Estrutura econômica e mercado de trabalho

A agência dos subalternos: movimentos sociais da costura no Brasil e na Argentina

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guirado Neto, José
Sexo
Homem
Orientador
Braga Neto, Ruy Gomes
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-20112020-212928
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Agência
Costura
Dinâmicas de Ação Coletiva
Movimentos Sociais
Redes Sociais
Resumo

Nesta pesquisa, analisamos a agência dos subalternos da costura da Região Metropolitana de São Paulo e da Grande Buenos Aires que assumiram contemporaneamente a forma de movimentos sociais. Nesse sentido, dois são nossos objetivos centrais. Primeiro, desvendar como, mesmo em um contexto restritivo, imigrantes bolivianos criaram três agrupamentos (dois compostos por donos de micro confecção e um por costureiros) e teceram redes sociais complexas – com ONGs de direitos humanos, de direitos dos imigrantes e de promoção da cultura imigrante, centrais sindicais, agentes da mídia, empresas recuperadas por trabalhadores, cooperativas de catadores, órgãos dos poderes públicos local, regional e nacional, agentes políticos, coletivos universitários e organizações ligadas à costura – que deram origem a dois complexos movimentos sociais de baixo com características adversas. Segundo, deslindar as dinâmicas da ação coletiva empregada por esses movimentos ao tentarem esculpir um espaço para acomodar seus interesses no interior das sociedades civis e dos estados brasileiro e argentino. Para tanto, empregamos uma teoria dos movimentos sociais baseada na noção gramsciana de subalternidade.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Grande Buenos Aires
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-20112020-212928/pt-br.php

Ação coletiva e dinâmica urbana: o MTST e o conflito na produção da cidade

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Falchetti, Cristhiane
Sexo
Mulher
Orientador
Braga Neto, Ruy Gomes
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-27112019-183740
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Cidades
Conflitos
Lutas sociais
MTST
Ocupações urbanas
Resumo

Este trabalho aborda a interface entre ação coletiva e a dinâmica urbana, interrogando sobre o lugar da cidade nas lutas sociais. A recente intensificação dos conflitos urbanos e a visibilidade das ocupações urbanas são o ponto de partida da pesquisa, que segue a experiência do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), com especial interesse nas dinâmicas do trabalho e da moradia nos últimos anos na metrópole de São Paulo. Desse modo, por meio da trajetória do MTST e de seus integrantes, percorremos as mudanças decorrentes do neoliberalismo desde os anos 1990, buscando compreender como elas impactaram a vida dos trabalhadores urbanos mais vulneráveis que vivem nas periferias e suas formas de organização. A pesquisa de campo se atém ao território do Jardim Ângela e à ocupação Nova Palestina (MTST), investigando as transformações urbanas e sociais que ajudam a compreender o surgimento da ocupação, bem como a figura dos trabalhadores sem teto. Ao reconstituir os processos de inserção urbana dos trabalhadores, argumento que as ocupações periféricas se inscrevem no contexto de redefinição no modo de produção da cidade, o qual aprofunda a insegurança habitacional. Nesse cenário, o MTST desponta como forma de organização coletiva e resistência aos processos de mercantilização da cidade e da habitação, movendo-se contraditoriamente no terreno da gestão do social que atravessa os territórios periféricos. As ocupações organizadas constituem-se em mediações políticas potentes quando tensionam práticas e relações sociais de dominação e permitem construir espaços outros, porém, se inserem no horizonte encurtado da viração cotidiana e da subjetividade neoliberal.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Jardim Ângela e Ocupação Nova Palestina (MTST)
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1990-2018
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-27112019-183740/pt-br.php

Adoecimento no trabalho, a metamorfose do trabalhador do campo na cidade e os reflexos da reestruturação produtiva em uma fábrica de confecções têxteis no interior do estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Vitor Luiz Carvalho
Sexo
Homem
Orientador
Alves, Giovanni Antonio Pinto
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Adoecimento
Reestruturação Produtiva
Trabalho
Indústria de Confecções
Resumo

