Antropologia

Torcer: a metafísica do homem comum

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Toledo, Luiz Henrique de
Sexo
Homem
Código de Publicação (ISSN)
2316-9141.v0i163p175-189
Código de Publicação (DOI)
10.11606
Título do periódico
Revista de História
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
175
Página Final
189
Idioma
Português
Palavras chave
Futebol
Sociabilidade
Torcedor
Antropologia das práticas esportivas
Torcidas
Resumo
Procuro, neste artigo, articular as formas de torcer que historicamente engendraram a sociabilidade em torno do futebol. Para tanto, discuto as transformações na sensibilidade torcedora que, acossada pelas experiências tecnológicas, mercadológicas e subjetivas do individualismo, tendeu a esvaziar algumas das experiências públicas e coletivizadoras responsáveis pela alta projeção do futebol como mediador das relações lúdicas cotidianas nos centros urbanos brasileiros.
Autor do Resumo
Toledo, Luiz Henrique de
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1930-2010
Localização Eletrônica
https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/19175

Cartografia social, terra e território

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Fonseca, Carolina Ferreira da
Sexo
Mulher
Código de Publicação (ISSN)
1517-4115
Código de Publicação (DOI)
http://dx.doi.org/10.22296/2317-1529.2014v16n1p223
Título do periódico
Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
Volume
16
Ano de Publicação
2014
Local da Publicação
Rio de Janiero
Página Inicial
223
Página Final
227
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia social
Terra
Território
Henri Acselrad
Resumo

Cartografia social, terra e território é o terceiro título da coleção Território, Ambiente e Conflitos Sociais, pautada por pesquisas do Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza (ETTERN), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR/ UFRJ). Uma coleção-observatório dos debates em torno das tramas territoriais e dos modos como a prática cartográfica vem redefinindo os engendramentos espaciais e sociais contemporâneos. Na abertura do livro, Henri Acselrad expõe um conjunto de mapas sobre a “Distribuição espacial das experiências de mapeamento” realizadas no Brasil entre 1992 e 2012. Uma miríade de marcadores passam a povoar a figuração do território brasileiro e desvelam de forma panorâmica a emergência da cartografia social, enquanto um campo em construção, há aproximadamente 15 anos. A apresentação do livro revela a envergadura sociológica dos processos mobilizados nesse ínterim e, ao percorrer a obra, observa-se a polifonia das narrativas pelas vozes de sujeitos da terra e do território, de teóricos e de representantes políticos – o que constitui a face antropológica de algumas das 284 experiências identificadas pelo projeto de pesquisa “Experiências em cartografia social e mapeamento participativo”.

Autor do Resumo
Fonseca, Carolina Ferreira da
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1992-2012
Localização Eletrônica
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/4906/4632

Coexistir na fronteira: notas de um antropólogo sobre a trajetória de um grupo de jovens em meio a uma guerra entre a comunidade e o tráfico de drogas

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fonseca, Mario Cesar
Sexo
Homem
Orientador
Koltai, Caterina
Ano de Publicação
2008
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Coexistência
Comunidades
Gueto
Drogas
Juventude
Resumo

Em nome de uma antropologia que busque analisar as relações de poder-resistência a partir da coexistência entre os vários componentes dentro de diferentes territórios urbanos e que vise fazer emergir as várias formas de violência presentes nas relações cotidianas é que me propus a realizar esta pesquisa. Em minha pesquisa de Mestrado intitulada de Cartografia das resistências: uma análise antropológica do Pavilhão Oito da Casa de Detenção de São Paulo onde inferi que tal sociabilidade pode também ser entendida como sendo o produto de um intrigante jogo político entre os detentos e as forças do Estado, gerando hierarquização dos sujeitos envolvidos, redes de corrupção e extorsão, e por fim células criminosas, onde não só farão parte detentos, mas também aqueles que deveriam reeducá-los. Buscando novos prismas para a discussão da violência urbana, me proponho nessa pesquisa de doutorado dar continuidade e problematizar como se deu a mudança de sociabilidade entre um grupo de jovens pichadores chamados Korja, considerados rebeldes, da Vila Brasilândia e a comunidade na qual viviam. Entendo que coexistência dos jovens moradores dos bairros periféricos das grandes cidades se constrói, de modo geral na rua, as esquinas se transformam em pontos de encontro e lazer. É aí que constroem as amizades e os jovens buscam construir identidades coletivas, ao mesmo tempo em que aprendem a conviver com a violência urbana e a lidar com os aparelhos repressivos. No que diz respeito, mais especificamente a estes jovens da Vila Brasilândia, o que desperta meu interesse é compreender como se deu a transformação tanto da sociabilidade, como da maneira que a comunidade os percebia. Se de início esta os via como aquilo que de fato eram, jovens rebeldes e sonhadores, aos poucos passaram a ser vistos como indivíduos perigosos e indesejados que haviam se transformado num problema e num peso para a comunidade. Essa mudança se deu progressivamente, a partir do momento em que eles passaram a ser aliciados pelo tráfico que buscava dominar a comunidade. Em um primeiro momento esses jovens se viram no centro de um fogo cruzado, onde por um lado, a comunidade tentava cooptá-los e recuperá-los através de práticas normalizadoras, e do outro, os traficantes que tentavam seduzí-los e aliciá-los, fato que terminava freqüentemente com a morte de alguns deles

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Brasilândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006-2009
Localização Eletrônica
https://tede.pucsp.br/bitstream/handle/4012/1/Mario%20Fonseca.pdf

Dissecando um “novo” mercado ilegal?

