Infância e juventude

“Uma Travesti pode ser advogada?”: O CIStema educacional e o desafio da permanência na escola de travestis e transexuais jovens moradoras da Rocinha, RJ

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Diego da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Sergio Luiz Baptista da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas em direitos humanos
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cisgeneridade
Transexualidade
Travesti
Escolarização
Escola
Resumo

A presente pesquisa de mestrado versa sobre a escolaridade de jovens travestis e mulheres transexuais. O objetivo do estudo é analisar quais fatores estão envolvidos nos processos de escolarização e expulsão escolar desse público, contrapondo a cisgeneridade como ponto de análise, não só pela pesquisa ser realizada e orientada por pessoas cisgêneras, mas como pela escola ser identificada enquanto um território cis-hetero-normativo. Para entender a cisgeneridade, tomo os estudos de Viviane Vergueiro como base. As jovens colaboradoras da pesquisa são oriundas do programa ViraVida, programa social que ocorre no território da Rocinha, cujo objetivo é atender adolescentes e jovens em situações múltiplas de vulnerabilidades sociais, para que seja possível a inserção social cidadã de suas/seus usuárias/os, por meio da elevação de escolaridade, desenvolvimento psicossocial e inserção produtiva no mercado de trabalho. Foi levantado o histórico de todas as travestis e transexuais ex-alunas do ViraVida e constatado que a maioria delas não permaneceu estudando ou finalizou o ensino médio. Para responder a questão mobilizadora da pesquisa – por que, em sua maioria, essas alunas trans e travestis abandonavam a escola e não conseguiam concluir sua escolarização? –, foram entrevistadas, segundo a metodologia de narrativas de vida, cinco alunas e ex-alunas do programa, travestis e transexuais, e, pelo método de entrevistas semi-estruturadas, quatro gestoras/es cisgêneras/os das escolas nas quais essas ex-alunas estudaram. A revisão bibliográfica dos estudos sobre o tema nas principais bases de dados e a discussão dos conceitos e categorias empregadas na pesquisa, tais como cisgeneridade, travesti, transexuais, abjeção e passabilidade, privilegiou autoras trans e travestis, como Luma Nogueira de Andrade, Jacqueline Gomes de Jesus, Megg Rayara Gomes de Oliveira, Adriana Sales, entre outras, na tentativa de não endossar uma epistemologia cis, promovendo diálogo com Foucault, Butler, Bordieu e Berenice Bento. O estudo das categorias de análise, inserção, acolhimento, permanência e expulsão na/da escola permite contrapor a visão das colaboradoras ex-alunas e suas respectivas gestoras, alinhadas à discussão de políticas públicas e direitos humanos na educação. Emerge também uma necessidade de problematizar o conceito de mobilização para educação, a partir dos estudos de Charlot. Entre os processos envolvidos na dinâmica de permanência e expulsão da escola, encontram-se a experiência de ter passabilidade cis para se encaixar no mundo e parecer “normal”, os problemas e estratégias para reconhecimento do nome social e uso do banheiro, o espaço escolar enquanto sociabilização, as situações de exclusão e inclusão, a EJA como uma alternativa de continuidade dos estudos e as doloridas vivências escolares cujos olhos cisgêneros não puderam apreender. Mesmo que parte da gestão/direção escolar se esforce na tentativa de construir uma ação de inclusão, essa tentativa não considera como parte problemática e causadora de desconfortos as características estruturais do pensamento cis-heteronormativo.

Referência Espacial
Zona
zona oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8353739

O meu lugar: potencialidades e resistências na relação dos jovens moradores da Rocinha com o seu território

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fernandes, Luana Almeida de Carvalho
Sexo
Mulher
Orientador
Bicalho, Pedro Paulo Gastalho de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas em direitos humanos
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude
Desigualdade social
Território
Direitos humanos
Política Pública
Resumo

A presente pesquisa-intervenção teve como objetivo problematizar a relação dos jovens moradores de favela com o seu território, a partir de suas próprias perspectivas. O estudo se justifica considerando que os estereótipos e preconceitos ligados à juventude da favela produzem uma imagem homogeneizada e estigmatizada, que contribui na manutenção de estruturas sociais desiguais e em justificativas para violações de direitos. Dialogar sobre o território possui uma importância política e de resistência frente aos preconceitos e estereótipos ligados à favela, que limitam a diversidade e as potencialidades desses lugares e das pessoas que residem nesses espaços. Para investigar essas questões foram acompanhadas atividades em grupo com jovens moradores da Rocinha e realizadas entrevistas. Os dados da pesquisa foram provenientes dos registros de diários de campo sobre as experiências dos encontros de grupo, análise documental dos textos e fotos produzidas pelos jovens. Os resultados servirão para auxiliar na compreensão das múltiplas realidades vivenciadas pelos jovens moradores de favela, podendo contribuir para elaboração de projetos e políticas públicas mais condizentes com as realidades e demandas desse público, na sua diversidade e potência, visando assegurar direitos e enfraquecer estruturas (re)produtoras de desigualdades.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8354385

