Antropologia

Tecnologias de Gestão do Crime, Da Escola de Chicago à São Paulo do Século XXI

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Biondi, Karina
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7866
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Crime
Escola de Chicago
Antropologia urbana
Mapeamentos
Resumo

Um dos principais temas de pesquisa da Escola de Chicago era a questão do crime e da delinquência. Toda uma tecnologia social foi elaborada a partir dessas preocupações e permanece como base não só para estudos urbanos como também para boas práticas de gestão das cidades. Neste artigo, pontuarei alguns aspectos dessa tecnologia para mostrar como ela está alicerçada em práticas de conhecimento ocidentais modernos. Em seguida, mostrarei a herança dessas práticas na gestão do crime na São Paulo do século XXI, bem como algumas de suas consequências na vida das pessoas junto as quais realizei minha pesquisa de campo. Finalmente, argumentarei que uma etnografia que confira primazia à perspectiva dos atores envolvidos (mobilizando, portanto, outros saberes) é capaz de produzir resultados diversos daqueles elaborados tanto pela Escola de Chicago quanto pelos seus herdeiros preocupados com a boa gestão das cidades e com o controle do crime e da delinquência.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7866

Emergência urbana: criação de espaço público e o nascimento do 'Parque Minhocão' na cidade de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Campos, João Pedro de Lima
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
1981-3341
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8548
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Revista do núcleo de antropologia urbana da USP
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço urbano
Antropologia urbana
Arte urbana
Parque Minhocão
Resumo

Neste artigo analisamos a emergência do Parque Minhocão, em São Paulo, a partir das interações e engajamentos que os habitantes da cidade realizam com esse famoso viaduto da capital. Observamos que o espaço não é algo de significado fixo, mas que emerge continuamente e de forma espontânea das ações não planejadas das pessoas que recebem o espaço historicamente constituído e continuam a moldá-lo através das demandas da sociabilidade de suas vidas. Apontamos que no caso do Parque Minhocão a dimensão criativa e lúdica é elemento central para se entender como se dá o processo de democratização de áreas privadas ou restritas da cidade e que são incorporadas pelas pessoas como espaço público, sem necessariamente haver a mediação do poder público. O Minhocão representa no imaginário paulistano um projeto urbanístico de insucesso que degradou a cidade; notamos, porém, que em seu dia a dia as pessoas não olham apenas para as imperfeições desse viaduto, integrando-o às suas vidas e atribuindo-lhe qualidades.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Parque Minhocão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8548

“Cidade pequena não dá pra travesti, é só fumo”: performatização da identidade travesti e o contexto urbano mossoroense

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Azevedo, Pietra Conceição
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Pereira, Elcimar Dantas
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7901
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Idioma
Português
Palavras chave
Travestis
Urbanidades
Performance identitária
Etnografia
Resumo

A partir da pesquisa de campo etnográfica realizada com quatro travestis entre julho de 2015 e setembro de 2017, nos moldes da antropologia social com base na observação participante, refletimos como o contexto urbano influencia na performance identitária das travestis na cidade de Mossoró/RN. Após apresentar as interlocutoras e delinear os percursos e ambientes da pesquisa, traçamos uma reflexão socioantropológica sobre a cidade, tendo por base o contexto citadino mossoroense. Em seguida, nos detemos a como as travestis constroem seus projetos interseccionando a prostituição e a afetividade, e por último discutimos sobre territorialidades e (des)centramento da performance identitária das travestis. Estas significam e simbolizam a cidade - em seus lugares, fluxos e ritmos - enquanto localidade do urbano que territorialmente tem influência protuberante em suas performances identitárias, onde o campo de possibilidades é ampliado pela cidade na construção de seus corpos, suas performances, suas identidades e seus deslocamentos.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Mossoró
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7901#ftn1

“Rompendo a distância”: mediadores políticos nas pequenas cidades do interior

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aguiar, Monique Florencio
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.7938
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Aproximação
Mediador político
Recursos públicos
Emancipação
Autonomia municipal
Resumo

