Sociologia

Mediação de conflitos na UPP: missão dada é missão cumprida?

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Camara, Bruno Chadud
Sexo
Homem
Orientador
Geraldo, Pedro Heitor Barros
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Niterói
Programa
Sociologia e Direito
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Mediação Extrajudicial
UPP
Favela
Policial Militar
Resumo

A dissertação investiga o projeto de mediação de conflitos na PMERJ, a partir de sua inserção na política de segurança pública denominada Unidades de Polícia Pacificadora. Refletimos a atuação do policial como gestor de conflitos nos ambientes de favela, o compartilhamento de suas moralidades, com as tensões dele resultantes, e o uso das ferramentas de mediação de conflitos como mecanismo de redução de tensões entre moradores. Investigamos a atuação dos policiais incumbidos da missão de realizar as mediações, a partir de casos particulares, onde pudemos observar a atuação deles diretamente na gestão de conflitos, procurando generalizar seus resultados para outras áreas de atuação da PMERJ.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7649926

A pobreza feminina e as políticas públicas: um estudo à luz do programa bolsa família na Rocinha - Rio de Janeiro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Sabino, Luiza Wehbe
Sexo
Mulher
Orientador
Santos, Yumi Garcia dos
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Pobreza Feminina
Rocinha
Familismo
Programa Bolsa Família
Divisão Sexual do Trabalho
Resumo

O presente trabalho discute, inicialmente, a ainda controversa existência do fenômeno da Feminização da Pobreza, por meio do amparo da literatura nacional e internacional e de seus desdobramentos. Para o Brasil, a partir da análise de pesquisas domiciliares como a PNAD, tem-se mostrado que, apesar de as mulheres possuírem mais tempo de estudo que os homens, estas apresentam uma maior taxa de desocupação, e a desigualdade salarial no mercado laboral permanece. No que tange à renda, os lares chefiados por mulheres são mais pobres e a situação se degrada quando a chefia feminina é exercida pela mulher negra. A discussão sobre a divisão sexual do trabalho demonstra que as mulheres foram historicamente prejudicadas pela inferiorização de seu gênero, de forma social, econômica e política, já que isso as impossibilitou de exercer profissões mais valorizadas, e gerou um acúmulo grande da carga de trabalho, sendo o trabalho doméstico nunca reconhecido ou remunerado. Em países marcados por uma profunda desigualdade social, como o Brasil, somente a existência de políticas públicas pode ser capaz de mitigar a pobreza e o enorme fosso que separa os gêneros, as classes e as raças, das oportunidades e das possibilidades de aquisição de uma vida digna. Em um segundo momento, a pesquisa trará a entrevista com 11 mulheres beneficiárias do Programa Bolsa Família, no bairro Rocinha, no município do Rio de Janeiro. O Programa tem como objetivo primordial o enfrentamento da transmissão intergeracional da pobreza, mas pode ocasionar uma espécie de “ganho marginal” e produzir alguma emancipação a elas. As entrevistas procurarão captar, de forma autêntica, as percepções das mulheres quanto às suas situações de vida, aos seus cotidianos, aos seus anseios, aos seus questionamentos, com um enfoque essencial em suas trajetórias de vida, contadas por meios de relatos livres e espontâneos. Acreditamos que a possível aquisição de independência e autonomia por essas mulheres perpassa as instâncias governamentais, quando da necessidade de elaboração de políticas públicas voltadas para a questão da desigualdade de gênero, conjugada com a da raça, que se afastariam das concepções tradicionais que associam a mulher a papeis pré-definidos na sociedade: mães, esposas e donas-de-casa.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2003-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7289992

Quando é na favela e quando é no asfalto: controle social repressivo e mobilizações entre lugares de luta

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Almeida, Brena Costa de
Sexo
Mulher
Orientador
Paiva, Angela Maria de Randolpho
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC-Rio
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilização
Mães e familiares de vítimas de violência estatal
Ciclo de protesto
Militarização
Controle social repressivo
Resumo

