Movimentos sociais

Nem só de salário vivem as docentes de creche: em foco as lutas do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas (STMC 1988-2001)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bufalo, Joseane Maria Parice
Sexo
Mulher
Orientador
Faria, Ana Lúcia Goulart de
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2009.449640
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
176
Idioma
Português
Palavras chave
educação infantil
formação de professores
classes sociais
resistência cultural
relações de gênero
Resumo

O objetivo central da presente pesquisa é a análise de como está sendo construída a profissão docente de creche no seio dos movimentos de resistências culturais, uma vez que a concepção de docência, ora focalizada, vai além do trabalho desenvolvido junto aos meninos e meninas de 0 a 3 anos. Ou seja, a complexidade da formação político-cultural das docentes, é contemplada nesta análise, via escolha do objeto Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas, tratado como um espaço educativo mais amplo, pleno de tensões e de lutas, em que se afirma o conceito de classes sociais. Para tal focalizo, nesta pesquisa, os documentos deste Sindicato, no período de 1988 a 2001, os quais, em sua maioria, foram encontrados na própria entidade. Além destes, compõem a pesquisa, três revistas da área da educação e um caderno de poesias, ambos também publicados pelo Sindicato e hoje encontráveis em meu acervo pessoal. Elegi estas fontes primárias já que foram produzidas diretamente pelos trabalhadores e trabalhadoras, do serviço público municipal de Campinas. Nesta pesquisa concebo as docentes de creche como produtoras de culturas, como sujeitos da história que se constroem nas relações de trabalho, de gênero, de idades, de etnias. Neste sentido, as analiso como pertencentes a uma classe social. Ao mesmo tempo, situo historicamente o Sindicato, focalizando-o através dos tempos em sua composição e organização, destacando nas análises as relações de gênero e a educação infantil. Inicio a tese com uma carta, na qual trago à tona experiências por mim vividas, como docente de creche. Com o objetivo também de contemplar as vozes de outras colegas, docentes de creche, isto é, as monitoras, optei por dar início a cada capítulo com uma ata redigida por elas próprias, a qual, por sua vez, foi destacada dentre os documentos do Sindicato. Na abertura de cada capítulo registro, ainda, uma poesia de autoria de trabalhadoras do serviço público municipal, na tentativa de enriquecer as tessituras analíticas apresentadas. Sendo assim no primeiro capítulo abordo a entidade sindical como um espaço de luta e resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, bem como discuto a situação de classe social das docentes de creche. Na sequência, no segundo capítulo enfoco o conceito de docência em creche, através da bibliografia na área. No último e terceiro capítulo contextualizo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Campinas, tendo como eixo as relações de gênero e a educação infantil nas pautas de lutas da entidade. Finalizo a tese com uma outra carta, na qual abordo a arte de aprimorar-me como docente de creche, no diálogo com as experiências de pesquisa vividas no doutorado. Destaco, finalmente, que descobri, nesta pesquisa, que na trajetória das reivindicações desta categoria, nem só o salário estava presente nas respectivas pautas, e, sim, encontram-se tantas outras reivindicações, tais como a exigência de melhoria da formação docente, mostrando, assim, que nem só de salário vivem as docentes de creche.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1988-2001
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/449640

Vai ser bailarina! : um estudo sobre construção de identidade e luta por reconhecimento

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Marcos Rodrigues
Sexo
Homem
Orientador
Bittencourt, Agueda Bernadete
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
177
Idioma
Português
Palavras chave
dança
identidade social
favelas
voluntários
Mogi das Cruzes
Resumo
Este trabalho estuda uma experiência de ensino de dança clássica para crianças de um bairro/favela do município de Mogi das Cruzes. A experiência iniciada
na escola pública estadual, no quadro do projeto Escola da Família, é dirigida pelo trabalho voluntário de duas mulheres, uma bailarina e sua mãe. O estudo parte das narrativas
orais - produzidas pelas voluntárias professoras de dança e pelas famílias das crianças envolvidas - para compreender as possibilidades de atribuição de sentidos próprios
a uma atividade tradicional e portadora de prestígio e reconhecimento. Interpreta o lugar reservado para as oficinas de balé em relação ao movimento dos moradores do bairro
nos embates com a cidade, com os poderes públicos e com a imprensa. O local onde as oficinas são realizadas, a Vila Estação, está em luta com o poder público pelo reconhecimento
como espaço oficial. Este espaço/lugar mostrou-se um acontecimento que resulta das articulações e das desarticulações entre as multiplicidades simultâneas que nele coexistem.
O que o estudo apreende no encontro do trabalho voluntário com as lutas políticas do bairro/favela são expressões da complexidade da cultura contemporânea nesta tensão/distensão
emaranhada de diferenças e semelhanças, disputas e alianças. A construção do reconhecimento de um bairro e a formação de identidade pessoal, de uma persona meticulosamente
elaborada, são projetos que se entrecruzam na história tratada nesta dissertação.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Mogi das Cruzes
Bairro/Distrito
Favela Vila Estação
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Por uma apropriação do espaço de viver, do espaço virtual e do lugar de sujeito - Parque Oziel

