Espaço urbano

Das estratégias às justificações: uma análise da construção política do protocolo agroambiental paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sabadin, Ana Carina
Sexo
Mulher
Orientador
Martins, Rodrigo Constante
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Protocolo Agroambiental Paulista
Sociedade e meio ambiente
Política e meio ambiente
Setor sucroalcooleiro
Problema ambiental das queimadas
Resumo

A pesquisa em tela toma como objeto de estudo a construção política do Protocolo Agroambiental Paulista, uma regulamentação firmada pela UNICA e pelas Secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo no ano de 2007. A proposta desta regulamentação consistiu em “ajustar a conduta” do setor sucroalcooleiro frente ao conjunto de argumentos contrários, principalmente à utilização da prática das queimadas nos canaviais paulistas, elaborado pela opinião pública. Verificou-se que, estrategicamente, mais do que uma tentativa de limpar a imagem de degradação socioambiental atribuída à produção canavieira, tal ajustamento permitiria, ainda, frear as críticas voltadas a esse setor. Com isso, dava-se respaldo à promoção do etanol enquanto um combustível verde com uma maior visibilidade em meio ao cenário de crise ambiental, mas sem, de fato, inverter por completo a lógica da monocultura. Nesses meandros, a relação entre Estado, economia, meio ambiente e sociedade mostrou-se fértil para cumprir o objetivo aqui elencado, qual seja, o de interpretar a construção política do referido protocolo, situando em seu constructo as expressões e as ausências dos grupos e setores sociais diretamente interessados em sua assinatura. Deste modo, a hipótese construída e que pôde ser verificada é a de que o Protocolo Agroambiental contribuiria para a manutenção da possibilidade da prática das queimadas nos canaviais paulistas. Esta investigação e suas conclusões foram possíveis por meio de uma metodologia que privilegiou a abordagem qualitativa de pesquisa social, partindo da pesquisa bibliográfica, além da pesquisa e da análise documental, bem como de entrevistas semiestruturadas com alguns dos agentes centrais de interesse da pesquisa.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2007
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5478729

Correndo metas: autogestão de uma corporalidade empreendedora

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cairoli, Valentina Iragola
Sexo
Mulher
Orientador
Leite Junior, Jorge
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Espanhol
Palavras chave
Corredor/a
Qualidade de vida
Subjetividade neoliberal
Dor
Prazer
Resumo

A corrida de rua é um fenômeno que tem se destacado nos contextos urbanos brasileiros, sendo considerada, inclusive, como o segundo esporte mais praticado no ano de 2011. Nesses meandros, o/a corredor/a de rua tem se transformado em uma figura estratégica para refletir a respeito das produções e reproduções corporais e subjetivas da nossa época, marcada por a competitividade e o paradigma da auto superação. Posto isso, os objetivos que orientaram a investigação consistem em a) analisar a produção de determinado tipo de subjetividade característico da prática da corrida de rua, para, enfim, b) refletir sobre os diálogos com um tipo de racionalidade que caracteriza o sujeito neoliberal. Para responder esses objetivos, desenvolvemos uma pesquisa etnográfica em um período de dezoito meses na cidade de São Carlos, interior de São Paulo, na qual buscamos acompanhar dois grupos de corridas de rua, de homens e mulheres caraterizados por diversos níveis de compromissos com a prática. A fim de apresentar os dados resultantes da pesquisa etnográfica e da pesquisa bibliográfica, o texto segue dividido em três seções. Na primeira seção, trabalhamos com a construção de uma estética corporal vinculada à saúde e qualidade de vida com caminhos possíveis de eleição e a construção de uma matriz moral em torno destas dimensões. Já na segunda, focamos na análise dos elementos que permitem uma comparação com a figura teórica do homem-empresa. Enfim, na última seção, abordamos a produção e reprodução da dor e do prazer, assim como os diálogos com o tipo de subjetividade neoliberal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5006495

Gerações, elitismo e identidades esvaziadas: uma etnografia das lutas identitárias entre os góticos em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Delgado, Douglas
Sexo
Homem
Orientador
Castro, Ana Lucia de
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Góticos
Lutas identitárias
Criação cultural
Etnografia urbana
Resumo

A presente etnografia se destina a uma investigação das lutas identitárias entre os góticos na cidade de São Paulo. Com o foco em compreender as criações culturais no cerne das disputas simbólicas, a pesquisa tem como objetivo investigar as relações de sociabilidade e os processos culturais na contemporaneidade, envolvendo os sentidos atribuídos às relações e ao espaço material da cidade por meio das interações e das práticas culturais, no contexto do agrupamento dos góticos na metrópole paulistana.