Os moradores das pequenas cidades do interior costumam viver em um ambiente marcado pela dependência política. Nesse sentido, propus analisar neste texto as práticas de mediadores políticos residentes no município de Italva, situado no interior do estado do Rio de Janeiro. Com este propósito, examinei três situações vigentes em períodos históricos distintos, o que me levou a ressaltar diferentes atributos dos mediadores envolvidos e, consequentemente, a distingui-los como mediadores orgânicos, outorgados ou participativos. Esses perfis de mediador refletem, ao longo do tempo, as condições vividas nesse pequeno município em questão. Nele, a busca por manter relações com políticos e agentes de Estado era vista como uma tentativa de melhorar as condições de vida. O que se almejava ao empreender essas aproximações era a obtenção de recursos públicos e para canalizá-los os deslocamentos físicos em direção às cidades maiores se mostraram imprescindíveis.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Italva
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX-XXI
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/7938

A Ouro Preto que não está no retrato: contando a cidade e capturando cenários sob a perspectiva dos seus moradores

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Estevão-Rezende, Yuri Alexandre
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Azevedo, Leonardo Francisco
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8456
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia Urbana
Ouro Preto
Fotografia
Pertencimento
Turismo
Resumo

O presente trabalho pretende contribuir com os estudos antropológicos sobre dinâmicas urbanas em cidades pequenas e médias, a partir da cidade histórica de Ouro Preto. Famosa por sua importância no período colonial brasileiro, a cidade hoje tem no turismo sua principal atividade econômica. Entretanto, os moradores produzem outras (micro)territorialidades e interpretações da cidade, que nem sempre são observadas por quem a visita. Pretendemos explorar essa outra dimensão, a partir da leitura de moradores que ali nasceram e, a partir do uso de fotografia, nos mostraram essa outra cidade, que destoa daquela que está nos cartões postais. Nesse processo, pôde-se observar que a cidade, apesar do peso de seu passado, está em constante mudança, sendo transformada por quem a habita.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Ouro Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8456

Coleções e arquivos virtuais públicos: objetivação e cultivação das práticas colecionistas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Lopes, José Rogério
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8498
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Coleções
Arquivos virtuais
Agenciamentos públicos
Cultivação
Resumo

O artigo descreve um itinerário de pesquisas recentes sobre práticas colecionistas e destaca um recorte que propõe abordar as práticas coletivas de postagem de imagens de cidades na web, agenciadas por colecionadores, que visam constituir arquivos virtuais públicos e estabelecer reflexividades sobre as memórias locais e seus regimes de valor. Para tanto, analisa os agenciamentos operados coletivamente em duas cidades, através de páginas no Facebook (Mariana, MG; Taubaté, SP). O foco da análise objetiva evidenciar que, para além dos agenciamentos das memórias locais e seus propósitos, tais arquivos virtuais públicos configuram um campo coletivo de criação, através de procedimentos que se tipificam, incentivam e dinamizam uma cultivação das práticas colecionistas.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Taubaté
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mariana
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8498

Redes populares de proteção: Torcidas Organizadas de futebol no contexto da pandemia da COVID-19

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Toledo, Luiz Henrique de
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Junior, Roberto de Alencar Pereira de Souza
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.8706
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
26
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Online
Idioma
Português
Palavras chave
Pandemia
Covid-19
Torcidas Organizadas
Sociabilidade
Antropologia das práticas esportivas
Resumo

