Comunicação

Opinião pública e opinião publicada: representação política, diretas já e a grande imprensa nos (des)caminhos da abertura

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Maria Luiza de Castro Muniz
Sexo
Mulher
Orientador
Theotonio dos Santos
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Ciência Política
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Imprensa
Representação
Mobilização social
Resumo

O presente trabalho foi dedicado ao estudo de editoriais publicados durante a campanha pelas diretas já por dois jornais da chamada grande imprensa: a Folha de S. Paulo e O Globo. Por meio do destaque à opinião publicada busquei demonstrar aspectos da visão de classe impressa pelos veículos analisados e pelo setor da burguesia que eles representam. Esta análise, feita a partir de eixos temáticos delimitados, consistiu ainda na abordagem do “horizonte de expectativas” traçado pela grande imprensa no período de abertura, transição e, especialmente, ao longo do processo sucessório de 1984. Procurei valorizar, como contraponto, perspectivas destoantes, as quais acabaram por evidenciar as preferências editoriais por determinada interpretação do passado recente, do presente em curso e do futuro projetado nas páginas dos jornais. A compreensão do posicionamento político-ideológico da impressa burguesa e liberal demandou o estudo da própria assimilação do ideário liberal no Brasil, sendo considerados os compromissos conservadores que fizeram parte deste processo. No intuito de fornecer uma perspectiva mais ampla das opiniões impressas, as conjunturas nacional e internacional foram analisadas conjuntamente, sendo ressaltada a interferência desta última sobre os rumos político-econômicos do Brasil. Diante do ‘desvio’ representado pela mobilização em torno das diretas já, os jornais selecionados divergiram quanto aos limites e alcances da participação popular. Já em vista das convergências opinativas, prevaleceu a defesa dos interesses de classe defendidos pela grande imprensa, burguesa e liberal. Esta busca legitimar-se na nova conjuntura democrática como porta-voz dos anseios nacionais, determinando caminhos válidos e descaminhos ultrapassados.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1980-1985
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/20113?locale-attribute=es

As letras e o consenso: burguesia, educação, imprensa e hegemonia

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
de Souza, Mário Luiz
Sexo
Homem
Orientador
Ronaldo Rosas Reis
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Educação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Empresariado
Hegemonia
Resumo

A presente tese de doutorado tem por objetivo apresentar os dados e reflexões sobre a pesquisa, o pensamento educacional do empresariado, presente nos artigos dessa fração de classe, publicados no jornal Folha de São Paulo e no Jornal O Globo, no período 1999-2006. Tendo como pressuposto a matriz marxista, em especial o pensamento de Antonio Gramsci, trabalhamos esses artigos partindo da hipótese de que são instrumentos políticos onde seus autores, buscam criar um consenso ativo na sociedade tentando colocar suas idéias e suas demandas como elementos norteadores da agenda das políticas públicas. Essa pesquisa constatou, que o empresariado defendeu uma educação escolar baseada nos princípios neoliberais, sobretudo uma formação voltada para as necessidades das empresas e para nova sociabilidade pregada pelo capital. Nesse sentido, o empresariado industrial teve uma maior participação nesse processo, produzindo o maioria dos artigos, influenciando no conjunto das políticas públicas relacionadas à educação, principalmente no período do governo Lula.  Além disso, o empresariado industrial deu uma maior ênfase à relação entre a educação e a produção das inovações tecnológicas, como também a proposta de uma maior ação sobre os problemas sociais brasileiros, baseados no pressuposto da união: estado, empresa privada e o terceiro setor.

 

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1999-2006

Câmeras de vigilância: as novas tecnologias na governamentalidade contemporânea

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Leal, Rita de Cássia Souza
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Ivana Bentes
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
câmeras
medo
risco
governo
Resumo