Tipo de Material
Resenha
Autor Principal
Ribeiro, Ludmila
Sexo
Mulher
Título do periódico
Tempo Social
Volume
V. 35 N. 1 (2023)
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
257
Página Final
264
Descrição Adicional
Ribeiro, L. (2023). Dissecando um “novo” mercado ilegal?. Tempo Social, 35(1), 257-264. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2023.203938

Idioma
Português
Palavras chave
Mercado de carros
Ilegalismos urbanos
Etnografia
Masculinidades
Resumo

Resenha de Stolen Cars: A Journey Through São Paulo's Urban Conflict, John Wiley & Sons, London, 2021, de G. Feltran et al.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.revistas.usp.br/ts/article/view/203938

Mobilidade e cidade: epistemologia e pesquisa

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Vidal, Candice e Souza
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2023.196609
Título do periódico
Tempo Social
Volume
V. 35 N. 1 (2023)
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
215
Página Final
236
Descrição Adicional
Vidal e Souza , C. . (2023). Mobilidade e cidade: epistemologia e pesquisa. Tempo Social, 35(1), 217-236. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2023.196609
Idioma
Português
Palavras chave
Mobilidades
Espaço-tempo
Estudos urbanos
Epistemologia
Resumo

O artigo explora a mobilidade,  tratando das características  epistemológicas e das implicações metodológicas de algumas novidades que o chamado mobilities turn tem trazido para a pesquisa social, notadamente para a investigação de processos urbanos. Reflete-se sobre a dimensão inovadora dos estudos atuais em mobilidades, os quais se expandem para além da sociologia e da antropologia e se situam sobretudo na geografia. Em seguida, é  considerada a definição do social e de espaço-tempo epistemologicamente compatível como a virada da mobilidade. Por fim, as consequências dessas posições para a pesquisa em cidades são exploradas para se  concluir que elementos da tradição de pesquisas urbanas convergem para esta cena do presente, revelando afinidades epistemológicas e  conceituais com modos contemporâneos de pensar a cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.revistas.usp.br/ts/issue/view/12826

Elites em disputa por mercados populares: concorrência e confiança na economia (i)legal de veículos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Motta, Luana
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Simão, Luiz
Fromm, Deborah
Alcantara, Juliana
Sexo:
Homem
Sexo:
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2023.204350
Título do periódico
Tempo Social
Volume
V. 35 N. 1 (2023) /
Ano de Publicação
2023
Local da Publicação
São Paulo
Página Inicial
46
Página Final
66
Descrição Adicional
Dossiê - Carros globais e a economia (in)formal de veículos

Motta, L. D., Simão, L. G., Fromm, D., & Alcantara, J. (2023). Elites em disputa por mercados populares: concorrência e confiança na economia (i)legal de veículos. Tempo Social, 35(1), 45-66. https://doi.org/10.11606/0103-2070.ts.2023.204350
Idioma
Português
Palavras chave
Elites
Mercados populares de carros
Confiança
Leilões
Seguros
Resumo

O artigo analisa as disputas entre  elites para expansão de mercados  ligados aos veículos rumo a setores populares. Tomamos dois casos como entrada empírica: o setor de leilões de carros usados, que opõe elite  tradicional e elites financeiras globais;  e as disputas entre seguradoras  tradicionais e elites emergentes ligadas às associações de proteção veicular. Argumentamos que a  recorrência do uso do termo confiança nesses conflitos evidencia a  centralidade do crime, como fato ou  ameaça, para a construção e  funcionamento de mercados legais de veículos e produtos a eles ligados. O artigo é baseado em entrevistas e na  observação participante em eventos;  conferências e entrevistas disponíveis  na internet; materiais secundários  produzidos pelos atores engajados nas disputas; e projetos de lei e  legislações.

Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Região
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.revistas.usp.br/ts/article/view/204350

Quase lá: a copa do mundo no Itaquerão e os impactos de um megaevento na socialidade torcedora

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Toledo, Luiz Henrique de
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/S0104-71832013000200006
Título do periódico
Horizontes Antropológicos
Volume
19
Ano de Publicação
2013
Local da Publicação
Porto Alegre
Página Inicial
149
Página Final
184
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia das práticas esportivas
Cidade de São Paulo
Formas de torcer
Megaevento esportivo
Resumo

Em meio às controvérsias políticas e esportivas locais, ampliadas no nível global por ocasião do megaevento da Copa do Mundo de futebol está sendo erguido em Itaquera, zona leste da capital paulistana, o estádio-sede do Sport Club Corinthians Paulista, arena escolhida para a abertura do grande evento em 2014. Este artigo tem por finalidade apresentar os primeiros resultados da pesquisa de campo que venho realizando no entorno da construção do referido estádio e o ponto de vista privilegiado é perceber o modo como os torcedores produzem e constroem os alicerces simbólicos sobre a edificação monumental. Meu enfoque é retomar as dinâmicas do torcer numa metrópole como São Paulo, onde o exercício contrastivo torcedor captura um momento em que um megaevento orienta em boa medida as disputas pelos espaços da cidade e as redefinições de uma forma de torcer denominada corintianismo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Itaquera
Localidade
Arena Corinthians
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012-2013
Localização Eletrônica
https://www.scielo.br/j/ha/a/7Xb4gdZFLrz7GSjCWfSjmbb/abstract/?lang=pt

Entre a sepultura e a cadeia: um olhar etnográfico sobre a conversão religiosa de usuários de crack em São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Fromm, Deborah
Sexo
Mulher
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.1590/0100-85872021v41n1cap06
Título do periódico
Religião e Sociedade
Volume
41
Ano de Publicação
2021
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Página Inicial
149
Página Final
171
Descrição Adicional
Dossiê Processos de conversão religiosa
Idioma
Português
Palavras chave
Crack
Cracolândia
Conversão religiosa
Batistas
Resumo

Por meio de pesquisa etnográfica realizada na Cracolândia paulistana (2011-2015), este artigo aborda a conversão religiosa atrelada ao do mundo do crime e das drogas. Através da jornada de um ex-usuário de crack que se torna missionário batista, o artigo chama a atenção para como o medo da morte e do encarceramento, impostos por políticas criminais e policiais-repressivas são vetores importantes para a compreensão das escolhas e constrangimentos que norteiam o processo de conversão religiosa. Argumento que, da perspectiva de meus interlocutores, essas ameaças constantes somadas à profissionalização e oportunidades (tanto econômicas quanto afetivas) geradas pela carreira missionária apontam para a conversão como uma alternativa frente à sepultura e à cadeia, sendo uma relevante estratégia para “sobreviver na adversidade”.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Luz
Localidade
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2015
Localização Eletrônica
scielo.br/j/rs/a/K5FVGmRf3QYQG795Fkbvq5h/

Cadeia ping-pong: entre o dentro e o fora das muralhas

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Mallart, Fábio
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Rui, Taniele
Sexo:
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.4000/pontourbe.3620
Título do periódico
Ponto Urbe
Volume
21
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Prisão provisória
Cracolândia
CDPs
Resumo

O presente trabalho busca articular Centros de Detenção Provisória (CDPs) e a região estigmatizada como cracolândia, tendo em vista as trajetórias de sujeitos que circulam – em geral, vão e voltam – entre o dentro e o fora das muralhas institucionais. O intuito é refletir sobre os nexos que articulam esses dois territórios urbanos, demonstrando os possíveis desdobramentos e efeitos dessa “movimentação ping-pong”. De um lado, trata-se de evidenciar que a prisão, sobretudo a prisão provisória, não deve ser lida apenas do ângulo do confinamento, mas também como um dispositivo que, quando visto na chave do entra e sai, “faz circular” toda uma população vista como indesejável e considerada “perigosa”. De outro, mas em conexão estreita com o primeiro ponto, importa prospectar os efeitos dessas entradas e saídas no tecido urbano da cracolândia, assim como descrever o rebatimento desse movimento incessante na reconfiguração da experiência interna ao próprio cárcere. Questionar como e por que isso ocorre, com quais sujeitos e com quais efeitos é o que nos mobiliza no presente texto.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Cracolândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2010-2017
Localização Eletrônica
https://journals.openedition.org/pontourbe/3620

O Espaço da Penitenciária de Araraquara

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cusinato, Ricardo
Sexo
Homem
Orientador
Vidal, Lux Boelitz
Ano de Publicação
1982
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
uso do espaço
edificação
segregação
Resumo

Análise da organização do espaço na penitenciária de Araraquara pelos arquitetos e administradora, e da percepção deste espaço pelos reclusos.O método utilizado foi a observação in loco e da aplicação de questionários com perguntas abertas.Chegou-se á conclusão de que esta organização do espaço nesta penitenciária isola os reclusos da sociedade, isola os reclusos uns dos outros e os expõe à equipe dirigente, dificultando a formação de grupos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
(N/I)