Medicina Social / Saúde Pública

Mortalidade por Causas Violentas no Município de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mello Jorge, Maria Helena Prado De
Sexo
Mulher
Orientador
Laurenti, Ruy
Código de Publicação (DOI)
10.11606/T.6.2016.tde-29072016-111428
Ano de Publicação
1979
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
281
Idioma
Português
Palavras chave
Acidentes e Violência
Causas Externas
Mortalidade
Resumo

Foram estudados casos de mortes violentas ocorridos no Município de São Paulo nos anos de 1960, 1965, 1970 e 1975, destacando-se os de pessoas nele residentes, por meio das informações que acompanham os laudos de necrópsias do Instituto Médico Legal. O objetivo foi caracterizar essa mortalidade segundo as reais causas básicas da morte, relacionando-as com variáveis consideradas importantes do ponto de vista epidemiológico, bem como o momento e o local de ocorrência dos acidentes e violências que levaram à morte. Os resultados encontrados mostraram uma elevação do risco de morrer por causas violentas entre nós, distinguindo-se os coefictentes de mortalidade por homicídios e por acidentes de trânsito de veículos a motor, dentre os quais assumem papel primordial os atropelamentos. As conclusões permitem colocar a mortalidade por acidentes e violências como importante problema de saúde pública.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1960, 1965, 1970 e 1975
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-29072016-111428/pt-br.php

Educação Sanitária na Secretaria de Saúde de São Paulo: um estudo relativo a coordenadoria de saúde da comunidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Castro, Anna Luzia De
Sexo
Mulher
Orientador
Marcondes, Ruth Sandoval
Ano de Publicação
1970
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
48
Idioma
Português
Palavras chave
Intervenção Estatal
Saúde
Políticas Públicas
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Mortalidade por causas externas nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema (São Paulo), de 1970 a 1992

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Galvanese, Grécia Conceição Soares da Motta
Sexo
Mulher
Orientador
Cesar, Chester Luiz Galvão Cesa
Ano de Publicação
1992
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Final
186
Idioma
Português
Palavras chave
desigualdade
criminalidade
militarização da segurança
segurança pública
exclusão
Resumo

Descreve as mortes por causas externas (violentas), segundo local de residência, nos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema, no período de 1970 a 1992. As variáveis definidas foram sexo, idade, estado civil, grau de instrução, ocupação, local de ocorrência e causa básica dos óbitos. As causas básicas foram, primeiramente, enfocadas na sua totalidade e, a seguir, agrupadas em acidentes de trânsito (E810-E819), homicídios (E960-E969), demais acidentes (E800-E807 e E820-E848), suicídios (E950-E959) e demais causas em que se ignora se as lesões que provocaram foram acidental ou intencionalmente infligidas (E980-E989). Os resultados mostraram aumento das taxas de mortalidade por causas externas com exceção de São Bernardo do Campo. As mortes não atingiram de forma idêntica os diferentes segmentos da população, concentrando-se nos indivíduos jovens e do sexo masculino. Para as mulheres este tipo de causa de morte teve muito menos importância, mantendo-se, em geral, em patamares estáveis. Os maiores coeficientes foram encontrados nas faixas etárias de 15 a 39 anos, sendo que, proporcionalmente, o maior aumento deu-se na de 15 a 19 anos. O grande destaque no cenário das mortes violentas foi o expressivo crescimento dos homicídios como causa de morte, principalmente a partir da década de 80 e, em especial, nos municípios de Diadema e São Bernardo do Campo. Os acidentes de trânsito constituíram-se na principal causa de morte violenta nos 4 municípios na primeira década do estudo, a partir de quando, foram sendo substituídos, em grau de importância, pelo homicídios. Entre os demais acidentes, destacaram-se os afogamentos (principalmente São Bernardo do Campo e Diadema) e as quedas; os suicídios ocuparam posição discreta como causa de morte. Os municípios de piores índices socioeconômicos e de qualidade de vida foram os que apresentaram maiores taxas de crescimento dos coeficientes de morte por causas violentas. 