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, José Paulo Mendes da
Sexo
Homem
Orientador
Geraldi, Corinta Maria Grisolia
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
184
Idioma
Português
Palavras chave
apropriação do conhecimento
espaço virtual
ciberespaço
formação de professores
parque Oziel
Resumo
Esta pesquisa é vinculada ao GEPEC - Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada, da Faculdade de Educação da UNICAMP, e tem como tema a apropriação
do espaço - territorial, virtual e de sujeitos - pela comunidade do Parque Oziel, em Campinas, uma das maiores ocupações urbanas da América Latina, onde moram cerca de 30.000
habitantes com uma história de lutas e conquistas, desde 1997. O problema que esta pesquisa se propôs a investigar é como o processo de apropriação do espaço territorial e
do espaço virtual que teve lugar no Parque Oziel, em decorrência da ocupação, fortaleceu a constituição da identidade dos sujeitos que tornaram próprios esses espaços, especialmente
daqueles que narraram suas histórias sobre a história da ocupação. Assim, foram dois os objetivos centrais da investigação: por um lado, contextualizar a apropriação do espaço
territorial, como forma de afirmação da identidade de uma comunidade sem-teto, relacionando-a à apropriação também do espaço virtual e do lugar de sujeitos e, por outro, compreender
a influência dessas conquistas nos sujeitos que as protagonizaram, considerando o binômio experiência e sentido. Para investigar esse processo, foram utilizadas como instrumentos
de produção de dados entrevistas com pessoas que desenvolveram um papel de liderança na comunidade e diversas fontes documentais que tratam dos acontecimentos ocorridos na
época da ocupação e no período subsequente. A abordagem metodológica, de pesquisa qualitativa, é pautada especialmente pela narrativa dos sujeitos entrevistados. A documentação
do trabalho foi organizada também na forma de uma narrativa, porém em um modelo hipertextual, composto a partir de Páginas com textos completos, dispostos de modo não-linear,
em que a apresentação das informações prevê a liberdade do leitor escolher os seus próprios caminhos de leitura, sem precisar trilhar um percurso único pré-estabelecido pelo
autor. Isto permite uma abordagem rizomática do conteúdo das Páginas. Ainda que a realidade do texto impresso restrinja a potencialidade desse tipo de recurso, buscou-se a
maior aproximação possível: cada Página foi produzida para representar por si um texto inteligível embora as páginas estejam interligadas entre si. Os principais conceitos
desenvolvidos são os de experiência, alteridade, virtual e ciberespaço. As respostas possíveis para o problema central da investigação, a partir dos dados analisados, indicam
algumas lições importantes. Uma delas é que o tipo de experiência (Larrosa, 2004b) que tem lugar em um processo como o que ocorreu no Parque Oziel, produz efeitos de transformação
nos sujeitos que ampliam significativamente o poder sobre si mesmos e sobre o mundo que os cerca, o sentimento de pertença, a identidade pessoal e coletiva e, portanto, as
possibilidades efetivas de exercício da cidadania.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Parque Oziel
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1997-década de 2000
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/783341

Lideres comunitarias e o trabalho nas associações de bairro de São Paulo : os limites entre a participação politica e a inserção ocupacional

