Geografia

O Sujeito na Quebrada do Samba

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Kaecke, Janaína de Moraes
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
10.4000/pontourbe.905
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
13
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
periferia
movimento social
samba
Resumo

O presente artigo trata do Pagode da 27, um movimento de samba que surge no Grajaú, bairro da periferia do município de São Paulo. A proposta é compreender as relações de tensão e de cooperação entre o Pagode da 27 e os demais atores sociais que também atuam no bairro, com destaque para uma ONG que atende crianças carentes do bairro e o crime organizado local. Isso é feito através de uma abordagem que prioriza as condições de sobrevivência e de existência do sujeito na grande cidade contemporânea, marcada pelo binômio da massificação e da fragmentação. Os vínculos locais e comunitários possuem uma função do sentimento de pertencimento e na satisfação existencial de seus membros, o que não significa uma vida social ausente de conflitos e de disputas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Zona Sul
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Grajaú
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/905

Distribuição Espacial da Violência em Campinas: uma análise por geoprocessamento

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Francisco Filho, Lauro Luiz
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Jorge Xavier da
Ano de Publicação
2004
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Geografia
Instituição
PPG/UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
213
Idioma
Português
Palavras chave
Espacialização
Territorialização
Desigualdade
Resumo

O estudo da violência urbana através da distribuição espacial no município de Campinas tem como objetivo estabelecer as relações entre os atos criminosos e os aspectos socioeconômicos, usando o geoprocessamento como ferramenta de análise para estabelecer um modelo que possa auxiliar a compreensão dos fenômenos urbanos relativos à violência. O estudo situa a violência urbana nos seus aspectos históricos, culturais, sociais, antropológicos e econômicos. Baseado numa metodologia de abstração do ambiente urbano através de planimetrias que estabelecem a relação das ocorrências criminosas e fenômenos socioeconômicos com unidades territoriais, foram definidos planos de informação que servem de base para a análise de relacionamentos dos temas através do Sistema de Análise Geo-Ambiental - SAGA. Das análises resultaram planos de informação que representam potenciais de ocorrências de crimes contra a pessoa e o patrimônio no município de Campinas, e servem de base para a gestão do município por parte daqueles que têm a responsabilidade de zelar pela segurança e pelo bem comum.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
http://www.geografia.ufrj.br/pos-graduacao/teses-dissertacoes-ppgg-2/

A estruturação do município de Osasco no contexto da região metropolitana de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Coelho, Maria Inês Zampolim
Sexo
Mulher
Orientador
Rosa, Flávio Sammarco
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
desenvolvimento urbano
ocupação do solo
produção do espaço
Resumo

O espaço, uma vez ocupado pelo homem, adquire formas, funções e estruturas contínuas em direção a um resultado qualquer. Todo o movimento da sociedade faz-se presente no espaço que guarda em seu interior as marcas do tempo. Neste contexto, o processo de industrialização ganha destaque pela força impulsionadora que representa, ao provocar as maiores alterações nas formas de organização social e espacial, materializadas, sobretudo, pela urbanização. A Região Metropolitana de São Paulo é o ponto de partida para a análise da área de estudo deste trabalho - o Município de Osasco-, pois o processo de estruturação espacial da Região repercutiu sobre o Município, em vários aspectos, notadamente o econômico e o demográfico. Se, no passado, a industrialização foi responsável pela estruturação espacial do Município, atualmente a desindustrialização e as mudanças no uso e ocupação do solo, representam uma fase de reestruturação não apenas espacial, mas na distribuição do emprego e na formação da sociedade em geral. Vive-se, assim, um novo período da História, em que as soluções para os problemas socioeconômicos estão longe de uma resposta final, mas, sem dúvida, nas mãos de toda a sociedade, independentemente do grau de poder econômico ou político de cada cidadão.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Osasco
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000992468

Transporte urbano de passageiros: as contradições do poder político

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Mello, Karla Reis Cardoso de
Sexo
Mulher
Orientador
Scarlato, Francisco Capuano
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
mobilidade
administração municipal
interesses de classe
Resumo