Referência Espacial
Cidade/Município
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
Diadema
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1970-1992

Racismo e Saúde

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barbosa, Maria Inês da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Unglert, Carmen Vieira de Sousa
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Final
134
Idioma
Português
Palavras chave
marcadores da diferença
mortalidade
desigualdade
políticas públicas
Resumo

Trata-se de um estudo com o propósito de inserir nas análise das condições de saúde a variável raça enquanto categoria analítica para avaliar o impacto do racismo na saúde da população negra. Traça o perfil da mortalidade da população branca e da população negra na cidade de São Paulo, SP, em 1995. Revela um perfil mais crítico de saúde da população negra, especialmente pelo peso das mortes violentas, 4ª causa de óbito para a população branca, 11,4 por cento dos óbitos e 2ª causa de óbito para a população negra, 23,4 por cento; pela semelhança do perfil de mortalidade proporcional por faixa etária da mulher negra com o homem branco, 40,7 por cento e 39 por cento, respectivamente, dos óbitos ocorrem antes dos 50 anos, contrariando a diferença por sexo - é mulher, mas é negra; pela maior perda de anos potenciais de vida do homem negro, que perde 40 anos em cada óbito por causas externas, perdendo o homem branco, pela mesma causa, 36 anos. O negro morre antes. Conclui que o racismo, enquanto categoria analítica, deva ser inserido nas análises da dimensão social do processo saúde-doença.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1995
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-08042020-101524/pt-br.php

A logística dos resíduos sólidos dos serviços de saúde: um estudo de casos em hospitais do Rio de Janeiro e São Paulo.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Kopp, Mariana de Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Figueiredo, Kleber Fossati
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Administração
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
logística reversa
resíduos sólidos
resíduos de saúde
Resumo

A preocupação da sociedade atual em relação aos impactos ambientais vem crescendo a cada ano. Neste contexto estão inseridos os resíduos, tema amplamente discutido na sociedade, mídia, e no poder legislativo. Os resíduos já são encarados como problema, em função do esgotamento de aterros sanitários, da alta necessidade de investimento para construí-los, de novas propostas para evitar sua geração e da necessidade de estímulo para a prática da reciclagem. Há ainda fatores sociais de extrema importância, como a existência de catadores de lixo nestes ambientes. Adotando como premissa essas características observadas na realidade brasileira, os resíduos hospitalares são de alta criticidade, em função dos riscos ainda maiores que podem oferecer ao meio ambiente e a sociedade. Através do manejo destes materiais, podem ocorrer acidentes com materiais perfuro-cortantes, transmissão de doenças, contaminação do solo e de lençóis freáticos, dentre outros. Nos últimos anos, pressões advindas da sociedade e do governo aumentaram, através de cobranças por boas práticas e novas regulamentações mais rígidas do que as anteriores para esse setor, fazendo com que as instituições de saúde tivessem que se adequar, aumentando assim a complexidade e custos do processo. Tendo isso em vista, o presente trabalho teve como objetivo investigar as práticas deste processo de logística dos resíduos sólidos dos serviços de saúde.  Através da metodologia de análise de casos, em três hospitais, foi possível obter uma visão holística de todo o seu fluxo. Em função da análise dessas práticas, é possível perceber a evolução de muitos aspectos relacionados a esses resíduos, como também identificar benefícios advindos de um processo bem gerenciado. Apesar disso, ainda são encontradas dificuldades para fazer com que o mesmo aconteça de forma adequada, sobretudo no que se refere a mudanças de consciência e comportamento das pessoas que frequentam essas instituições.  Adicionalmente, o processo ainda é encarado principalmente como gerador de custos que, em instituições com restrição de recursos ou com a necessidade de gerar lucros, devem ser evitados.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.coppead.ufrj.br/publicacao/a-logistica-dos-residuos-solidos-dos-servicos-de-saude-um-estudo-de-casos-e-hospitais-do-rio-de-janeiro-e-sao-paulo/

A cidade inscrita no meu corpo: gênero e saúde em Presidente Prudente-SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alves, Natália Cristina
Sexo
Mulher
Orientador
Guimarães, Raul Borges
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia
Câncer de mama
Resumo

Os serviços de saúde são elementos importantes da produção do espaço urbano, pois podem determinar diferenças espaciais e de circulação. Do ponto de vista do gênero feminino, existe uma convergência destes serviços com o corpo da mulher. É por causa destas relações que as questões de gênero podem ser relacionadas às questões de saúde, o que também nos remete ao debate a respeito da articulação entre diferentes escalas geográficas. Este conjunto de relações foi estudado nesta pesquisa a partir da análise do câncer de mama. Fundamentado na pesquisa qualitativa, a captação de depoimentos orais de mulheres que fizeram cirurgia mastectomia radical ou quadrantectomia, devido câncer de mama, nos possibilitou captar as representações do seu processo saúde-doença, tanto do ponto de vista físico quanto subjetivo. Portanto, com os resultados da pesquisa, consideramos que os serviços de saúde da cidade de Presidente Prudente-SP são elementos importantes da produção e reprodução social e espacial das mulheres entrevistadas, uma vez que há uma convergência destes serviços com a saúde de seus corpos.

