Trata-se de um estudo com o propósito de inserir nas análise das condições de saúde a variável raça enquanto categoria analítica para avaliar o impacto do racismo na saúde da população negra. Traça o perfil da mortalidade da população branca e da população negra na cidade de São Paulo, SP, em 1995. Revela um perfil mais crítico de saúde da população negra, especialmente pelo peso das mortes violentas, 4ª causa de óbito para a população branca, 11,4 por cento dos óbitos e 2ª causa de óbito para a população negra, 23,4 por cento; pela semelhança do perfil de mortalidade proporcional por faixa etária da mulher negra com o homem branco, 40,7 por cento e 39 por cento, respectivamente, dos óbitos ocorrem antes dos 50 anos, contrariando a diferença por sexo - é mulher, mas é negra; pela maior perda de anos potenciais de vida do homem negro, que perde 40 anos em cada óbito por causas externas, perdendo o homem branco, pela mesma causa, 36 anos. O negro morre antes. Conclui que o racismo, enquanto categoria analítica, deva ser inserido nas análises da dimensão social do processo saúde-doença.
Racismo e Saúde
Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barbosa, Maria Inês da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Unglert, Carmen Vieira de Sousa
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Saúde Pública
Instituição
USP
Página Final
134
Idioma
Português
Palavras chave
marcadores da diferença
mortalidade
desigualdade
políticas públicas
Resumo
Disciplina
Área Temática
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1995
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6136/tde-08042020-101524/pt-br.php