Comunicação

Os Mistérios do Carandiru: Cárcere, Massacre e Cultura de Massas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Almendra Filho, Dinaldo Sepúlveda
Sexo
Homem
Orientador
Figueiredo, Vera Lucia Follain de
Código de Publicação (DOI)
10.17771/PUCRio.acad.10611
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação social
Instituição
PUC-RIO
Idioma
Português
Palavras chave
Mídia
Cultura de massas
Narrativa
Memória
Deslizamentos
Resumo

O objetivo desta dissertação é investigar o entretenimento e seus diferentes suportes midiáticos, tomando como objeto de estudo o fenômeno de proliferação de narrativas sobre a Casa de Detenção de São Paulo, o presídio do Carandiru. Desde 2 de outubro de 1992, data do massacre de 111 detentos pela Polícia Militar, até os dias de hoje, a memória do complexo penitenciário foi operacionalizada e mercadorizada como uma fonte infinita de histórias a serem vendidas em um mercado cultural acolhedor e de grande audiência. O Carandiru, seu mundo desconhecido e misterioso, bem como as experiências de vida dos detentos que nele habitaram foram transformados em produtos de consumo capazes de gerar não apenas um estrondoso sucesso comercial, mas, também, a possibilidade de variação dos bens culturais sobre a prisão em inúmeros formatos, trabalhados e configurados, nos mais distintos setores da indústria e do comércio, como o editorial, o cinematográfico, o televisivo, o fonográfico, o radiofônico, o fotográfico, o jornalístico, o turístico e o das artes plásticas e cênicas. Diante deste contexto, estudamos os múltiplos modos de apropriação da memória da cadeia e dos seus presos, assim como os deslizamentos do livro Estação Carandiru, de Drauzio Varella, por diferentes suportes, entre eles o cinema e a TV, num esforço para compreender como o fascínio pelo crime, o trauma dessa trágica memória e a lucrativa cultura de massas se entrelaçaram em uma intrigante trama midiática.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Carandiru
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1992-2007
Localização Eletrônica
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=10611@1

Mídia e criminalidade: o tratamento dos casos abílio diniz e daniela perez pela imprensa e suas implicações no direito penal brasileiro

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
de Souza, Diana Paula
Sexo
Mulher
Orientador
Pereira e Silva, Janice Caiafa
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
narrativa jornalística
estratégias discursivas
Resumo

Partindo da premissa de que os meios de comunicação de massa atuam como dispositivos de agendamento da pauta do Poder Legislativo nacional em matéria penal, este estudo busca analisar e identificar que estratégias discursivas foram utilizadas por três jornais de circulação nacional, a saber, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil, na cobertura do seqüestro do empresário Abílio Diniz em 1989 e do assassinato da atriz Daniela Perez em 1992. O primeiro episódio, aliado aos seqüestros de Antonio Beltran Martinez, Luís Salles e Roberto Medina, é considerado como aquele que apressou a elaboração e aprovação sem discussões da Lei de Crimes Hediondos. Já o caso Daniela Perez é apontado como um dos fatores que desencadeou uma campanha empreendida pelos meios de comunicação social para incluir o homicídio entre os crimes hediondos. Para tanto, empreendeu-se uma aproximação entre a narrativa jornalística e as narrativas folhetinesca e melodramática, analisando, principalmente, a construção maniqueísta de personagens, a noção de corte de capítulo, a busca pelo happy end e a humanização do relato. Considerando também que o jornalismo atua no processo de construção da realidade, contribuindo para a produção de clamor público ao redor de temas polêmicos, fundamentalmente no que tange à criminalidade violenta, analisou-se a editoria de Opinião das três publicações, em especial as Cartas dos Leitores, com o objetivo de identificar se, de fato, a opinião pública aderiu às versões defendidas pela imprensa em ambos os episódios.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1989 e 1992
Localização Eletrônica
http://www.pos.eco.ufrj.br/site/teses_dissertacoes_interna.php?tease=8

