Pobreza e desigualdade

Medo do Crime, Desordens e Coesão Social no Distrito Federal

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Costa, Arthur Trindade M.
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Durante, Marcelo Ottoni
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136020011
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
613
Página Final
637
Idioma
Português
Palavras chave
Medo do Crime
Desordens
Coesão Social
Serviços Públicos
Distrito Federal
Resumo

Neste artigo analisamos o medo do crime entre os moradores do Distrito Federal utilizando os dados da Pesquisa Distrital de Vitimização, realizada em 2015. Inicialmente apresentamos as principais abordagens sobre o medo do crime e seus achados mais importantes. Em seguida, após descrever o medo do crime entre os moradores do DF, exploramos sua correlação com alguns fatores ambientais: a presença de desordens, a coesão social e a qualidade dos serviços públicos. Verificamos que dentre esses fatores ambientais, as desordens e a qualidade dos serviços públicos estão mais fortemente associadas ao medo do crime, ao passo que a coesão social se mostrou menos importante para explicar o fenômeno.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/34151

Divisão sexual do trabalho, classe e pandemia: novas percepções?

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Monticelli, Thays
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136010005
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
83
Página Final
107
Idioma
Português
Palavras chave
Divisão sexual do trabalho
Classe média
Família
Empregadoras
Pandemia
Resumo

O objetivo do artigo é analisar como as mulheres lidaram com o período de isolamento social, sem suas tradicionais redes de apoio no processo de conciliação entre “casa” e “trabalho”: trabalho doméstico remunerado; creches e escolas; arranjos familiares.  Através de entrevistas semiestruturadas com mulheres pertencentes às classes médias, percebe-se poucas alterações nas dinâmicas da divisão sexual do trabalho, aumentando a sobrecarga e, consequentemente, as desigualdades vivenciadas no período. Observa-se que a partir dessa experiência, as instituições educacionais tomam um lugar privilegiado na percepção dessas mulheres, contrapondo com uma visão menos valorativa do trabalho doméstico remunerado. Para além disso, o Estado aparece diretamente conectado com a percepção de “caos” em suas vidas, trazendo novos pontos de compreensão sobre políticas públicas voltadas ao cuidado e ao âmbito doméstico.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/35804

Uma rua na favela e uma janela na cela: precariedades, doenças e mortes dentro e fora dos muros

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mallart, Fábio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Araújo, Fábio
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136010004
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
61
Página Final
81
Idioma
Português
Palavras chave
Prisões
Periferias
Pandemia
Precariedades
Mortes
Resumo

No texto que segue, tendo como ponto de partida os debates em torno das relações de continuidade entre o dentro e o fora das prisões, busca-se refletir sobre os nexos que articulam prisões, favelas e periferias, todavia, de um ângulo singular. Em tempos de Covid-19, observa-se como esses nexos podem ser pensados a partir das infraestruturas e materialidades de tais espaços. Densidade populacional, lugares pouco ventilados e mal iluminados, racionamento de água ou enchentes, acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto são alguns dos traços que – do prisma das precariedades estruturais – conectam presídios e zonas periféricas. A partir de pesquisas etnográficas pregressas, análise de documentos e realização de entrevistas, evidencia-se como essas precariedades são decisivas no que se refere à prevalência de determinadas enfermidades entre populações negras, pobres e periféricas, o que aponta para a distribuição diferencial do adoecimento e da morte.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2020-2021
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/35860

A Covid-19 chegou no Brasil, e daí? A primeira resposta das redes solidárias sob a perspectiva da dádiva

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Guillaumon, Siegrid
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Torlig, Eloisa Gonçalves da Silva
Costa, Caroline Cordova Bicudo da
Dias, Fagner de Oliveira
Barros, Andréia Elizabeth Silva
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136010002
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
13
Página Final
36
Idioma
Português
Palavras chave
Redes de Solidariedade
Covid-19
Teoria da Dádiva
Administração Pública
Cluster
Resumo