Esta dissertação analisa as relações entre o processo de reestruturação produtiva e o adoecimento no trabalho em uma fábrica de confecções têxteis, da cidade de Auriflama, interior do Estado de São Paulo. A problemática estudada foi analisada a luz das condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da fábrica têxtil Ares Confecções que reproduz tendências internacionais de flexibilidade e intensificação do trabalho. Assim, as causas, características e consequências das condições de trabalho são analisadas com base, sobretudo em entrevistas semiestruturadas com trabalhadoras e trabalhadores adoecidos, bem como, relatos orais. Abordamos as consequências das condições de trabalho sobre a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras do seguimento de confecções têxteis, evidenciando seu caráter penoso de esgotamento físico e mental que contribui para os adoecimentos, sobretudo das trabalhadoras.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Auriflama
Localidade
Ares Confecções
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/b158ab80-a7da-42cb-8b6f-42aa7e0b3371

O trabalho em movimento: uma análise das relações de trabalho nas empresas de ônibus do ABC Paulista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sereno, Thiago Ricardo
Sexo
Homem
Orientador
Braga Neto, Ruy Gomes
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Condições de trabalho
Relações de trabalho
Precariedade
Flexibilização
Transporte urbano
Resumo

O presente trabalho parte da análise das condições e das relações de trabalho nas empresas de ônibus do ABC Paulista, assim como da análise da satisfação dos usuários desse serviço, para demonstrar a maneira como a condição de precariedade dessas relações impactam não apenas na vida dos trabalhadores, mas também na vida dos milhões de usuários que utilizam esse serviço de transporte diariamente. Para a análise das relações de trabalho, foram realizadas entrevistas em profundidade com motoristas e cobradores de ônibus das empresas de transporte da região, além de diversas horas de pesquisa etnográfica em coletivos de diversas linhas. Com relação aos pressupostos teóricos, partiu-se do diagnóstico de que a partir da década de 1980 o trabalho no mundo passou por diversas modificações que se materializaram na flexibilização e intensificação do trabalho e resultaram em uma situação de precariedade, difundida nas mais diversas áreas do mercado de trabalho.

Disciplina
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7631521

O Racismo e a Sub-representação dos Negros na Alta Liderança do Mundo Corporativo: 1850 a 1990

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vicente, Raphael de Lima
Sexo
Homem
Orientador
Bernardo, Teresinha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Racismo
Mercado de trabalho
Emprego
Negros
Resumo

Introdução - O sistema escravagista marcou profundamente a formação da sociedade brasileira. No Brasil, a pele passa a ser um operador social de acesso ou proibições, um legado determinante de impossibilidades para negros e brancos, sendo que o processo de miscigenação foi uma falácia para invisibilizar e excluir os negros do mercado de trabalho.

Objetivo - Examinar como a herança da escravidão no estado de São Paulo contribui diretamente na formação e nas condições do mercado de trabalho no século XX.

Métodos – O estado de São Paulo foi definido como região a ser observada. O espaço-tempo foi definido entre 1850 e 1990, dos importantes momentos de transição econômica e modelos de utilização da mão de obra.

Resultados - O estado de São Paulo é claramente o caso mais avançado dessa transformação, sendo que, quando se tenta recapitular a experiência paulista de crescimento e desenvolvimento econômico em uma escala nacional, a experiência de São Paulo na questão racial torna-se ainda mais importante como um possível prognóstico das coisas que estão por vir. A sociedade racista admitia o negro como escravo; para o trabalho livre trouxe o europeu, alegando que os negros não tinham "mentalidade" para se integrarem aos modos de produção modernos.

