Antropologia

Para enfrentar a violência sexual nas universidades, o tripé: acolhimento, normas específicas e educação. Entrevista com Heloísa Buarque de Almeida

Tipo de Material
Entrevista em Periódico
Autor Principal
Fiori, Ana Letícia de
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8702
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Página Inicial
1
Página Final
23
Idioma
Português
Palavras chave
Violência
Gênero
Universidade
Entrevista
Heloisa Buarque de Almeida
Resumo

Esta entrevista foi realizada com a antropóloga Heloísa Buarque de Almeida, professora do Departamento de Antropologia da USP, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da USP em 12 de fevereiro de 2020. Heloísa é graduada em Ciências Sociais e mestra em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo e doutora em Antropologia Social pela UNICAMP. Foi pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero PAGU/UNICAMP e o é atualmente do Núcleo dos Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS/USP), trabalhando com temas relacionados a gênero e sexualidade, mídia e violência. Heloísa falou por cerca de duas horas sobre os casos de violência sexual e assédio na universidade, as tipologias que emergiram dos relatos, os procedimentos insuficientes dentre e fora da universidade, as hierarquias e assimetrias que facilitam situações de violência, a fundação da Rede Não Cala e as medidas que devem ser tomadas para a prevenção dos casos, a conscientização da comunidade acadêmica e o encaminhamento das denúncias, com acolhimento das vítimas e mecanismos adequados para apuração dos fatos. Deixo aqui mais uma vez meus agradecimentos pela conversa e por fazer parte dessa Rede.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Zona
Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Butantã
Localidade
Universidade de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8702

Mutirão: lugar de mulheres

Tipo de material
Material Audiovisual
Autor Principal
Futema, Jéssica Naomi
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8332
Edição
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Canteiro de obra
Mutirão
MST Leste
Mulheres
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
São Rafael
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8332

Mulheres em situação de refúgio: apropriação dos espaços de lazer na cidade de São Paulo

Tipo de material
Material Audiovisual
Autor Principal
Oliveira, Sara Sulamita
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8322
Edição
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Mulheres
Refugiados
Local de Lazer
migrações internacionais
cidadania
Resumo

No âmbito das migrações internacionais, o conceito e as práticas de refúgio estão relacionados diretamente àqueles obrigados a se deslocarem de um país a outro ou de uma região a outra por motivos de perseguição racial, religiosa, política, grupo social ou nacionalidade. A conjuntura brasileira é explanada pelos dados apresentados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), tendo o Brasil recebido 206.737 solicitações de reconhecimento, sendo 80.057 somente em 2018, onde São Paulo representa 12% (9.977). Partindo desta realidade e do contexto no qual estamos inseridos, faz-se necessário desenvolver e colocar em prática ações que incluam as minorias, como aponta Amanajás e Klug (2018:30) “É nesses espaços que os excluídos dos processos de planejamento e construção das cidades, como migrantes e refugiados, mulheres, jovens, idosos e pessoas com deficiência, além dos “invisibilizados”, a exemplo de populações de rua, indígenas e população LGBT, como forma de exercer sua cidadania e reivindicar o direito à cidade”.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8322

Templos religiosos e esfera pública: o Templo de Salomão em perspectiva

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Ciochetti, Vitor Miranda
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8093
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Igreja Universal do Reino de Deus
Templo de Salomão
Templos Religiosos
Religião e Esfera pública
Espaço urbano
Resumo

