Planejamento urbano

Transformações e impactos socioespaciais pós-implantação da Penitenciária de Araraquara/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Citelli, Ana Clara
Sexo
Mulher
Orientador
Orsi, Rafael Alves
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Impactos socioespaciais
Políticas segurança pública-prisional
planejamento urbano
Resumo

A descentralização do estado deu autonomia aos municípios e aos investidores privados, modificando a estrutura e a dinâmica da cidade em diversos fatores. Neste trabalho, o foco se dará na cidade como protagonista e também coadjuvante através das escolhas e formas de planejamentos urbanos e os impactos nas políticas de segurança pública.

A interiorização dos presídios paulistas iniciou-se na década passada, rumo às pequenas e médias cidades, modificando a paisagem, a estrutura e as relações sociais de uma cidade que recebe uma estrutura complexa de cumprimento de pena em seu território. Na cidade de Araraquara instalou-se um presídio masculino tido como modelo do estado e de segurança máxima, que teve uma atuação relevante nas últimas crises da segurança pública no Brasil.

É certo que as muralhas deste espaço impactam não somente a visão dos citadinos, mas também - e principalmente - a rotina, por isso pretende-se analisar, compreender e dialogar com fenômenos advindos das escolhas de planejamento que se atrelaram ao projeto prisional paulista. Portanto, o que esse espaço de tensões e conflitos representado pela Penitenciária Dr. Sebastião Martins Silveira repercute socialmente para a vizinhança, sobretudo aos finais de semana, nos dias de visita.

Ressalta-se também como esse processo é parte de uma estruturação das cidades voltadas às mais variadas formas de empreendimento urbano.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7584817

Aflitos de São Paulo: a estigmatização perante a morte

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Andrade, Celso de
Sexo
Homem
Orientador
Bernardo, Teresinha
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Exclusão social
Morte - aspectos simbólicos
Alma
Ritos e cerimônias fúnebres
História
Resumo

A presente dissertação busca analisar, por meio das expressões funerárias, o desenvolvimento urbano da Cidade de São Paulo, entre os séculos XVIII e XIX, período no qual foram institucionalizadas medidas sociopolíticas e culturais para responder às necessidades cotidianas dos paulistas. Com o aumento da população na cidade e sua expansão para além dos seus limites imaginados, tornou-se imprescindível a implantação de equipamentos públicos que atendesse a necessidade de estruturação do espaço urbano. A localização espacial e estratégica da urbe paulista que permitiu seu desenvolvimento dentro de um sistema basicamente mercantil, também atraiu uma população empobrecida destituída de suas raízes, aventureiros em busca de enriquecimento, a horda que se associava à malta da terra, negros forros e fugidos que não conseguiam ser absorvidos como mão de obra assalariada, mulheres de má vida, entre outros miseráveis. Entre os alguns equipamentos públicos necessários para estruturação urbana e para o atendimento das demandas funerárias destes excluídos da ordem, foi criado o primeiro cemitério público, que em conjunto ao Espaço da forca, o Pelourinho e a Santa Casa de Misericórdia levou a formação do patíbulo da morte em São Paulo. Desta primeira necrópole pública sobrevive entre os arranha-céus, em um beco sem saída, a capela dos aflitos. A pequena e humilde ermida que tem por padroeira Nossa Senhora dos Aflitos consoladora dos que nada mais esperam, guarda diversos testemunhos, materiais e imateriais, que remetem à memória do processo de segregação e estigmatização social resultado do desenvolvimento econômico paulista.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
Séculos XVIII e XIX
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=5572228

A Amoaluz na senda das redes da indignação: periferia/centro na metrópole de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mazarini, Ana Carolina Lirani
Sexo
Mulher
Orientador
Carvalho, Edemir de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Marília
Programa
Sociologia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Redes De Indignação
Planejamento Urbano
Movimentos Sociais Urbanos
Ator Social e Coletiva
Associativismo Civil
Resumo

