Espaço urbano

Um grito chamado silêncio - uma errância etnográfica da pegação à produção social dos parques Ibirapuera

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Guimarães, Eros Sester Prado
Sexo
Homem
Orientador
Franca, Isadora Lins
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Gênero
Sexualidade
Cidade
Violência
Resumo

A presente pesquisa configura-se em experimento etnográfico que permitiu elaborar uma reflexão acerca do processo de produção social do parque Ibirapuera na cidade de São Paulo no que se refere à temática da diversidade sexual. O ponto de partida da errância etnográfica foi o bosque aqui tratado por bananal, onde é contumaz e flagrante a presença de homens que se relacionam erótica e afetivamente com pessoas do mesmo sexo, muitas vezes em um registro de interação socioespacial aqui designado por pegação. No curso da pesquisa, contudo, uma série de outras instâncias produtoras de sentido e espaços foram acessados, tais como as reuniões do conselho gestor do parque Ibirapuera, rolezinhos, notícias, documentos institucionais, ativistas e outras áreas do parque. A remontagem da controvérsia envolvendo o "fechamento" do autorama se mostrou, ao longo da errância etnográfica, como um nó adensador de processos em um mosaico de relações entre atores/atrizes diversos/as. O debate inicialmente previsto sobre afeto e erotismo entre homens possibilitou adentrar os terrenos da produção negociada do espaço, fronteiras sociais, convenções de "público" e "privado", políticas sexuais, pânicos morais e violência. A pesquisa foi viabilizada por uma série de procedimentos metodológicos que incluíram trabalho de campo, entrevistas itinerantes e semi-estruturadas e análise documental. Os resultados apontam para a construção negociada e sexualizada de espaços "públicos" na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Mariana
Logradouro
Av. Pedro Álvares Cabral
Localidade
Parque Ibirapuera
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/991882

"Rolês", "closes" e "xaxos": uma etnografia sobre juventude, (homo)sexualidades e cidades

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Perilo, Marcelo de Paula Pereira
Sexo
Homem
Orientador
Facchini, Regina
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude
Homossexualidade
Espaço
Trânsitos
Regimes de Visibilidade
Resumo

Nesta tese de doutorado tenho por objetivo refletir sobre processos de mudança em regimes de visibilidade da homossexualidade no brasil contemporâneo e suas implicações na produção de espaços, relações e sujeitos. Para tanto, realizei trabalho de campo a partir das cidades de São Paulo e de Barretos entre 2013 e 2016. Nesse processo pude estabelecer contato e acompanhar os trânsitos, ou "rolês", de interlocutores que em geral eram adolescentes ou jovens com condutas homo ou bissexual, de estratos populares e moradores de periferias. Esse contato permitiu que eu observasse o modo como eles elaboravam espaços; constituíam relações; e produziam a si mesmos considerando restrições financeiras, dispositivos urbanos segregacionistas e possibilidades de represália em função da visibilidade de si e de seus afetos. Possibilitou, ainda, uma análise de transformações sociais cujos efeitos se tornaram mais expressivos a partir da década de 1990 no brasil, como a crescente visibilidade da homossexualidade na esfera pública; a proposição de políticas governamentais destinadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais; e a ascensão e especificação de um mercado voltado a tais sujeitos. Em meio aos trânsitos por/entre espaços junto a meus interlocutores, identifiquei algumas das maneiras pelas quais eles elaboravam e experimentavam as cidades pelas quais o "rolê" os levava, seja compondo distintos estilos corporais, investindo em carreiras artísticas, tornando-se militantes ou articulando redes de suporte e proteção (como as "famílias lgbt"). A visibilidade de si e de seus afetos, a composição de estilos corporais e o trânsito em grupos compõem o "close", que não raro é marcado por situações de violência contra esses adolescentes e jovens ou entre eles, os "xaxos". A reflexão sobre meus interlocutores, a partir de etnografia focada em seus deslocamentos pelo espaço urbano e atenta aos diferentes regimes de visibilidade em que se inseriam, contribui para o conhecimento sobre processos de constituição mútua de espaços, relações e sujeitos e sobre mudanças nas convenções sociais de gênero e sexualidade no brasil contemporâneo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Barretos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2016
Localização Eletrônica
https://core.ac.uk/download/pdf/296892906.pdf