Este trabalho investiga as políticas públicas para o transporte urbano de passageiros, implementadas pelo poder público no município de São Paulo, a partir de 1975, quando a provisão adequada de transporte urbano de massa na metrópole paulista (bem como no Rio e em Belo Horizonte) foi elevada a categoria de meta política dentro dos pressupostos da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano. No caso de São Paulo, a análise dos fatos pesquisados apontou para um atuação governamental que, ao contrário do postulado, privilegiou o transporte individual por meio de uma política contínua e persistente de ampliação do sistema viário estrutural, qualificado primordialmente para o automóvel. Esta ampliação foi seletiva: deu-se prioritariamente em áreas específicas da cidade, identificadas com o setor moderno da economia e com as necessidade de consumo das classes média/média-alta. No mesmo período, as políticas públicas voltadas ao transporte coletivo foram marcadas por uma relativa estagnação no que respeita ao atendimento aos usuários. A efetiva melhoria dos serviços permaneceu residual enquanto os investimentos feitos serviram à acumulação privada de capital. O Estado, em sua atuação, agiu reforçando o caráter corporativo da metrópole, em que pese a constante busca da aparência de neutralidade das políticas postas em andamento.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1975-1998
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000984604

A deteriorção da qualidade do ar e do clima na Região Metropolitana de São Paulo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fruehauf, George Lentz César
Sexo
Homem
Orientador
Conti, J. B.
Ano de Publicação
1998
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
meio ambiente
qualidade de vida
poluição
crescimento urbano
Resumo

O ar limpo é um recurso natural consumido ou deteriorado, através da emissão dos poluentes atmosféricos, cujas principais fontes na RMSP são os veículos automotores e, em um segundo momento, as indústrias. Variações no clima na RMSP são o resultado da intensa e desordenada ocupação do solo urbano. A deterioração da qualidade do ar é constatada através da modelagem de dispersão de poluentes atmosféricos aplicada aos dois incineradores de resíduos do MSP e à nova condição de trânsito, resultante da implantação da nova via expressa urbana, o o Rodoanel. A luta de classes que permeia essa questão é abordada.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000995151

Itapecerica da Serra - ocupação e uso do território

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Venturi, Luis Antonio Bittar
Sexo
Homem
Orientador
Cavalheiro, Felisberto
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Física
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
governo
mananciais
ocupação
território
Resumo
Por meio da integração de algumas variáveis que, a princípio, sob uma observação assistemática, não apresentariam relações diretas entre si, procurou-se evidenciar as razões da rápida ocupação do território municipal de Itapecerica da Serra e os tipos de uso que ali se têm estabelecido. Uma variável central refere-se à evolução do preço de mercado dos imóveis, caracterizada por uma desvalorização generalizada. A desvalorização estaria relacionada com equívocos gerados pela legislação ambiental e também com um processo de exclusão social que se manifesta sob forma de Segregação territorial que caracteriza a Região Metropolitana de São Paulo. Evidências favoráveis aos argumentos formulados são encontradas na arrecadação de IPTU, contraposta com a evolução demográfica do Município. Considerou-se também o acelerado aumento dos índices de criminalidade, tanto como um reflexo da segregação territorial como mais um fator explicativo da desvalorização imobiliária.
Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Itapecerica da Serra
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-15122003-155533/pt-br.php

Praia do Góis e Prainha Branca: núcleos de periferia urbana na Baixada Santista

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Tulik, Olga
Sexo
Mulher
Orientador
Penteado, Antônio Rocha
Ano de Publicação
1979
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
282
Idioma
Português
Palavras chave
permanência
práticas coletivas
desenvolvimento urbano
Resumo

