Antropologia

Más allá de la duda razonable. Radiografía de la muerte violenta y no violenta en São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Muñoz, Linda Guadalupe Reyes
Sexo
Mulher
Orientador
Durão, Susana Soares Branco; Villalón, Adriana María
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Campinas
Programa
Antropologia Social
Instituição
UNICAMP
Idioma
Espanhol
Palavras chave
pessoas desaparecidas
mortes violentas
medicina legal
documentos oficiais
anatomia patológica
Resumo

A partir de uma etnografia realizada no Programa de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (PLID) de São Paulo, o qual tem como foco processo de identificação humana dos corpos e suas partes. Essa dissertação tem como objetivo examinar e refletir entre várias comunicações burocráticas inscritas em documentos oficiais responsáveis por gerenciar a morte violenta e não violenta do Estado. Em particular, analisar um caso de desaparecimento de pessoa e de um Inquérito Policial de Encontro de Cadáver iniciado pela Polícia Civil, com o intuito de aprofundar nas dinâmicas internas do Estado sobre o conceito de evidência e das ciências forenses envolvidas e, ao mesmo tempo, conformar uma evidência própria que revele como os efeitos retóricos na produção das práticas burocráticas e periciais provocam indiferença social, bem como são identificadas as diferentes maneiras de gerir as mortes e o desaparecimento de pessoas se relacionam no impacto das baixas taxas de resolução de casos de homicídio pela polícia estadual em São Paulo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2020
Localização Eletrônica
https://www.repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1395718

A vida social do açaí: da gourmetização às mudanças socioculturais e ambientais na região do Baixo Tocantins - Pará

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sales, Josias de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Menezes, Thereza Cristina Cardoso
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Manaus
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFAM
Idioma
Português
Palavras chave
Açaí
Gourmetização
Gastronomização
Mudanças Socioeconômicas
Mudanças Ambientais
Resumo

Esta tese analisa o processo de crescente demanda do mercado pela compra do açaí in natura e a emergência de seus processos de gourmetização nas regiões nordeste e Sudeste do Brasil, e de gastronomização na região Norte, bem como os impactos desta valorização na promoção de mudanças socioeconômicas e ambientais em algumas comunidades da região do baixo Tocantins, no Pará, mais especificamente no município de Igarapé-Miri, "capital mundial do açaí", cuja principal atividade econômica consiste na produção do açaí in natura. Para isso, a partir do estabelecimento de um campo multissituado, não rígido ou fixo, metodologicamente optei por "um campo" que perseguisse os fluxos e redes que o açaí e os agentes a ele relacionados interconectam-se. Assim realizei entrevistas com moradores ou turistas nas/das cidades de Natal/RN, Fortaleza/CE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Belém/PA e em munícipios do Baixo Tocantins no intuito de compreender suas representações e relações com o açaí em termos locais e inter-regionais. Percebi que na circulação do açaí ao longo da cadeia produtiva, a partir de diferentes mecanismo, ao mesmo são atribuídos status diferenciados, assegurando a ele uma vida social. Percebi, também, que o aumento da demanda em escalas que vão do local ao internacional provocou mudanças significativas no cotidiano dos moradores que passaram a inserir técnicas de manejo nos açaizais nativos, mudanças estas que se constituem enquanto ambivalentes pois, ao mesmo tempo que trouxe melhorias na qualidade de vida, atualmente a pressão, tanto no aumento da produção quanto da produtividade, tem ocasionado o estabelecimento de relações assimétricas dos produtores frente ao capital, sendo necessário estabelecer políticas públicas com enfoque multidisciplinar. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Natal
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Norte
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Fortaleza
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Cidade/Município
Belém
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Região
Baixo Tocantins
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Tocantins
Região
Baixo Tocantins
Cidade/Município
Igarapé-Miri
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Pará
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2014-2019
Localização Eletrônica
https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8915

