Esta tese foca a música gravada por punks na cidade de São Paulo de 1981 até 2019. Com base nisso, argumentamos que estas produções vinculam-se a cultura mundializada, estabelecidas, portanto à uma forma musical específica, ao movimento punk mundial e à sua ética de grupo Do It Yourself (DIY). Incidindo internamente ao habitus de classe e aos pertencimentos a grupos juvenis espalhados pela periferia da cidade de São Paulo. Essa dinâmica gerou uma série de práticas, entre elas aquelas vinculadas à música gravada no qual vem se apresentando sem interrupções desde 1981. Fizemos um levantamento de produções no qual constatamos 880 produtos fonográficos elaborados punks, sendo a maior parte delas feitas, difundidas e distribuídas pelos próprios punks paulistanos. Neste sentido, a partir do esforço de pesquisa, sugerimos que, para além de um sentido econômico, estas práticas estariam focadas nas redes de sociabilidade, amizade e identidade, partilhadas punks paulistanos. O qual também favoreceu que estes pudessem inserir suas concepções e visões de mundo, via a música gravada, em um contexto de produção musical dominado pelas elites econômicas e culturais do Brasil.
A música dos rebeldes: o punk paulistano e a resistência à indústria fonográfica
Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Edson Alencar
Sexo
Homem
Orientador
Mira, Maria Celeste
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Punks
Música gravada
DIY
Industria Fonográfica
Periferia
Resumo
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1981-2019
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/PUC_SP-1_0123a4178699121a5ae1bd30f3ddee0d