Planejamento urbano

Políticas Urbanas no Brasil: marcos legais, sujeitos e instituições

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Tonella, Celene
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1980-5462
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
28
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
29
Página Final
52
Idioma
Português
Palavras chave
Política Urbana
Participação Democrática
Desenvolvimento Urbano
Questão urbana
Democracia deliberativa
Resumo

A questão urbana no Brasil – traduzida como o direito à cidade e à moradia digna – nas três últimas décadas passou por intensas transformações tanto em seus marcos regulatórios quanto na forma de envolvimento das diferentes instituições e sujeitos localizados na sociedade e no aparato estatal. Desde os debates que antecederam a Assembleia Nacional Constituinte na década de 1980, a mobilização tem sido intensa e marcada por tensões entre os diversos atores. Busca-se demonstrar as incorporações de diferentes sujeitos por meio de processos democráticos participativos, como conselhos e conferências, os resultados obtidos por meio da consolidação de legislação específica e os limites atuais da Política Urbana.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1980 - 2011
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5705

Brasília na rede das cidades globais: apontando uma tendência

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Nunes, Brasilmar Ferreira
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
29
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
941
Página Final
961
Idioma
Português
Palavras chave
Brasília
Burocracia
Cidades globais
Desigualdades sociais
Planejamento urbano
Resumo

O artigo discute o potencial de Brasília se inserir na rede mundial de cidades, considerando sua peculiar dinâmica socioeconômica. Consolida-se aqui, 54 anos após sua inauguração, uma cidade que vive constantes processos de mudança, mas que ainda se acha atrelada ao setor público, esfera que lhe dá sua identidade. A assimetria que se observa entre, de um lado, uma cidade racional que se rebate num desenho modernista e, de outro, uma cidade que cresce nas suas periferias de forma anárquica, reproduzindo modelos das demais cidades brasileiras, evidenciam uma estrutura social com enormes graus de desigualdade e de diferenciação. A dinâmica populacional do Distrito Federal e entorno ultrapassa cada vez mais as determinações e os estímulos oriundos do setor público, concentrados no seu Plano Piloto. Ao contextualizá-la na lógica contemporânea das cidades “globais”, na tentativa de diversificar a fonte de investimentos, Brasília procura oferecer vantagens comparativas frente a outras metrópoles que com ela concorrem. Nesse sentido, o artigo defende que a capital vive hoje uma etapa original na sua evolução, mesmo se a incompatibilidade aparente entre sua função política, que de certa forma restringe suas potencialidades, e as forças de mercado, a levam a modificar sua natureza original.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
1960-2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/5929

Interações interclasses em território heterogêneo: efeitos da mistura social no bairro Caiçara, em Belo Horizonte

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Salles, Renata de Leorne
Sexo
Mulher
Orientador
Andrade, Luciana teixeira de
Código de Publicação (DOI)
301.18(815.11)
Ano de Publicação
2025
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Instituição
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Página Inicial
1
Página Final
149
Idioma
Português
Palavras chave
segregação socioespacial
mistura social
interações interclasses
Belo Horizonte
bairro Caiçara
Resumo