O "fim da cracolândia": etnografia de uma aporia urbana

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Trinta, Deborah Rio Fromm
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Ronaldo Rômulo Machado de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Drogas
Crack
Cracolândia
Cristolândia
Programa de Braços Abertos
Resumo

A partir de um estudo etnográfico (2011-2015) realizado na região do centro de São Paulo conhecida e estigmatizada como Cracolândia, a presente pesquisa pretende investigar como essa territorialidade se consolidou, nos últimos anos, como um impasse. Problema político, social, urbano e espiritual; de saúde e de higiene, a questão da Cracolândia coleciona, ao longo da última década, várias tentativas das distintas gestões municipal, estadual e federal de suprir a difusa demanda pelo seu fim. Constata-se que esse constructo da Cracolândia como um "problema" em si mesmo, endossado pela trama institucional local, alimenta e é retroalimentado pela produção de uma aporia urbana. Na tentativa de cercar o problema analisado, a metodologia utilizada abarca a análise de situações de campo, cenas descritivas, trajetórias e percursos individuais. Ao olhar para as trajetórias e agenciamentos desses personagens urbanos conhecidos como usuários de crack, o impasse é deslocado, emergem novos elementos e os termos do debate são redefinidos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Central
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/984241

"Lá, sendo o lugar deles, é também o meu lugar": pessoa, memória e mobilidade entre os Pankararu

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lovo, Arianne Rayis
Sexo
Mulher
Orientador
Arruti, José Maurício Paiva Andion
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Pessoa
Memória
Casa
Mobilidade
Índios Pankararu
Resumo

Busco analisar nesta dissertação a noção de pessoa, memória e mobilidade entre os Pankararu, população indígena localizada na TI Pankararu, na aldeia Brejo dos Padres, em Pernambuco, e na favela do Real Parque, em São Paulo. Privilegiando a trajetória de uma história de família que vivenciou durante trinta anos esse “trânsito” entre aldeia e cidade, esse trabalho busca compreender os sentidos que a mobilidade adquire para o grupo. A mobilidade é aqui compreendida como um modo de produção de vida, ou seja, uma maneira específica de habitar o mundo. Ela põe em relação diferentes agentes (Estado, indígenas, não indígenas) e agências (memória, cura, encantados, saberes, sofrimento) produzindo novas territorialidades. Ao mesmo tempo, busco compreender aspectos relevantes da cosmologia e organização social do grupo. Para isso, alguns elementos como a casa, a memória, o asseio e o sofrimento são importantes pois se encontram intimamente interligados, nos dando subsídios para alargar nossa compreensão sobre a noção de pessoa Pankararu.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Tacaratu
Localidade
Aldeia Pankararu Brejo Dos Padres
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Morumbi
Localidade
Favela do Real Parque
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/983586

Política dos "improváveis": percursos de engajamento militante no movimento nacional da população de rua (MNPR)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Melo, Tomas Henrique de Azevedo Gomes
Sexo
Homem
Orientador
Neves, Delma Pessanha
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Niterói
Programa
Antropologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Antropologia Política
Movimentos Sociais
Movimento Nacional da População de Rua
População em Situação de Rua
Resumo