Conclusão - A herança escravocrata, no formato de um ciclo de exclusão do negro, extremamente eficiente, irradia e consolida estruturas e hierarquizações, as quais, dentre seus efeitos, tornam extremamente difícil a chegada e permanência do negro nos postos de comando do mercado de trabalho.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1850-1990
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8270341

O gênero do trabalho operário: condições de trabalho, divisão sexual e práticas sociais em indústrias metalúrgicas dos segmentos automotivo e eletroeletrônico

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lapa, Thais de Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Leite, Marcia de Paula
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Condições de trabalho
Trabalho industrial feminino
Divisão sexual do trabalho
Mulher e participação sindical
Relações de gênero
Resumo

Esta tese analisa as condições de trabalho e práticas sociais operárias em indústrias metalúrgicas dos segmentos automotivo e eletroeletrônico, localizadas no ABC Paulista e interior do Estado de São Paulo. A problemática da divisão sexual do trabalho e das relações de gênero guia as reflexões sobre como o trabalho é diferencialmente atribuído e valorado entre os sexos e também atravessa a caracterização das condições de trabalho e das práticas sociais operárias. A tese busca responder em que medida há aproximações das condições de trabalho entre os dois segmentos, em um contexto de realinhamento neoliberal que atravessa as formas de trabalho no Brasil desde 2014. Examino para tal o crescimento das demissões, o processo de desnacionalização da cadeia produtiva automotiva e as tendências de precarização do emprego e trabalho nesse segmento, que o tornam cada vez mais parecido com o eletroeletrônico. O uso da força de trabalho, que reproduz tendências internacionais de alocar homens na indústria automotiva e mulheres na eletroeletrônica, é examinado nas realidades regionais (ABC e interior) a partir da problemática da segregação setorial e ocupacional e da desigualdade salarial. Mas procuro elucidar como a análise de gênero sobre o trabalho não se restringe a tais elementos - quando discuto a construção social da segregação e da discriminação feminina e os processos de feminização e mixidade do trabalho (automotivo). O contexto de inflexão neoliberal atravessa a divisão sexual de duas maneiras: uma delas, criando "falsos alarmes" de avanço na participação feminina nos segmentos, quando em realidade a instabilidade e demissões afetaram ambos os sexos (mais mulheres no eletroeletrônico e mais homens no automotivo). Outra maneira é o retrocesso das trajetórias das poucas mulheres que desenvolveram algum avanço de carreira nas fábricas (são tiradas da produção e realocadas na logística, ou priorizadas em afastamentos como os lay-off). As causas, características e consequências das condições de trabalho nos segmentos/regiões são analisadas com base, sobretudo, em entrevistas. Como fatores que integram causas das condições de trabalho, considero a situação do mercado de trabalho em especial desde 2014, as formas de organização do trabalho e da produção e a gestão do trabalho – cujos princípios neoliberais de individualização e concorrencialismo, assim como as práticas de intensificação estão presentes em ambos os segmentos. As condições de trabalho propriamente são analisadas, à luz das reflexões de gênero, nas dimensões do ambiente de trabalho, da situação dos postos, dos ritmos de trabalho, das pausas durante a jornada, da demanda de força nas operações e dos desvios do trabalho prescrito. Abordo as consequências das condições de trabalho nos segmentos sobre a saúde, evidenciando o caráter penoso frequentemente não reconhecido do trabalho das operárias, que ajuda a ocultar os adoecimentos que dele decorrem. Por fim, são discutidas as práticas sociais de operárias/os: experiências e percepções a respeito da própria atividade, modos de experienciar as condições de trabalho e práticas sociais operárias, direcionadas ou não a resistências. A subjetividade, a solidariedade, a (des)valorização do trabalho feminino e a auto-organização de operárias são problemáticas enfrentadas dentro desse debate.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Região
Interior
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7731026

A música dos rebeldes: o punk paulistano e a resistência à indústria fonográfica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Edson Alencar
Sexo
Homem
Orientador
Mira, Maria Celeste
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Punks
Música gravada
DIY
Industria Fonográfica
Periferia
Resumo

