Medicina Social / Saúde Pública

Higiene pessoal fora da residência: os sanitários públicos na área central da cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Iamamura, Rosália Brasil Ribeiro
Sexo
Mulher
Orientador
Moretti, Ricardo de Sousa
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Campinas
Programa
Urbanismo
Instituição
PUCCAMP
Página Inicial
1
Página Final
187
Idioma
Português
Palavras chave
saúde pública
sanitários públicos
urbanização
Resumo

No decorrer do seu processo civilizatório, os agrupamentos humanos dão conta de respostas diversas à questão dos locais de satisfação das necessidades fisiológicas, de seu escoamento e saneamento. Esta monografia tem por escopo o exame desse tema e como objeto de estudo os sanitários públicos em logradouros da área central da cidade de São Paulo (Subprefeitura Sé) e seus usuários, especificamente os trabalhadores sem base fixa – aqueles que exercem alguma atividade econômica nessas vias. A expressão higiene pessoal é usada para as funções fisiológicas de defecação e micção e ações de asseamento. Como direito fundamental, a saúde implica o completo bem-estar físico, mental e social do cidadão e baseia-se na definição das necessidades humanas e sua satisfação, papel este atribuído aos representantes do poder público. Para avaliar o desempenho desse papel, estuda-se a evolução dos hábitos e costumes relacionados à higiene pessoal e as soluções encontradas ao longo dos tempos para escoar e tratar os dejetos humanos. Discorre-se sobre as transformações sociais advindas do processo de industrialização e do surgimento de uma classe operária que passa a ocupar o tecido urbano em condições e espaços insalubres, originando a disseminação de doenças epidêmicas e prejuízos ao corpo social, o que força o Estado a assumir a saúde do povo. Em São Paulo, o descompasso das políticas públicas com o desenvolvimento socioeconômico e cultural da população e o crescimento acelerado da cidade gera uma metrópole de contrastes extremos em termos de infra-estrutura, distribuição de renda e acesso à educação, saúde, trabalho, moradia e transporte. Tais contrastes podem ser identificados na pesquisa de campo realizada com 360 trabalhadores sem base fixa da região central da cidade, em que se procura delinear as soluções por eles encontradas para satisfação da higiene pessoal fora da residência. A partir da análise da gestão dos serviços de sanitários públicos em logradouros do centro da cidade, oferecidos pelo poder municipal, e do conhecimento da experiência de outros gestores, especialmente do Metrô, em virtude da similaridade com este estudo em relação à localização, demanda e utilização dos seus sanitários, busca-se caracterizar os desafios existentes para melhoria dessa prestação de serviços.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/16202

Re-significação do Planejamento no campo da Saúde Coletiva: desafios teóricos e busca de novos caminhos.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Washington Luiz Abreu de Jesus
Sexo
Homem
Orientador
Marluce Maria Araújo Assis
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Bahia
Programa
SAÚDE COLETIVA
Instituição
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA
Página Inicial
1
Página Final
178
Idioma
Português
Palavras chave
planejamento em saúde
produção científica
acesso à saúde
Resumo

O Planejamento em Saúde no Brasil vem se constituindo no campo da Saúde Coletiva, engendrado pelas concepções teórico-metodológicas dos Enfoques Estratégico, Comunicativo, Analítico-institucional e Participativo. O presente estudo teve como objetivo analisar as produções sobre o planejamento em saúde nos periódicos da área da Saúde Coletiva, no período 1990-2005, discutindo-os à luz das produções teóricas da referida área, sendo organizados e classificados de acordo com o ano de sua publicação, autores envolvidos, instituições, objetos de análise, temáticas abordadas e concepções teórico-metodológicas. Revelou-se que os artigos publicados são ensaios teóricos; estudos de avaliação de serviços de saúde; estudos de caso; estudos de intervenção; pesquisas documentais e relatos de experiência, tendo como principais autores referenciados Matus, Rivera, Campos, Testa, Merhy, Mendes, Teixeira e Cecílio; e como principais lóci de produção a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP); a Universidade de São Paulo (USP); a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), salientando a crescente contribuição de instituições não acadêmicas e de outras universidades para a produção da área. Destarte, o Planejamento em Saúde no Brasil se constitui num conjunto de técnicas para intervir nas realidades; prática social transformadora; subsídio para a gestão democrática; um conjunto de estratégias para organizar sistemas locais de saúde; método de ação governamental; instrumento e atividade de gestão das organizações; meio de ação em ambientes complexos; e meio de ação comunicativa. Em síntese, uma combinação de saberes e tecnologias acumuladas no processo de constituição da Reforma Sanitária, “dispositivo” para garantir “acesso à saúde”, sempre permeado pelas questões do “poder” enquanto capacidade e do “sujeito” enquanto portador de uma práxis capaz de manter a ordem ou transformar a realidade. As questões do poder e do sujeito no tocante ao planejamento em saúde assentam-se, portanto, na discussão das práticas, estruturas e formações, cujas totalidades concretas se instituem através de práticas pedagógicas aplicadas às lutas em defesa da vida individual e coletiva.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1990-2005
Localização Eletrônica
http://www.inovarh.ufba.br/re-significacao-do-planejamento-no-campo-da-saude-coletiva-desafios-teoricos-e-busca-de-novos

