Mobilidade urbana

Mobilidade espacial da população e urbanização dispersa: regionalização do cotidiano na aglomeração urbana de Piracicaba-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alves, Jose Diego Gobbo
Sexo
Homem
Orientador
D'Antona, Álvaro de Oliveira
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Limeira
Programa
Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Urbanização dispersa
Dispersão urbana
Mobilidade espacial
Regionalização do cotidiano
Aglomeração urbana de Piracicaba
Resumo

As diferentes formas de mobilidades (espacial, virtual e imaginária) se relacionam com processos de dispersão urbana em curso em diversos países. O dia a dia das pessoas acaba por transbordar os limites político-administrativos do município de residência e o cotidiano se regionaliza. O objetivo desta dissertação foi analisar a mobilidade espacial da população e a dispersão urbana, discutindo seu papel para a regionalização. O recorte geográfico de análise é a Aglomeração Urbana de Piracicaba. Localizada no interior paulista, a AUP conta com 23 municípios e foi institucionalizada pelo governo do Estado de São Paulo em 2012. A AUP foi discutida a partir da ideia de arte-fato, ou seja, um artifício analítico e um fato regional. Para análise de mobilidade foram utilizados dados secundários de pendularidade e migração dos Censos Demográficos de 2000 e 2010, por municípios. Métricas espaciais aplicadas à grade estatística foram utilizadas para a mensuração da distribuição da população em um período de urbanização dispersa, enquanto modo de vida e dispersão urbana, enquanto a forma das cidades. Elementos importantes constituintes dos fenômenos da dispersão urbana e da regionalização do cotidiano foram encontrados, tais como um aumento na pendularidade – a qual aumentou cerca de 250%. Tais fluxos apresentam uma lógica de agrupamento, sobretudo entre municípios próximos espacialmente. As métricas espaciais e de análise da paisagem utilizadas indicaram diferentes intensidades do processo de dispersão urbana nos municípios pertencentes à AUP, sobretudo as cidades de médio porte como Piracicaba, Limeira e Araras, tendo as rodovias um papel importante como vetor e produto da dispersão. O New Mobilities paradigm apresentou-se como um importante conjunto teórico para pensar a dispersão urbana como um modo de vida da sociedade contemporânea aliado às diferentes formas de mobilidade.

Referência Espacial
Cidade/Município
Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9010278

Metroshopping: uma etnografia sobre os ambulantes do metrô do Recife

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ribeiro, Rafael Soares
Sexo
Homem
Orientador
Fontes, Breno Augusto Souto Maior
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Recife
Programa
Sociologia
Instituição
UFPE
Página Inicial
10
Página Final
125
Idioma
Português
Palavras chave
Informalidade
Organização
Sociabilidades
Resumo

A cada dia, o comércio informal cresce exponencialmente, configurando-se como uma válvula de escape e uma saída de emergência para centenas de pessoas desempregadas, ou para aquelas que não se enquadram com as exigências do mercado formal e para outras que optam por uma via de empreendedorismo. Recentemente, os complexos metroviários se tornaram um espaço frutífero para esses trabalhadores. Esta forma de comércio varia de quiosques montados próximos das plataformas até vendedores ambulantes que percorrem a extensão do transporte e das plataformas vendendo suas mercadorias. São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Recife retratam os diferentes tipos de comércio dentro das estações de metrô. Tendo em vista este cenário, o objetivo dessa pesquisa foi observar, descrever, analisar e interpretar os arranjos e a estrutura social construída pelos ambulantes que atuam no sistema metroviário do Recife. Além das ações guiadas pela imersão do ambulante na estrutura, procurou-se ressaltar as atuações, as performances e suas estratégias nas ações econômicas desses ambulantes. Descrevi em relação à organização os posicionamentos dos ambulantes na rede social criada por eles, categorizando-os em fixos, semifixos, ambulantes e siris. Nestas posições destacam-se a função de cada um em relação às formas de agrupamento, as normas estabelecidas, as estratégias de venda e de segurança, as performances e, para alguns, os circuitos de venda. Por fim, descobri que os alicerces fundamentais para a existência de uma rede de ambulantes são os processos que envolvem as sociabilidades e o dom.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/43028