Neste trabalho, são apresentados alguns elementos da ocupação do espaço urbano pelos templos religiosos pentecostais, tomando o Templo de Salomão como objeto desta análise. Com a inauguração da Catedral da Fé, em 1999, da Igreja Universal do Reino de Deus, inaugura-se um cenário de disputa por visibilidade nas metrópoles brasileiras entre igrejas pentecostais e pela Renovação Carismática Católica com a construção de grandes templos religiosos. Deste modo, a construção dos novos monumentos religiosos surge como produtora de novas materialidades, estéticas e práticas que se difundiram no campo religioso brasileiro. Destaco, em seguida, como tais monumentos produziram um novo tipo de relação entre públicos e lideranças religiosas, na medida que o público deixa de ser fiel e as lideranças possuem reconhecimento público, isto é, são conhecidas para fora da igreja. Neste sentido, busco apontar para o tipo de visibilidade que o Templo de Salomão tomou na esfera pública brasileira e para o modo como se constituem seus públicos e suas lideranças.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8093

Relatos de campo em batalhas de poesia: Dinâmicas de lugar e o slam que (não) aconteceu

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Gama, Danielle M. H. L. da
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8047
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Slams
Batalhas de poesia
Estudos de performance
Salvador
Lugar
Resumo

Slams são batalhas de poesia autoral em que, dentro de 3 minutos e utilizando apenas corpo e voz, sem acompanhamento musical ou adereços, poetas (slammers) apresentam seus textos, que são julgados por jurados escolhidos pelos organizadores dentre a plateia. Durante o mestrado em Ciências Sociais, acompanhei slams na cidade de Salvador, Bahia, onde as temáticas mais frequentes se referem às opressões vividas em comunidades periféricas, de maioria negra, na capital. Este relato trata de uma incursão realizada ao Slam das Mulé, em Camaçari (região metropolitana de Salvador), inicialmente não prevista, já que Camaçari não fazia parte do corpus escolhido para análise. A batalha neste dia acabou não acontecendo, por falta de poetisas inscritas, mas a visita ao evento provocou reflexões que foram essenciais para pensar o slam, quanto a seus espaços e contingências.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8047

“Salvador Boa Praça”: Análise sobre os usos e formas de apropriação dos espaços públicos na cidade de Salvador

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Coité, Lucas Filipe Souza
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8397
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Espaços públicos
Sociabilidade urbana
Apropriação
Resumo

Este relato etnográfico é produto de pesquisa em andamento e seu objetivo é analisar as formas de apropriação dos espaços públicos de Salvador, levadas a cabo pela feira gastronômica e cultural “Salvador Boa Praça”. Igualmente, interessa compreender os usos desenvolvidos pelos atores sociais nesses espaços e as relações de sociabilidade. Nos últimos anos esse evento tem sido realizado em duas praças – Ana Lúcia Magalhães e Nossa Senhora da Assunção – localizadas em bairros de classe média-alta da cidade. Este evento apresenta diversas contradições no que tange ao perfil do público em termos de capital econômico e cultural, a lógica de consumo dada aos espaços pelo projeto e aos bairros em que são realizados. Assim, a análise se desenvolveu por meio de pesquisas bibliográficas, entrevistas e observações participantes e diretas. Ademais, foi possível caracterizar os espaços, formas de uso, bem como as formas de sociabilidade e de controle social.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Salvador
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Bahia
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8397

O lugar entre mulheres e linhas

Tipo de Material
Outros
Autor Principal
Ferreira, Sabrina Morais
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pimenta, Carlos Alberto Máximo
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8362
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Bairro São Geraldo
Bordado/Costura
Etnografia
Lugar
Mulheres
Resumo

Este relato se refere ao bairro São Geraldo em Pouso Alegre/MG, parte da interação com mulheres que bordam, costuram e sonham no lugar. A localização central do São Geraldo, apesar de favorável na cidade, equivale a uma área precarizada pelo processo de urbanização que se apresenta com certo atraso no bairro, comprometendo sua funcionalidade, estética e o uso de seu espaço urbano. O (re)conhecimento do aspecto plural existente no lugar passa por seus sujeitos, seus espaços e pelas relações cotidianas. O texto tem como objetivo apreender experiências do bairro São Geraldo a partir de mulheres que bordam e costuram nele. Justifica-se pela importância de localizar a potência da cultura em meio ao discurso de desenvolvimento adotado pela cidade, gerando subsídios para ações sociopolíticas e fomentando a pesquisa e extensão acadêmica. A metodologia pautada na etnografia do bordado, proposta por Pérez-Bustos e Piraquive (2018), demonstrou no decorrer dos encontros com mulheres habitantes do bairro a possibilidade de trocas em meio ao fazer manual, revelando camadas antes ocultas ou pouco mencionadas sobre o lugar.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Pouso Alegre
Bairro/Distrito
São Geraldo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8362

