Movimentos sociais

A política social de economia solidária: um estudo de caso do município de São Carlos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Capacle, Camila
Sexo
Mulher
Orientador
Engelmann, Fabiano
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Ciência Política
Instituição
UFSCAR
Página Inicial
1
Página Final
169
Idioma
Português
Palavras chave
política social
economia solidária
políticas públicas
São Carlos
análise pública
Resumo

A economia solidária é uma prática de geração de trabalho e renda existente em milhares de municípios e comunidades brasileiras, e mais de uma centena de prefeituras têm investido esforços e recursos humanos, físicos e financeiros nessa alternativa. A economia solidária ganhou status de política nacional, mas enfrenta o grande desafio de consolidar-se como política de Estado. Este trabalho tem como objetivo analisar a política pública de economia solidária do município de São Carlos entre os anos de 2001 e 2009. Partindo da metodologia da análise de políticas públicas e refazendo a trajetória das políticas sociais no Brasil, a pesquisa busca evidenciar a construção social da economia solidária enquanto política pública, apresentando um modelo dessa política em nível municipal/local. A análise da política de economia solidária de São Carlos demonstra a existência de diretrizes para a implementação e consolidação da economia solidária como política de Estado, com destaque para três pontos: a criação e aprovação de um Marco Legal; a criação e utilização de Fundos de financiamento da política e, por fim, a organização política e social dos empreendimentos solidários e do movimento social. No entanto, apesar da construção dessas instâncias no município, averiguamos que a universalização e a abrangência que caracterizam uma política pública só são possíveis através de um Sistema Único Nacional, com financiamento público e mecanismos de relação e indução entre os entes federativos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/978?show=full

Mulheres, histórias e memórias : trajetórias da participação política das lideranças de um movimento por escola pública em São Mateus, nas décadas de 1970 e 1980

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pereira, Maria Efigenia Ribeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Sandoval, Salvador Antonio Mireles
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
184
Idioma
Português
Palavras chave
movimentos sociais
mulheres
educação
política
periferias
Resumo
O objetivo desta pesquisa foi buscar a trajetória de participação social e política de um grupo de mulheres, lideranças, de um movimento por escola
em um bairro da zona Leste da Cidade de São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980. A EMEF Coelho Neto, funciona desde 1992, em prédio de alvenaria, que foi uma conquista realizada
pelos moradores do bairro Parque Boa Esperança, São Mateus, após anos de muita luta e organização. Este movimento social esteve inserido no contexto das reivindicações populares
que surgiram pelas periferias da cidade a partir do final da década de 1970, que ao denunciarem as precárias condições de vida da população e a falta de democracia da sociedade
brasileira atingiram gravemente as estruturas da Ditadura Militar instalada no Brasil desde 1964. Através do resgate da memória do movimento por escola, as lideranças do movimento
explicitaram suas trajetórias de participação política, o processo de construção da consciência política e as transformações ocorridas no exercício dos papeis de mulher, esposa
e mãe a partir da inserção nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e nos movimentos sociais. A pesquisa qualitativa utilizou a História Oral como recurso teórico metodológico
a partir de entrevistas semiestruturadas às lideranças do movimento. A partir das narrativas das lideranças do movimento por escola, foi possível o resgate da história local,
deste pedaço da zona leste da cidade de São Paulo, que tanto contribuiu para os chamados "novos movimentos sociais" das décadas de 1970 e 1980.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Parque Boa Esperança
Localidade
EMEF Coelho Neto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-1992

Da efervescência cultural ao obscurantismo ditatorial: a história da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto sob o olhar da intervenção de 1964