Findas linhas: circulações e confinamentos pelos subterrâneos de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Moreira, Fábio Mallart
Sexo
Homem
Orientador
Telles, Vera da Silva
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Página Inicial
17
Página Final
270
Idioma
Português
Palavras chave
Prisões
Manicômios judiciários
Estado
Psicofármacos
São Paulo
Resumo

Esta tese, tendo como base pesquisa etnográfica realizada em distintos espaços institucionais, assim como em zonas urbanas de São Paulo, explora as circulações e os confinamentos aos quais são submetidas determinadas populações da cidade, destacando-se as ressonâncias entre diferentes territórios da urbe contemporânea. Para tanto, mobilizam-se linhas de vida, as quais atravessam instituições de acolhimento para crianças e adolescentes, periferias, áreas urbanas como a chamada Cracolândia, prisões, unidades de internação da Fundação Casa, centros de atenção psicossocial, manicômios judiciários, comunidades terapêuticas, entre outros tantos lugares e aparatos estatais que, em suas conexões, delineiam um continuum entre punição, repressão e controle; saúde, assistência e cuidado. Desse ângulo, o que emerge no horizonte é a imagem do arquipélago e suas múltiplas ilhas – abertas, porosas e ressoantes. Nessa direção, busca-se alargar as ponderações referentes à porosidade da prisão, visando apreendê-la a partir de seus atravessamentos e suas fragmentações. Partindo de estudos que demonstraram a potencialidade de se pensar os bairros periféricos em continuidade analítica com o cárcere, por um lado, visa-se ampliar o argumento, evidenciando que a máquina carcerária é apenas uma peça no interior de um vasto circuito, perspectiva que possibilita deslocamentos não só analíticos, mas também políticos. Na medida em que as prisões, juntamente com os manicômios judiciários, constituem as bases do prisma através do qual vislumbra-se o arquipélago, faz-se necessário uma abordagem detalhada dos canais e dutos que os conectam, fazendo passar – de um lado ao outro – tecnologias, práticas, populações e repertórios. Por outro lado, após seguir os fluxos que implodem as muralhas, trata-se de relançar a discussão sobre a porosidade para o interior dos muros. Todas as vezes que se disser "a prisão", reflexão que pode ser estendida para outras instituições de controle, por exemplo, os manicômios judiciários, deve-se ter em mente que esta se decompõe em vários espaços-tempo – castigos, seguros, pavilhões, regimes de observação –, os quais distribuem corpos, torturas, água, luz, ar e psicofármacos de forma diferencial. Nesse ponto, defrontamo-nos com os subterrâneos, espaços encobertos de certo segredo, por vezes escondidos atrás de chapas de aço, de pavilhões ou de paredes duplicadas. Lugares de supressão e excesso, onde permanecem homens e mulheres – quase vivos; quase mortos – sem fala, com palavras indecifráveis ou pela metade, refletindo os efeitos de uma política do definhamento, cuja imagem que a ilustra é o fazer babar.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-30102019-185218/pt-br.php

Vidas supérfluas: a invenção da pressa

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guisard, Luis Augusto de Mola
Sexo
Homem
Orientador
Totora, Silvana Maria Correa
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Pressa
Vida supérflua
Motoboy
Resumo