Esta tese apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a segregação
socioespacial em Belo Horizonte, Minas Gerais, a partir da constatação de uma
tendência que se intensificou nos anos 2000: a presença de territórios
heterogêneos na cidade e na região metropolitana, ou seja, espaços caracterizados
pela mistura de grupos sociais. O objetivo foi investigar a relação desse fenômeno,
detectado a partir de um conjunto de dados espacializados do Censo Demográfico,
com a interação social. Como estratégia de pesquisa, foram realizadas entrevistas
e aplicados questionários com moradores de distintas frações das classes médias
e baixa do bairro Caiçara, onde essa mescla social tem aumentado
progressivamente nas últimas décadas. Além disso, foram utilizados dados
recentes da produção imobiliária de apartamentos e dados secundários do cadastro
de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) da Prefeitura Municipal de Belo
Horizonte. Pretendeu-se, dessa forma, compreender se a mistura social favorece
positivamente os grupos menos privilegiados, em termos de oportunidades,
considerando que as distâncias sociais menos díspares poderiam facilitar as
interações interclasses. Os resultados obtidos indicam que a mistura social
presente no Caiçara, por si só, não tem promovido integração social entre os
distintos grupos. As interações sociais e os vínculos estabelecidos entre os
moradores do bairro são majoritariamente intragrupais. Enquanto o Caiçara é um
exemplo de mistura social no espaço urbano, as trocas entre seus residentes
seguem limitadas ao seu próprio grupo. As redes pessoais, os padrões de consumo
e as preferências culturais refletem a manutenção de barreiras simbólicas e
práticas, indicando que o fato de os grupos estarem mais próximos não é suficiente
para superar as desigualdades e promover uma integração efetiva.

Autor do Resumo
RENATA DE LEORNE SALLES
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE
Cidade/Município
Belo Horizonte
Bairro/Distrito
CAIÇARA
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
País estrangeiro
Brunei
Referência Temporal
2000-2025
Localização Eletrônica
https://bib.pucminas.br/teses/CienciasSociais_RenataDeLeorneSalles_31644_TextoCompleto.pdf

A hierarquização simbólica do Brasil na Copa do Mundo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Netto, Michel Nicolau
Sexo
Homem
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
32
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
145
Página Final
169
Idioma
Português
Palavras chave
Copa do Mundo
Nacionalismo corporativo
Identidade nacional
Embratur
Brasil
Resumo

A pertinência de se sediar a Copa do Mundo, tornou-se, para o Brasil, um tema controverso entre 2013 e 2014, focando-se os debates em dois elementos de disputa: os impactos econômicos e sociais do evento. Um terceiro elemento, contudo, também fora mobilizado, mas pareceu bem menos contestado. Argumentava-se que sediar a Copa do Mundo se justificaria pela promoção da imagem do Brasil no exterior. Esta proposta surge justamente em uma situação de economia globalizada, na qual países em todo o mundo disputam a atração de um capital flexível e desnacionalizado. Nesse sentido, as identidades são articuladas como marca no intuito de se produzir o espaço simbolicamente como mais atraente a esse capital, o que se nota, em especial, na promoção turística. Este artigo busca compreender a relação entre a formação das marcas-lugar empreendida pelos órgãos de turismo nacionais, e a promoção da imagem do país no contexto da Copa do Mundo. Será demonstrado, no caso brasileiro, que a pluralidade de agentes interessados na representação do Brasil leva à hierarquização dessas representações, hierarquização que se dá, contudo, não a partir do Estado-nação, mas de empresas globais envolvidas com o megaevento.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2013 - 2014
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6251

UPP e UPP Social: narrativas sobre integração na cidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Couto, Maria Isabel Macdowell
Sexo
Mulher
Orientador
Ribeiro, Carlos Antonio Costa
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
297
Idioma
Português
Palavras chave
Políticas públicas
Segurança Pública
Favelas
Espaço Urbano
Polícia Militar
Resumo

Desde o surgimento das primeiras ocupações em encostas do Rio de Janeiro estabeleceram-se complexos padrões de relacionamento entre instituições governamentais e as favelas. As diversas modalidades de intervenções públicas nesses espaços de moradia popular estiveram, por sua vez, relacionadas aos padrões de desenvolvimento da cidade e constituíram se como elementos importantes na conformação socioespacial das favelas. Nesta tese volto-me para um momento histórico específico da relação entre Estado e favelas, o da pacificação. Através de análises de dois programas, a UPP e a UPP Social, busco discutir tendências de reorganização do espaço urbano carioca. Ainda mais especificamente, oriento os esforços analíticos através das concepções de integração e de território que atravessam os programas estudados.