Assumindo em família: homossexualidade e família de origem no Brasil contemporâneo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moraes, Bianca Cristina Silva de
Sexo
Mulher
Orientador
Tarnovski, Flávio Luiz
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Mato Grosso
Programa
Antropologia Social
Instituição
Cuiabá
Idioma
Português
Palavras chave
Homossexualidade
Bissexualidade
Família de origem
Resumo

Esta dissertação busca compreender como se dá a relação entre homens e mulheres que se autoindentificam enquanto homossexuais ou bissexuais e suas famílias de origem, tendo como ponto de partida as cenas de revelação da sexualidade, abordando os rearranjos das relações familiares, a construção e manutenção de um pertencimento na dinâmica familiar. Ao tentar compreender essas dinâmicas familiares e sua complexidade, a pesquisa buscou apreender o conteúdo das relações a partir da revelação da orientação sexual, dividindo entre dois momentos: a reação no momento da revelação da sexualidade e a reação após o momento da revelação, quando as relações familiares são reatualizadas. Tendo como alicerce os estudos de gênero e sexualidade, proponho uma reflexão sobre as estratégias de revelação e manutenção do pertencimento familiar, assim como os rearranjos que acontecem nessas trajetórias de vida. A pesquisa se baseia em pesquisa de campo etnográfica realizada em São Paulo e Cuiabá. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Cuiabá
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Mato Grosso
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
http://ri.ufmt.br/handle/1/2857

“Vai buscar jongueiro aonde está, com o jongo temos que continuar”: um estudo da continuidade no jongo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Alvarez, Iana Lopes
Sexo
Mulher
Orientador
Andrello, Geraldo Luciano
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Jongo
Práticas Tradicionais
Matriz Africana
Antropologia
Resumo

O jongo é uma dança comum na região sudeste do Brasil e realizada por grupos ou comunidades negras - urbanas ou rurais. É reconhecido como uma prática tradicional ao manter o toque dos tambores, o modo de dançar, vestimentas, a forma e articulação dos cantos, e também o vínculo com antepassados - tanto para apropriar-se do conhecimento deles, quanto para saudá-los. O jongo foi tornado patrimônio cultural imaterial do Brasil por possuir as características de "manifestação cultural afro-brasileira, que compreende os elementos: dança de roda ao som de tambores e cantoria com elementos mágico-poéticos" (IPHAN, 2007). A partir de materiais elaborados sobre o jongo, com o dossiê produzido pelo IPHAN, a bibliografia historiográfica e antropológica, retomo alguns temas elaborados, como a aculturação africana e da mestiçagem. Esses estudos trouxeram contribuições importantes para as abordagens da cultura negra no Brasil, e, em geral formularam análises sobre as origens do jongo e de sua relação com a sociedade. Apoiada na comunidade do jongo de piquete, localizada em Piquete - município do estado de São Paulo, proponho colocar em evidência outros agenciamentos dos jongueiros para manutenção do jongo, as relações intrínsecas à sua prática e quais os desencontros com a literatura de referência. Ao longo da reflexão, sugiro que a continuidade é um propósito que conecta famílias, ancestrais e tambores, tão relevantes quanto o vínculo que produzem com o seu entorno. Este trabalho procura contribuir para os debates antropológicos acerca de práticas e comunidades tradicionais. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Piquete
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/12693

Presenças incômodas no Porto de Santos: uma etnografia das relações entre humanos, pombos, grãos e outros sujeitos

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Moreno, Sarah Faria
Sexo
Mulher
Orientador
Velden, Felipe Ferreira Vander
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Pombos
Relações Humano-Animais
Etnografias Multiespécies
Porto de Santos
Antropologia
Resumo