O planejamento urbano contemporâneo trouxe para a pauta uma nova morfologia de cidade: a chamada cidade global, que, por meio de operações urbanas e projetos de requalificação, redefine os espaços públicos urbanos visando um mercado consumidor que tem como interesse chave a consolidação dos fluxos econômicos e de comunicação necessários aos mercados financeiros. A cidade de São Paulo, ao adentrar nessa mesma lógica, trouxe para a cidade e, no caso aqui estudado, para o centro da cidade, operações e projetos como o projeto Nova luz, que surgiu com o intuito de proporcionar, por meio da especulação imobiliária, a retomada do centro para as classes mais altas paulistanas e para o capital estrangeiro –deixando sua atual população, a maioria moradores de baixa renda, fora dos planos da prefeitura para a região. Como uma força externa e ameaçadora, o projeto fez surgir no centro de São Paulo novas sociabilidades entre os diversos atores coletivos presentes na região. Através de uma rede de associativismo civil, esses atores formaram uma associação intitulada Amoaluz, com o intuito de confrontar com o poder público e estabelecer resistências políticas e culturais aos projetos oficiais, para assim construir um projeto de renovação urbana menos espoliador. Tomando como características as novas tendências de mobilização contemporâneas, a associação se formou a partir da solidariedade de múltiplos atores e construiu pautas que abrangeram várias demandas sociais, porém, carregando consigo uma fragilidade temporal característica dos movimentos oriundo dessa nossa modernidade líquida. Assim, por meio de uma descrição densa da associação e da análise das conjunturas sociopolíticas, este trabalho pretende analisar as novas sociabilidades que surgiram dentro do bairro, com o intuito de conseguir captar a natureza dessas novas redes de associativismo civil e seus impactos em termos de alterações políticas e sociais, tendo como base teórica a corrente francesa dos estudos de movimentos sociais.

Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
NI
Localização Eletrônica
HTTPS://SUCUPIRA.CAPES.GOV.BR/SUCUPIRA/PUBLIC/CONSULTAS/COLETA/TRABALHOCONCLUSAO/VIEWTRABALHOCONCLUSAO.JSF?POPUP=TRUE&ID_TRABALHO=4767225

Teleféricos na paisagem da “favela” latino-americana: mobilidades e colonialidades

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Freire-Medeiros, Bianca
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Name, Leo
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.17127/got/2017.11.012
Título do periódico
Revista de Geografia e ordenamento do território
Volume
11
Ano de Publicação
2017
Idioma
Português
Palavras chave
teleféricos
paisagem
imagem
favela
América Latina
Resumo

Com base em um diálogo entre as reflexões produzidas no Paradigma das Novas Mobilidades e nos Estudos Decoloniais, examinamos os teleféricos que, na última década, passaram a compor a paisagem de áreas pobres e segregadas da América Latina. Partimos da premissa de que, no contexto do planejamento urbano estratégico, esse novo dispositivo de mobilidade é uma intervenção expressiva que gera competitividade devido aos novos marcos visuais que insere na paisagem e às novas imagens da pobreza que instituem. Muito mais que opções técnicas neutras para o transporte urbano, os teleféricos inauguram um regime visual que projeta uma ideia de modernidade e promete a mudança social, mas que na verdade convertem a pobreza, como diferença colonial, em valor estético e simbólico.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://cegot.org/ojs/index.php/GOT/article/view/2017.11.012

Urban Latin America: Images, Words, Flows and the Built Environment

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Freire-Medeiros, Bianca
Sexo
Mulher
Autor Organizador
O’Donnell, Julia
Código de Publicação (ISBN)
9781138658202
Edição (nome da editora)
Routledge
Ano de Publicação
2018
Página Final
282
Idioma
Inglês
Resumo

Urban Latin America explores the relationship between images, words and the built environment using an engaging variety of methods and sources, with a timely emphasis on comparative studies. The book brings together scholars with various disciplinary backgrounds and theoretical affiliations who critically approach urban experiences through visual accounts, texts and architectural elements. The reader is introduced to major theories, secondary sources and empirical references that have not been written about in English. Film and photography, fictional and historical writings, particular buildings and landmarks – all inspire fascinating glimpses into different moments in the biography of cities in Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Ecuador, Mexico, Uruguay and Venezuela.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Argentina
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Chile
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Colômbia
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Equador
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
México
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Uruguai
Brasil
Habilitado
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Venezuela
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://www.routledge.com/Urban-Latin-America-Images-Words-Flows-and-the-Built-Environment/Freire-Medeiros-ODonnell/p/book/9781138658202

Lu Petersen. Militância, Favela e Urbanismo

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Cavalcanti, Mariana
Sexo
Mulher
Autor Organizador
Freire, Americo Oscar Guichard
Outro(s) Autor(es) Organizador(es)
Freire-Medeiros, Bianca
Código de Publicação (ISBN)
978-8522507474
Edição (nome da editora)
FGV
Ano de Publicação
2009
Idioma
Português
Resumo