Referência Espacial
Região
Morro da Providência
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1960-2015
Localização Eletrônica
http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15510

O sertão semiárido. Uma relação de sociedade e natureza numa dinâmica de organização social do espaço

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Teixeira, Mylene Nogueira
Sexo
Mulher
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
31
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
769
Página Final
797
Idioma
Português
Palavras chave
Relação sociedade e natureza
Produção social do espaço
Agregação de valores
Resumo

Através do conflito social é possível observar a transformação do sertão-semiárido pernambucano. Essa análise é baseada na metodologia crítica de agregação de valores no processo de exploração de novas reservas naturais. Com isso, surgem novas mercadorias e ocorrem desmembramentos de laços sociais tradicionais (Alvater & Mahnkop, 2007; Giddens, 1991). No passado foram as desvantagens climáticas e a inóspita natureza local que impulsionaram a organização social desse território. Atualmente, é a valorização do semiárido, a riqueza do bioma caatinga, que provoca sua transformação. Em ambos os momentos, a transformação do espaço é marcada pelo distanciamento entre sociedade e natureza e pela singularidade da relação tempo e espaço a nível local (Giddens, 1991). Os dois momentos de transformação desse espaço são marcados por formas de violência peculiar: primeiro foi através do extermínio da população nativa e na atualidade é a exploração das reservas produtivas naturais.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
2006
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/6171

Ruínas olímpicas e a destruição infraestrutural como modo de produção da cidade: uma etnografia da vida social do teleférico da Providência

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Duarte, Ana Clara Chequetti da Rocha
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Mariana Cavalcanti Rocha dos
Ano de Publicação
2024
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
287
Idioma
Português
Palavras chave
Infraestruturas urbanas
Megaprojetos
Ruínas
Resumo

Inaugurado durante a Copa do Mundo 2014 e abandonado após os Jogos Olímpicos 2016, um gigantesco teleférico erguido na favela da Providência, no centro da cidade do Rio de Janeiro, definha com a deterioração de seus cabos de aço, torres metálicas e três enormes estações, que conectariam esta que é conhecida como "a primeira favela" à um circuito turístico, ligando à Central de transportes metropolitanos, de um lado, e à Zona Portuária, alvo da revitalização Porto Maravilha, de outro. O Teleférico da Providência participa de uma constelação de ruínas de projetos de urbanização de favelas inacabados ou abandonados, onde a mobilidade monumental simbolizava a integração das favelas e também as inseria em novos regimes de visibilidade, explorando seu potencial turístico e o valor que poderiam agregar ao marketing urbano da "Cidade Olímpica". Desde 2016, no entanto, o Rio de Janeiro passou a conviver com as diversas "carcaças" dos megaprojetos do urbanismo olímpico, muitos que, como na Providência, já eram considerados abandonados antes mesmo de estarem completos. Essa tese busca realizar uma etnografia da trajetória da vida social do Teleférico do Morro da Providência utilizando a abordagem da antropologia das infraestruturas como instrumento conceitual e metodológico para compreender seus efeitos sociopolíticos. Seguindo os escombros materiais e simbólicos gerados pelo plano de urbanização, analisam-se as racionalidades políticas que constituíram a prática do urbanismo olímpico, e sobretudo dos processos de arruinamento que as acompanham, a fim de compreender as produtividades sociais, políticas e econômicas das ruínas. Assim, essa tese pensa as ruínas não como fragilidade do poder, mas como dispositivo que constrói e gere o espaço urbano, defendendo então que a destruição infraestrutural configura um modo de produção da cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Morro da Providência
Localidade
Teleférico da Providência
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2009-2016
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/22772

Uma sociologia das políticas de waterfront regeneration no Brasil: análise de três casos emblemáticos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fedozzi, Luciano
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Vivian, Mariana
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136020015
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
719
Página Final
743
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia política
Neoinstitucionalismo
Urbanismo
Waterfront regeneration
Casos múltiplos
Resumo