Esta tese de doutorado se ocupa primordialmente do engajamento militante de pessoas que atuam no movimento nacional da população de rua (MNPR). Concentra-se no processo de formação social da população em situação de rua enquanto sujeito de direitos em organização referida como movimento social e que desponta publicamente apresentando demandas e pauta política para intervir nas dinâmicas de formulação, planejamento e execução de serviços acenados pela condição de políticas públicas.Trata-se de demonstrar as formas pelas quais esta mobilização se tornou possível, bem como, quais fatores foram intervenientes e configurados a permitir a emergência do segmento como tema de debates e intervenção por parte da gestão pública. Seu objetivo é etnografar os sentidos atribuídos à ação política assumindo as especificidades da vida nas ruas como eixo central que interfere e dinamiza justificativas para o engajamento, desafios da mobilização, assim como modos de fazer e pensar a política, tratada aqui etnograficamente, segundo os usos dos sujeitos e os sentidos que atribuem a práticas designadas como políticas. A partir do trabalho de campo realizado entre os anos de 2009 e 2016, vale-se de registros empíricos obtidos através de entrevistas com militantes, discursos e debates em eventos públicos, além do acompanhamento de suas atividades de mobilização concentradas em algumas de suas coordenações nacionais (Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador). Verifica-se que a existência do MNPR confronta impressões sobre segmentos sociais considerados como improváveis para a participação política. Tal improbabilidade é justificada em virtude das condições materiais de suas vidas e da falta de vínculos hegemonicamente desejados, reconhecidos na existência do domicilio e do trabalho fixo, educação formal, vínculos familiares, sobriedade e legalidade. Em contraponto, o processo de organização do MNPR constitui-se na produção de outros quadros institucionais que não passam pela adesão a esses valores, mas por sua subversão, ao apresentarem uma alteridade radical entre a experiência de vida nas ruas frente a experiência de vida domiciliada. Esta forma de agenciamento da alteridade proporciona as condições para passar do estigma ao prestígio, ao projetarem a experiência de vida na rua como algo valioso, que deve ser reconhecido como forma de garantir participação nos espaços de gestão que se referem à intervenção em suas vidas, seja nas ruas ou nos serviços a eles destinados. O desafio aqui enfrentado trata de concepções sobre a dignidade humana e quem são as pessoas que tem o direito ou não de exercê-la integralmente. É através da luta política que se pretende alcançar o reconhecimento de seu estatuto enquanto "sujeito", "ser humano como outro qualquer", digno de ser escutado, levado em consideração e exercer plenamente seus direitos de participação. Ao passo em que é o desprestígio deste reconhecimento enquanto ser humano que coloca suas condições de participação sob suspeita. Em contrapartida, é a produção de reconhecimento social enquanto sujeitos de direitos para alçar a condição de ator político legítimo, que figura como principal instrumento para fazer provar o estatuto de ser humano, igual aos demais, em condições de exercer plenamente a cidadania.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Curitiba
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
2009-2016
Localização Eletrônica
http://ppgantropologia.sites.uff.br/?page_id=3971

Renda e Migração na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Canettieri, Thiago
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
67
Página Final
78
Idioma
Português
Palavras chave
migração intrametropolitana
faixas de renda
Região Metropolitana de Belo Horizonte
expansão urbana
Resumo

As migrações intrametropolitanas representam importante elemento de análise para compreensão da expansão urbana das metrópoles brasileiras. Este artigo tem por objetivo apresentar a análise da função que a renda desempenha na decisão da migração intrametropolitana no contexto da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com base nas informações censitárias disponibilizadas pelo IBGE para os Censos de 2000 e 2010 foram consideradas as migrações no contexto interno da região metropolitana, sendo considerado o fluxo migratório da cidade principal (Belo Horizonte) para os outros municípios e o fluxo dos outros municípios para a cidade principal, organizando as informações de acordo com a renda. Os resultados encontrados tanto para 2000, quanto para 2010, mostram que Belo Horizonte experimenta saldos migratórios diferentes, que variam de acordo com a renda.  

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2000-2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/132

O que se passa em Caaguazú?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Carlos Freire da
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Côrtes, Tiago Rangel
Sexo:
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
59
Página Final
74
Idioma
Português
Palavras chave
monocultivo da soja
Caaguazú
êxodo rural
Resumo

Este artigo parte da constatação de que muitos dos migrantes paraguaios que se inseriram em São Paulo a partir da década de 2000 são de Caaguazú, uma região em que a economia é predominantemente rural. Desse modo, busca-se, a partir da trajetória de um jovem migrante, compreender as razões que têm levado muitas pessoas desta região a migrarem para São Paulo em busca de novas oportunidades. Serão abordadas questões relativas ao monocultivo da soja, à concentração de terras e ao êxodo rural. Além disso, trataremos dos impactos da migração na economia local de Caaguazú. O trabalho de campo foi realizado em São Paulo, onde se deu o primeiro contato com o migrante em uma oficina de costura, e em Repatriación, sua cidade natal, para a qual ele retornou para lavrar a terra após o trabalho com a costura.  