Referência Espacial
Cidade/Município
Presidente Prudente
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/handle/11449/96754

Intercessão arquitetura e saúde : múltiplas vozes na composição de territórios habitacionais

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Pessatti, Mirela Pilon
Sexo
Mulher
Orientador
Pina, Silvia Aparecida Mikami Gonçalves
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Campinas
Programa
Arquitetura, Tecnologia e Cidade
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Habitação
Saúde
Cartografia
Arquitetura
Campinas (SP)
Resumo

Esta pesquisa aborda a intercessão arquitetura e saúde e discute um modo de intervenção enquanto potencialidade na contribuição para o aumento nos graus de qualidade de vida em territórios habitacionais de interesse social. Considera-se que a Habitação e a Saúde são duas das necessidades mais básicas para a sobrevivência de indivíduos e coletivos e indissociáveis para uma vida com mais qualidade. Dessa forma, o objetivo geral da pesquisa é investigar e discutir a potência desse modo de intervenção baseado na intercessão de saberes e áreas. O estudo ocorre a partir de um campo de práticas em um bairro de alta vulnerabilidade e risco social, do município de Campinas/SP, a Vila Esperança. Fundamenta-se na hipótese de que o aumento nos graus de qualidade de vida num determinado território avança pelas estratégias produzidas nessa intercessão, pautadas num modo de fazer articulado entre os saberes da arquitetura e saúde e que inclua os moradores e usuários do espaço no processo de discussão e decisão. Ou seja, é tarefa que vai além da prescrição de soluções para o ambiente construído. Para a condução metodológica da pesquisa, adotou-se a Cartografia social como um método de pesquisa-intervenção, o qual favoreceu a exploração do território e a construção dos percursos investigativos, análise e proposições para o campo problemático apresentado. Os resultados são pistas que podem se transformar em estratégias e diretrizes tanto para o campo da arquitetura quanto da saúde, mas, especialmente, para a atuação conjunta e intercessora na produção de um objetivo comum - o aumento nos graus de qualidade de vida em territórios habitacionais de interesse social.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Bairro/Distrito
Vila Esperança
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Atenção primária em saúde e mobilidade populacional na favela da Rocinha, Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mariana Brandão Streit
Sexo
Mulher
Orientador
Willer Baumgarten Marcondes
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Saúde Pública
Instituição
FIOCRUZ
Idioma
Português
Palavras chave
Atenção Primária à Saúde
Saúde da Família
Território
Resumo

Esta dissertação trata da atenção primária em saúde (APS) e da mobilidade
populacional na Favela da Rocinha, comunidade que tem como característica ser composta
em grande parte por imigrantes nordestinos, e ter intensa mobilidade populacional. Sendo a
Estratégia da Saúde da Família pautada na adscrição territorial da população, este estudo
busca analisar como são prestados cuidados primários em saúde em três equipes de Saúde da
Família face à mobilidade populacional na Favela da Rocinha. Trata-se de pesquisa
qualitativa de tipo exploratório, que utiliza três técnicas para coleta dos dados: a observação
participante, o grupo focal, e a entrevista semiestruturada. Análise do material foi feita com
base em Bardin (1979), e as categorias se transformaram em capítulos sobre a dinâmica de
mobilidade na Favela, e sobre o cuidado em APS a partir dos atributos de Starfield (2002). A
adscrição territorial da população apareceu como barreira para o alcance dos atributos,
principalmente acesso e longitudinalidade. Para garantia de acesso e longitudinalidade muitos
moradores apresentam diferentes endereços. A falta de integração no sistema de prontuários
eletrônicos apareceu como principal fator que dificulta a coordenação do cuidado. As equipes
que se aproximaram mais da orientação dos atributos da APS foram as que flexibilizaram as
regras da adscrição. Sugere-se que as equipes utilizem mais a competência cultural e a
orientação na comunidade a fim de que o cuidado seja oferecido a partir das necessidades da
população, e que a fronteira da adscrição não seja empecilho para acesso e longitudinalidade.