Esta tese foca a música gravada por punks na cidade de São Paulo de 1981 até 2019. Com base nisso, argumentamos que estas produções vinculam-se a cultura mundializada, estabelecidas, portanto à uma forma musical específica, ao movimento punk mundial e à sua ética de grupo Do It Yourself (DIY). Incidindo internamente ao habitus de classe e aos pertencimentos a grupos juvenis espalhados pela periferia da cidade de São Paulo. Essa dinâmica gerou uma série de práticas, entre elas aquelas vinculadas à música gravada no qual vem se apresentando sem interrupções desde 1981. Fizemos um levantamento de produções no qual constatamos 880 produtos fonográficos elaborados punks, sendo a maior parte delas feitas, difundidas e distribuídas pelos próprios punks paulistanos. Neste sentido, a partir do esforço de pesquisa, sugerimos que, para além de um sentido econômico, estas práticas estariam focadas nas redes de sociabilidade, amizade e identidade, partilhadas punks paulistanos. O qual também favoreceu que estes pudessem inserir suas concepções e visões de mundo, via a música gravada, em um contexto de produção musical dominado pelas elites econômicas e culturais do Brasil.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1981-2019
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/PUC_SP-1_0123a4178699121a5ae1bd30f3ddee0d

A logística do caos: o motoboy nas “asas da liberdade” do despotismo just in time

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Guimarães, Aender Luis
Sexo
Homem
Orientador
Pinheiro, Jair
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Motoboys
Just in time
Reestruturação flexível
Neoliberalismo
São Paulo
Resumo

A presente pesquisa propõe um estudo sobre os motofretistas sob uma específica disfuncionalidade da cidade capitalista: o trânsito congestionado. Esse profissional atinge a compressão do tempo, via aceleração de sua moto pelo espaço, de modo a contemplar três objetivos distintos, porém interligados e complementares. Em uma perspectiva pessoal, a necessidade premente de sustento próprio e familiar do trabalhador. Em um outro prisma, diminuir o tempo de giro do capital e aumentar a taxa de lucro para os capitalistas individualmente considerados. Por fim, garantir a reprodução ampliada do capitalismo, enquanto relação social de produção. Além disso, este estudo empreende uma investigação do transbordamento da organização científica do trabalho, do ambiente fabril e gerencial para a estrutura urbana da Região Metropolitana de São Paulo. Pretendo demonstrar ainda que o tempo do neoliberalismo se configura como um tempo just in time, que significa uma sazonalidade da velocidade e da urgência na produção e distribuição. Essa oscilação frenética de ritmo acaba por institucionalizar o agir just in time em diversas esferas da existência humana. Ao mesmo tempo, simbolicamente, a impressão de “perder o controle” de condutas e subjetividades passa a ser possível frente o capitalismo neoliberal, o que é sugerido nesta tese por meio da metáfora-slogan asas da liberdade. A racionalização just in time torna-se o despotismo do aqui e agora; e a autonomia individual passa a ser a liberdade de aquisição e do consumo, num ritmo sazonal de pressa e urgência. O uso da história oral permitiu captar depoimentos ou informações dos próprios trabalhadores sobre o mundo do trabalho e as vicissitudes do cotidiano do moto-entregador na Cidade de São Paulo foram importantes pois permitiram um olhar mais próximo do tema pesquisado, e levaram a um melhor entendimento de suas concepções acerca do trabalho, da cidade e da velocidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/5f167146-5b89-4754-a13d-1573bc36689f

A imagem do caipira na obra de Monteiro Lobato

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos Junior, Rodolfo Araújo dos
Sexo
Homem
Orientador
Gusmão, Luis Augusto Sarmento Cavalcanti de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Brasília
Programa
Sociologia
Instituição
UNB
Idioma
Português
Palavras chave
Caipira
Monteiro Lobato
Mundo rural
Jeca Tatu
Primeira República
Resumo