EL SIGNIFICADO DE LA SEXUALIDAD EN LA OPINIÓN DE ADOLESCENTES BOLIVIANAS QUE INMIGRARON PARA SÃO PAULO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
GABRIELA MILENKA ARRAYA VILLARREAL
Sexo
Mulher
Orientador
MARCOS CEZAR DE FREITAS
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
129
Idioma
Espanhol
Palavras chave
Sexualidad
Juventud
Inmigración
Género
Identidad sexual
Resumo

Esta investigación aborda el tema del significado que tiene la sexualidad en la opinión de las adolescentes bolivianas que inmigraron para São Paulo, desde un punto de vista antropológico basado en observaciones anotadas en un diario de campo y en entrevistas que recogen las opiniones, percepciones y sentimientos de las adolescentes que inmigran para la ciudad de São Paulo en temas relacionados a su sexualidad: cómo se refieren a su cuerpo y a los cambios que ha sufrido durante la adolescencia, qué percepción tienen de las costumbres de su lugar de origen en comparación a la nueva realidad que viven, sus conocimientos sobre prevención de embarazo, SIDA y enfermedades de transmisión sexual. Finalmente se hizo un análisis de las entrevistas y observaciones realizadas. Se pudo evidenciar que las adolescentes inmigrantes bolivianas conforman su identidad basadas en la cultura de origen y las constantes comparaciones con las características culturales del nuevo país en el que ahora viven. Definen sexualidad. Los resultados aquí expresados tienen que ver principalmente con la formación de la identidad de las adolescentes inmigrantes bolivianas mediante la alteridad con sus pares y otros actores de la sociedad receptora, también rescata el concepto de sexualidad expresado por las inmigrantes que lo enmarcan en una relación de pareja, excluyendo cualquier tipo de diversidad y limitando lo que podría ser la vivencia individual de la sexualidad. Punto relevante son las condiciones de trabajo que atraviesan estas adolescentes, que en mayor parte realiza trabajo en talleres de costura, situación que evidentemente ha demostrado ser determinante para el establecimiento de sus relaciones y para el ejercicio de su ciudadanía.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2754753

ATIVIDADE FÍSICA NA ADOLESCÊNCIA E SUA RELAÇÃO COM ÍNDICES DE QUALIDADE DE VIDA, AUTOIMAGEM CORPORAL E USO DE DROGAS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
BRUNO DE OLIVEIRA PINHEIRO
Sexo
Homem
Orientador
DENISE DE MICHELI AVALLONE
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
92
Idioma
Português
Palavras chave
Adolescente
Qualidade de vida
Abuso de drogas
Imagem corporal
Resumo