Autor do Resumo
Mariana Brandão Streit
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/24414

Tuberculose na Rocinha: análise de indicadores epidemiológicos e operacionais após a cobertura de 100% da estratégia de saúde da família

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Patricia Barbosa Peixoto Durovni
Sexo
Mulher
Orientador
Valeria Saraceni
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Saúde Pública
Instituição
FIOCRUZ
Idioma
Português
Palavras chave
Tuberculose
Indicadores Epidemiológicos e Operacionais
Estratégia de Saúde da Família
Resumo

A tuberculose ainda representa um grave problema de Saúde Pública, apesar de
todos os esforços realizados para o seu controle. No Brasil, uma grande expectativa se coloca
diante da possibilidade da descentralização da atenção aos pacientes com tuberculose para a
Atenção Primária à Saúde, notadamente através da Estratégia de Saúde da Família e do
Programa de Agentes Comunitários de Saúde. No município do Rio de Janeiro, a ampliação
da cobertura da Estratégia de Saúde da Família vem sendo realizada desde 2009. Em 2010, a
Rocinha, uma das maiores favelas do Brasil, localizada neste município, recebeu 25 equipes
de Saúde da Família, reabsorvendo os agentes comunitários de saúde e enfermeiros que
trabalhavam no Programa de Agentes Comunitários de Saúde local, exclusivamente voltado
para o controle da tuberculose. Realizou-se o estudo de uma coorte de casos de tuberculose de
moradores da Rocinha, notificados entre janeiro de 2010 a dezembro de 2012, com o objetivo
de calcular e analisar as tendências de indicadores epidemiológicos e operacionais do controle
da doença, após a implantação de 100% da Estratégia de Saúde da Família nesta comunidade.
As fontes de dados utilizadas foram o Sistema de Informação de Agravos de Notificação e o
Sistema de Informações de Mortalidade, ambos obtidos junto à Secretaria Municipal de Saúde
do Rio de Janeiro. As informações populacionais tiveram como fonte o Censo 2010 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e estimativas populacionais do Instituto Pereira
Passos. Os dados foram tabulados com auxílio do Tabwin e analisados utilizando os pacotes
estatísticos STATA 11.2 e EpiInfo 7. Os resultados demonstraram que as equipes passaram a
notificar prontamente os casos. A proporção de cura de casos novos bacilíferos obtida foi de
78,5%, 75,9% nos anos de 2010 e 2011, com 19,1% de encerramentos ignorados em 2012, até
o momento. Neste grupo, o abandono foi de 11,1% e 10,2% em 2010 e 2011, respectivamente.

Autor do Resumo
Patricia Barbosa Peixoto Durovni
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Zona
Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2010 - 2012
Localização Eletrônica
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/35091

Obesidade e Pobreza: o aparente paradoxo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Vanessa Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Magalhães, Rosana
Ano de Publicação
2003
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Saúde Pública
Instituição
FIOCRUZ
Idioma
Português
Palavras chave
saúde pública
nutrição
obesidade
pobreza
práticas alimentares
Resumo

Nas últimas décadas a população brasileira experimentou intensas transformações em suas condições de vida, saúde e nutrição. Dentre as principais mudanças no perfil nutricional da população destaca-se o incremento da obesidade. Dados do Ministério da Saúde (2002) no Brasil revelam que 32% de nossa população adulta apresenta algum nível de excesso de peso. No entanto, a distribuição do problema não ocorre de maneira homogênea, ou seja, é possível perceber uma maior prevalência de obesidade em mulheres pobres da região sudeste do país. A compreensão desse aparente paradoxo impõe a busca de abordagens capazes de superar interpretações mecanicistas sobre as práticas e estratégias de consumo alimentar entre os grupos sociais mais desfavorecidos. Assim, o objetivo deste estudo é compreender a obesidade combinada à pobreza focalizando, além dos fatores determinantes de ordem econômica, constrangimentos de natureza cultural e simbólica, que possam estar articulados à conduta alimentar. Nesta perspectiva, o estudo buscou analisar o cotidiano das práticas alimentares através de entrevistas com mulheres obesas, usuárias do Centro Municipal de Saúde Píndaro de Carvalho Rodrigues e moradoras da Favela da Rocinha, compatibilizando informações sobre condições de vida e pobreza. Os resultados revelaram a estreita relação existente entre obesidade e pobreza. As tradições culturais, os aspectos simbólicos e materiais de vida, a alimentação e as diferentes percepções do corpo entre as mulheres entrevistadas demonstraram ser fundamentais para a explicação do perfil de obesidade no grupo. Neste sentido, o estudo alerta para a necessidade de reconhecer as múltiplas faces da obesidade no Brasil e, sobretudo as especificidades e singularidades dos diferentes segmentos da população. Tal perspectiva é importante para a proposição de estratégias e ações no campo das políticas de alimentação e nutrição.

Autor do Resumo
Vanessa Alves Ferreira
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Sul
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Localidade
Centro Municipal de Saúde Píndaro de Carvalho Rodrigues
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2003