O objetivo da tese foi compreender como se originou a pressa como marca da vida urbana contemporânea e procurar por possibilidades de resistências a essa hegemonia. A motivação para a pesquisa foi um sentimento particular de incômodo com a pressa como valor universal: a pressa deslocada de sua função natural para atender urgências próprias da vida, como é a urgência de um animal em fuga, de uma criança para ir ao encontro da diversão ou a de um salva-vidas. A pressa na vida urbana é constante, o que não parece corresponder aos impulsos vitais do homem. É algo que vem de fora, surgido em algum momento da história. Tendo como hipótese que essa pressa que vivenciamos, alheia à nossa natureza, nega os valores da vida, o trabalho consistiu em um estudo genealógico da pressa. Para essa análise genealógica foi sempre presente a ideia de que é necessária uma postura extemporânea, de não adesão aos valores vigentes, como forma de tornar possível uma crítica ao valor pressa. Para atingir essa finalidade, dois principais autores foram consultados: Nietzsche e Foucault. O primeiro deu toda a base para enfrentar a tarefa de tentar compreender a pressa em sua devida dimensão e o segundo permitiu esquadrinhar os elementos da construção histórica da pressa, inclusive no período mais recente: ao longo do século XX. Como recurso de análise foi usada a figura do motoboy, profissional acelerado de nossa metrópole paulistana, como metáfora de uma vida supérflua, refém de uma pressa produtiva que atende a uma urgência que é do capital e não da vida. O motoboy é a metáfora da aceleração que, não obstante, atinge todos nós. Com a análise, foi possível chegar à ideia de que a pressa foi uma construção história. Ela atende à racionalidade contemporânea, a qual já se insinua na valorização do mundo inteligível em detrimento do mundo sensível da tradição socrático-platônica e chega à ordem neoliberal do século XX, com a formatação do homem-máquina, empresário de si, envolto em um espírito de gravidade. Mais animadora e menos sisuda é a conclusão de que já houve uma forma de sociedade em que a pressa constante não dominava, a do período trágico, e, no presente, há indícios de resistência à pressa, como a representada pelos movimentos que afirmam a lógica do devagar. O Zaratustra de Nietzsche já dizia: “Não é com a ira que se mata, mas com o riso. Eia, pois, vamos matar o espírito de gravidade!”.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XX-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4578708

Uma cidade dos homens: etnografia de um salão masculino na periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Diniz, Gregorio Zambon
Sexo
Homem
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
São Paulo
Etnografia
Periferia
Circulação
Trajetórias
Resumo

Sob o signo da heterogeneidade das periferias, tratadas enquanto territórios de uma cidade e todas as suas complexidades, esta dissertação busca, em um primeiro momento, descrever a própria feitura do trabalho e suas metodologias, marcadamente a minha entrada em campo mediante uma metodologia etnográfica, iniciando uma pesquisa em um salão masculino localizado na periferia leste de São Paulo. É a partir deste salão, bem como de meus deslocamentos pela cidade, fortemente marcados pela utilização dos trens e metrô, que se dão os meus pontos centrais de observação. Neste sentido, discorro sobre as normalidades e cotidiano do salão, tomando os quatro cabeleireiros como indivíduos centrais da pesquisa. Desse modo, além de remontar suas trajetórias de vida, tentei apreender os conhecimentos a partir das histórias que ouvia, remontando e analisando, assim, os motivos e motivações pelos quais os indivíduos circulam na cidade, a relatividade do dinheiro, valores e valorações, bem como elucidar uma cidade dos homens.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12740

Mobilidade urbana: uma análise sociológica das ciclovias e ciclofaixas na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tarikian, Fabio Scaringella
Sexo
Homem
Orientador
Borin, Marisa do Espirito Santo
Ano de Publicação
2017
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidade urbana
Transporte urbano - São Paulo (cidade)
Ciclovias
Ciclofaixas
Resumo

Tendo como pano de fundo a análise acerca do processo de evolução do espaço urbano e suas principais especificidades ao longo do desenvolvimento histórico e social na cidade de São Paulo, a presente dissertação faz uma análise sociológica sobre as recentes medidas e políticas de incentivo ao uso de transporte ativo, em especial o sistema cicloviário, que recebeu significativo incremento nos últimos anos. Partindo-se de ferramental multidisciplinar, com especial ênfase na teoria do ‘direito à cidade`, buscou-se aprofundar o conhecimento sobre o modelo de evolução urbana na cidade de São Paulo, para correlacioná-lo com padrões de organização de mobilidade e transporte, tido como um dos principais problemas do município atualmente, para, enfim, analisar seus efeitos e consequências sobre a vida social em vista da mobilização em torno da apropriação ou reconquista do espaço público urbano

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20605

Deslocamentos laborais, espaços de vida e projetos de autonomia: trajetórias de mobilidade em Santa Lúcia – SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Salata, Rosemeire
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreira, Darlene Aparecida de Oliveira
Ano de Publicação
2017
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP-ARAR
Idioma
Português
Palavras chave
Deslocamentos Laborais
Mobilidades
Redes sociais
Novos núcleos familiares
Projetos de Autonomia
Resumo