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Silvia Carla Miranda
Sexo
Mulher
Orientador
Leite, Márcia de Paula
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
281
Idioma
Português
Palavras chave
gênero
mercado de trabalho
neoliberalismo
família
democracia
Resumo
Esta pesquisa pretendeu observar, investigar e analisar a diversidade associativa existente em três distritos localizados no extremo leste da cidade
de São Paulo - que não obstante terem histórias de formação diferentes, compartilham uma realidade de alta privação social - com o objetivo de discutir a respeito das possibilidades
e das limitações de construção de uma sociedade democrática a partir das práticas cotidianas vivenciadas pelas líderes comunitárias que atuam nos espaços associativos. Para
tanto, esta pesquisa optou por uma abordagem sócio-antropológica, que por meio das histórias de vida individuais e familiares dessas atrizes sociais, possibilitou problematizar
tais práticas - pensadas articulada e dinamicamente entre práticas do espaço privado da família e práticas do espaço público associativo - de modo que a experiência de vida
foi considerada para a compreensão dos processos sociais que se delineiam na atualidade.
Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://bv.fapesp.br/pt/dissertacoes-teses/75089/lideres-comunitarias-e-o-trabalho-nas-associacoes-de-bairro

Imprimindo a resistência: a imprensa anarquista e a repressão política em São Paulo (1930-1945)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Rodrigo Rosa da
Sexo
Homem
Orientador
Hall, Michael McDonald
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Campinas
Programa
Programa de Pós-Graduação em História
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Departamento de Ordem Política e Social
Anarquismo e anarquistas
Polícia; Perseguição política
Imprensa trabalhista
Brasil - Política e governo - 1930-1945
Resumo

Fruto de pesquisa junto aos acervos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS) e aos jornais anarquistas compilados por militantes e depositados no Arquivo Edgard Leuenroth na UNICAMP, esse trabalho demonstra, para além da sobrevivência do anarquismo nos anos 1930, suas atividades relacionadas à prática sindical, política e cultural. Tendo os periódicos libertários e os prontuários da polícia política como fontes privilegiadas, aponta, por um lado, a vigilância e repressão exercida contra a imprensa anarquista, e por outro a resistência às arbitrariedades policiais em voga durante a ditadura de Getúlio Vargas. Durante a pesquisa ficou evidente a intensa agitação anarquista dos primeiros anos pós-golpe de 1930, passando pelas ondas repressivas de 1935 a 1937, chegando até meados da década de 1940. As ações de apoio aos prisioneiros levadas a cabo pelo Comitê Pró Presos Sociais colocava em prática a solidariedade tão cara aos anarquistas. Discute-se o conceito de crime político e de crime de Estado, para melhor compreender as práticas ilegais vigentes na época.

 

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1930-1945

A conspiração escrava de Campinas, 1832: rebelião, etnicidade e família

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pirola, Ricardo Figueiredo
Sexo
Homem
Orientador
Slenes, Robert Wayne Andrew
Código de Publicação (DOI)
https://acervus.unicamp.br/index.html
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Programa
História
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Escravidão - Campinas (SP)
Identidade
Revoltas
Escravos - Biografia
Resumo

No ano de 1832 foi descoberto um plano de revolta escrava em Campinas, envolvendo quinze fazendas. O objetivo deste trabalho é construir uma biografia coletiva dos escravos e do liberto envolvidos nesse plano de rebelião. Buscaremos acompanhar a trajetória desses revoltosos desde o momento em que chegaram na vila de Campinas até o ano de 1832. Levantaremos vários aspectos de suas vidas, como, por exemplo, a época em que chegaram na região, as procedências, os tipos de tarefas desempenhadas nas fazendas, as relações de parentesco e outros. Esperamos com isso tirar algumas conclusões para discutir a temática da comunidade escrava. Existiria uma comunidade escrava homogênea pelo simples fato de todos terem a mesma condição cativa? Ou os escravos eram bastante divididos entre si pelas diferenças de origem, sendo os crioulos (cativos nascidos no Brasil) menos propensos a se rebelarem contra os senhores que os africanos? Ou, ainda, seriam aqueles escravos casados e com profissões especializadas completamente estranhos à maioria dos cativos que não experimentavam essas vivências e totalmente avessos a rebeliões coletivas? O trabalho utiliza o método de ligação nominativa das fontes, baseado em cinco séries documentais: processo-crime de 1832, inventários, censos populacionais, registros de batismo e casamento escravo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1832
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/329647

O OP (Orçamento Participativo) como processo de educação política: um estudo da histórica experiência de Várzea Paulista