Identidade territorial das favelas do Rio de Janeiro/RJ: um olhar a partir da agência de notícias das favelas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Julia Ipe da
Sexo
Mulher
Orientador
Felippi, Angela Cristina Trevisan
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Santa Cruz do Sul
Programa
Desenvolvimento Regional
Instituição
UNISC
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade territorial
Agência de Notícias das Favelas
Favelas
Comunicação
Resumo

Esta dissertação objetiva compreender como os conteúdos veiculados pela Agência de Notícias das Favelas atuam na construção da identidade territorial das favelas do Rio de Janeiro. A organização é composta por mais de 400 colaboradores, em sua maioria moradores de favela, quem escrevem as notícias com o objetivo de apresentar uma perspectiva dos fatos diferente do que é feito pela grande mídia. O trabalho feito por estudo de caso de natureza qualitativa, parte de análises teóricas sobre o processo de segregação sócio espacial do Rio de Janeiro, perpassando conceitos sobre cidade, espaço urbano e favelização. Também foi feito um resgate bibliográfico sobre a temática da identidade e identidade territorial, trazendo uma reflexão sobre o papel da mídia neste processo de construção identitária. Buscou-se fazer uma detalhada descrição do funcionamento da Agência de Notícias das Favelas e os canais de comunicação que a organização mantém. A partir de abordagens sobre a comunicação alternativa e das práticas jornalísticas exercidas pela própria entidade, almejou-se compreender de que forma a ANF apresenta os seus conteúdos e, a partir deles, identificar elementos identitários. A coleta de dados deu-se por questionário estruturado e entrevistas semiestruturadas, além da análise ser feita de forma documental e pelos conteúdos veiculados pela Agência. Foram selecionadas oito notícias para serem analisadas com o objetivo de identificar características identitárias a partir dos seguintes aspectos: culturais, sociais, urbanos e políticos, sendo que o que emergiu das notícias foi cotejado com dados apontados pelas entrevistas e questionários. Percebeu-se que a Agência se propõe muito mais a apresentar os conteúdos a partir da perspectiva dos moradores do que, propriamente, confrontar um estereótipo da favela e seus moradores construído pela mídia hegemônica. Foi percebido, também, que a ANF se enquadra no contexto do jornalismo alternativo e funciona muito mais como uma mídia do que, propriamente, como uma agência de notícias. Por fim, constatou-se que a Agência de Notícias das Favelas atua na construção da identidade sobre as favelas por destacar elementos que somente quem vive naqueles territórios poderia noticiar.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2001-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7987613

Alicerce de favela: romper brechas no colonial, horizontalizar o vertical

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Belo, Jordana Diogenis
Sexo
Mulher
Orientador
Enne, Ana Lucia Silva
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Niterói
Programa
Cultura e Territorialidades
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Comunicação
Decolonialismo
Colonialismo
Construção de sentidos
Estratégias de visibilização social e cultural
Resumo

Investigar estratégias enredadas na construção de sentidos na sociedade Ocidental é o propósito central dessa pesquisa. Para tanto, proponho citar e esmiuçar, nesta dissertação, quais os aspectos e formações culturais que criam a sociedade Ocidental e que estabelecem a perspectiva que os indivíduos aplicam na realidade, nas relações sociais e na interpretação dos acontecimentos. Herdamos um olhar que interpreta tudo. Nessa caminhada, para traçar a lógica que guia esse olhar, terei como eixo as narrativas jornalísticas sobre 'favela', observando como se constrói o lugar do autor e o lugar do jornalista, sua legitimação cultural e seu poder. Entendendo as disputas pelo sentido de 'favela' e as estratégias empregadas pelos atores sociais no processo, observarei a estrutura colonial e colonialista presente no alicerce dessa construção de sentidos e as brechas criadas e aproveitadas pelos comunicadores da Rocinha que se entendem como força anti-hegemônica e crítica ao que está culturalmente cristalizado. Selecionei o jornal Fala, Roça! e o Mapa Cultural da Rocinha, ambos produzidos por comunicadores populares da favela da Rocinha, para entender a dinâmica dos veículos de comunicação atualmente.

Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Rocinha
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7637177

Obesidade e Pobreza na Imprensa: epidemiologia de uma questão social

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
de Carvalho, Monica Marino
Sexo
Mulher
Orientador
Vaz, Paulo Roberto Gibaldi
Ano de Publicação
2007
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
obesidade
pobreza
imprensa
epidemiologia
Resumo

Como se dá o nexo entre obesidade e pobreza no jornalismo brasileiro? Esta questão se produz em um contexto onde cada vez mais as mídias dão visibilidade a estudos epidemiológicos que alertam sobre o aumento da obesidade entre os brasileiros, em especial entre os mais pobres. A pergunta é menos restritiva do que possa parecer, na medida em que o “como” tem valor circunstancial delimitado por um universo de produção de sentidos relacionado aos campos jornalístico, político e da saúde no Brasil. Além disso, esta questão provoca uma dinâmica social de controle dos riscos. Tal dinâmica se revela através de práticas individuais de controle sobre si mesmo, no sentido de uma tendência governamental em defesa de um Estado mínimo. O sentido de risco que aqui se destaca é o de uma imposição internalizada, a partir da qual as autoridades estabelecem discursos, políticas e ações em saúde – sobretudo informativas –, que exortam as pessoas a avaliarem seu risco individual de adoecerem e, portanto, a mudarem seus comportamentos de acordo com este mesmo risco. Os meios de comunicação se colocam na interface do indivíduo consigo mesmo para o auto-entendimento e o cuidado de si, entra em cena a pobreza: um problema social que atravessa a dinâmica do controle dos riscos, baseada na responsabilização, na culpabilização e na capacidade individual de gerência sobre si. O nexo entre obesidade e pobreza constituiu o corpus deste trabalho. Foi critério para a escolha das 65 peças jornalísticas publicadas no jornal brasileiro “Folha de São Paulo”, de 1996 à 2005. A partir da análise do material escolhido viu-se que o tema obesidade/pobreza, mais que um tema de saúde pública, se mostrou ser essencialmente político. Neste cenário, observam-se disputas discursivas políticas acerca do papel do Estado, no momento em que pretende consolidar um Estado neoliberal brasileiro.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1996-2005
Localização Eletrônica
http://www.pos.eco.ufrj.br/site/teses_dissertacoes_interna.php?tease=10

Do Palco às telas: sociabilidades, performance e o modelo de negócio do show do cinema

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Luiza Alves Bittencourt Coelho
Sexo
Mulher
Orientador
Simone Maria Andrade Pereira de Sá
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Shows
Música
Performance
Transmissão ao vivo
Cinema
Resumo

O TRABALHO TEM POR OBJETIVO ANALISAR COMO O AMBIENTE DO CINEMA TEM SIDO REAPROPRIADO PARA A TRANSMISSÃO DE APRESENTAÇÕES MUSICAIS A FIM DE DISCUTIR SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA O MERCADO DA MÚSICA NO BRASIL. A HIPÓTESE CENTRAL DESSE TRABALHO É QUE, DIANTE DO ATUAL CENÁRIO EM QUE O SHOW TENDE A SER A MEDIAÇÃO MAIS VALORIZADA DA EXPERIÊNCIA MUSICAL, AS SALAS DE CINEMA PODEM EMERGIR COMO UM CIRCUITO ALTERNATIVO PARA FOMENTAR A REALIZAÇÃO DE SHOWS COM A FORMAÇÃO DE UM PÚBLICO CONSUMIDOR COM PERFORMANCE E PADRÕES DE SOCIABILIDADE ESPECÍFICOS. ASSIM, PARA ILUSTRAR O DEBATE, SERÃO ANALISADOS OS CASES REFERENTES À TRANSMISSÃO AO VIVO DO SHOW DA BANDA CARIOCA "LOS HERMANOS", REALIZADA EM 2012; A EXIBIÇÃO, EM 2014, DO SHOW "THE MILLION DOLLAR PIANO" DO MÚSICO INGLÊS ELTON JOHN, GRAVADO EM LAS VEGAS; E A TRANSMISSÃO AO VIVO, PELO YOUTUBE, DE SHOWS REALIZADOS NO CINE JÓIA, EM SÃO PAULO, ENTRE 2012 E 2013. OS DOIS PRIMEIROS ABORDAM A EXPERIÊNCIA DO CINEMA COMO ARENA QUE RECEBE A EXIBIÇÃO; JÁ O DO CINE JÓIA TRADUZ A EXPERIÊNCIA