Este trabalho teve como objetivo central a compreensão dos significados das práticas migratórias em um contexto de trabalho reestruturado nos canaviais paulistas. Para tanto, pesquisa empírica foi realizada no pequeno município de Santa Lúcia–SP, inserido na economia canavieira regional e, mais especificamente, no Bairro Nova Santa Lúcia, onde é notável a presença de um “campesinato móvel”, oriundo majoritariamente do município de Gonçalves DIAS–MA. A partir da reconstrução de trajetórias de mobilidade foi possível demonstrar as reconversões laborais e espaciais que ocorreram pari passu às reconfigurações do trabalho canavieiro. Na localidade paulista, reconstruíram-se redes de relações e espaços de vida, conformando um processo de ampliação dos lugares de pertença daqueles que se deslocam. Neste contexto, o principal sentido do qual estão investidas as práticas migratórias é a reprodução da família e da casa. A construção de casas de moradia na localidade paulista foi pensada não apenas em sua materialidade, mas como construtora de relações morais, centradas em novos casais e filhos. A construção de autonomia dos novos núcleos familiares desvelou-se, inclusive, nas práticas de consumo e na valoração positiva atribuída ao trabalho em São Paulo. Para a realização da pesquisa as redes sociais foram importantes operadores metodológicos, orientando o reconhecimento das próprias redes de relações existentes e, deste modo, foram privilegiadas perspectivas teóricas e metodológicas que tivessem nos símbolos e valores correntes entre os migrantes seu ponto partida.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Santa Lúcia
Bairro/Distrito
Bairro Nova Santa Lúcia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.bing.com/ck/a?!&&p=285734806efedcd3JmltdHM9MTcxOTYxOTIwMCZpZ3VpZD0zODdiOTJmOC1mMjU2LTZjNTMtMzA2NS04MTU4ZjMzZjZkZGImaW5zaWQ9NTE5Mw&ptn=3&ver=2&hsh=3&fclid=387b92f8-f256-6c53-3065-8158f33f6ddb&psq=Deslocamentos+laborais%2c+espa%c3%a7os+de+vida+e

Política e Protesto no Brasil Recente: Uma Análise das Manifestações de Junho de 2013 na Cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lopes, Eser Azael Moreira
Orientador
Belieiro Junior, Jose Carlos Martines
Ano de Publicação
2018
Programa
Sociologia
Instituição
UFSM
Idioma
Português
Palavras chave
Protesto
Lulismo
Esquerda-direita
Junho de 2013
Manifestações de rua
Resumo

O presente trabalho apresenta uma análise das dimensões políticas das chamadas "manifestações de rua de junho de 2013" no Brasil, tendo como campo empírico a cidade de São Paulo/SP, local onde os atos se iniciaram através de protestos contra o aumento das passagens de transporte público e se espalharam por todo país através da circulação de informação via redes sociais. Através de dois meios midiáticos distintos (Folha de São Paulo e Mídia Ninja), além de dados coletados por pesquisas de opinião pública, procurou-se concentrar a análise nas manifestações políticas e ideológicas desses atos, levando em consideração a dicotomia direita-esquerda. Percebeu-se que, deste ponto de vista, os protestos de junho em São Paulo tiveram três momentos distintos: iniciaram com atos de um grupo organizado com inclinação ideológica de esquerda, o Movimento Passe Livre (MPL); logo após, alcançaram a opinião pública e se massificaram, espalhando-se por todo o país, impulsionados pelo fenômeno das redes sociais, levando para as ruas uma ampla e heterogênea massa de manifestantes com pautas, demandas e perfis sociais diversos, fazendo surgir, por sua vez, um cruzamento de ideologias nas ruas de São Paulo. Os perfis ideológicos distintos, por seu caráter divergente, motivaram vários conflitos, um deles ocorreu de maneira explícita colocando em antagonismo alguns grupos de esquerda e uma parte de manifestantes que se intitulava apartidária ou antipartidária; este terceiro e último momento acabou por separar e fragmentar os atos na cidade. Entende-se com isso que os protestos de junho indicaram uma cisão ideológica que se acentua no decorrer dos anos no país, mas que, embora de forma ainda inicial, já estava posta nas ruas durante os atos daquele mês. Quando os protestos se massificaram e se espalharam pelo país, o governo federal, dirigido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), passou a entrar em pauta como alvo dos manifestantes. Entende-se que isto se dá pelo caráter contraditório de governo que foi adotado pelo partido e pelos episódios de corrupção, que entraram para a crítica da opinião pública. Este caráter contraditório dos governos petistas entende-se aqui como fenômeno do lulismo, caracterizado por uma reforma gradual centrada em um pacto conservador. Argumenta-se que tal fenômeno é posto em evidência durante os atos de junho por uma grande parcela dos manifestantes, rejeitando tal proposta política para o Brasil.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6768082