O crescente uso/abuso de substâncias lícitas e ilícitas entre adolescentes tem sido alvo de inúmeros estudos, com foco não apenas nas prevalências do uso, mas também em fatores associados ao risco e proteção, entre os quais estão os níveis de qualidade de vida e a prática de atividades físicas, pelo impacto provocado na saúde do jovem. OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre diferentes níveis de atividade física com os índices de qualidade de vida, satisfação/insatisfação com a autoimagem corporal e consumo de substâncias psicotrópicas entre alunos de escolas públicas. MÉTODO: O estudo foi realizado com 754 adolescentes de quatro escolas públicas selecionadas por critério de conveniência. Utilizou-se como instrumentos o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), o KIDSCREEN-27, e o Drug Use Screening Inventory (DUSI), além de um questionário sociodemográfico com informações relativas aos aspectos acadêmicos e a percepção da autoimagem corporal, todos auto aplicáveis. Os dados sofreram análises descritivas e testes de hipóteses, médias e variância com base no teste de Kolgomorov-Smirnov. Para comparação entre os grupos utilizou-se o teste t Student para variáveis continuas e o teste Qui-quadrado para variáveis categóricas. RESULTADOS: Em relação ao nível de atividade física, 33% da amostra praticavam baixo nível, 51% nível moderado e 16% nível alto. Comparados aos demais grupos, estudantes do grupo de nível alto de atividade física apresentaram menores índices de qualidade de vida nas dimensões relacionadas à autonomia/relacionamento com os pais, amigos/apoio social e desempenho escolar e maior padrão de consumo de drogas, bebidas energéticas e ergogênicos. Ao relacionar atividade física e a percepção da auto imagem corporal, os achados destacam-se as taxas de meninos satisfeitos e meninas parcialmente satisfeitas. Foi indicativo de uso abusivo e dependência de substancias, a satisfação corporal em meninos e a insatisfação corporal em meninas. Para ambos os sexos, a taxa de insatisfeitos que praticam alto nível de atividade física foi maior, comparando com aos demais grupos. CONCLUSÕES: Os resultados aqui encontrados consideram que o uso de substancias também pode estar associado à pratica de atividades físicas, mesmo que consideradas práticas saudáveis, comprometendo sua eficácia como fator protetivo quando a prática excessiva atividades físicas torna-se um comportamento de risco para o uso de drogas e afetando negativamente a qualidade de vida do adolescente e sua percepção de autoimagem corporal.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3666389

A UTILIZAÇÃO DO ASSIST E A INTERVENÇÃO BREVE NO CONTEXTO SOCIOEDUCATIVO SOB A ÓTICA DOS PROFISSIONAIS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
MARIA ANGELICA ALVES DA SILVA
Sexo
Mulher
Orientador
DENISE DE MICHELI AVALLONE
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
100
Idioma
Português
Palavras chave
adolescentes institucionalizados,
transtornos relacionados ao uso de substâncias
detecção do abuso de substâncias
Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e as dificuldades dos profissionais de centros socioeducativos a respeito de aspectos conceituais sobre drogas e abuso e aplicação dos procedimentos de Triagem e Intervenção Breve (TIB). Método: 103 profissionais de saúde , psicólogos e assistentes sociais, responderam anonimamente a um questionário, suas respostas foram correlacionadas ao fato destes terem ou não participado de um processo de treinamento. Resultados: a amostra foi composta predominantemente pelo sexo feminino com média de idade de 47 anos. As dificuldades mencionadas pelos profissionais treinados para a realização da TIB foram: crença de que este procedimento deva ser feito por especialista (31%) e falta de tempo (93%). Entre os profissionais não treinados a principal dificuldade mencionada foi a crença de que este procedimento não é eficiente para adolescentes em contexto socioeducativo (29%). No mesmo sentido, considerando o tempo de atuação dos profissionais, a média de acertos nas questões conceituais não diferiu entre os grupos que receberam e não receberam o treinamento. Conclusão: De modo geral, observou-se que as dificuldades para aplicação da TIB sobrepõem o aspecto técnico-conceitual e embora tenham recebido treinamento, este como um procedimento exclusivo, mostrou-se insuficiente para instrumentalizar os profissionais no enfrentamento dos desafios presentes no contexto socioeducativo.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3559955

A Relação com a Linguagem Escrita na Inclusão Escolar de uma criança com Deficiência Visual: Mediação Pedagógica e (Im)Possibilidades de Ensino-Aprendizagem

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
KEURI COSTA CARVALHAIS DA ROCHA
Sexo
Mulher
Orientador
MARIA DE FATIMA CARVALHO
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
São Paulo
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
153
Idioma
Português
Palavras chave
Psicologia histórico-cultural
Inclusão escolar
Deficiência visual
Linguagem escrita
Mediação
Resumo