O artigo apresenta as ações solidárias como primeira resposta à crise COVID-19 no Brasil. Foi feita busca de notícias sobre a formação de redes de solidariedade frente à situação pandêmica no país e realizada uma análise de clusters, em discussão baseada na Teoria da Dádiva. Foram identificados três grupos: cluster de ações de mitigação; cluster integrativo; e cluster de ajuda nos processos. A primeira resposta configura-se em rápida mobilização da sociedade civil para doar produtos e serviços de maneira a complementar as lacunas deixadas pelo Estado através dos processos semelhantes aos da dádiva. Vislumbra-se uma agenda de atuação para a Administração Pública nos eixos: legitimidade e reconhecimento para as redes solidárias; fomento da parceria público-privada; e investimento para a ciência e tecnologia. Dentre as lições que podem ser aprendidas estão a dádiva, cooperação e compromisso mútuo, e possibilidades para uma gestão pública efetiva e uma sociedade solidária e democrática.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2020
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/32206

“Uno ya sabe a lo que viene”: la movilidad laboral de migrantes andino-bolivianos entre talleres de costura de Sao Paulo explicada a la luz de la producción del consentimiento

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Miranda, Bruno
Sexo
Homem
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
25
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Espanhol
Palavras chave
migración boliviana
trabajo esclavo
trabajo no-libre
producción del consentimiento
Resumo

El presente trabajo tiene sus lentes puestos en la movilidad de migrantes de la región andina de Bolivia hacia los talleres de costura ubicados en la zona metropolitana de São Paulo, Brasil, a lo largo de por lo menos veinticinco años. El objetivo es problematizar las relaciones laborales entre los costureros y los talleristas (los gestores de los talleres) más allá de la victimización de estos grupos de migrantes, considerando ciertos niveles de coerción, pero también de consentimiento, todo lo anterior bajo determinadas formas de trabajo no-libre. El mecanismo de producción del consentimiento se sustenta en elementos institucionales e ideológicos que en última instancia definen los “límites de la esclavitud”.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/remhu/a/DdrvjzvZBBsv9jZxBh5P6bm/?format=pdf&lang=es

Cidadania, corpo e punição: expansão e violação de direitos civis de adolescentes internados na antiga Febem-SP

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
De Paula, Liana
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
34
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Cidadania
Direitos civis
Adolescentes em conflito com a lei
Medida de internação
Agressões físicas
Resumo

Este artigo discute a garantia de direitos civis e a proteção contra agressões físicas para adolescentes em cumprimento de medida de internação. A relação entre direitos civis e proteção do corpo dos adolescentes é aqui entendida a partir do conceito de cidadania disjuntiva e da noção de corpo incircunscrito, que remetem aos processos contraditórios de constituição da cidadania no Brasil. Com base em pesquisa qualitativa realizada em prontuários e pastas de adolescentes que deram entrada na antiga Febem de São Paulo, entre 1990 e 2006, e focando o que esses documentos permitem dizer sobre a violência física nas unidades de internação, o artigo apresenta como essa violência revela um paradoxo entre expansão e violação de direitos civis, tornando possível que investimentos na garantia desses direitos ocorram ao mesmo tempo em que sua violação permaneça na forma de castigos físicos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2006
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/24147

A passos largos: meninas da periferia rumo à universidade e seus dilemas psicossociais

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Almeida, Tania Mara Campos de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Brasil, Katia Tarouquella
Viana, Dianne Magalhães
Lisniowski, Simone
Ganem, Valérie
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202035010006
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
35
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
101
Página Final
134
Idioma
Português
Palavras chave
gênero
educação
saúde mental
extensão universitária
Resumo

A divisão sexual do trabalho ainda é marca discriminatória na sociedade brasileira, cabendo à mulheres os trabalhos precarizados e menos valorizados. Ao refletir sobre os temas gênero e educação, o artigo identificou as contribuições do “Meninas velozes”, projeto de extensão e pesquisa interdisciplinar, no enfrentamento a esse cenário, a partir do fortalecimento do aprendizado e de dimensões psicossociais. Tal projeto é conduzido por professoras e pesquisadoras das engenharias, ciências sociais e humanas da Universidade de Brasília (UnB) e da Université Paris 13 (França). Suas ações ocorrem em escola pública na periferia do Distrito Federal desde 2013 e atingiu, nestes seis anos, mais de 100 meninas. Foram aplicados questionários para coleta de dados socioeconômicos e entrevistas semiestruturadas junto a 16 alunas da UnB, egressas do projeto. Seus relatos evidenciaram situações que ameaçam sua permanência e integração na universidade e que fragilizam a saúde mental, como assédio, restrições materiais e conflitos pessoais.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2013-2019
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/28305