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pereira, Eduardo Tadeu
Sexo
Homem
Orientador
Nunes, Cesar Apareciddo
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
191
Idioma
Português
Palavras chave
participação popular
orçamento participativo
participação política
política e educação
Resumo
A pesquisa trabalha o Orçamento Participativo (OP) como instrumento de formação e de educação política. Resgata estudos que apontam a histórica ausência de participação popular no Brasil até o surgimento dos projetos de Orçamento Participativo nas décadas de 1980 e 1990, particularmente a emblemática experiência de Porto Alegre
iniciada a partir da posse do governo popular em 1989. A pesquisa reflete ainda sobre a importância desse tipo de mediação política, principalmente nessa conjuntura de avanço
da globalização hegemônica de caráter neoliberal. A metodologia da pesquisa-ação-participante foi utilizada, até pela condição de agente político no processo do OP de Várzea
Paulista do autor da tese. Partindo das formulações de Boaventura de Sousa Santos e de Gramsci, a tese propugna pela necessidade de fortalecimento de iniciativas, como o próprio
OP, que expressem a construção de um senso comum contra-hegemônico. A partir da histórica experiência do OP de Várzea Paulista, cidade industrial de 110 mil habitantes no
interior de São Paulo, que implantou o OP desde 2005, com a posse do novo governo, a tese resgata as formas pelas quais o OP proporciona às pessoas que dele participam a possibilidade
de elevarem seu nível de consciência política e, dessa forma, avançar no sentido de uma nova hegemonia e de um nova consciência e ação que apontem um novo senso comum emancipatório
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Várzea Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2005-2007
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_ec37159730b632a2bcafb8f9ed016696

Experiências autogestionárias no Brasil e Argentina

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Maria Cecília Camargo
Sexo
Mulher
Orientador
Leite, Márcia de Paula
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Idioma
Português
Palavras chave
trabalho
cooperativas
autogestão na educação
incubadoras
Resumo
Nesta dissertação discutimos em que medida experiências de cooperativismo no Brasil e Argentina se configuram enquanto alternativas de geração de trabalho
e renda que permitem aos trabalhadores experiências de trabalho autônomo. Para tanto, analisamos duas cooperativas populares na cidade de Campinas, criadas a partir da Incubadora
Tecnológica de Cooperativas Populares da UNICAMP e seis cooperativas populares na cidade de Buenos Aires, formadas a partir de empresas recuperadas. Essas experiências foram
analisadas a partir de movimentos mais amplos nos quais elas se inserem, a saber, o movimento de Economia Solidária no Brasil e de Economia Social na Argentina. Não se trata,
portanto, de uma comparação entre cooperativas brasileiras e argentinas, mas sim de movimentos. O trabalho de campo nos aponta para dois movimentos diferenciados, com características
bastante distintas: no caso do Brasil, um movimento mais voltado para a geração de trabalho e renda, ainda que com dificuldades até para sua própria manutenção; no caso da
Argentina, um movimento que extrapola a geração de renda, em direção a um trabalho mais participativo, mais democrático e mais autônomo
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/historia/dissert_brasil_arg_fab_ocup.pdf