Este trabalho tem como objeto de estudo o uso crescente das câmeras de vigilância, em espaços públicos e privados, buscando identificar quais são os discursos midiáticos e as práticas sociais que contribuem para que esta proliferação ocorra e seja aceita pela sociedade. Nesse sentido, estes dispositivos se configuram como dispositivos de governo da população, que se efetiva por meio da prevenção, da visibilidade e do controle. Nas questões referentes a segurança, ao prometerem proteger, assegurar, ou “cuidar”, estes discursos apelam, primordialmente, para uma das mais antigas paixões humanas, o medo. Utilizando a mídia impressa, nomeadamente o jornal folha de São Paulo, como campo empírico, a pesquisa documentou, analisou e disponibilizou informações sobre as matérias divulgadas referentes à presença das câmeras de vigilância, considerando um período temporal de dez anos. Nos discursos midiáticos, as câmeras de vigilância aparecem, na maior parte das vezes, de forma positivada, como capazes de antecipar e de inibir os riscos aleatórios decorrentes da ação do outro. Este discurso se encontra em perfeita sintonia com a nova forma de governamentalidade contemporânea, em que a liberdade de escolha e a responsabilidade individual, apregoam a co-responsabilização e convocam todos os segmentos sociais a participarem do modelo de assepsia preditiva promovido pela sociedade do risco.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Midia e meio ambiente: uma análise da cobertura ambiental em três dos maiores jornais do brasil

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
da Silva, Marcia Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Kuperman, Priscila Siqueira
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
meio ambiente
mídia
Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo verificar como o tema meio ambiente é tratado, atualmente, pelos três jornais de maior tiragem do país: o Globo, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. A temática meio ambiente há algum tempo faz parte da agenda de temas globais discutidos pelas sociedades contemporâneas. No brasil, ela ganhou força nas duas últimas décadas e isso pode ser verificado pelo espaço que os veículos de comunicação de massa têm dado a assuntos como destruição da camada de ozônio, desmatamento, poluição do ar, acidentes nucleares, reservas florestais etc.. Através de técnicas de análise de conteúdo, pretende-se comparar se a compreensão que os jornalistas têm sobre a questão ambiental se reflete nas matérias publicadas por eles e quais os conceitos que permeiam a notícia ambiental.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
N/I

A imprensa na construção da realidade racial no brasil -um estudo de análise crítica do discurso jornalístico

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
da Cunha, Joseti Marques Xisto
Sexo
Homem
Orientador
Pinto, Milton José
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
imprensa
realidade racial
discurso jornalístico
Resumo

O presente estudo investiga a participação da imprensa na configuração do perfil racial da sociedade brasileira, utilizando conceitos da sociologia do conhecimento, no que se refere à construção social da realidade, e o instrumental teórico da análise crítica dos discursos, conforme proposta por Norman Fairclough, para abordagem e análise dos textos selecionados sobre a mais recente polêmica que iluminou, pela imprensa, a histórica problemática racial brasileira. A pesquisa tem como principal objetivo indicar novas formas de compreensão do poder e da influência da chamada mídia jornalística no tecido social, suas tendências e processos, e os reflexos que possam ter sobre as mudanças sociais. O corpus da pesquisa é constituído pelos jornais o Globo e folha de S. Paulo, no período que abrange o ano de 2002 e, de forma complementar, o ano de 2003.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2002-2003

Da política dos jornais: O dissídio das vozes segundo os manuais de redação e estilo dos jornais Folha, Estado e Globo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Conceição, Francisco Gonçalves da
Sexo
Homem
Orientador
Pinto, Milton José
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
análise do discurso
manual de redação e estilo
jornalismo
Resumo

Análise dos manuais de redação e estilo, organizados, publicados e atualizados pelos jornais folha de S. Paulo, o estado de s. Paulo e o globo a partir dos anos 80 e 90. O eixo de fundamentação da pesquisa é a relação entre o jornalismo, a mudança social e o poder. Três questões estruturam e organizam essa análise: as mutações no campo do jornalismo e a reestruturação dos espaços públicos, o lugar da interlocução e a racionalidade estratégica e as relações discursivas e a produção de (re)conhecimento. Em termos gerais, constata-se que os manuais são, simultaneamente, produtos e instrumentos de políticas discursivas dos jornais, da reestruturação do campo de significação das notícias e da disputa de um lugar de interlocução no mercado das notícias e na sociedade brasileira. Com a produção e a aplicação dessas tecnologias discursivas, os jornais não se limitam a disciplinar o trabalho dos jornalistas, a definir a identidade editorial de cada publicação ou a ditar um padrão lingüístico para a sociedade, mas visam também à relação entre as vozes que compõem os espaços públicos midiatizados nos quais e pelos quais os agentes sociais constroem identidades, vínculos sociais, conhecimentos e crenças. Para efeito desta pesquisa, consideraram-se apenas os manuais publicados pelos jornais que disputam a referência da realidade nacional. Do ponto de vista metodológico, esta investigação procura relacionar, de forma crítica e comparativa, a produção desses manuais com as forças sociais que os moldaram e compreender o lugar dessas tecnologias na regulação dessas mesmas forças.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
década de 1980 e 1990
Localização Eletrônica
(N/I)