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Florido, Caroline Maria
Sexo
Mulher
Orientador
Sanfelice, José Luís
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
214
Idioma
Português
Palavras chave
inquérito policial
ditadura
movimentos sociais
Resumo
A dissertação apresentada resultou de uma pesquisa que buscou analisar a história da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto
sob o olhar da intervenção da ditadura civil-militar em 1964. O estudo insere-se na linha de pesquisa de História das Instituições Escolares, dentro do Grupo de Pesquisa "História,
Sociedade e Educação no Brasil - HISTEDBR", do Programa de Pós-Graduação da FE/UNICAMP. A fonte primária de consulta e análise foi o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto
para averiguar atividades subversivas na Faculdade. Buscou-se interpretar porque a existência da faculdade foi considerada ameaçadora para os projetos das classes dominantes.
A Faculdade de Filosofia, conhecida como FAFI, nasceu como proposta de "universidade" municipal em 1955 e iniciou suas atividades em 1957. Após inúmeras dificuldades de funcionamento
foi estadualizada em 1959, sendo essa história contada por outros pesquisadores, que destacaram sua singularidade institucional. Durante o início dos anos 1960 era organizada
em departamentos, com a participação dos estudantes nos órgãos colegiados e teve profícuo envolvimento de estudantes e professores com os movimentos sociais do período. Dentre
esses movimentos destacam-se a Campanha em Defesa da Escola Pública, a defesa da Reforma Universitária e o Movimento de Cultura Popular, pela atuação local do Movimento Popular
de Cultura (MPC) e do Grupo Universitário de Trabalho Artístico (GRUTA). No auge das práticas de difusão cultural e alfabetização, a ditadura interveio no projeto da instituição
no dia 1º de abril de 1964 e professores e estudantes foram presos e processados, encerrando o ciclo de efervescência cultural. A atuação da FFCL de São José do Rio Preto
na sociedade local foi restringida e esta se transformou, de fato, em um instituto isolado, carregando consigo ao longo dos anos a fama de "centro comunizador do interior
paulista". Do IPM aberto na intervenção da faculdade foram extraídos relatos, documentos e testemunhos que montam um quebra-cabeça sobre a criação da instituição e de que
forma ela se articulava com os debates político-pedagógicos e as propostas de reformas em âmbito estadual e nacional. Ao final, dentre algumas conclusões, acredita-se que
a tentativa de questionamento da realidade pela concretização de uma "práxis educativa" sendo combatida pelos grupos locais que, oportunamente, com sua aproximação das alas
conservadoras da polícia e exército, decidiram colocar um fim no projeto da instituição, teria sido o principal motivo para a intervenção.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São José do Rio Preto
Localidade
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da UNESP
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1955-1964
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/915735