Covid-19 e imigração internacional na Região Metropolitana de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Magalhães, Luís Felipe Aires
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Bógus, Lucia
Baeninger, Rosana
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Título do periódico
Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana - REMHU
Volume
29
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Covid-19
Imigração Internacional
Região Metropolitana de São Paulo
Trabalho
Direitos Sociais
Resumo

A pandemia da Covid-19 tem evidenciado o efeito das múltiplas formas de desigualdades sobre as condições de vida da população. Seu padrão de disseminação demonstra que a metropolização, produto e produtora da mobilidade humana, constitui fator central da expansão do número de casos e de óbitos. O Brasil, país estruturalmente desigual, apresenta dificuldades importantes para entendermos a forma específica com que a Covid-19 afeta os imigrantes, pois a nacionalidade não é um quesito dos registros médico-hospitalares. Este artigo tem como objetivo analisar os impactos da Covid-19 entre imigrantes internacionais na Região Metropolitana de São Paulo, utilizando dados da pesquisa “Impactos da Pandemia de Covid nas Migrações Internacionais” (PUC-MG, UNICAMP, 2020). Abordaremos, especialmente, o perfil sócio-demográfico dos respondentes e os impactos da pandemia nas condições de trabalho e acesso à direitos. Parte de estudo mais amplo em andamento, este artigo visa ainda explicitar as relações entre epidemiologia e mobilidade humana.

 
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2020
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/remhu/a/NtCHFM96HG7pnnGPYcYJSWp/?lang=pt

O Racismo mais moderno do Brasil: policiamento e relações raciais na Capital Federal

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Caruso, Haydée
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Lima, Laura Gonçalves de
Monteiro, Cláudio Dantas
Guellati, Yacine
Sexo:
Mulher
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243902e52182
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
39
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
policiamento
segurança pública
racismo
Distrito Federal
segregação
Resumo

Planejada para ser a representação da modernidade brasileira, Brasília – a “cidade mais moderna do Brasil” – foi construída com base em um modelo específico de controle populacional e de segregação sócio-racial. Neste artigo, produto de pesquisa realizada entre 2017-2019, buscamos traçar relações entre dados produzidos pela Polícia Civil do DF, referentes às prisões em flagrante e mortes em decorrência de intervenção policial, com os dados obtidos mediante a realização de entrevistas com oficiais negros da Polícia Militar do DF. Por um lado, questionamos a “supressão de conhecimento” estatístico acerca da raça/cor dos presos em flagrante por parte das instituições de segurança pública; por outro lado, refletimos sobre as narrativas de policiais negros acerca do racismo em suas experiências dentro e fora da PM. Por fim, buscamos entender o papel da polícia na produção e manutenção de fronteiras invisíveis que colaboram com a permanência das dinâmicas de segregação sócio-racial no DF.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/52182

Prisões em flagrante por crimes de drogas: análise da questão racial em duas metrópoles brasileiras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Sinhoretto, Jacqueline
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Zilli, Luís Felipe
Couto, Vinícius Assis
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-20243902e48073
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
39
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Segurança pública
Polícia
Drogas
Política de Drogas
Racismo Institucional
Resumo

Este artigo discute a atuação das organizações policiais nos chamados “crimes de drogas”. A partir de análise de dados sobre prisões em flagrante nas cidades de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), buscou-se mensurar o quanto dimensões socioespaciais (território onde ocorreram as prisões, bem como sexo, idade e raça/cor das pessoas presas) afetam a decisão policial de classificar os casos como “porte de drogas para uso pessoal” ou “tráfico de drogas”. Por serem o que a legislação define como “crimes sem vítimas”, as “ocorrências de drogas” evidenciam processos de suspeição racializada e territorializada que orientam o policiamento ostensivo no Brasil. Em São Paulo, parece haver uma diretriz institucional para que quase todos os casos sejam classificados como “tráfico”. Já em Belo Horizonte, prisões feitas em favelas possuem chances desproporcionalmente mais altas de receber a tipificação mais gravosa. Em ambas as capitais, o perfil racial das pessoas presas influencia a tipificação criminal.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/48073