Por meio da compreensão da “cidade” enquanto um sistema cultural responsável por colocar atores sociais culturalmente heterogêneos em contato, tornando a “cidade viva”, processual e contextual, a etnografia se baseia nas chaves analíticas da antropologia da cidade, mobilizando os conceitos de “cidadino”, “situação”, “rede”, “fronteiras” e “lugares”, observando as interações de góticos nos espaços de sociabilidade.

“Geração”, “moral” e “consumo” são os principais marcadores identitários agenciados nos processos de interação entre os góticos, atribuindo sentidos às relações de “proximidade” e “distância” às experiências urbanas dos góticos em São Paulo. As lutas identitárias revelam uma relação nostálgica com o espaço urbano, fundamental para “ser gótico” na década de 1990 e que atualmente se expressa com novos sentidos, agenciados pelos góticos da nova geração, estabelecendo uma relação estratégica com o uso dos espaços da cidade, por meio de encontros organizados no ciberespaço, abrindo as fronteiras de identificação com o gótico e levantando as questões a respeito da diversidade e da representatividade.

Também foi identificada uma relação de resistência, na qual se defendem “sentidos do consumo” representativos da “identidade gótica”, relacionada como um processo de “esvaziamento”, e expressa nas práticas de consumo e na apropriação do espaço urbano. Por meio do processo de disputas identitárias, os góticos criam uma cultura urbana gótica de São Paulo, que atribui sentido à cidade gótica.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7585068

Juventudes Transfronteiriças: (Re)Existência Cultural e Transnacional de um Coletivo Angolano em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Paiva, Maria Claudia Sant Anna de
Sexo
Mulher
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simoes
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Assimilação Cultural
Imigrantes
Aculturação
Resumo

Vive-se hoje em tempos de globalização, um cenário marcado pelas grandes circulações de bens materiais, capital, informação e, sobretudo, de pessoas. A tecnologia propicia maior fluxo, troca, compartilhamento de conteúdo, imagens e imaginários. Os cenários são reformulados e, de alguma forma, as pessoas de todo o globo podem se conectar tanto com outros sujeitos quanto com outros territórios. As fronteiras tornam-se porosas, conformam cenários marcados por disputa e conflito e são redesenhadas por seus sujeitos em deslocamento. Dentro desse grande compartilhamento, mais especificamente em São Paulo, inserem-se os jovens do coletivo angolano Muxima na diáspora. Conjuntamente às suas narrativas e trajetórias, esta dissertação objetiva entender as formas pelas quais as práticas juvenis e imigrantes são capazes de criar um cenário vivo, pulsante e simbólico no interior da experiência metropolitana contemporânea, na qual a inserção da cultura, da política e da comunicação na vida cotidiana destes sujeitos é capaz de contribuir para transformações na perspectiva "inevitável" de permanência em contextos de segregação e exclusão urbanas. Da mesma forma, como em suas lutas contra o racismo, promovem e reformulam estruturas e configuram contranarrativas emergentes de forma "local" e "global". O percurso metodológico esteve ancorado na combinação de referenciais teóricos com técnicas qualitativas (observação etnográfica, entrevista em profundidade e etnografia virtual), a fim de mergulhar empiricamente neste universo e responder de que forma esses imigrantes criam novas maneiras de (re)existirem e resistirem, assim como (re)constroem suas vidas em transfronteira, atrelando, revisitando e ressignificando memórias trazidas em seus corpos.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6939396

O Direito à Periferia: Experiências de Mobilidade Social e Luta por Cidadania entre Trabalhadores Periféricos de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fontes, Leonardo de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Zaluar, Alba Maria
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cidadania
Mobilidade Social
Periferia
Resumo

O propósito desta tese é discutir a experiência de moradores das periferias de São Paulo em torno da luta pela mobilidade social e pela conquista da cidadania ao longo das três últimas gerações. A pesquisa parte do debate a respeito da ascensão social recente no Brasil e da constatação de que os mais pobres vivenciaram mudanças substanciais em suas condições econômicas e em termos de acesso à escolarização formal, sobretudo entre meados dos anos 2000 e a primeira metade da década de 2010. Contudo, no nível urbano, em especial no caso de São Paulo, essa mobilidade social não significou nem uma mobilidade geográfica para regiões centrais da cidade, nem o acesso imediato a melhores serviços públicos e à infraestrutura urbana, excluindo parcela considerável da população dos direitos consolidados na ideia de "direito à cidade".