A série Protagonistas urbanos nasceu das gravações dos depoimentos coletados pelo projeto Memória do Urbanismo Carioca, do CPDOC/FGV. Diante da riqueza destes testemunhos, tornou-se indispensável divulgar a experiência pessoal de tantas gerações de profissionais comprometidos com a transformação da paisagem urbana da cidade do Rio de Janeiro. Sempre com muito humor e generosidade, ao compartilharem suas vidas e trajetórias, possibilitaram que conhecêssemos melhor as malhas da história urbana de nossa cidade. Lu Petersen, que abre esta série, foi entrevistada em setembro de 2006. Foram seis longos depoimentos, editados, e que agora disponibilizamos neste livro. A arquiteta e urbanista Maria Lúcia Petersen, mais conhecida como Lu Petersen, é uma brasileira como poucas. Desde os tempos da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil esteve comprometida com as políticas públicas voltadas para a construção de uma cidade menos segregada e mais justa.

Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://wikifavelas.com.br/index.php/Lu_Petersen

Indo para o jogo: políticas de mobilidade urbana em cidades-sede da Copa 2014 – Brasília e São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Santos, Renata Florentino de Faria
Sexo
Mulher
Orientador
Rodrigues, Arlete Moysés
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
mobilidade urbana
transporte público
megaeventos
planejamento urbano
política urbana
Resumo

Passada a Copa do Mundo de 2014, a promessa de oportunidade de investimento em políticas de mobilidade para a população pode ser analisada sem o efeito discursivo do “legado” prometido pelos governos federal e estaduais no período anterior ao campeonato. Dentro da dinâmica da economia urbana, o estímulo a setores específicos, de forma fragmentada, tomou o espaço do debate sobre o futuro das cidades. Simultaneamente à execução das obras de mobilidade da Copa do Mundo, a política econômica de incentivo à indústria automobilística evidenciou a inconsistente orientação da política de mobilidade urbana. O processo de urbanização contemporâneo, dado de maneira fragmentada e em escala muito maior, contribui para entender porque a Política Nacional da Mobilidade Urbana, aprovada pelo Congresso Nacional nesse período (2012) após longa tramitação, não conseguiu ainda ter efeitos relevantes na orientação dos investimentos. Embora tenha ocorrido um considerável avanço no discurso sobre “mobilidade sustentável”, este não foi acompanhado de medidas econômicas que o sustentasse. Numa aliança entre indústria automotiva, empreiteiras e imobiliárias, o contexto da financeirização imobiliária se constituiu em um cenário de supressão de direitos de camadas populares, intensificado pelos megaeventos sediados em 12 capitais brasileiras. A transformação do espaço das cidades num dos grandes ativos da economia brasileira passou pelos setores automobilísticos, grandes empreiteiras e setor imobiliário, através do estímulo ao crescimento da frota de carros com IPI Zero, do Programa Minha Casa Minha Vida, grandes obras e a financeirização associada à especulação imobiliária em volta dos empreendimentos relacionados aos megaeventos e da construção dos grandes projetos de infraestrutura no país. Setores da economia se organizaram em coalizões urbanas, fundamentados no controle sobre o espaço urbano, na desapropriação, na ênfase ao transporte individual e na realocação de populações e atividades. Como pano de fundo tem-se a questão sobre como o poder público enfrenta o dilema entre a cultura do automóvel fomentada pelos próprios governos e a consciência crescente de que esse modelo torna a vida urbana inviável. Esta pesquisa se desenvolveu com a análise de duas cidades-sede da Copa do Mundo socioeconomicamente consideradas integrantes do Centro-Sul do país: Brasília (DF) e São Paulo (SP). Foram observados os fatores definidores dos modelos de mobilidade urbana em cada uma das cidades em questão: os meios de locomoção priorizados, rubricas definidas para gasto dos recursos, modelo de financiamento, concentração espacial dos investimentos, possibilidades de integração modal, concessões feitas e acessibilidade de tarifas, dentre outros. Foi analisado em que medida a recepção de um megaevento esportivo impactou as políticas urbanas de uma região. O estudo foi apoiado ainda na análise dos documentos oficiais produzidos no período: projetos de empreendimentos, relatórios de prestação de contas e estudos técnicos, além de entrevistas com atores-chave e relatórios produzidos pela sociedade civil enquanto mecanismos de controle social.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4181299

A cidade de São Paulo e o centro expandido: empreendimentos, ajustes e reajustes da configuração do espaço urbano