Trajetórias juvenis: o trabalho como valor, o valor do trabalho.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
de Figueiredo, Viviane Giroto Guedes
Sexo
Mulher
Orientador
de Castro, Lucia Rabello
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Psicologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
juventude
trabalho
valor
precariedade
Resumo

A presente tese analisa o impacto das novas formas de estruturação produtiva na atual conjuntura do trabalho de jovens pobres; integrando; tanto uma discussão sobre o desafio contemporâneo do não-trabalho; como seus efeitos para esses sujeitos. Foram discutidas as exigências de uma mão de obra hiperqualificada decorrente dos avanços tecnológicos; especialmente nas duas últimas décadas; o que restringiu; significativamente; as oportunidades de inserção para os jovens pobres no Brasil; que em função da baixa e deficitária qualificação de que dispõem; correm o risco de se tornarem involuntariamente desnecessários e descartados do processo produtivo. Por meio de uma investigação empírica envolvendo Grupos de Discussão e Entrevistas Biográficas com jovens que vivem a situação de pobreza e de desigualdade social na cidade de Marília; interior do estado de São Paulo; foi discutido o significado que os jovens manifestaram em relação ao trabalho; quando se evidenciou uma dupla e contraditória mensagem: o valor atribuído ao trabalho é; ao mesmo tempo; grande como expectativa; e distante como realidade (realidade utópica). As expectativas em tornar a realidade do trabalho menos utópica; através de um ensino público de qualidade e cursos profissionalizantes; são enfatizadas; de modo que se possa contar com um diferencial efetivo para atender suas demandas de inserção que se encontram estagnadas; corroendo as esperanças de participação no processo produtivo; e alimentando o medo de ficarem indefinidamente invisíveis dentro desse processo. Os jovens manifestaram; ainda; a carência de espaços onde eles possam se expressar e compartilhar suas dificuldades; bem como contar com suportes sociais; que possam auxiliá-los a ressignificar suas trajetórias adversas no atual universo do trabalho.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Marília
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=132428

O outro lado da Rua Maria Antônia: a atuação das juventudes de direita em 1960

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Rafaela Mateus Antunes dos
Sexo
Mulher
Orientador
Ferreras, Norberto Osvaldo
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento estudantil
Juventudes
Direita
Ditadura militar
Brasil
Resumo

 

A proposta desse trabalho consiste em analisar a atuação das juventudes de direita no brasil, como força política, na década de 1960. Para isso, procurei dar ênfase à dois momento importantes desse período: os anos de 1960-1964 e o ano de 1968. Dessa forma, destaquei o papel dessas juventudes, principalmente relacionado ao meio estudantil, em dois momentos emblemáticos da década de 1960: a oposição à greve universitária por um terço, em 1962, que ocorreu em quase todas as universidades do país e o conturbado ano de 1968; de um lado, marcado por diversas manifestações estudantis em repúdio à ditadura, do outro, marcado pelo confronto entre estudantes da usp e do mackenzie na rua maria antônia em são paulo. Esses episódios demonstram a divisão que existia entre os universitários, caracterizada por diferenças ideológicas e políticas, e a disputa por posições importantes dentro do movimento estudantil. 

 

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Rua da Maria Antônia
Localidade
Mackenzie
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Localidade
USP
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1960-1968
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/14360?locale-attribute=en

Nas encruzilhadas da rebeldia: uma etnocartografia dos straightedges em São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bittencourt, João Batista de Menezes
Sexo
Homem
Orientador
Maroni, Amnéris Ângela
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2011.795669
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Etnologia
Cartografia
Jovens
Corpo
Antropologia urbana
Resumo

A pesquisa consiste numa etnocartografia das práticas adotadas e difundidas pelos straightedges de São Paulo, jovens que ganharam destaque no cenário musical punk/hardcore brasileiro por adotarem um estilo de vida pautado pela abstinência de drogas, sejam elas licitas ou ilícitas, como também por defenderem uma dieta vegetariana. Ao acompanhar garotos e garotas em diferentes espaços e situações, podemos compreender o straightedge como um território subjetivo mutável que ganha forma em determinadas situações, assumindo contornos menos ou mais totalizantes. Esse ponto de vista percebe a criação dos modos de existência dos jovens straightedges a partir das múltiplas conexões que estes realizam em seu cotidiano, descartando o modelo identitário das representações, que homogeneíza as práticas e os sentidos que lhes são atribuídos. Para realizar essa coleta do sensível, lancei mão do método etnocartográfico que, ao invés de interpretar, de traduzir os signos, pergunta sobre a emergência das estruturas de sentido. Se a etnografia permite ao pesquisador a aproximação de um grupo para obter uma melhor compreensão de suas práticas, a cartografia, por outro lado, o ajuda compreender os movimentos do desejo, a apontar as linhas de força, as intensidades e os afetos que o atravessam. Assim, consideramos crucial a junção dessas tradições que raramente são convidadas a dialogar. Com a utilização desse método foi possível obter uma leitura diferenciada do estilo de vida straightedge e das práticas que o compõem, percebendo esse fenômeno como resultado do embate entre fluxo e representação que sustenta a vida social.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/795669?guid=1665881230168&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665881230168%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d795669%23795669&i=1