Desse modo, por meio de uma pesquisa multimetodológica, que combinou métodos quantitativos com uma pesquisa de viés etnográfico, em duas regiões periféricas da cidade de São Paulo, buscou-se investigar as mudanças e permanências no modo de vida desses sujeitos a partir das modificações em seu padrão de vida. Procurou-se, então, analisar os principais elementos que marcaram as mudanças no modo de vida dessa população periférica e as formas de atuação política que articularam ao longo das últimas décadas. São analisados, portanto, elementos como a migração para a cidade, a luta pela inserção no mercado de trabalho, a constituição de movimentos sociais e a luta por direitos, a violência urbana e as diversas manifestações culturais que esses sujeitos produzem como forma de expressar seus anseios e projetos políticos e de vida.

Ao final, propõe-se a ideia de "direito à periferia" como categoria que seria capaz de compreender as demandas desses sujeitos em torno da luta pelo reconhecimento de sua condição de cidadãos plenos no território urbano, isto é, como portadores do "direito a ter direitos".

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2000 - 2005
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6311345

O Amor pelo Gosto: Sobre a Gastronomia e os Food Trucks na Cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Talitha Alessandra
Sexo
Mulher
Orientador
Netto, Michel Nicolau
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Gastronomia
Campo
Food Trucks
São Paulo
Desigualdade
Resumo

Considerando a gastronomia como um campo social, cujos limites e pertencimentos se estabelecem sob modos próprios de legitimação, essa pesquisa intenta refletir sobre alguns dos seus expressivos e atuais movimentos de expansão. Esses movimentos podem ser observados, por exemplo, no aumento da oferta de cursos superiores para a atuação profissional nessa área, na existência de diversos programas que trazem a temática da gastronomia nas diferentes mídias e na crescente aparição e circulação dos food trucks nas ruas. É sobre estes últimos que desdobraremos mais atenções, evidenciando o fato de que, a exemplo da cidade de São Paulo, os food trucks circulam de modo desigual e pouco aparecem nas periferias da cidade. Frente a esse cenário, nossa investigação discorrerá sobre a estratificação social e simbólica da cidade, sobrepondo à gastronomia dos food trucks a produção e circulação de outros bens culturais desigualmente distribuídos em seus distritos. Mediante tais intenções, essa pesquisa conta com revisão e busca de referenciais teóricos diversos que possam auxiliar a reflexão proposta, bem como com dois momentos de trabalho de campo, nos moldes de observação participante, realizados nos meses de abril e dezembro de 2017 em São Paulo, considerada uma "capital mundial da gastronomia".

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6354133

Na Rota do Fogo: Especulação Imobiliária em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bastos, Rodrigo Dantas
Sexo
Homem
Orientador
Rodrigues, Arlete Moyses
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Inglês
Palavras chave
Incêndios
Sociologia urbana
Política urbana
Direito urbanístico
Resumo