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miranda, Leianne Theresa Guedes
Sexo
Mulher
Orientador
Rodrigues, Arlete Moyses
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Parceria Público-Privada Habitacional Casa Paulista (São Paulo, SP)
Planejamento urbano – São Paulo (SP)
Espaço urbano
Parceria público-privada
Resumo

Essa pesquisa busca estudar os empreendimentos, ajustes e reajustes da configuração do espaço urbano na cidade de São Paulo, sobretudo, aqueles propostos em 2013 para o Centro expandido, nosso espaço-objeto de análise, a fim de perceber como as relações entre o poder público e a iniciativa privada impactam as formas de reprodução material da classe trabalhadora. Para tanto, buscamos apreender os percursos e os recursos das “personificações do capital” ligadas ao setor imobiliário; como por meio do “sistema especializado”, do qual o Estado faz parte, a iniciativa privada logra maior rentabilidade imobiliária, ao mesmo tempo em que cria a falsa consciência da necessidade da lógica de parcerias público-privadas (PPP‟s) e a ideia de desnecessidade do público. Nesse sentido, este trabalho se debruça especialmente sobre a análise da Parceria Público-Privada (PPP) Habitacional Casa Paulista.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro expandido
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3727483

Mulheres, direito à cidade e estigmas de gênero: A segregação urbana da prostituição em Campinas

Tipo de material
Livro
Autor Principal
Ramos, Diana Heléne
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISBN)
978-8539109579
Edição (nome da editora)
Annablume Editora
Ano de Publicação
2022
Idioma
Português
Palavras chave
Gênero Feminino
Estigma
Prostituição
Violência
permanência
Resumo

A história e as representações acerca do bairro de prostituição Jardim Itatinga demostram como se organizam diferentes territórios prostitucionais na cidade de Campinas, Estado de São Paulo, Brasil. A “Zona” foi planejada pelo poder público, na década de 1960, e, desde então, tornou-se o lugar da prostituição na cidade. Essa política de segregação resultou na perseguição das prostitutas que, contudo, persistem trabalhando fora dali. Entre suas estratégias de proteção e permanência, a mais expressiva é a fundação da Associação Mulheres Guerreiras, localizada no centro da cidade. O livro examina, portanto, as tensões, os conflitos, as táticas e as estratégias de um grupo social historicamente estigmatizado e com forte presença em áreas urbanas centrais, face às intervenções do planejamento urbano. Sua circulação nos diferentes locais de prostituição em Campinas, suas estratégias para o estabelecimento de “pontos” de permanência em espaços não planejados oficialmente para sua presença, suas redes e articulações com outros pares “desviantes” e, principalmente, suas táticas de resistência à expulsão e luta por reconhecimento são objetos de atenção. Busca-se compreender como se estrutura, nos espaços físicos e políticos da cidade essa disputa particular – marcada por recortes de classe, de raça e especialmente de gênero – que tem a prostituição como foco de interesse. Pretende-se, por fim, possibilitar o vislumbramento de uma organização urbana generificada que se justifica em discursos ora sanitários, ora econômicos, ora morais e cuja história registra a constante tensão entre o planejamento urbano oficial e os habitantes da cidade, com suas reivindicações pelo direito a nela existirem. Baseado na tese “‘Preta, pobre e puta’: a segregação urbana da prostituição em Campinas: Jardim Itatinga” (2015, IPPUR-UFRJ), ganhadora do Prêmio Capes de tese 2016 em planejamento urbano e regional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960 - 2016
Localização Eletrônica
N/A

Uma cidade em transição: A construção dos problemas urbanos de Natal à luz dos estudos Serete (anos 1960 e 1970)

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Macedo Collares Moreira, Stephanie
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Alexandre Ferreira Dantas, George
Sexo:
Homem
Título do periódico
Espaços urbanos e metropolização no Brasil (1940-1970)
Volume
36
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
Revista online
Página Inicial
1
Página Final
30
Idioma
Português
Palavras chave
Jorge Wilheim
planos urbanísticos
história urbana
favela
Resumo

Este artigo discute as mudanças no padrão de urbanização de Natal no contexto de reestruturação dos marcos do planejamento urbano da cidade. Para tanto, analisa os estudos que embasaram a elaboração do Plano Urbanístico e de Desenvolvimento de Natal, de 1968, de responsabilidade do Escritório Serete S/A e, na parte urbanística (de leitura da forma e da paisagem urbanas, de análises e projetos), pelo escritório Jorge Wilheim Arquitetos Associados.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
1960 - 1970
Localização Eletrônica
https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/1882/1855