A pesquisa trata da Ilha de Santo Amaro que embora integrante da Baixada Santista, não apresenta em toda a sua extensão as características decorrentes da urbanização que se alastra pela área de Santos - São Vicente, Cubatão e Guarujá. Assim é que à época de realização da pesquisa ainda persistiam em alguns dos núcleos de população situados em pequenas praias da ilha, traços culturais resultantes da ocupação do espaço por atividades estranhas às áreas urbanas que lhe são próximas. Neste caso se incluem os núcleos humanizados da Praia do Góis e da Prainha Branca, ambos situados na área do município do Guarujá que, coincidentemente, correspondem à totalidade da Ilha de Santo Amaro. A partir do início do século passado, a Praia do Góis e a Prainha Branca foram ocupadas por caiçaras, lavradores e pescadores que imprimiram à paisagem, muitos dos traços ainda perceptíveis. Seus descendentes, entretanto, por motivos variados, abandonaram as atividades tradicionais, indo em busca de trabalho nas áreas urbanas adjacentes, principalmente em Santos e na Bertioga. Núcleos modestos, sem população expressiva ou produção econômica notável, Praia do Góis e Prainha Branca constituem, porém, um exemplo de ocupação humana feita segundo os moldes tradicionais, à base do extrativismo e da lavoura de subsistência, que vêm se modificando no contato com a urbanização então em curso na Ilha de Santo Amaro. Se, no passado a preocupação máxima de seus moradores consistia em garantir o necessário para viver, no momento da pesquisa eles se defrontavam, além dos problemas próprios de áreas urbanizadas, com a legalização da posse das terras que ocupavam há muitos anos, deslocando-se, assim, aquela preocupação máxima, do viver para o sobreviver. Este estudo de núcleos populacionais litorâneos situados em zonas de periferia urbana tem como objetivo maior, a pesquisa dos fatores e dos motivos que justificam a existência e a permanência da população que neles habita. Partindo da análise dos fatores geográficos que atuaram e ainda interferem na ocupação do espaço e nas atividades de seus habitantes, o estudo visa ainda compreender o inter-relacionamento existente entre o homem e o meio, chegar à caracterização dos núcleos, definir o grau de isolamento em que vivem, bem como, analisar as mudanças que se vem operando na própria organização do espaço local. Finalmente, esta pesquisa, através dos exemplos da Praia do Góis e da Prainha Branca, pretende ser uma contribuição ao estudo de um fenômeno que atinge outros núcleos semelhantes e dispersos pelo litoral brasileiro que, submetidos à interferência de um centro local de maior importância, acabaram por sofrer modificações capazes de alterar-lhes, completamente, a fisionomia original.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Ilha de Santo Amaro
Zona
Praia de Góis e Prainha Branca
Cidade/Município
Guarujá
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/000708833

População e Saúde, uma perspectiva geográfica: estudo de caso de três áreas no município de São Paulo (1980-1992)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Watson, Carmen Soledad Aurazo de
Sexo
Mulher
Orientador
Rossini, Rosa Ester
Ano de Publicação
1999
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
185
Idioma
Português
Palavras chave
saúde pública
infraestrutura
espacialização
demografia
Resumo

Ao longo dos últimos vinte anos, a evolução dos indicadores demográficos demonstra a consolidação de algumas tendências. O quadro da população nos dias de hoje aparece dominado por uma redução da taxa de crescimento da população, concentração nas cidades acima de 100.000 habitantes e acelerado adensamento das regiões metropolitanas. A explosão das grandes aglomerações urbanas desnudou a insuficiência dos equipamentos e da infra-estrutura urbana, colocando novos desafios para as políticas públicas. O debate sobre a problemática da saúde nos últimos vinte anos propiciou a emergência de novos enfoques e paradigmas para o setor, dentre os quais se destacam o da universalização e o da descentralização. A divisão de tarefas entre as esferas intervenientes na área de saúde,federal, estadual e municipal, sancionada nos diversos instrumentos normativos do setor, não impede o surgimento de eventuais conflitos de enfoque e de ações entre elas. Este trabalho procura mostrar de que forma as diretrizes que norteiam tais ações se relacionam com o espaço. Isto é, procura demonstrar que existem divesos fatores que não são levados em conta, de forma adequada, na avaliação da política de saúde. A tese sustenta que a avaliação das políticas públicas, e de saúde em particular, deve levar em conta a relação das primeiras com o espaço no qual se inserem e são aplicadas. Defende que o espaço - entendido como um fenômeno socialmente construído - ao mesmo tempo que representa um plano sobre o qual tomam forma as decisões dos diversos agentes (planejadores de políticas, gestores e usuários), é também um fator condicionante, e determinante, tanto da eficácia quanto da concepção de metas previstas para o setor. Com este marco realiza-se o estudo da evolução recente da gestão da política de saúde no município de São Paulo, focalizando três de suas administrações regionais: Butantã, Moóca e Capela do Socorro.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Butantã, Mooca e Capela do Socorro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1980-1992
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001057936