Esta tese, ao descrever o fogo como uma das formas pelas quais se dá a despossessão em São Paulo, analisa as implicações deste processo para o capital que investe na cidade e defende que o aumento excepcional e generalizado dos preços dos imóveis urbanos (2009 - 2014) foi um reflexo da elevação do patamar mínimo da renda absoluta urbana – ou renda absoluta nacional de monopólio excepcional na produção do espaço urbano. O período que corresponde a esta elevação é identificado como uma fase de superespeculação imobiliária, que pode ser identificada a partir do ano de 2009, passa a mostrar sinais de esgotamento em 2012 e se estende até 2014. Embora esta elevação apresente-se de imediato na forma monetária e quantitativa dos preços, corresponde a um aumento qualitativo dos poderes de monopólio dos proprietários jurídicos em ofertar e dispor de seus imóveis urbanos para as atividades da construção. Este incremento das rendas urbanas e dos poderes da propriedade imobiliária criou as condições para uma transferência de valor aos proprietários jurídicos de imóveis, que, excepcionalmente nesta fase de febre especulativa, estiveram em posição de praticar preços de monopólio de modo generalizado no mercado imobiliário nacional. Considerando a particularidade histórica e geográfica do regime jurídico da propriedade imobiliária no Brasil – não absolutizado no território nacional como ocorre nos países do Norte – argumenta-se que o aumento das rendas urbanas teve como um de seus efeitos uma intensificação da insegurança da posse da moradia informal. Em São Paulo, foi possível verificar este aumento da insegurança da posse sobretudo no conjunto de favelas classificadas sob risco de incêndio pelo Programa Municipal de Prevenção contra Incêndios em Assentamentos Precários (PREVIN). Verificou-se que nestas favelas não existe a perspectiva de futura legitimação da posse efetiva pelo Estado, uma vez que esses territórios são excluídos das ações institucionais de regularização fundiária de interesse social que poderiam converter seus posseiros em proprietários jurídicos. Nestes lugares, uma tecnologia política de controle do espaço urbano militarizado – também chamada de securitização urbana ou novo urbanismo militar – utiliza-se da guerra ao crime semi-organizado ou desorganizado do tráfico varejista de drogas para legitimar as violências da despossessão. Na expansão geográfica da propriedade jurídica da terra e dos imóveis urbanos, os circuitos financeiros da acumulação de capital com a especulação imobiliária em São Paulo pressupõem a continuidade da assim chamada acumulação primitiva, neste caso especificamente baseada na rapinagem e na violência contra legítimos possuidores de moradias autoconstruídas em territórios sob disputa em cidades do Sul Global. O fogo, deste modo, passa a ser descrito não apenas enquanto um elemento da natureza, mas como uma prática social que, no caso das favelas incendiadas, implica táticas e estratégias de punição que recaem sobre os condenados da terra urbana, castigos que operam em paralelo com técnicas de exercício de poder na promoção de uma violência urbicida direcionada contra a população de parcelas do espaço em que as rendas urbanas são altamente capitalizadas. Por fim, conclui-se que o aumento do poder de monopólio da propriedade imobiliária capitalista redimensionou o poder da classe social dos proprietários fundiários e sua representação política, tanto na sociedade civil como nas instituições do Estado.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2009 - 2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6365588

Ocupações por moradia em São Paulo: a dicotomia centro-periferia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Schiavi, Iara Franco
Sexo
Mulher
Orientador
Schincariol, Vitor Eduardo
Ano de Publicação
2018
Programa
Ciências humanas e sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Ocupações por moradia
Habitação
Urbanização
Município de São Paulo
Centro-periferia
Resumo

A presente dissertação propõe-se a realizar uma análise comparativa entre duas ocupações de moradia, a Ocupação Mauá (MMLJ), na região central da cidade de São Paulo, e a Caguassú Leste (MSTC), na periferia do município, com o objetivo de compreender as principais diferenças entre elas, semelhança principalmente quanto ao perfil socioeconômico dos moradores e sua inserção na cidade. Para tal realizar-se-á, inicialmente, um resgate teórico-histórico das formas de habitação popular em São Paulo, assim como a interpretação desse processo à luz da urbanização ocorrida tipicamente nos países periféricos, em suas características próprias, como a acumulação primitiva nas cidades. Posteriormente serão apresentadas as características específicas das duas ocupações pesquisadas e dos movimentos responsáveis, considerando as diferenças estruturas que agem sobre elas. Para atender ao objetivo estipulado foram aplicados questionários socioeconômicos que permitiram identificar as principais características dos moradores, assim como as trajetórias de vida que os levaram até a ocupação por moradia, identificando recorrências, padrões e diferenciais de acordo com a localização. A pesquisa utilizou também dados oficiais disponíveis relevantes, fornecidos por documentos oficiais, órgãos de estatística e outros, bem como meios de comunicação e literatura especializada. Esperava-se, com essa pesquisa, identificar se as ocupações urbanas consistiam em uma estratégia de luta e resistência, mas também em um meio de aprofundar a espoliação urbana e também de conhecer se o centro, devido às facilidades referentes à acessibilidade, possibilitava uma maior segurança financeira aos moradores. Concluímos que a ocupação central possui vantagens relativas ao acesso e segurança da renda familiar, melhor acesso aos equipamentos e serviços públicos, ainda que os moradores não sejam totalmente integrados à região e que a escolaridade formal é maior. Ainda assim, observamos que os moradores da ocupação periférica têm maior apego à região em que moram, fruto da construção de um identidade territorial positiva.