Em defesa da juventude: a participação como meio de governo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Candotti, Fabio Magalhães
Sexo
Homem
Orientador
Santos, Laymert Garcia dos
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2011.841776
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia do conhecimento
Tecnologia - Aspectos sociais
Juventude - Política governamental
Educação
Cultura
Resumo

Nas últimas décadas, no Brasil como em outros tantos países, pode-se notar uma importante expansão e intensificação de preocupações e de soluções relativas ao governo dos mais jovens, principalmente daqueles que entram nas estatísticas da pobreza. Em meio a tal acontecimento, ao menos um grande consenso ganhou força e estabilidade, definindo um solo comum para controvérsias locais e globais. Trata-se da correspondência geral entre a dupla preocupação com a educação e com a socialização dos mais jovens e a dupla consideração das escolas e dos meios e programas culturais como soluções complementares entre si. Tomando por via de acesso pequenos e grandes acontecimentos da história moderna, a tese se dedica a analisar esse consenso justamente como algo que toma forma por meio dessa relação entre problemas e soluções, ou seja, em função dos saberes e das técnicas que os definem. E na medida em que os saberes em questão são voltados ao governo de coletivos e relações humanas, a descrição desse consenso implica uma análise de sua articulação com certas relações de poder, com um mundo vivo de forças que ele ajuda a ordenar mas que também o obrigam a ajustes imprevistos. Num primeiro momento, a tese descreve a maneira como um conjunto ou dispositivo técnico disciplinar opera a correspondência inicial entre um problema de educação e uma solução escolar. Em seguida, a análise se volta para a outra correspondência em questão, aquela entre um problema de socialização e uma solução cultural. Nesse caso, o conjunto técnico encontrado foi chamado de "participativo". Ao fim, e apresentada uma descrição do processo mais recente de generalização desse último dispositivo como eixo político do consenso posto como ponto de partida.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
n/i
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/841776?guid=1665880640281&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665880640281%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d841776%23841776&i=3

A periferia pede passagem: trajetória social e intelectual de Mano Brown

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Rogério de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Rego, Rubem Murilo Leão
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2012.879867
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Mano Brown
Hip-hop (Cultura popular)
Socialização
Racionais MC's
Movimentos sociais
Resumo

O presente trabalho discute a importância do movimento hip hop na transformação da vida de milhares de jovens das periferias das grandes cidades brasileiras. Para isso, analisa a trajetória social e intelectual de Mano Brown, líder do grupo de rap Racionais MC's. Defendemos que o movimento hip hop, mesmo com as suas contradições e incongruências, possibilita que os seus integrantes alcancem uma visão crítica do mundo, ganhem visibilidade social e, no limite, não adentrem no mundo do crime.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/879867?guid=1665875218100&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665875218100%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d879867%23879867&i=1

Grafite/Pixação: circuito e territórios na arte de rua

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rosane dos Santos Cantanhede Kaplan
Sexo
Homem
Orientador
Luciano Vinhosa Simão
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências da Arte
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Artes visuais
Arte urbana
Grafite
Pichação
Resumo

Este estudo tem como objetivo contribuir para a compreensão da origem das intervenções urbanas através do graffiti contemporâneo, sua expansão no Brasil e de que forma aporta ao circuito das instituições oficiais da arte. Orientamos o escopo de nossa pesquisa no sentido de acompanhar a expansão do fenômeno do graffiti como arte de rua no Brasil desde anos 1970 até o presente momento; o processo de crescimento dos dois vieses do graffiti (pichação e grafite) nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro; de que forma o graffiti se consagra como um novo gênero artístico junto ao circuito institucional; e como o ensino do graffiti vem sendo vinculado à projetos sociais. Partindo desse recorte recorremos à análise da origem desse movimento nos estados unidos; a expansão da pichação nas grandes cidades brasileiras a partir de um contexto urbano, e o graffiti como uma expressão juvenil que se impõe nesse cenário; assim como, aspectos e características da pichação em São Paulo e os processos de midiatização e hibridação cultural. Partindo de uma pesquisa documental, bibliográfica e de campo, buscou-se verificar as diferenças e contrastes entre a pichação e o grafite; quais os métodos de intervenção, técnicas, materiais e estilos; a análise histórica dos artistas pioneiros no graffiti na década de 1970 em São Paulo; assim como, o início do graffiti no Rio de Janeiro nos anos 1980. Por fim, procurou-se entender o propósito de iniciativas que visam a oferta de cursos e oficinas de grafite em projetos destinado aos jovens de comunidades de baixa renda no estado do Rio de Janeiro.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1970-2012