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2012-2014

Ciências sociais e pensamento político: o grupo da USP e a frente democrática a partir dos semanários opinião e movimento (1972-1981)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Hugo Alexandre de Lemos Bellucco
Sexo
Homem
Orientador
Marcelo Badaro Mattos
Ano de Publicação
2015
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia da ciência
Imprensa alternativa
Ditadura militar
Democracia
Política
Resumo

ESTE TRABALHO DEDICA-SE A INVESTIGAR O PENSAMENTO POLÍTICO DESENVOLVIDO POR UM GRUPO DE CIENTISTAS SOCIAIS ORIGINÁRIOS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) E DO CENTRO BRASILEIRO DE ANÁLISE E PLANEJAMENTO (CEBRAP) NOS ANOS 1970, A PARTIR DO MATERIAL PUBLICADO POR ESSES INTELECTUAIS NOS SEMANÁRIOS OPINIÃO (1972-1977) E MOVIMENTO (1975-1981). SUA ATUAÇÃO NOS ÓRGÃOS DA ASSIM CHAMADA ¿IMPRENSA ALTERNATIVA¿ É COLOCADA EM DIÁLOGO COM OUTRAS PUBLICAÇÕES DO PERÍODO QUE PODEM SER INCLUÍDAS NO CONJUNTO DE SUPORTES EDITORIAIS QUE CONFERIU ENTÃO UM SENTIDO POLÍTICO OPOSICIONISTA À REFLEXÃO SOCIOLÓGICA. ESSA PRODUÇÃO FOI UMA DAS PRINCIPAIS FORMAS DE INTERLOCUÇÃO SOCIAL DA SOCIOLOGIA ACADÊMICA NA DÉCADA DE 1970. RECUPERA-SE, NESSE SENTIDO, OS MARCOS POLÍTICOS FUNDAMENTAIS QUE LEVARAM À ASCENDÊNCIA DE DETERMINADOS MEMBROS DO CEBRAP E DA USP COMO INTELECTUAIS PÚBLICOS E DOS JORNAIS MOVIMENTO E OPINIÃO COMO VEÍCULOS IMPRESSOS DA FRENTE OPOSICIONISTA.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Logradouro
Universidade de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1972-1981
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/td/1736.pdf

Dinâmicas de autoapresentação em sites de redes sociais: performance, autorreflexividade e sociabilidade em cenas de música eletrônica

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Beatriz Brandão Polivanov
Sexo
Mulher
Orientador
Simone Maria Andrade Pereira de Sá
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Auto-produção
Facebook
Cenas de música eletrônica
Resumo

Tomando os sites de redes sociais como lugares para a autoapresentação dos atores sociais na vida cotidiana, o trabalho tem por objetivo entender como atores de cenas da música eletrônica paulistana e carioca se autoapresentam no Facebook. Tal recorte justificou-se, dentre outros aspectos, pelo intenso uso que os atores dessas cenas demonstraram fazer do site, sendo um agrupamento social que pode ser considerado early adopter do Facebook no Brasil. Buscamos problematizar os argumentos de uma série de autores que defende que os sites de redes sociais teriam trazido à tona ou potencializado sobremaneira a superexposição dos sujeitos e de suas intimidades na contemporaneidade, aliadas a uma busca incessante e indiscriminada por visibilidade. Partimos de três premissas teóricas que nos permitem entender os modos como os atores se auto-apresentam nos sites de redes sociais: 1) o conceito de autorreflexividade de Giddens; 2) o entendimento do consumo como produtor identitário e 3) as perspectivas de Goffman e dos interacionistas simbólicos sobre apresentação de si enquanto co-construção com a figura do “outro”. O aporte metodológico foi baseado principalmente na etnografia, através da realização de cinco entrevistas em profundidade com atores sociais das cenas aqui investigadas, além da observação participante de seus perfis no Facebook. Aplicamos ainda questionário online com perguntas abertas e fechadas via Facebook. Pudemos concluir que os processos de autoapresentação desses atores sociais no Facebook estão relacionados à performatização de determinados aspectos de suas identidades para públicos imaginados específicos, fazendo com que tenham de gerenciar cuidadosamente as impressões que desejam criar para sua rede de contatos, buscando manter ou, ao contrário, romper propositalmente com uma suposta coerência expressiva entre seus selves off-line e no Facebook e instaurando novos regimes de visibilidade na contemporaneidade.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2009-2012
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/19998?locale-attribute=es