Este trabalho aborda a relação da criança com deficiência visual (DV) com a linguagem escrita no âmbito de inclusão escolar no primeiro ano do ensino fundamental e de atendimento educacional especializado (AEE). Objetiva discutir condições, meios e modos de sua realização, nesses contextos educacionais, em situações que objetivam (in)diretamente a introdução de crianças as práticas de leitura e escrita, seu ensino e aprendizagem. A investigação é fundamentada na Psicologia histórico-cultural de Vygotsky (1897-1943), vertente que compreende a escrita como linguagem e como prática social, enfatizando seu papel na constituição de funções culturais e no desenvolvimento escolar da criança. Destaca o papel mediador do outro e da linguagem, bem como a importância conferida ao uso de instrumentos culturais no desenvolvimento de formas de ação psicológica na existência de alguma forma de deficiência. A pesquisa, um estudo de caso conduzido via observação participante, foi desenvolvida com uma criança de seis anos, um menino com deficiência visual (DV) diagnosticada, matriculada em turma de primeiro ano do ensino fundamental em escola pública do município de Guarulhos/SP e beneficiada pelo atendimento educacional especializado (AEE). Na construção do estudo de caso, também foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os participantes da pesquisa: a professora do AEE, a professora e estagiária da sala de aula da escola comum, as gestoras da escola, a criança com DV e sua mãe. A análise dos dados, realizada sob o enfoque da Psicologia histórico-cultural, destaca a mediação das professoras – modos e meios de condução do trabalho pedagógico que envolve a aproximação com a escrita e o seu aprendizado – apontando-a como condição preponderante na construção de (im)possibilidades de relação da criança com DV com a linguagem escrita, de seu aprendizado e desenvolvimento.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3537738

A criança e sua pele: uma etnografia sobre as estratégias de viver com dermatite atópica

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Zaninetti, Bruna
Sexo
Mulher
Orientador
Freitas, Marcos Cezar de
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
Educação e saúde na infância e adolescência
Instituição
UNIFESP
Página Inicial
1
Página Final
109
Idioma
Português
Palavras chave
Crianças enfermas
Etnografia
Adoecimento Crônico
Dermatite atópica
Resumo

Pesquisa de natureza etnográfica, que teve como objeto de estudo crianças em tratamento contínuo após o diagnóstico de dermatite atópica. A proposta foi compreender como a experiência contínua de estar doente cronicamente interfere no cotidiano familiar e no cotidiano escolar de crianças e adolescentes com dermatite atópica. A coleta de dados foi realizada no processo de acompanhamento de quatro crianças com dermatite atópica e a principal estratégia de obtenção de dados foi a organização de cadernos de campo nos quais foram registrados fatos relevantes do cotidiano dos sujeitos da pesquisa, que foram acompanhados em suas rotinas escolares e ambulatoriais. O local inicial da pesquisa foi um ambulatório de alergia e imunologia de uma universidade e esse território de observação se ampliou em direção ao cotidiano familiar e escolar dos sujeitos da pesquisa. Os objetivos principais foram identificar como a situação revela o significado de se ter dermatite atópica; compreender o significado que a criança com dermatite atópica e sua família atribuem à doença e identificar os estigmas que a situação de estar cronicamente enfermo pode criar. Como referencial teórico foram utilizadas as categorias de Goffman (2004; 2010; 2012), com as quais pode-se analisar em perspectiva relacional o comportamento da criança em situações específicas. A dissertação foi dividida em duas partes, uma com os capítulos teóricos que apresentaram a concepção de corpo assumida na pesquisa, uma descrição clínica da dermatite atópica e o referencial teórico e metodológico, que utilizaram com referência os autores: Le Breton (2011; 2013), Mauss (2003), Geertz (2012), Laplantine (2010) e Goffman (2008; 2010; 2012). Na segunda parte foi apresentada a descrição dos cenários e situações observados durante a pesquisa. Com a pesquisa foi possível evidenciar que as dificuldades de ter uma doença de pele que não restringem-se a questões orgânicas, mas também apresentam-se nas interações com os outros dentro de diferentes situações, exigindo que as crianças criem e recriem estratégias para viver com a doença que têm.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=2729711

CONSTRUÇÃO DA RESILIÊNCIA NA ADOLESCÊNCIA: UMA ABORDAGEM BIOECOLÓGICA

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
TANIA HIGA SAKUMA
Sexo
Mulher
Orientador
MARIA SYLVIA DE SOUZA VITALLE
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
146
Idioma
Português
Palavras chave
Resiliência Psicológica
Comportamento do Adolescente
Intervenção Educativa
Abordagem Bioecológica
Programa de Resiliência
Resumo