A Amoaluz na senda das redes da indignação: periferia/centro na metrópole de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mazarini, Ana Carolina Lirani
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Edemir de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Marília
Programa
Sociologia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Redes De Indignação
Planejamento Urbano
Movimentos Sociais Urbanos
Ator Social e Coletiva
Associativismo Civil
Resumo

O planejamento urbano contemporâneo trouxe para a pauta uma nova morfologia de cidade: a chamada cidade global, que, por meio de operações urbanas e projetos de requalificação, redefine os espaços públicos urbanos visando um mercado consumidor que tem como interesse chave a consolidação dos fluxos econômicos e de comunicação necessários aos mercados financeiros. A cidade de São Paulo, ao adentrar nessa mesma lógica, trouxe para a cidade e, no caso aqui estudado, para o centro da cidade, operações e projetos como o projeto Nova luz, que surgiu com o intuito de proporcionar, por meio da especulação imobiliária, a retomada do centro para as classes mais altas paulistanas e para o capital estrangeiro –deixando sua atual população, a maioria moradores de baixa renda, fora dos planos da prefeitura para a região. Como uma força externa e ameaçadora, o projeto fez surgir no centro de São Paulo novas sociabilidades entre os diversos atores coletivos presentes na região. Através de uma rede de associativismo civil, esses atores formaram uma associação intitulada Amoaluz, com o intuito de confrontar com o poder público e estabelecer resistências políticas e culturais aos projetos oficiais, para assim construir um projeto de renovação urbana menos espoliador. Tomando como características as novas tendências de mobilização contemporâneas, a associação se formou a partir da solidariedade de múltiplos atores e construiu pautas que abrangeram várias demandas sociais, porém, carregando consigo uma fragilidade temporal característica dos movimentos oriundo dessa nossa modernidade líquida. Assim, por meio de uma descrição densa da associação e da análise das conjunturas sociopolíticas, este trabalho pretende analisar as novas sociabilidades que surgiram dentro do bairro, com o intuito de conseguir captar a natureza dessas novas redes de associativismo civil e seus impactos em termos de alterações políticas e sociais, tendo como base teórica a corrente francesa dos estudos de movimentos sociais.

Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
NI
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=4767225

“Shopping trem”: uma análise das atividades de trabalho informal no interior das composições da linha 8 (diamante) da CPTM

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Capelli, Rodrigo Dionisi
Sexo
Homem
Orientador
Lazzareschi, Noemia
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Vendedores Ambulantes
Setor informal (Economia)
Mercado de Trabalho
Linha 8 - diamante
CPTM
Resumo

Esta presente dissertação tem como intenção primordial, a análise da situação que se encontra o comércio no interior dos vagões das composições que cruzam parte da porção oeste da Região Metropolitana de São Paulo através da linha 8 (diamante) que faz parte da estrutura da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Para tanto, trabalhei a contextualização histórica do surgimento do fenômeno (trabalho informal) no qual meu objeto está inserido. A análise de obras que já conceituaram o fenômeno em conjunto com vários dias de observação do comércio no interior das composições, são o fundamento desse estudo que, espero, tenha conseguido descrever com fidedignidade o trabalho ali realizado que, apesar de ilegal, garante a subsistência daqueles que a praticam. Temos aqui, uma visão de como essas atividades ilegais se relacionam com a sociedade mais ampla. Através das observações de um trabalho de campo e de uma entrevista aplicada a um grupo desses trabalhadores, esta dissertação intentou em descrever e analisar o conjunto dessas relações

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5569590