Os impactos das condições de trabalho sobre a subjetividade do professor de ensino superior privado de Campinas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lima, Liliana Aparecida de
Sexo
Mulher
Orientador
Pereira, Elisabete Monteiro de Aguiar
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
158
Idioma
Português
Palavras chave
condições de trabalho
subjetividade
professores
ensino superior
precarização
Resumo
A expansão do ensino superior privado no Brasil avança rapidamente e a desregulamentação, financeirização e desnacionalização tem marcado fortemente
este crescimento acelerado com grandes fusões entre instituições educacionais que seguem construindo conglomerados com participação na bolsa de valores, o que reforça o crescimento
de uma concepção mercadológica do ensino privado no país. Esta concepção mercantil determina muitas das condições de trabalho dos professores nestas instituições e, consequentemente,
estas condições de trabalho impactam a subjetividade destes professores. O presente estudo propôs como objetivo geral, pesquisar junto aos/as professores do Ensino Superior
Privado, sindicalizados ao Sindicato dos Professores da Rede Privada de Ensino de Campinas e Região, como as suas subjetividades são impactadas e se manifestam a partir de
determinadas condições de trabalho a que estão submetidos nas IES Privadas. Por "impacto" adota-se a definição de ser uma "influência decisiva dos acontecimentos no decurso
da história". O estudo apresenta uma contextualização da expansão do Ensino Superior Privado no Brasil; reúne vários autores que versam sobre a subjetividade em uma concepção
sócio-histórica e marxista, tanto do ponto de vista da Psicologia quanto da Sociologia. Foram sujeitos da pesquisa 29 professores que responderam a um questionário com perguntas
abertas e fechadas. Os dados coletados foram compreendidos a partir do método fenomenológico de Amedeo Giorgi e a discussão foi realizada a partir de uma análise qualitativa..
Os dados revelam que 88% dos professores se dizem estressados, seguido do tempo que o trabalho retira de lazer, de convívio com a família e com os amigos com 76%; surgem as
manifestações de adoecimento em mais da metade dos/as pesquisados/as com 52% e o medo de perder o emprego acomete 52% dos professores. Apesar disso, 68% dos professores não
mudariam de profissão. Evidencia-se, portanto, através da análise de impacto sobre a subjetividade destes professores que as condições de trabalho vivenciadas pelos mesmos
impactam negativamente as suas subjetividades tornando-as subjetividades precarizadas.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Arte para educar os sentidos: a atuação da Brava Companhia no Parque Santo Antônio - SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Miorim, Marina Araujo
Sexo
Mulher
Orientador
Piozzi, Patrizia
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
154
Idioma
Português
Palavras chave
emancipação
teatro
educação dos sentidos
Resumo
Este trabalho foi desenvolvido a fim de sistematizar e compreender a produção e as atividades da Brava Companhia - coletivo teatral da cidade de São
Paulo -, pois suas ações são um exemplo do que vários grupos vêm realizando em comunidades da periferia da capital paulista, desenvolvendo uma pesquisa e criação cênica ao
mesmo tempo em que agem política e socialmente nos espaços instalados. Assim, as práticas da companhia foram observadas com o intuito de compreendê-las em sua potencialidade
de mediação para a tomada de consciência de processos econômicos e sociais que apartam os moradores do Parque Santo Antônio de uma emancipação humana baseada, sobretudo, em
dignas possibilidades materiais de reprodução de suas vidas, bem como da liberdade de reflexão acerca do mundo contemporâneo. O objetivo, portanto, foi delimitar as proposições
e expectativas que os integrantes desse coletivo teatral travam e quais são as possibilidades de repercussão para as pessoas envolvidas nessa sociabilidade intermediada pelo
fazer artístico.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Parque Santo Antônio
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorioslatinoamericanos.uchile.cl/handle/2250/1346046

Vidas de jovens militantes

Tipo de material
Livre Docência
Autor Principal
Guimarães, Aurea M.
Sexo
Mulher
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
416
Idioma
Português
Palavras chave
jovens
militância
heróis
transcriação
relações de poder
Resumo
Esta pesquisa dirige o seu olhar para a vida de jovens militantes da cidade de Campinas, ampliando os estudos que, iniciados nas décadas de 1980 e 1990, revelam
novas formas de participação juvenil e questionam os estereótipos que vinculam as ações juvenis tanto ao individualismo, à apatia política, ao desinteresse pelo espaço público,
quanto à violência, à desordem, à drogadição.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-1990

O movimento sindical na academia: o caso das universidades estaduais paulistas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Granzotto, Tânia Maria
Sexo
Mulher
Orientador
Sandoval, Salvador Antonio Mireles
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
UNICAMP
Página Inicial
1
Página Final
451
Idioma
Português
Palavras chave
universidades e faculdades públicas
Sindicalismo
Ensino superior
Movimento trabalhista
Servidores públicos estaduais
Resumo
Esta tese analisa os movimentos sindicais nas Universidades Estaduais Paulistas ocorridos desde o final dos anos 1970 até 2008. O objetivo da pesquisa,além do resgate histórico das paralisações e greves ocorridas, foi também o de analisar o atual processo de desmobilização das categorias de docentes e de funcionários nestas universidades. Para tanto, buscamos conhecer e compreender o sindicalismo praticado pelas Entidades Sindicais ao longo dos anos. As transformações no mundo do trabalho oriundas do neoliberalismo, o qual levou à conseqüente Reforma do Estado nos anos 1990, promoveram a implementação de ações neoliberais nas universidades públicas e no ensino superior, bem como a mudança do perfil das categorias. Esses e outros fatores vêm dificultando profundamente a mobilização coletiva, tanto da categoria dos docentes, quanto da categoria dos funcionários. 
Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Fins dos anos 1970-2008
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/786041?guid=1708874193273&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1708874193273%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d786041%23786041&i=1