A África na imprensa negra paulista (1923-1937)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rael Fiszon Eugenio dos Santos
Sexo
Homem
Orientador
Marcelo Bittencourt Ivair Pinto
Ano de Publicação
2012
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
África
Imprensa negra
Resumo

Analisamos nesta dissertação as referências à África em quatro importantes jornais da imprensa negra paulista da primeira metade do século XX (getulino, progresso, clarim da alvorada e voz da raça). Para tanto, nos debruçamos primeiramente sobre a análise das relações raciais, da situação do negro e da formação desta imprensa no pós-abolição em termos gerais, constatamos que as discussões sobre o negro na imprensa negra estavam marcadas, em grande parte, por certo nacionalismo que frisava a importância do negro para a formação nacional brasileira e por certo ideal de modernidade, muitas vezes transnacional, ligada à disciplina, ao trabalho, ao esporte, à educação e à música. Também constatamos que, apesar da áfrica não aparecer como elemento central na luta política desses sujeitos, ela não está ausente. Em termos gerais, há referências à áfrica sobretudo quando se trata da origem do negro brasileiro e, no que se refere à notícias do continente africano, ganha destaque as referências à Etiópia/abissínia.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1923-1937
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/td/1592.pdf

A operação midiográfica: a produção de acontecimentos e conhecimentos históricos através dos meios de comunicação - a Folha de São Paulo e o golpe de 1964

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sônia Maria de Meneses Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Ana Maria Mauad de Sousa Andrade Essus
Ano de Publicação
2011
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Operação midiográfica
Mídia
História
Memória
Esquecimento
Resumo

Esta tese analisa as dimensões da fabricação dos acontecimentos históricos, bem como, das formas de escrita do passado realizadas pelos meios de comunicação. Desta maneira, procura investigar a sofisticada engenharia de sistematização de conceitos e metodologias que colabora para composição de tessituras nas quais, passado, presente e futuro são constantemente mobilizados; usos do passado que congregam tanto elementos do campo da historiografia tradicional, como do próprio lugar da mídia. Portanto, investiga-se como esta produção organiza formas de representação históricas capazes de interferir tanto da elaboração de memória, como de esquecimento. Nesse empreendimento, esta reflexão parte de dois exemplos: o golpe de 1964, evento capital para a história recente do país, e o jornal Folha de São Paulo destacando matérias e reportagens em 45 anos de abordagem sobre esse acontecimento. Nestes termos, considera-se aqui tanto o caráter pragmático das ocorrências narradas, mas também seu caráter relativo e subjetivo. Condição que ajuda a situá-las em um jogo de elaborações sociais e simbólicas marcadas por diferentes regimes de historicidades, interesses e conflitos que se constituem em lutas no estabelecimento dos usos da história e da memória na atualidade. Configura-se assim, o argumento central deste trabalho: em nossos dias, a mídia atua na elaboração, tanto de acontecimentos emblemáticos, como de conhecimento histórico a partir de narrativas que operam com categorias temporais na fundação de sentidos. Tais elementos são articulados em uma complexa operação cujo produto final é uma escrita da história elaborada pelos meios de comunicação, esse processo é aqui denominando de operação midiográfica.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1964
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/td/1296.pdf