Articulamos neste paper duas noções, sociabilidade e sofrimento, inserindo as Torcidas Organizadas de futebol no fluxo da pandemia do coronavírus. Ora situadas em contraposição, ora em colaboração com segmentos do futebol profissional e órgãos estatais, as TOs carregam o peso simbólico das essencializações metafóricas que as contextualizam a partir de um conjunto de estereótipos que, em termos gerais, recaem sobre as classes populares, de onde historicamente vicejaram expressões como “classes perigosas” e “comportamentos transgressores” de sujeitos ocupando e produzindo espaços lúgubres e de insurgências morais, políticas e enfermas. A partir das iniciativas aqui apresentadas buscamos discutir em que medida de posse de algumas propriedades simbólicas de gerenciar o sofrimento, como parte das redes populares de proteção, as TOs paulistanas circunscreveram um lugar político e comunitário no domínio da sociabilidade futebolística na cidade de São Paulo.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/8706

Sexo e afeto

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Araújo, Luana Broni de
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Tiago Luís Coelho Vaz Silva
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3573
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
prostituição de luxo
Belém
afeto
sexo
limites corporais
Resumo

O presente artigo é resultado de um projeto de Iniciação Científica - PIBIC, no qual, durante doze meses de pesquisa nos propusemos a investigar o mundo da prostituição de luxo na cidade de Belém. Tivemos como objetivos: realizar um mapeamento da prostituição de luxo na cidade de Belém; investigar o fenômeno da prostituição e sua interface com relações afetivo-amorosas; compreender a negociação da intimidade nas relações afetivo-amorosas entre profissionais do sexo e seus companheiros e compreender como se manifestam estas relações na rede mundial de computadores (internet). Investigamos os limites impostos por estas profissionais aos seus clientes, compreendendo que nem tudo é permitido na profissão, bem como, que o dinheiro não paga tudo e que há limites simbólicos ao corpo dos profissionais do sexo. A metodologia adotada foi a bibliográfica e a análise de sites de prostituição da capital paraense.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Referência Temporal
(N/I)
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/pdf/3573

Fluxos e suspensões: reflexões em relação às experiências em um campo de pesquisa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Maiton Bernardelli
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
José Roque Junges
Marcelo Simão Mercante
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3436
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
20
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
reflexividade
etnografia
papéis
Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar reflexões a partir da experiência de campo de uma pesquisa etnográfica realizada na Casa de Recuperação Caminho de Luz, em Rio Branco/AC. A instituição para tratamento de usuários de drogas tem como um de seus pilares o tratamento espiritual através do uso ritual de ayahuasca em sessões que seguem a doutrina da União do Vegetal (UDV). Ao estar em campo, além da preocupação com a busca pelos dados da pesquisa, o pesquisador viu-se comprometido em questões relacionados à profissão de origem – psicólogo e psicoterapeuta. Demandas de gênero, grupo e conflitos conjugais foram emergências que exigiram do profissional espaços para descolamentos do papel de pesquisador ao passo que assinalava tais fenômenos como manifestações do campo. Tais constatações fazem refletir a prática de pesquisa, especialmente em saúde coletiva, como espaços reflexivos onde tencionam práticas profissionais e papéis do pesquisador considerando a importância da delimitação de tais lugares e da neutralidade em campo.

 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio Branco
Localidade
Casa de Recuperação Caminho de Luz
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Acre
Referência Temporal
(N/I)

A Aldeia Vertical e a Horta no Morro

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Camila Bevilaqua
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3545
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
indígenas na cidade
mestiçagem
Rio de Janeiro indígena
hortas indígenas urbanas
Aldeia Vertical
Resumo

Esse artigo trata de um trabalho de campo que realizei acompanhando três pessoas de diferentes povos indígenas, moradores de um local chamado de Aldeia Vertical no Rio de Janeiro, que vêm desde 2016 desenvolvendo uma horta comunitária no Complexo de Favelas do São Carlos. A horta é construída por eles como um espaço de “divulgação da cultura indígena” pelas relações ali produzidas entre corpos, alimentos e técnicas. Enfoco aqui, principalmente as relações tecidas por essas pessoas entre as ideias de “cultura” e “aprendizado”, estabelecendo um diálogo com teorias da etnologia ameríndia, assim como a abordagem afro-indígena para pensar a experiência da alteridade na cidade.

 

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Complexo do São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
(N/I)