Territórios de resistência e movimentos sociais de base: uma investigação militante em favelas cariocas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Bartholl, Timo
Sexo
Homem
Orientador
Costa, Rogerio Haesbaert da
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
geografia em movimento
movimento social de base
território de resistência
favela
investigação militante
Resumo

Uma pesquisa que nasce de lutas de resistência justifica sua condição de ser ao
dialogar com e realimentar os processos em meio aos quais surge. É este o intuito deste
trabalho, que é resultado de uma investigação militante inserida em experiências de
trabalho de base protagonizadas por movimentos sociais de base que atuam em favelas
do Rio de Janeiro. Com isso não é um trabalho baseado em saberes sobre favela ou sobre
esses grupos, e sim analisa os processos em questão a partir do ponto de vista dos dois.
Experiências que articulam investigação e militância e uma discussão de saberes e
sujeitos em movimento dão base para uma proposta de pensar e fazer Geografias em
movimento(s). Uma discussão crítica de olhares e informações sobre favelas, da escala
global à escala local levam à questão como, na luta de classes, múltiplas relações de
dominaçãosubordinação/ resistência, que podemos compreender também como relações
centro-periferia, espacializam-se para constituir territórios de resistência. Movimentos
sociais de base como os coletivos Ocupa Alemão, Us Neguin Q Não C Kala, Roça! e a
Comunidade Popular Chico Mendes territorializam-se nestes territórios das classes
periféricas inseridas em dinâmicas maiores de favelas em movimento. Um elemento
chave do trabalho, apresento textos nos quais estes grupos autorrefletem suas experiências
de luta, reflexões que falam por si só ao mesmo tempo que permitem um diálogo com a
questão da importância de suas articulações e de práticas espaciais resistentes na
formação e no fortalecimento de territórios-de-resistência-rede. A perspectiva que
permeia o texto conecta saberes, territórios e movimentos entre si e com o horizonte da auto-emancipação das classes periféricas em luta, uma luta de muitas lutas que devem ser
compreendidas em sua complementaridade. São lutas que carregam, como potencialidade
e como realização (até então sempre parcial e incompleta), caminhos de superação da
dominação das periferias pelos centros, rumo a uma sociedade igualitária onde não há
nem periferia, nem centro.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste, Norte, Centro, Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://territoriosresistencia.files.wordpress.com/2016/03/tese-territorios-de- resistencia-tbartholl-6mb.pdf