O cinema na greve e a greve no cinema: memórias dos metalúrgicos do ABC (1979-1991)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Silva, Maria Carolina Granato da
Sexo
Mulher
Orientador
Maciel, Laura Antunes
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Cinema
Greve
Cineasta
Metalúrgicos
Resumo

Este trabalho discute o embate entre visões fílmicas e memórias elaboradas sobre a primeira greve geral metalúrgica do ABC, em março de 1979, que atingiu o setor automotivo, central na economia brasileira naqueles anos e símbolo da atividade industrial do século XX, tentando relacionar a construção da história na tela ao movimento. Três cineastas: o militante da ala vermelha Renato Tapajós e os comunistas Leon Hirszman e João Batista de Andrade, cada qual com sua equipe, realizaram seis filmes de curta e longa-metragem, documentários e de ficção, cinco finalizados e lançados entre 1979 e 1982, enquanto a liderança daquela greve emergia na arena política com a fundação do PT (Partido dos Trabalhadores) em 1980, em oposição do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Com suas imagens censuradas pela TV, os grevistas “fabulam” (Deleuze, 1985) sobre aquela greve nos documentários. Tapajós e Batista através dos curtas-metragens Greve de Março e Greve!, lançados no calor da hora, dialogaram com os desdobramentos da greve. Batista e Leon, dirigentes de associações de cineastas, financiados pela Embrafilme (1969-1990), rodaram e lançaram respectivamente O homem que virou suco (1980), cuja referência àquela greve é direta, pontual e breve com a inserção de planos do curta-metragem, e Eles não usam Black-tie (1981), a história de uma greve que, todavia, renega o exemplo de São Bernardo; ambos foram exibidos em salas paulistas, cariocas, de outras capitais e, também para os operários do ABC. Tapajós, cuja experiência com os metalúrgicos antecedia à greve de 1979, continuou a filmá-los até 1981 e realizou o longa-metragem linha de montagem (1982), exibido para os protagonistas. Leon, por sua vez, diretor de Black-tie, maior sucesso comercial sobre o tema no cinema brasileiro, não concluiu o documentário ABC da greve que, finalizado pelo fotógrafo Adrian Cooper, estreou em 1991 sem qualquer vínculo com os protagonistas.

Referência Espacial
Região
ABC Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1979-1991
Localização Eletrônica
https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Tese-2008_SILVA_Maria_Carolina_Granato_da-S.pdf

"Gente de toda parte foi ver o ex-metalúrgico virar Presidente da República". A narrativa da posse de Lula na Folha de S. Paulo e em O Globo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ariane Diniz Holzbach
Sexo
Mulher
Orientador
Afonso de Albuquerque
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Comunicação
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ritual de posse
Democracia
Jornalismo
Resumo

Este trabalho tem como foco o comportamento da mídia no ritual de posse presidencial brasileiro. Para tanto, optou-se por analisar as matérias sobre a primeira posse de Luis Inácio da Silva, dia 1º de janeiro de 2003, publicadas nos dois jornais mais vendidos do país: Folha de S. Paulo e o Globo. Ao todo, o corpus compreende 83 matérias – 35 de O Globo e 48 da Folha –, publicadas dia 2 de janeiro de 2003, e se referem diretamente à ascensão do novo presidente ao poder. O dia da posse presidencial constitui um momento diferenciado na democracia representativa pois coloca em suspenso os conflitos que normalmente regem a vida política, e a mídia tem um papel muito importante nesse contexto. A exceção que rodeia o ritual de posse pode ser traduzida como uma janela simbólica que possibilita perceber elementos que integram os comportamentos social e midiático que dificilmente seriam observados de forma tão expressiva no decorrer da vida cotidiana. Ao reportar os fatos, de maneira geral, a mídia prioriza um entre dois modelos discursivos: o modelo informativo, mais comum e que tem a informação como protagonista, e o modelo narrativo, caracterizado por priorizar a história em detrimento dos detalhes referentes ao acontecimento. A partir disso, a análise levará em conta o padrão geral da cobertura dos dois jornais e três das principais características intrínsecas à democracia representativa: o mandato representativo, a alternância de poder e o caráter popular. Percebe-se que cada um dos jornais analisados adotou um modelo discursivo distinto, e isso é reflexo direto da história e do desenvolvimento de cada um. Enquanto a Folha optou por uma cobertura eminentemente informativa, o Globo priorizou o modelo narrativo, o que faz com que mantenha uma relação de proximidade com o evento reportado.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2003
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/18696?mode=full