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Repatriación
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Paraguai
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/120

Migrantes na costura em São Paulo Paraguaios, bolivianos e brasileiros na indústria de confecções

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Côrtes, Tiago Rangel
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Silva, Carlos Freire da
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i74.119
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
indústria de confecções
subcontratação
migração transnacional
Resumo

O objetivo deste texto é discutir a inserção de migrantes transnacionais na costura. Defende-se que os problemas relacionados às condições de trabalho, às violações e situações a que são submetidos os trabalhadores não decorrem da origem nacional dos migrantes, mas sim do modo como se associa a migração à organização do trabalho nessa indústria reestruturada. A primeira parte do texto aborda a afinidade existente entre os modos como se estruturam a produção pulverizada de vestimentas em oficinas de costura e os atuais fluxos migratórios transnacionais. Num segundo momento são traçadas algumas comparações entre a organização de oficinas de costura de bolivianos, paraguaios e brasileiros e o perfil de seus trabalhadores, sendo que o grande diferencial das oficinas de migrantes se deve ao modo pelo qual se articulam as condições de trabalho, a moradia e a intermediação migratória. Ao considerar a presença de paraguaios no setor, busca-se deslocar a problematização étnica ou da origem nacional desses trabalhadores e evidenciar o funcionamento desse mecanismo de exploração de trabalho que, ao mesmo tempo, permite a inserção de migrantes transnacionais na vida urbana de São Paulo.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/119

Paraguaios em São Paulo: Uma história e um retrato

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Côrtes, Tiago Rangel
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i74.113
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
1
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
migração paraguaia
perfil migratório
história migratória
Resumo

O objetivo deste artigo é apresentar, de forma introdutória, a história da migração paraguaia para a Região Metropolitana de São Paulo e, em seguida, o perfil, segundo o Censo de 2010, das pessoas nascidas no Paraguai residentes na RMSP, de modo a realizar uma análise da heterogeneidade dessa população. Sugere-se que os aspectos que consolidaram essa migração para São Paulo foram engendrados na ditadura de Alfredo Stroessner, com a perseguição massiva dos opositores ao governo, com a aproximação e intercâmbio entre o governo brasileiro e o paraguaio e, por fim, com a reestruturação fundiária do Paraguai e o consequente êxodo rural. Segundo os dados estatísticos apresentados, a migração paraguaia cresceu exponencialmente a partir da segunda metade dos anos 2000, concomitante às crises em outros países de destino dos paraguaios. O perfil dos migrantes recentes é de jovens, majoritariamente homens, com baixa escolaridade, que trabalham com costura, vivem na Vila Medeiros, Bom Retiro e arredores e Vila Any, em Guarulhos.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/113

A cidade dos picos: a prática do skate e os desafios da citadinidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Machado, Giancarlo Marques Carraro
Sexo
Homem
Orientador
Magnani, Jose Guilherme Cantor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2018.tde-26032018-122700
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Skate
Citadinidade
Cidade
Espaços Urbanos
Antropologia Urbana
Resumo

A presente tese revela como a citadinidade é permeada por múltiplas configurações, enquadramentos, agenciamentos e contradições, além do jogo relacional entre "estratégias" e "táticas" que ocorre numa São Paulo considerada a partir de uma perspectiva citadina. A realização do skate de rua (street skate) constitui-se como foco de uma investigação que o trata não apenas como uma prática multifacetada que transcorre no urbano, mas, igualmente, como sendo uma própria prática do urbano transposta por resistências, transgressões, conflitos e negociações, enfim, por posicionamentos díspares frente às governanças que são feitas dos espaços da cidade. Desta forma objetiva-se analisar como os skatistas embaralham certos ordenamentos urbanos e põem em suspensão "embelezamentos estratégicos" de uma cidade gerenciada como mercadoria e voltada para práticas de cidadania que são englobadas sobretudo por lógicas de consumo. As abordagens etnográficas aqui contidas revelam ainda como jovens citadinos questionam premissas que permeiam "lugares próprios" marcados por esperadas univocidades e estabilidades por meio de suas artimanhas, percepções, maneiras e experiências e contribuem, assim, para a redefinição do espaço enquanto um "lugar praticado" com a apregoação de novas leituras e valores simbólicos. A São Paulo do skate, portanto, apresenta-se não como uma realidade definida a priori, como algo acabado e definido, mas em permanente construção em razão de seu caráter relacional e situacional.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-26032018-122700/pt-br.php