Referência Espacial
Localidade
Ocupação Mauá (MMLJ)
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Caguassú Leste (MSTC)
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6436671

Políticas públicas municipais na era global: o Programa Estadual Município VerdeAzul em questão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Eziquiel, Nathalie Ferreira
Sexo
Mulher
Orientador
Orsi, Rafael Alves
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Meio Ambiente
Sociedade Global
Políticas Públicas
Programa Estadual Município VerdeAzul
Resumo

Os problemas ambientais atingiram um novo patamar na sociedade contemporânea. Sabe-se que a utilização de recursos naturais vem aumentando desde a Revolução Industrial, ocorrida no final do século XVIII, e questões como poluição, devastação e perda da biodiversidade são resultado desse processo civilizatório pautado na utilização de técnicas insustentáveis. Porém, o nível global e a magnitude qualitativa e quantitativa que atingiram esses problemas é o que atribui especificidade a esse momento. É evidente a necessidade de uma mudança de postura na relação entre ser humano e meio ambiente e essas transformações devem ser pensadas em múltiplas esferas, principalmente a partir da esfera pública. O Estado de São Paulo, notando a imprescindibilidade de políticas públicas voltadas para o meio ambiente, lançou em 2007 o Programa Estadual Município VerdeAzul, a fim de suprir essa carência. Essa dissertação se propõe a analisar de que maneira o programa, a partir das diretivas e critérios que o estruturam, busca contemplar as diversas dimensões da questão ambiental – social, econômica, natural etc. – tornando essa política pública realmente eficaz, tendo como pano de fundo a sociedade global, que está em relação direta e constante com o local. A análise será feita a partir das Resoluções da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, das diretivas fixas do programa e dos critérios anuais, compreendendo o período entre 2008 e 2014.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3660730

Os treinadores do "jogo anterior"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Teixeira, Bruno Casalotti Camillo
Sexo
Homem
Orientador
Holzmann, Lorena
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Sociologia
Instituição
UFRGS
Idioma
Português
Palavras chave
coaching
reestruturação produtiva
processos de trabalho
disciplinamento
campo gerencial
Resumo

Esta pesquisa tem como objeto a prática de desenvolvimento pessoal e capacitação profissional conhecida como coaching. Traduzido do inglês o coach é o treinador, aquele que conduz o seu coachee (treinando) num determinado processo de aprendizagem. Neste trabalho, busco investigar como o coaching acaba se tornando um tipo específico de treinamento (executivo e gerencial), com suas peculiaridades teóricas e metodológicas. Dessa forma, busco investigar também quais são os fundamentos de sua origem no Brasil, como ele chega a nosso país, e de que forma que ele pode ser conectado ao contexto histórico da reestruturação produtiva. Por isso, a abordagem de nossa investigação é radicada na sociologia do trabalho e na sociologia econômica. A análise aqui registrada buscou compreender também as trajetórias dos profissionais do coaching, os coaches. Para tal, realizamos entrevistas semiestruturadas e em profundidade com coaches de dois pólos dinâmicos da economia brasileira: Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A nossa abordagem metodológica é qualitativa, formulada para poder abarcar uma análise de conteúdo. A análise comparada entre a absorção do coaching nesses dois pólos permitiu construir recorrências, observar códigos de uma linguagem própria do campo gerencial brasileiro, e aferir correlações entre essa linguagem e novas demandas por disciplinamento para o trabalho. Partiu-se do pressuposto de que realizar uma interpretação sociológica sobre o fenômeno significa, em primeiro lugar, saber encontrar o seu espaço na esteira da reestruturação produtiva neoliberal. E, em segundo lugar, o modo como ele pode ser relacionado a um entendimento mais geral sobre os sistemas integrados de gestão pós-fordistas. Estas pautas colocam na ordem do dia uma discussão sobre a presença da governança corporativa na sociedade brasileira contemporânea. Nesse escopo, coloca-se um papel preponderante nos atores do campo gerencial que, graças às suas qualidades seria responsáveis por garantir a adesão de todos aos objetivos, e a condução de acordo com os seus imperativos. Assim, metas e objetivos (e o próprio método em si) são referenciados através de princípios de legitimação e princípios de heteronomia. Estes princípios demarcam as mal traçadas fronteiras daquilo que chamamos de “sistema de pensamento” do coaching.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4215630