Os Emos da Galeria do Rock de São Paulo: cultura juvenil, tribalismo e comunidades estéticas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Livia Pagano Andreozzi Rosa
Sexo
Mulher
Orientador
Wallace de Deus Barbosa
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências da Arte
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescência
Identidade
Comunidades estéticas
Resumo

A presente dissertação tem como tema de pesquisa a cultura juvenil e a interação entre os jovens no interior dos grupos etários. Nossa análise se concentra na observação de universos gregários compostos por adolescentes que se agrupam em função de uma linguagem artística e em decorrência desta assumem para si uma identidade. Estes grupos vêm se multiplicando nas últimas décadas e atualmente estão inseridos no contexto das redes de relacionamento que valorizam o estar junto em torno de uma identidade estética. No caso estudado a manifestação artística é musical, o rock and roll e ritmos dissidentes. A pesquisa teve como foco o movimento emo na cidade de São Paulo, protagonizado por adolescentes frequentadores da galeria do rock. Este estudo registrou ainda a interação de integrantes deste movimento com os outros grupos similares no cenário urbano, revelando as múltiplas relações e pertencimentos estabelecidos entre os jovens e suas tribos.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2011

Entre as normas e a invenção: a atuação dos burocratas de rua nas medidas socioeducativas em meio aberto

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Marina Stefani de Almeida
Sexo
Mulher
Orientador
Gilda Figueiredo Portugal Gouvêa
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2015.949586
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas públicas
Burocracia
Jovens – Conduta
Assistência social
Resumo

Há décadas se discute a ineficiência da privação da liberdade como política no combate à criminalidade juvenil. O fracasso da política de encarceramento levado a cabo até a década de 80, que culminou com sangrentas rebeliões nas FEBENs paulistas, impulsionaram a adoção das medidas socioeducativas em meio aberto. Entretanto, a trajetória de implementação e execução das medidas socioeducativas em meio aberto não é livre de impasses e conflitos. São inúmeros os trabalhos na área a apontar para a execução de uma política burocrática, sendo o ciclo da implementação comumente considerado o grande vilão da política. Nesse contexto, essa tese analisa a implementação das medidas socioeducativas em meio aberto no Estado de São de Paulo. Para tal, acompanhamos a execução da política em três municípios paulistas com portes diferenciados — Ribeirão Preto, Franca, Patrocinio Paulista — e que apresentam dilemas de gestão diversos. O objetivo da tese é demonstrar os impasses dessa política pública por meio da observação da sua implementação, vendo na atuação do burocrata de nível de rua um meio privilegiado de análise, local de encontro das normas burocráticas, das instituições, dos elementos contextuais, dos recursos públicos. Na análise dos documentos e leis que definem formalmente a política observamos lacunas e imprecisões, o que dá grande margem de atuação ao executor direto dessa política, o orientador de medida. Na observação dos contextos institucionais salta aos olhos a heterogeneidade de formatos nos municípios analisados, indicando grande peso dos fatores institucionais e organizacionais locais na definição da política. Portanto, os documentos do ciclo da elaboração da política socioeducativa em meio aberto fornecem somente diretrizes gerais, sendo que a política vai se acomodando aos contextos locais ao longo da cadeia de implementação. Entretanto, a observação das práticas dos burocratas executores da política nos leva novamente a fase de elaboração e constituição das políticas, uma vez que o maior constrangimento da ação dos burocratas no exercício da política é a fragilidade da política de juventude no Brasil. A política socioeducativa em meio aberto coloca sobre a atuação do orientador de medida grandes expectativas e abandona esse burocrata na difícil tarefa de resgatar jovens em situações de grande vulnerabilidade sem o apoio de uma efetiva política de juventude implantada, que abarque a educação, lazer, cultura, trabalho, profissionalização. Portanto, ainda que na análise da implementação da política socioeducativa em meio aberto tenha grande impacto os fatores institucionais e a atuação do burocrata de nível de rua, a pesquisa apontou como o grande vilão da política a ausência de uma política de juventude intersetorial implantada no país, a indicar aos jovens das classes populares que é possível uma trajetória de inserção virtuosa na excludente sociedade brasileira.

Referência Espacial
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Franca
Patrocínio Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
A partir de 1990
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/949586?guid=1665793330913&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665793330913%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d949586%23949586&i=1