Igreja católica e comunismo: articulação anticomunista em periódicos católicos (1961-1964)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Francis Welington de Barros Andrade
Sexo
Mulher
Orientador
Adriana Facina Gurgel do Amaral
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Igreja católica
Comunismo
Articulação anticomunista
Resumo

Através da conjugação das análises qualitativa e quantitativa, este trabalho tem como objetivo principal apresentar e analisar o comportamento das linhas editoriais de três periódicos católicos semanais em relação à questão do comunismo: dois mineiros de alcance regional e pequena tiragem, o arquidiocesano e a Gazeta de Minas das cidades de Mariana e Oliveira respectivamente, e o paulista o santuário, produzido pela Basílica Nacional em Aparecida de alcance nacional e alta tiragem. Adotando como recorte temporal o período de 1961 a 1964, são exploradas as correlações estabelecidas entre as propagandas anticomunistas, veiculadas em ambos os periódicos, inseridas em um contexto de crise político-institucional que viria a culminar com o golpe de 1964. Mas pelo fato de o anticomunismo do pré-1964 se apresentar como um relativo desdobramento do difundido na década de 1930, fez-se necessário correlacionar esses dois momentos através dos trabalhos que problematizaram o anticomunismo no primeiro e o corpus documental selecionado para esta pesquisa. No limite, esta pesquisa busca apresentar fortes indícios que acabam por confirmar a existência de uma ampla rede de articulação dos periódicos católicos no pré-1964 em torno de um objetivo comum, fomentar a histeria anticomunista.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Mariana
Oliveira
Aparecida
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1961-1964

O Programa Fome Zero: leitura de uma política social a partir da Folha de São Paulo.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
George Bernardo Sousa Miranda
Sexo
Homem
Orientador
André Augusto Pereira Brandão
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Política Social
Instituição
Universidade Federal Fluminense
Idioma
Português
Palavras chave
Política Social
Fome Zero
Segurança Alimentar
Resumo

A presente dissertação constitui-se como uma possibilidade de leitura acerca da política de alimentação e nutrição desenvolvida na atualidade sob o nome de Programa Fome Zero. Pautamos nossa análise recorrendo a elementos históricos que possibilitassem a observação do conjunto de ações e políticas públicas de alimentação e nutrição do decorrer histórico de nosso país. Neste sentido, compreendemos que o Fome Zero é o atual capítulo dessa discussão. Nossa leitura pauta-se na noção de que a divulgação dos preceitos referentes a tal programa na mídia impressa, enquanto meio de comunicação de massa, pode contribuir para a efetivação do direito humano à alimentação adequada. Neste sentido, escolhemos o jornal Folha de São Paulo em decorrência da sua elevada tiragem e circulação nacional, além das características que o colocam como um jornal formador de opinião. O programa Fome Zero traz à tona o debate da questão da miséria e da fome no país, um debate que por muito tempo foi velado. Dessa maneira, buscamos apresentar elementos constituintes do embate entre grupos hegemônicos e contra-hegemônicos. Desta forma, a proposta de uma política de segurança alimentar que emerge a partir da ascensão do Partido dos Trabalhadores - enquanto representante de forças contra-hegemônicas – nos parece ser uma interessante possibilidade de relatar o debate atual dos rumos da política social de alimentação e nutrição, enquanto integrante da discussão acerca da questão social no brasil contemporâneo.

Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2003-2005
Localização Eletrônica
https://app.uff.br/riuff/handle/1/20925?locale-attribute=en