Tecendo a manhã: Historia do Diretório Central dos Estudantes da Unicamp (1974/1982)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Mateus Camargo
Sexo
Homem
Orientador
De Rossi, Vera Lúcia Sabongi
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
movimentos estudantis
estudantes
Resumo
O objeto de estudo desta pesquisa é o de apresentar uma reflexão inicial sobre a história do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unicamp, compreendendo
o movimento estudantil desde sua formação e destacando o embate entre as principais bandeiras de luta - das chapas vencedoras e perdedoras - nos processos eleitorais que configuraram
as quatro primeiras gestões da entidade, no período de 1974 a 1982. Março de 1974 é demarcado pela primeira movimentação de massa do movimento estudantil contra a ditadura
militar - a Greve das Humanas -, quando surge a necessidade de uma entidade central dos estudantes da Unicamp. O ano de 1982 representa a finalização do primeiro ciclo de
quatro gestões do DCE: Tecendo A Manhã; Sair dessa Maré; Força Viva e Unidade e Ação, marcado pela presença de militantes estudantis vinculados à Ação Popular (AP) em todas
elas. Foram objetivos desta pesquisa: 1- Levantar, organizar, tornar pública e acessível a documentação aglutinada sobre o tema deste estudo, oriunda de diversas procedências.
Tal objetivo resultou na produção do volume II, contendo as fontes documentais primárias, e de anexos incorporados ao final desta dissertação. 2- Compreender, no processo
histórico, as peculiaridades da formação da entidade central dos estudantes da Unicamp (objetivo desenvolvido no capítulo I). 3- Compreender o movimento estudantil, coordenado
pelas gestões do DCE, como parte do processo de lutas mais amplo da sociedade brasileira nos tempos de confronto com a ditadura do regime militar (objetivo desenvolvido no
capítulo II). 4- Refletir acerca do embate entre as principais bandeiras de luta, das chapas perdedoras e vencedoras, nos processos eleitorais das gestões de estudantes coordenados
pelo DCE (desenvolvido no capítulo III). Os referenciais teórico-metodológicos foram extraídos, primordialmente, de historiadores da história cultural, voltados para a tradição
das oposições, dissidências e para o debate sobre a democracia, tais como C. Hill, E. P. Thompson, E. Hobsbawn e J. Le Goff. Para assegurar o diálogo entre as fontes documentais,
foi realizada uma ampla revisão bibliográfica sobre o tema, bem como o levantamento de fontes primárias impressas, diversificadas e produzidas, primordialmente, pelos estudantes
nos centros e diretórios acadêmicos, tais como: boletins, jornais, panfletos e cartas¿programa das chapas concorrentes às eleições do DCE, consultados nas visitas aos arquivos
do estado (AESP), Arquivo Edgard Leuenroth (AEL/Unicamp) e Sistema Integrado de Arquivos da Unicamp (SIArq). No decorrer do processo, percebe-se uma intensa participação do
ME da Unicamp nas movimentações pela retomada das Liberdades Democráticas, pela democratização dos órgãos decisórios da Unicamp e pela melhoria das condições de ensino e permanência
nesta universidade, esta representada pelo fim do jubilamento, pela construção da moradia estudantil e do restaurante universitário e pelo transporte subsidiado, entre outras.
No período analisado, o ME da Unicamp constrói instrumentos e espaços políticos de participação entre setores do estudantado, por meio de impressos, reuniões abertas, assembléias,
atos públicos e manifestações culturais, tendo como centro a Casa dos Centros Acadêmicos. Participa, também, dos Encontros Nacionais de Estudantes (ENEs) e dos debates sobre
a refundação das entidades estudantis estaduais e nacional (UEEs e UNE). Influenciado por idéias de transformação social trazida por militantes estudantis vinculados a tendências
políticas de esquerda, alia suas táticas às estratégias dessas organizações, cerrando fileiras, quando da volta do pluripartidarismo no Brasil, em 1980, dentro do Partido
dos Trabalhadores (PT) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Tal processo cumpriu relevante papel cultural e político na história recente do Brasil, ao
mesmo tempo em que esteve inserido nos movimentos estudantis e de intelectuais reconhecidos do Ocidente, no bojo das bandeiras de luta e das movimentações de "1968", que trafegaram
de campus a campus
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Logradouro
UNICAMP
Localidade
Diretório Central dos Estudantes
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1974-1982

Mulheres no hip hop: identidades e representações

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Matsunaga, Priscila Saemi
Sexo
Homem
Orientador
Sandoval, Salvador Antonio Mireles
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
209
Idioma
Português
Palavras chave
movimentos sociais
ação coletiva
gênero
cultura
Resumo
A pesquisa busca refletir sobre a participação de mulheres no movimento hip hop, bem como analisar as representações sociais da mulher construídas
pelo movimento. As análises propostas são baseadas nas considerações teóricas sobre identidade, identidade coletiva e representações sociais. Os dados utilizados no estudo
foram coletados por meio de entrevistas abertas roteirizadas com mulheres que participam do movimento (nas cidades de Piracicaba e São Paulo) e de letras de rap (elemento
artístico do movimento hip hop). Compreendemos que o movimento hip hop se constitui como uma possibilidade de identificação para mulheres que buscam um agir coletivo, seja
este orientado para a reivindicação feminista ou para a reivindicação dos direitos daqueles que vivem em condições de exclusão social e econômica, utilizando manifestações
artísticas como veículo/instrumento de relato e protesto destas condições. O hip hop, porém, por meio de seu principal elemento, a música rap, propaga representações sociais
tradicionais referentes à mulher. Assim, grupos femininos começam a questionar o posicionamento inferior que lhes é atribuído, reivindicando outros papéis e visibilidade cultural
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Piracicaba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/365613