no bairro de Campos Elíseos. Considerando que são múltiplas as determinações na construção das práticas sociais, privilegiar o estudo das representações depreciativas na configuração dessas práticas sociais implica uma redução. No estudo das representações depreciativas sobre o casarão, procuro analisá-las em duas direções: a) as de "fora" do casarão; b) as que os moradores elaboram sobre si e como elas se articulam com as produzidas "fora" do casarão. Especificando grupos ou categorias, procura-se evitar trabalhar com uma abstração, deixando de tratar tema dentro de uma lógica dicotomizante - encortiçados e não encortiçados - ao considerar que esta representação ocorre no seio de uma sociedade plural, entre grupos que são múltiplos, flutuantes, difíceis de definir com precisão e atravessados por numerosas clivagens. Por outro lado, para compreender as representações dos moradores, procurou-se ter o cuidado de levar em consideração as clivagens existentes no interior do grupo, dadas pela idade, sexo, escolaridade, enfim, pelas diferenças na maneira como vivem e representam o casarão. Os dados foram obtidos através de técnicas de pesquisas complementares: observação sistemática, registro fotográfico, entrevistas diretivas e não diretivas e o diário de campo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Campos Elísios
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000742720

Os planos de recuperação econômica pós-Covid-19 na encruzilhada das mudanças climáticas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Luiz Enrique Vieira de Souza
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Marcelo Fetz
Sexo:
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2318-0544
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.20336/rbs.763
Título do periódico
Setembro/Dezembro 2021
Volume
9
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Sergipe
Página Inicial
1
Página Final
279
Idioma
Português
Palavras chave
Covid-19
Mudanças climáticas
Crise econômica
Resumo

O presente artigo discute as implicações da crise econômica instaurada pela pandemia de Covid-19 sobre as políticas de mitigação das mudanças climáticas. Com base num levantamento bibliográfico a respeito das alterações na química atmosférica dos centros urbanos, apontamos que a queda nas emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa representou uma consequência direta, porém não intencionada, das políticas de lockdown e distanciamento social. Dado que essa redução foi passageira e insuficiente para responder aos desafios da “emergência climática”, apresentamos uma análise crítica sobre os pacotes de recuperação econômica pós-pandemia e o risco de que estratégias orientadas exclusivamente pela retomada do crescimento acentuem o “efeito rebote” com consequências irreversíveis e calamitosas para os esforços de mitigação das mudanças climáticas.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
s/i
Localização Eletrônica
https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/763/400

Nosso Chão: do sagrado ao profano

Tipo de material
Livre Docência
Autor Principal
Marx, Murillo
Sexo
Homem
Ano de Publicação
1987
Local da Publicação
São Paulo
Programa
n.a.
Instituição
USP
Página Final
255
Idioma
Português
Palavras chave
desenvolvimento urbano
secularização
administração municipal
estruturação urbana
Resumo

Estuda a evolução do espaço público urbano no Brasil com base no caso específico da cidade de São Paulo. Confirma a idéia de que houve um claro e vagaroso processo de secularização, que é analisado em quatro aspectos: o conceito, o uso, o âmbito e o tratamento das ruas, praças e jardins. As fontes primárias de pesquisa foram, entre outras, as leis eclesiásticas e civis, documentos oficiais e narrativas de viajantes que visitaram nosso país através dos séculos. A iconografia, mais generosa apenas para os últimos dois séculos, desempenhou um papel auxiliar. Por esta razão não foram mostradas ilustrações neste estudo. As hipóteses levantadas concernentes aos quatro aspectos arquitetônicos foram provadas através do exame das normas determinantes dos espaços públicos de São Paulo, da documentação existente em arquivos públicos e relatórios de visitantes estrangeiros de vários períodos, alguns encontrados em edições antigas e raras. Conclui-se que: 1) no decorrer do tempo, os cânones foram cedendo lugar às leis civis; 2) o uso religioso das ruas foi diminuindo em relação ao seu uso temporal; 3) o contorno do chão público foi se tornando mais preciso e transcendendo os pátios das igrejas; 4) somente recentemente o equipamento urbano das áreas públicas tornou-se mais rico. Restringiu-se intencionalmente o estudo no seu escopo. Ao enfatizar-se o valor dos textos legais, forçosamente outras questões ficaram em segundo plano. Nas conclusões, é frizada a importância da evolução das formas de apropriação do chão para um conhecimento maior da paisagem urbana.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)

Dimensões sociais das desigualdades urbanas: moradias da pobreza, segregação e alteridade em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Véras, Maura Pardini Bicudo
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
2318-0544
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.20336/rbs.154
Título do periódico
Revista Brasileira de Sociologia
Volume
4
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
cidade
alteridade
desigualdade social
segregação
Resumo

O objetivo do trabalho é resgatar, ao longo de nossa trajetória de pesquisa sobre a questão habitacional, a produção do “outro” em diversas situações de vivência na cidade de São Paulo, onde se visualizam acentuadas desigualdades, segregação socioespacial e discriminação. A cidade concentra questões emblemáticas no estudo das cartografias sociais, no reconhecimento das diferenças e da cidadania territorial. A análise da luta pelo espaço urbano permite revelar a combinação de aspectos sociais, econômicos, étnicos, àqueles profundos e subjetivos como língua, valores, matizes culturais. A alteridade se manifesta de diferentes formas, em vasta gama de situações urbanas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://rbs.sbsociologia.com.br/index.php/rbs/article/view/185

Entre o mercado de trabalho e a escola: os jovens no Rio de Janeiro

Tipo de material
Capítulo de Livro
Autor Principal
Salata, André Ricardo
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Sant'anna, Maria Josefina Gabriel
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
8577850730
Edição (nome da editora)
Letra Capital
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
91
Página Final
120
Idioma
Português
Resumo

Na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 2000, aproximadamente 56,31% dos jovens do sexo masculino, entre 15 e 19 anos, estavam somente estudando, 21,69% estudavam e trabalhavam (ou procuravam emprego); 14,41% somente trabalhavam (ou procuravam emprego); e 7,59% não estudavam nem trabalhavam (nem procuravam emprego). Para os jovens na faixa de 20 a 24 anos essas mesmas cifras ficavam em: 12,34 (só estudavam), 28,35 (estudavam e trabalhavam), 51,57 (só trabalhavam), e 7,74 (não estudavam nem trabalhavam). De certa forma pode-se dizer que estes jovens, por razões em parte já estudadas por trabalhos anteriores (CORSEUIL, SANTOS, & FOGUEL, 2000; LEME & WAJNMAN, 2000), optaram por continuar estudando e/ou entrar no mercado de trabalho. O presente artigo tem como objetivo verificar se variáveis ligadas ao local de moradia dos indivíduos poderiam ajudar a explicar essas escolhas. Para tanto, realizaremos uma análise dos microdados amostrais do Censo 2000 (IBGE).

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2000
Localização Eletrônica
https://observatoriodasmetropoles.net.br/arquivos/biblioteca/abook_file/desigualdades_escolares.pdf