Este trabalho busca analisar e compreender os motivos econômicos, sociais e culturais que permitiram que o personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato tivesse tamanha receptividade no meio intelectual e urbano da Primeira República. Fixando-se, posteriormente, na memória social brasileira como um tipo social representativo e imprescindível na composição da identidade nacional. A consolidação da produção cafeeira no Oeste Paulista permitiu um desenvolvimento econômico suficiente para que o Estado de São Paulo despontasse como a região mais rica e influente do país. Tal riqueza proporcionou o desenvolvimento material e cultural da capital São Paulo, tornando-se esta, a mais moderna e desenvolvida cidade brasileira. E nesse contexto emerge uma elite intelectual urbana, que passa a refletir sobre as questões nacionais com base na experiência positiva de seu Estado. Procuramos apresentar também como o mundo rural paulista ecoava nas produções culturais da época, posto que a estrutura econômica da empresa do café produzira modos de agir, sentir e pensar característicos do homem interiorano de São Paulo, especificamente, o caipira paulista. Por fim, entendemos que acompanhar a formação intelectual de Monteiro Lobato tornou-se essencial, pois, como representante social da região do Vale do Paraíba, não deixa desse modo, de expressar os valores do mundo rural brasileiro na composição, caracterização e explicação do contexto social e econômico que seu personagem, Jeca Tatu, representa. Como também, sua experiência com a prática jornalística o municiaram com repertório cultural suficiente para ocupar uma posição privilegiada no campo literário brasileiro. Bem como a vida de fazendeiro do interior paulista, que possibilitou a ele um contato direto com a realidade do caboclo brasileiro, de modo a confrontar a realidade com as idealizações produzidas pelos intelectuais urbanos sobre o mundo rural brasileiro. Com, essa pesquisa concluímos que Lobato conseguiu condensar em seu personagem Jeca Tatu hábitos e práticas sociais que representavam as principais características do homem interiorano paulista. Refletindo particularidades profundas da realidade social brasileira Lobato sintetiza, de forma caricatural e descritiva, aspectos da realidade rural do país que, naquele tempo, eram desconhecidos da elite intelectual do Brasil.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Vale do Paraíba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1882-1948
Localização Eletrônica
https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/632585?mode=full

A condição socioespacial da classe trabalhadora: transporte e cotidiano da mobilidade perversa na metrópole de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Oliveira, Sandro Barbosa de
Sexo
Homem
Orientador
Cavalcante, Savio Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Sociologia
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Condição socioespacial
tempo de deslocamento
urbanização rodoviarista
cotidiano da mobilidade perversa
mobilidade restrita
Resumo

O objetivo geral desta tese foi o de analisar, problematizar e evidenciar a condição socioespacial da classe trabalhadora e seu tempo de deslocamento no processo de urbanização e reprodução social na metrópole de São Paulo, para desvelar o cotidiano da mobilidade perversa vivida e percebida a partir de quatro determinações econômicas, políticas e sociais que configuram sua condição espacial de vida. A primeira determinação analisada parte das segregações socioespacial, étnico-racial e urbana que influenciam o tempo de deslocamento de trabalhadores (as) das periferias, caracterizadas por meio das relações de classes, raça e espaciais apreendidas por meio da análise dos resultados da Pesquisa Origem-Destino de 2017, Mapa da Desigualdade 2019 e de experiências de trabalhadores (as) precarizados (as) por meio de grupos focais e questionários apresentadas ao longo da tese e dos processos sociais que fundamentam tal determinação oriunda da tríplice segregação. A segunda determinação analisada parte do processo de urbanização rodoviarista e da dinâmica do tempo de rotação do capital, mediada pela análise da ferrovia na estruturação urbana dos subúrbios e das rodovias na periferização, para entender a crise de mobilidade urbana enfrentada pela classe trabalhadora nos deslocamentos na contemporaneidade. Na terceira, analisamos a dinâmica das leis do valor na relação entre valorização imobiliária e expansão do transporte e do sistema metroferroviário por meio do Plano Integrado de Transportes Urbanos, ao mostrar como a transferência de valor da maquinaria ônibus impacta no preço da tarifa e a urgência da tarifa zero. Por fim, na quarta determinação, analisamos as condições de reprodução da classe trabalhadora com base nas diferentes condições espaciais entre as classes, ao analisar o transporte como mediador entre produção e reprodução e mostrar como as desigualdades estruturais perpassam o espaço urbano e a vida cotidiana, por meio de relatos vividos dos grupos focais que mostram o fazer-se da classe trabalhadora nos deslocamentos: vendedores ambulantes autointitulados marreteiros de trem; das vilas operárias e favelas oriundas da urbanização; e a trajetória das trabalhadoras domésticas na reprodução de toda a sociedade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_fef010f0405a95a52585d104777a12bc