A presente tese é construída com o objetivo de contribuir para compreensão das relações entre mobilizações e controle social repressivo, a partir de uma perspectiva socioespacial, tomando como base o ciclo de protestos de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e os movimentos de mães e familiares de vítimas de violência de Estado das favelas e periferias da cidade. Trata-se do resultado de uma experiência de pesquisa na qual foi possível acompanhar diretamente as dinâmicas de mobilização e repressão desenvolvidas durante as manifestações de 2013 e, posteriormente, junto aos coletivos e movimentos protagonizados pelas mães e familiares de vítimas de violência de Estado no Rio. Analisa ainda como se constitui a luta dos familiares em torno da reivindicação pública e elaboração política do luto e do sofrimento pela perda de um ente querido. Observou-se que durante o ciclo de protestos uma lógica repressiva de intervenções militarizadas desenvolvidas tanto no “asfalto”, quanto nas “favelas”, alcançou maior expressividade na cena pública, assim como, os eventos de protesto desencadeados pelos atores sociais nos dois contextos. Nesse sentido, a abordagem compreende os efeitos das interações entre repressão e mobilizações e explicita todo um conjunto de repertórios, de enquadramentos e de modos de subjetivação que se produzem, se conservam e se transformam no curso do tempo, resultando, de um lado, na produção da criminalização do “inimigo”, que pode ser o “insurgente” e o “indesejável” da cidade e, de outro lado, na produção de práticas, estratégias e elaborações simbólicas e discursivas por parte dos atores sociais, que constituem enquadramentos de luta por Voz e por direitos.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2013
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7748641

“Uma Travesti pode ser advogada?”: O CIStema educacional e o desafio da permanência na escola de travestis e transexuais jovens moradoras da Rocinha, RJ

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Diego da Silva
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Sergio Luiz Baptista da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas em direitos humanos
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Cisgeneridade
Transexualidade
Travesti
Escolarização
Escola
Resumo

A presente pesquisa de mestrado versa sobre a escolaridade de jovens travestis e mulheres transexuais. O objetivo do estudo é analisar quais fatores estão envolvidos nos processos de escolarização e expulsão escolar desse público, contrapondo a cisgeneridade como ponto de análise, não só pela pesquisa ser realizada e orientada por pessoas cisgêneras, mas como pela escola ser identificada enquanto um território cis-hetero-normativo. Para entender a cisgeneridade, tomo os estudos de Viviane Vergueiro como base. As jovens colaboradoras da pesquisa são oriundas do programa ViraVida, programa social que ocorre no território da Rocinha, cujo objetivo é atender adolescentes e jovens em situações múltiplas de vulnerabilidades sociais, para que seja possível a inserção social cidadã de suas/seus usuárias/os, por meio da elevação de escolaridade, desenvolvimento psicossocial e inserção produtiva no mercado de trabalho. Foi levantado o histórico de todas as travestis e transexuais ex-alunas do ViraVida e constatado que a maioria delas não permaneceu estudando ou finalizou o ensino médio. Para responder a questão mobilizadora da pesquisa – por que, em sua maioria, essas alunas trans e travestis abandonavam a escola e não conseguiam concluir sua escolarização? –, foram entrevistadas, segundo a metodologia de narrativas de vida, cinco alunas e ex-alunas do programa, travestis e transexuais, e, pelo método de entrevistas semi-estruturadas, quatro gestoras/es cisgêneras/os das escolas nas quais essas ex-alunas estudaram. A revisão bibliográfica dos estudos sobre o tema nas principais bases de dados e a discussão dos conceitos e categorias empregadas na pesquisa, tais como cisgeneridade, travesti, transexuais, abjeção e passabilidade, privilegiou autoras trans e travestis, como Luma Nogueira de Andrade, Jacqueline Gomes de Jesus, Megg Rayara Gomes de Oliveira, Adriana Sales, entre outras, na tentativa de não endossar uma epistemologia cis, promovendo diálogo com Foucault, Butler, Bordieu e Berenice Bento. O estudo das categorias de análise, inserção, acolhimento, permanência e expulsão na/da escola permite contrapor a visão das colaboradoras ex-alunas e suas respectivas gestoras, alinhadas à discussão de políticas públicas e direitos humanos na educação. Emerge também uma necessidade de problematizar o conceito de mobilização para educação, a partir dos estudos de Charlot. Entre os processos envolvidos na dinâmica de permanência e expulsão da escola, encontram-se a experiência de ter passabilidade cis para se encaixar no mundo e parecer “normal”, os problemas e estratégias para reconhecimento do nome social e uso do banheiro, o espaço escolar enquanto sociabilização, as situações de exclusão e inclusão, a EJA como uma alternativa de continuidade dos estudos e as doloridas vivências escolares cujos olhos cisgêneros não puderam apreender. Mesmo que parte da gestão/direção escolar se esforce na tentativa de construir uma ação de inclusão, essa tentativa não considera como parte problemática e causadora de desconfortos as características estruturais do pensamento cis-heteronormativo.