A conquista do território: pequenos municípios e empresas em região de Campinas-SP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Turra, Juleusa Maria Theodoro
Sexo
Mulher
Orientador
Souza, Maria Adélia Aparecida de
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
desenvolvimento econômico
tecnologias
fragmentação do território
organização local
Resumo

A emergência e expansão do meio técnico-científico-informacional, correspondente ao atual período histórico, traz as suas marcas da unicidade da técnica e existência de um só motor, realizando pelo espaço, a simultaneidade dos eventos. O meio geográfico contemporâneo penetra, pelas suas normas, todos os lugares, porém reproduz-se nas condições que são postas pelas formações socioespaciais. Na formação socioespacial brasileira, os municípios, como modalidades de territórios, apresentam-se como outras normas que convivem com as normas do Mundo. As normas do Mundo penetram pela ação das empresas que na atualidade, assumem caráter claramente político com o que confrontam os municípios. Nos pequenos municípios pelo contingente populacional, que são numerosos e ocupam extensa área, as normas são mais tênues e no caso dos municípios recentes, vêm sendo formuladas já sob as condições do meio geográfico contemporâneo, conforme foi estudado nos municípios de Engenheiro Coelho, Estiva Gerbi, Holambra e Santo Antonio de Posse em região de Campinas-SP. Esta nova realidade abre possibilidades maiores para a atuação das empresas, mesmo aquelas que não se encontram na liderança da vida econômica e das ações políticas na dimensão nacional. Com as possibilidades abertas para a ação das empresas, nos pequenos municípios, observa-se que o meio técnico-científico-informacional também se produz pelo uso que elas fazem dos territórios municipais em que estão localizadas.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Campinas
Cidade/Município
Engenheiro Coelho
Estiva Gerbi
Holambra
Santo Antonio de Posse
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001216328

O Fim do Alojamento na Construção Civil: uma "porta de entrada" a menos para o migrante na metrópole

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Spolle, Marcus Vinicius
Sexo
Homem
Orientador
Heidemann, Heinz Dieter
Ano de Publicação
2001
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Geografia Humana
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
habitação
migração
mercado de trabalho
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo verificar a metamorfose da relação capital, trabalho migrante e moradia; através da constatação, a partir de 1995, do fim do uso do alojamento pelas grandes construtoras nas regiões mais centrais da cidade de São Paulo. O estudo foi realizado a partir de um levantamento de informações nos canteiros de obras das Administrações Regionais Pinheiros e Mooca no ano de 1998; além de entrevistas com os representantes dos sindicatos patronais e dos trabalhadores da construção civil. Até a década de 80 o alojamento era considerado como a "porta de entrada" do migrante, a sua não utilização remeteu este estudo à investigação das causas e consequencias do fim do uso deste instrumento de aliciamento, controle e exploração capitalista, na reprodução da força de trabalho do migrante dentro da metrópole, além das novas formas utilizadas para a sua inserção na cidade. Discutiu-se esse processo como parte da mobilização geral e ampliada da força de trabalho dentro do sistema produtor de mercadorias, enquanto forma de garantir a produção de mais-valor e, no caso do trabalhador migrante, o aprofundamento de sua condição itinerante. Este trabalho desenvolveu, ainda, a relação entre o fim do alojamento e o processo de flexibilização da produção capitalista, como um dos instrumentos de desregulamentação do direito trabalhista, ou a antecipação da desregulamentação formal.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1995; 1998
Localização Eletrônica
https://repositorio.usp.br/item/001213536