Formação continuada de professores:dos (des)caminhos dos orgãos colegiados de participação, as instancias de gestão das politicas publicas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Moreto, Julio Antonio
Sexo
Homem
Orientador
Lyndaker, Charles Richard
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2009.477286
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Educação
Instituição
Unicamp
Página Inicial
1
Página Final
314
Idioma
Português
Palavras chave
educação permanente
conselhos de educação
políticas públicas
gestão de educação escolar
Resumo
O convívio nos coletivos de pessoas, a partir da constituição dos indivíduos em relação uns com os outros - a convivência com ocasiões em que são consideradas
as possibilidades de decisões coletivas para a manutenção desta forma de organização - contribui para a consecução da democracia; momentos em que são consideradas as necessidades,
aspirações e opiniões de mais pessoas, da coletividade. Neste trabalho, estudamos os órgãos colegiados de participação: os conselhos instituídos na Secretaria Municipal de
Educação de Campinas (SP), a fim de compreender como se deram as relações entre eles e os gestores da secretaria, na elaboração de políticas de formação continuada de professores.
Estudar esta formação é dizer da importância dos profissionais e da forma como se constituem, a relevância da educação, o papel do Estado, os recursos, projetos, tempos, locais;
enfim, como as instituições educacionais lidam com os saberes, as necessidades e as possibilidades dos professores. Todavia esta organização não garante a elaboração de políticas
de formação para a área, considerando os encaminhamentos e decisões daqueles coletivos; em muitos casos, são assumidas as orientações político-partidárias, o que implica em
responder às exigências mercadológicas à qualificação para atender as necessidades cotidianas. A análise documental e entrevistas compuseram a metodologia juntamente com a
análise de conteúdo (BARDIN, 2000); assim como a construção de temas como configuração e interdependência (ELIAS, 1980); semiformação (ADORNO, 1996); e qualificação para o
trabalho (SOUZA, 2005 e KUENZER, 2002), foram utilizados para a análise dos dados. O estudo da participação possibilitou-nos apreender a organização, o funcionamento e as
ações dos conselhos instituídos na SME, no período de 2001 a 2008, nas gestões aqui denominadas de "do PT" e "do PDT" - respectivamente - em que a representação da sociedade
civil organizada - através da constituição da democracia - encontra possibilidades de influir nos desígnios dos desenhos de políticas pública, neste caso, para a área educacional.
Juntamente com esse tema, ampliamos o estudo - a partir de uma necessidade de qualificar a pesquisa sobre participação - trabalhando, também, com as políticas de formação
continuada dos professores das escolas municipais de Campinas, através da organização da estrutura administrativa do Sistema Municipal de Ensino. A existência de uma estrutura
organizacional que sustenta - ao longo de quase trinta anos - as ações de formação continuada de professores nesta secretaria possibilitou consolidar uma cultura da participação
em certames de formação continuada, contudo isto não garante que a coloração políticopartidária deixasse de interferir nos desígnios desta política, originando desenhos para
atender às necessidades expressas pelos organismos nacionais e internacionais que fomentam a educação.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1989-2008
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/477286?guid=1701302848780&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1701302848780%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d477286%23477286&i=1

A organização internacional dos trabalhadores metalúrgicos na Mercedes-Benz do Brasil: perspectivas de contra-hegemonia local-global.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Eduardo Magalhães Rodrigues
Sexo
Homem
Orientador
Luiz Eduardo Waldemarim Wanderley
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Campinas
Programa
Pós-Graduação em Relações Internacionais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Sindicalismo internacional
Contra-Hegemonia
Comitês Mundiais de Trabalhadores
Movimento sindical brasileiro
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Resumo

A presente dissertação analisa a experiência de organização sindical internacional a partir dos trabalhadores na Mercedes-Benz do Brasil na cidade de São Bernardo do Campo. Digo "a partir", pois a própria natureza do processo levou à conexão global com os trabalhadores localizados em unidades de outros países da mesma transnacional. Há, entre os atores políticos mais diversos, bem como no mundo acadêmico, a controversa questão sobre a importância do movimento sindical não só no Brasil, mas também em nível internacional. Isto é, contesta-se a respeito da efetividade do sindicalismo internacional diante a globalização hegemônica do capital. Uma questão diz respeito se as práticas adotadas, mesmo que ainda incipientes, significam uma futura alternativa ao modelo hegemônico. Outra trata se a perspectiva internacional sindical em curso pode contribuir para a manutenção ou novas conquistas para os trabalhadores. Tais questões são vitais, especialmente em um mundo de intensa e ainda crescente globalização em todos os setores sociais. Evidenciou-se a indicação de respostas positivas às dúvidas acima, sugerindo que, não obstante a crise atual, também, do movimento sindical internacional, trata-se de uma estratégia exequível e mesmo indispensável ao trabalhador. A metodologia seguida, além das referências teóricas, lançou mão, basicamente, da pesquisa de campo por meio do estudo de fontes primárias e entrevistas junto aos principais protagonistas da trajetória internacional que em 2014 completa 30 anos.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Bernardo do Campo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://docs.wixstatic.com/ugd/5a1357_abc0976d937945b7a6401f32ca10b973.pdf