Este artigo discute o tema das políticas de waterfront regeneration (WR) no Brasil. Especificamente, propõe uma sociologia política dos processos institucionais de produção de tais intervenções através da análise dos casos dos projetos Porto Maravilha, no Rio de Janeiro (RJ), do Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), e do Porto Novo e Novo Recife, em Recife (PE). Para tanto, articula uma leitura teórica de diferentes abordagens direcionadas aos fenômenos do político e do urbano a uma pesquisa empírica qualitativa de estudo de casos múltiplos baseado em análises documentais e entrevistas. Ao final, propõe um modelo analítico para interpretação dos casos com base na síntese teórica desenvolvida e, especialmente, na perspectiva neoinstitucionalista, e apresenta um enquadramento possível de leitura dos processos de produção de tais políticas no Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Central
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Localidade
Porto Maravilha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Porto Alegre
Localidade
Cais Mauá
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Cidade/Município
Recife
Localidade
Porto Novo e Novo Recife
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
1980-2020
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/32894

(Re) Aproximando os pragmatismos da análise das políticas públicas. Experimentação e investigação pública em um cenário de crise democrática

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Andion, Carolina
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Magalhães, Thiago
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136020007
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Página Inicial
513
Página Final
543
Idioma
Português
Palavras chave
Análise de Políticas Públicas
Governança Pública
Pragmatismo
Experimentalismo Democrático
Investigação Pública
Resumo

Esse ensaio teórico explora as contribuições da lente pragmatista para a análise da governança das políticas públicas em um cenário de crise das democracias. Para tanto, inicia-se explorando o debate recente no campo da administração pública sobre governança e a análise das políticas públicas, evidenciando que este remete a uma dupla dicotomia: entre modos de governar e de reformar o Estado e de formas de analisar as políticas públicas e seus efeitos. A partir das lacunas evidenciadas nesse debate, adentramos a discussão sobre as noções de experimentalismo democrático e de investigação pública e aprofundamos como tais noções podem ser inspiradoras para olhar de outra forma o “fazer política” cotidiano, especialmente considerando os desafios atuais colocados por problemas públicos cada vez mais complexos em uma realidade de crise e retrocesso democrático em vários países e, sobretudo, no Brasil.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/37520

Estado de bem-estar social e “comunidades epistêmicas da austeridade fiscal” no Brasil: de Lula da Silva a Jair Bolsonaro (2003-2020)

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Pinho, Carlos Eduardo Santos
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/s0102-6992-202136010010
Título do periódico
Sociedade e Estado
Volume
36
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Brasília
Idioma
Português
Palavras chave
Estado de bem-estar social
Comunidades epistêmicas da austeridade fiscal
Constituição Federal de 1988
Políticas públicas
Resumo

A partir de aparato teórico-conceitual e de pesquisa empiricamente alicerçada, este artigo analisa a construção discursiva e a inserção institucional das ideias das “comunidades epistêmicas da austeridade fiscal” no Brasil, tendo em vista o recente recrudescimento de políticas liberal-ortodoxas e suas reverberações para o Estado do bem-estar social. Trata-se de investigar quem são esses atores e instituições, como atuam, como se organizam, por quem são formados ou financiados. O principal objetivo é descobrir como suas ideias em defesa da constrição fiscal foram formuladas e disseminadas, a partir do final do primeiro mandato (2003-2006) do governo Lula da Silva (2003-2010), quando da substituição da “convenção neoliberal” pela concepção desenvolvimentista, e intensificadas no governo Dilma Rousseff (2011-2016). Tal discurso adquiriu um caráter unificado no programa de austeridade “Uma ponte para o futuro” (2015), foi sacramentado na ruptura democrática de 2016 e implementado com celeridade pelos policy-makers dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro. As “comunidades epistêmicas” argumentam que as políticas públicas preconizadas na Constituição Federal de 1988 são a principal causa da elevação dos gastos com bem-estar, do crescimento acelerado da dívida pública e da provável insolvência do Estado brasileiro.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2003-2015
Localização Eletrônica
https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/29907