Descreve as mortes por causas externas (violentas), segundo local de residência, nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, no período de 1970 a 1992. As variáveis definidas foram sexo, idade, estado civil, grau de instrução, ocupação, local de ocorrência e causa básica dos óbitos. As causas básicas foram, primeiramente, enfocadas na sua totalidade e, a seguir, agrupadas em acidentes de trânsito (E810-E819), homicídios (E960-E969), demais acidentes (E800-E807 e E820-E848), suicídios (E950-E959) e demais causas em que se ignora se as lesões que provocaram foram acidental ou intencionalmente infligidas (E980-E989). Os resultados mostraram aumento das taxas de mortalidade por causas externas com exceção de São Bernardo do Campo. As mortes não atingiram de forma idêntica os diferentes segmentos da população, concentrando-se nos indivíduos jovens e do sexo masculino. Para as mulheres este tipo de causa de morte teve muito menos importância, mantendo-se, em geral, em patamares estáveis. Os maiores coeficientes foram encontrados nas faixas etárias de 15 a 39 anos, sendo que, proporcionalmente, o maior aumento deu-se na de 15 a 19 anos. O grande destaque no cenário das mortes violentas foi o expressivo crescimento dos homicídios como causa de morte, principalmente a partir da década de 80 e, em especial, nos municípios de Diadema e São Bernardo do Campo. Os acidentes de trânsito constituíram-se na principal causa de morte violenta nos 4 municípios na primeira década do estudo, a partir de quando, foram sendo substituídos, em grau de importância, pelo homicídios. Entre os demais acidentes, destacaram-se os afogamentos (principalmente São Bernardo do Campo e Diadema) e as quedas; os suicídios ocuparam posição discreta como causa de morte. Os municípios de piores índices socioeconômicos e de qualidade de vida foram os que apresentaram maiores taxas de crescimento dos coeficientes de morte por causas violentas.