Referência Espacial
Zona
zona oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8353739

O meu lugar: potencialidades e resistências na relação dos jovens moradores da Rocinha com o seu território

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Fernandes, Luana Almeida de Carvalho
Sexo
Mulher
Orientador
Bicalho, Pedro Paulo Gastalho de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Políticas públicas em direitos humanos
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Juventude
Desigualdade social
Território
Direitos humanos
Política Pública
Resumo

A presente pesquisa-intervenção teve como objetivo problematizar a relação dos jovens moradores de favela com o seu território, a partir de suas próprias perspectivas. O estudo se justifica considerando que os estereótipos e preconceitos ligados à juventude da favela produzem uma imagem homogeneizada e estigmatizada, que contribui na manutenção de estruturas sociais desiguais e em justificativas para violações de direitos. Dialogar sobre o território possui uma importância política e de resistência frente aos preconceitos e estereótipos ligados à favela, que limitam a diversidade e as potencialidades desses lugares e das pessoas que residem nesses espaços. Para investigar essas questões foram acompanhadas atividades em grupo com jovens moradores da Rocinha e realizadas entrevistas. Os dados da pesquisa foram provenientes dos registros de diários de campo sobre as experiências dos encontros de grupo, análise documental dos textos e fotos produzidas pelos jovens. Os resultados servirão para auxiliar na compreensão das múltiplas realidades vivenciadas pelos jovens moradores de favela, podendo contribuir para elaboração de projetos e políticas públicas mais condizentes com as realidades e demandas desse público, na sua diversidade e potência, visando assegurar direitos e enfraquecer estruturas (re)produtoras de desigualdades.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8354385

Em busca do “novo”: intelectuais brasileiros e movimentos populares nos anos 1970/80.

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Perruso, Marco Antonio
Sexo
Homem
Orientador
Pessanha, Elina Gonçalves da Fonte
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
pensamento social brasileiro
intelectuais
cultura política
Resumo

Durante as décadas de 1970 e 1980 uma parcela significativa do campo intelectual brasileiro localizado no eixo Rio-São Paulo, composta em grande medida por cientistas sociais com intensa vida acadêmica e vinculados política e ideologicamente à esquerda, passou a dedicar-se privilegiadamente ao estudo dos movimentos populares, notadamente o movimento sindical e os movimentos sociais urbanos. Vários desses intelectuais chegaram a prestar assessoria e outros tipos de apoio aos movimentos populares, inclusive por meio de organizações intelectuais engajadas como o CEDEC e o CEDI. Nesse processo foram recorrentes a utilização de conceitos como “novo sindicalismo” e a caracterização, ainda que mais vaga, dos “novos” movimentos sociais urbanos. Havia uma destacada ênfase intelectual no “novo” emergente em tais movimentos, ainda que com nuances diversas. A aproximação com o campo popular, a crítica à esquerda predominante no pré-64 e a adoção de um padrão universitário de investigação ajudaram a promover uma significativa desenvoltura em termos de pesquisa empírica e reflexão fenomenológica a respeito do movimento sindical e dos movimentos sociais urbanos. Em termos intelectuais, reconhecia-se em ambos os movimentos a legitimidade e a autonomia das experiências políticas, sociais e culturais de setores subalternizados da sociedade brasileira. Assim, essa parte do campo intelectual renovou decisivamente o pensamento social brasileiro dedicado à compreensão da constituição e desenvolvimento dos atores sociais nacionais de cunho popular, abrindo novas perspectivas em termos de transformação de nossa sociedade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1970-1980
Localização Eletrônica
https://minerva.ufrj.br/F/?func=direct&doc_number=000697389&local_base=UFR01#.Y02MDXbMJPY

Os dilemas da transferência de um modelo de gestão empresarial: a estrutura monocultural de uma organização japonesa no brasil.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Correia, Jorge Antonio Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Ramalho, Jose Ricardo Garcia Pereira
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia e Antropologia
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
estratégia de gestão
modelo japonês
monoculturismo
Resumo

Embora haja um quase consenso entre vários economistas e sociólogos no que tange à classificação da estrutura administrativo-operacional japonesa como horizontal e outras considerações que apontam na direção da coexistência entre companhias nipônicas ohnistas e fayolistas, destacando-se concomitantemente a construção paulatina de uma predominância multicultural em um cenário empresarial notoriamente monocultural, esta pesquisa se ancorará _ com base em estudos teóricos e em entrevistas realizadas em uma organização japonesa com escritórios nas cidades brasileiras do Rio de Janeiro e de São Paulo no que parece indicar a existência de uma verticalidade gerencial tradicionalmente nipônica, com raízes históricas na estrutura política do xogunato Tokugawa e que ainda privilegia uma forte presença monocultural, primordialmente no ápice hierárquico