Este projeto de pesquisa-ação visa desenvolver uma proposta educativa de construção da resiliência de adolescentes para promover e melhorar a sua saúde mental e seu bem estar, de acordo com a realidade multifacetada do nosso país. A resiliência pode ser considerada como a capacidade que os indivíduos e sistemas (famílias, grupos e comunidades) têm para suportarem, superarem e de criarem uma superioridade (força e maturidade) diante de experiências de adversidade. O modelo bioecológico traz a fundamentação teórica para explicar a promoção da resiliência a partir da relação recíproca entre indivíduo e pessoas do seu entorno, considerando características pessoais, demandas do contexto e a relação entre eles ao longo do tempo. Neste estudo, os sujeitos são adolescentes que foram observados a partir de dois grupos de culturas e contextos diferentes (um grupo com predominância de fatores de proteção e outro com predominância de fatores de risco), como também, adultos que fazem parte do sistema ecológico destes adolescentes. Esta análise e observação da condição de resiliência e padrão de comportamento destes adolescentes possibilitaram a elaboração de intervenções educativas para uma promoção mais efetiva da resiliência, de acordo com as singularidades de cada contexto. Esta intervenção educativa para promoção de resiliência nos adolescentes foi realizada através de encontros educativos em pequenos grupos ou individualmente, com a abordagem do processo de Coaching com os próprios adolescentes, como também, por encontros educativos com pais, educadores e integrantes da comunidade escolar destes adolescentes, como forma de apoio e reforço no processo de construção da resiliência. Foi possível constatar: interesse dos adolescentes em aprender técnicas para promoção de sua resiliência; aumento no repertório de pais e educadores nas práticas educativas adequadas; melhora no comportamento positivo do adolescente; flexibilidade de adequação da proposta educativa para outros contextos. Para futuros estudos sugere-se investimento na capacitação de educadores na abordagem do processo de Coaching, como também, desenvolvimento de estratégias para ampliar os benefícios da promoção da resiliência por meio da proposta educativa para um número maior de adolescentes.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1310298

CONHECIMENTO E PREVENÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM JOVENS UNIVERSITÁRIOS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
LIVIA BORGHI POSSETTI
Sexo
Mulher
Orientador
JOSE ROBERTO DA SILVA BRETAS
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
125
Idioma
Português
Palavras chave
Sexualidade
Adolescentes
Doenças Sexualmente Transmissíveis
Resumo

A constituição da sexualidade humana compõe uma rede complexa de acontecimentos que acoplam amadurecimento fisiológico, ciclo reprodutivo e psicológico do indivíduo que inicia na adolescência e toma força na juventude. O objetivo deste trabalho foi verificar o conhecimento sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e sua prevenção em jovens universitários matriculados em cursos dá área de humanas e saúde da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, que pretende descrever as características de determinada população ou fatos e fenômenos de determinada realidade. A população total participante do estudo foi composta por 450 alunos a maioria do sexo feminino e da cor branca. A grande maioria dos alunos já teve sua primeira relação e fez uso da camisinha nesta. Foram observadas diferenças significativas com relação à não utilização da camisinha na [ultima relação sexual em relação ao sexo dos indivíduos. Os estudantes que afirmaram não utilizar camisinha na última relação também foram os que mais frequentemente afirmaram que a camisinha é importante na prevenção da gravidez. No que se refere ao tema conhecimentos gerais relacionados às Doenças Sexualmente Transmissíveis, foi possível observar que este não é um tema de total desconhecimento pelos jovens participantes deste estudo, pois grande parte deles afirmaram obter informações sobre as DST, porém a doença com menor índice de respostas foi o condiloma. Conclui-se, portanto, que mesmo que os jovens tenham acesso ao preservativo isso não garante que ele será utilizado em todas as relações sexuais. É necessário levar-se em consideração as fontes de informação sobre DST que vêm antes do ingresso na faculdade, nas vivências de cada jovem para a sugestão de estratégias para abordagem da sexualidade. Muitos dos universitários adquirem percepções positivas a respeito do uso da camisinha, e isso pode ser utilizado em benefício de tal população como estratégia de ampliar as informações sobre as DST e também sua prevenção.

Referência Espacial
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1361312

CRIANÇAS E A MEMÓRIA DO CONFINAMENTO

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
PATRICIA DA SILVA COSTA
Sexo
Mulher
Orientador
MARCOS CEZAR DE FREITAS
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
EDUCAÇÃO E SAÚDE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Instituição
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Página Inicial
1
Página Final
131
Idioma
Português
Palavras chave
Isolamento compulsório
Confinamento
Memória da infância,
Criança hansênica
Lepra
Resumo

Esta pesquisa aborda as memórias relacionadas à infância de pessoas que ingressaram em instituições de Políticas Públicas de Saúde de Profilaxia da Lepra no Estado de São Paulo, no período em que o isolamento compulsório em unidade nosocomial configurava uma das principais medidas de combate contra a doença.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=1309531