“Se isso um dia isso foi do povo sateré-mawé, nós também temos direito de ter uma casa pra morar”: Notas sobre a presença sateré-mawé na cidade de Parintins-AM

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Andrade, José Agnello Alves Dias
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7996
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Sateré-mawé
Parintins
Circuito
Mobilidade
Habitação
Resumo

Neste artigo apresento parte dos dados e análises desenvolvidas em maior extensão ao longo da minha tese (Andrade 2018) sobre a presença sateré-mawé na cidade de Parintins-AM. O artigo se inicia com uma breve contextualização sobre a cidade em questão, passando a uma descrição de seu espaço urbano em relação aos modos de ocupação de meus interlocutores sateré-mawé, oferecendo um retrato da cidade no ano de 2014. Por fim, apresento algumas considerações sobre os modos de habitação citadina de meus interlocutores, enfatizando a relevância das suas casas e comunidades em relação às maneiras como vislumbravam poder exercer os modos próprios e apropriados de viver, buscando neles criar as condições necessárias para que os perigos de se viver em proximidade com os brancos em suas cidades pudessem ser satisfatoriamente controlados.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Parintins
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Amazonas
Referência Temporal
2014-2018
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7996

Apontamentos etnográficos da defesa animal e seus ativismos nas relações interespécies

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Padilha, Mônica Soares Botelho
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8193
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Ativismo animal
Etnografia Urbana
Relações interespecíficas
Antropocentrismo
Resumo

O artigo trata das práticas e subjetividades dos ativistas de defesa animal que emergem das relações amigáveis e de exploração interespécies e revê as teorias antropocêntricas da Modernidade. Para tanto, o trabalho escorou-se em uma etnografia dos usos e apropriações dos espaços públicos e privados urbanos por parte destes ativistas neles subdivididos em grupos nas suas lutas diárias contra a exploração e violência a que são submetidos animais domésticos e selvagens em São Paulo. O imbricamento entre ativistas, exploradores e animais resulta numa interferência mútua no direcionamento dos ativismos e da conceitualização desses interlocutores. O estudo faz uso de uma pesquisa participante realizada de 2004 a 2013, e de entrevistas feitas entre 2016 e 2017, junto aos ativistas, que resultou em minha tese de doutoramento financiada pela Capes.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2017
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8193

Tecnologias de Gestão do Crime, Da Escola de Chicago à São Paulo do Século XXI

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Biondi, Karina
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7866
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Escola de Chicago
Antropologia urbana
Mapeamentos
Resumo

Um dos principais temas de pesquisa da Escola de Chicago era a questão do crime e da delinquência. Toda uma tecnologia social foi elaborada a partir dessas preocupações e permanece como base não só para estudos urbanos como também para boas práticas de gestão das cidades. Neste artigo, pontuarei alguns aspectos dessa tecnologia para mostrar como ela está alicerçada em práticas de conhecimento ocidentais modernos. Em seguida, mostrarei a herança dessas práticas na gestão do crime na São Paulo do século XXI, bem como algumas de suas consequências na vida das pessoas junto as quais realizei minha pesquisa de campo. Finalmente, argumentarei que uma etnografia que confira primazia à perspectiva dos atores envolvidos (mobilizando, portanto, outros saberes) é capaz de produzir resultados diversos daqueles elaborados tanto pela Escola de Chicago quanto pelos seus herdeiros preocupados com a boa gestão das cidades e com o controle do crime e da delinquência.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7866