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp038584.pdf

Para falar em nome da segurança: o que pensam, querem e fazem os representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cruz, Ana Paula Galdeano
Sexo
Mulher
Orientador
Gregori, Maria Filomena
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2009.468698
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Conselhos Comunitários de Segurança
Segurança pública
Sociedade civil
Violência
Direitos humanos
Resumo

Esta tese investiga a participação da sociedade civil na discussão das políticas de segurança e prevenção da violência em São Paulo. Através da pesquisa de campo em bairros socialmente distintos - Sapopemba, Zona Leste e Campo Belo, Zona Sul -, o trabalho discute as narrativas da violência entre os moradores, suas opiniões sobre os (assim considerados) "agentes da insegurança" e as possíveis soluções para resolver os problemas. O universo empírico central são os Conselhos Comunitários de Segurança, onde policiais, representantes das prefeituras, "moradores comuns", líderes de associações de bairros e entidades de defesa dos direitos reúnem-se para falar sobre seus problemas locais. No conflito multifacetado de narrativas destacam-se mudanças relacionadas à linguagem dos direitos e as bases desiguais do debate - estereótipos feitos pelos critérios de classe, gênero, etnicidade, idade e, às vezes, religião. No intuito de contribuir para uma discussão mais ampla dos obstáculos institucionais e simbólicos na elaboração de políticas, a pesquisa acompanhou favelas que foram objeto de operações policias (Operação Saturação) e os encontros da Comissão Independente e Mista, formada em caráter extraordinário para investigar as mortes que se sucederam aos ataques da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) em maio de 2006.

Referência Espacial
Zona
Zona Leste; Zona Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Sapopemba; Campo Belo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/468698?guid=1665882140211&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665882140211%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d468698%23468698&i=1

Entroncamento entre raça e classe: ferroviários no Centro Oeste Paulista 1930-1970

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ferreira, Lania Stefanoni
Sexo
Mulher
Orientador
Leite, Márcia de Paula
Código de Publicação (DOI)
0.47749/T/UNICAMP.2010.480506
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Ferrovias
Relações étnicas
Relações raciais
Ferroviários - São Paulo (Estado) - 1930-1970
Resumo

Este trabalho é um estudo da trajetória de trabalhadores ferroviários, negros e brancos, no interior do Estado de São Paulo; especificamente nas cidades de Rio Claro, São Carlos e Araraquara no período de 1930 a 1970. Assim, esta pesquisa dedica-se, a uma leitura de como as empresas ferroviárias do início do século XX, além de interligar regiões e aproximar trabalhadores de diferentes raças; influenciou na ascensão e mobilidade desta categoria, no campo econômico, político, social e cultural frente às outras categorias. Para realizar este trabalho foram entrevistados trabalhadores aposentados da Companhia Paulista nas três cidades citadas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Interior do estado de São Paulo; região central do estado de São Paulo;
Zona
Centro Leste Paulista
Cidade/Município
Rio Claro
São Carlos
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1930-1970
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/480506?guid=1665881903070&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665881903070%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d480506%23480506&i=1

Consumindo lugares, consumindo nos lugares: homossexualidade, consumo e produção de subjetividades na cidade de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
França, Isadora Lins
Sexo
Mulher
Orientador
Simões, Júlio Assis
Código de Publicação (DOI)
10.47749/T/UNICAMP.2010.477922
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia urbana
Consumo (Economia) - Aspectos sociais
Gênero
Homossexualismo
Subjetividade
Resumo

Neste trabalho procuro compreender a produção de subjetividades, categorias identitárias e estilos relacionados à homossexualidade num contexto de segmentação de mercado, a partir de um recorte no conjunto de espaços de sociabilidade e consumo freqüentados por homens que se relacionam afetivo-sexualmente com outros homens na cidade de São Paulo. Procuro compreender também como se articulam marcadores de diferença - como gênero, sexualidade, classe social, idade e cor/raça - atuantes na produção de sujeitos, categorias e estilos relacionados à homossexualidade e como a prática do consumo, seja nos ou dos lugares que serviram de base para a observação etnográfica, media essa articulação. Considero que essas duas pontas do consumo dos ou nos lugares estão intimamente articuladas, já que os lugares funcionam também como contextos que revelam ou possibilitam determinados usos de mercadorias ou que fazem circular informações a seu respeito. Selecionei três lugares para a pesquisa de campo, que denominei de lugares-chave, levando em conta o quanto me pareciam analiticamente interessantes, a partir da possibilidade de revelarem interseccionalidades e diferenças. No decorrer da pesquisa, conduzi a observação etnográfica nesses lugares e realizei entrevistas em profundidade com seus freqüentadores.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/477922?guid=1665881466106&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1665881466106%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d477922%23477922&i=1