Pombos são aves que convivem intensamente com os humanos em muitas partes do globo, servindo como seus mensageiros, como símbolo da paz ou como ícone religioso. Nas últimas décadas, no entanto, pombos parecem ter sido reduzidos, simplesmente, a uma praga urbana. Diante desta ambivalência dos pombos, propus-me a etnografar as relações entre pessoas e pombos no Porto de Santos, no litoral sul do estado de São Paulo, onde os pombos se fazem presentes em demasia, de forma incômoda, devido à grande movimentação de grãos no local. A partir de minha pesquisa etnográfica evidencio como os pombos são, simultaneamente, signos e agentes; como as classificações biológicas não bastam para compreender as relações entre pessoas e pombos, e como estas relações têm muito a dizer não apenas das classificações que são (im)postas aos pombos, mas ainda das disputas pelo espaço urbano e portuário e dos conflitos institucionais e políticos que ali se desenrolam. Deste modo, e a partir da antropologia, penso que esta pesquisa constitui um passo a mais para nossa imaginação de modos diferentes de conviver, em que humanos e não humanos possam viver juntos. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Litoral
Cidade/Município
Santos
Localidade
Porto de Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2024
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11900

Hôxwa e palhaças - o riso e o humor nas relações de alteridade Krahô

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Maurício Caetano da
Sexo
Homem
Orientador
Cohn, Clarice
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hôxwa
Hotxuá
Humor Indígena
Krahô
Resumo

Esse trabalho é uma etnografia sobre a manifestação do humor entre os Krahô-(TO). Serão apresentados alguns momentos da pesquisa realizada nas aldeias Krahô Pedra Branca e Manuel Alves onde o riso se fez presente revelando momentos de alteridade tanto dentro quanto fora do ritual Yetyopj, também conhecido como festa da batata. A figura dos hôxwa tomam o lugar central dessa etnografia por ser a prerrogativa que organiza esse ritual, por serem eles quem fazem a dança cômica em torno da fogueira e por eles despertarem o interesse de artistas cômicos não-indígenas (palhaças). Reconhecendo o humor como uma técnica de compartilhamento de conhecimentos e manutenção da alteridade para os Krahô, serão expostos o ritual Yetyopi de Manuel Alves em 2018, onde estavam presentes palhaças da caravana do povo Parrir, e algumas apresentações cômicas realizadas em unidades do SESC-SP que contou com a presença de alguns hôxwa

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Itacajá
Localidade
Aldeia Pedra Branca; Aldeia Manuel Alves
Macrorregião
Norte
Brasil
Habilitado
UF
Tocantins
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13200

A ferrovia é uma cachaça: a construção social de valores morais e o saber de ofício dos trabalhadores ferroviários de Barra do Piraí-RJ

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Barbosa, Gabriel Ferreira
Sexo
Homem
Orientador
Neves, Delma Pessanha
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Ferrovia
Saber de Ofício
Trabalhadores
Ferroviários
Barra do Piraí-RJ
Resumo

A partir de trabalho de campo realizado com ferroviários e ex-ferroviários na cidade de Barra do Piraí-RJ, o presente trabalho busca compreender as formas através das quais o trabalhador ferroviário constitui relações baseadas em um sistema de representações e categorias forjadas no ofício ferroviário. Situada no médio Vale Paraíba Fluminense e convergência ferroviária entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, Barra do Piraí desenvolveu-se a partir de um empreendimento empresarial de grande vulto de meados do século XIX. Esta cidade ferroviária torna-se lugar de residência para parte dos trabalhadores ferroviários, relativamente imobilizados pelas associação de princípios de pertencimento social referenciados à relação casa e trabalho. Este texto também busca apresentar as formas através das quais esse sistema de representações é baseado em conflitos e hierarquizações construídas no âmbito das relações entre as diversas funções do trabalho ferroviário. Tais representações constituem um universo de significados e valores morais comum àqueles que ingressam no ferrovia . A construção do prestígio e do respeito derivados da atribuição de certas atitudes no ambiente de trabalho instauram um ciclo de trocas que podem ser interpretados pela perspectiva metodológica do fato social total. 

Disciplina
Referência Espacial
Região
Zona Sul
Cidade/Município
Barra do Piraí
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
Meados do século XIX
Localização Eletrônica
http://ppgantropologia.sites.uff.br/?page_id=4235

Entre o Kalunga grande e o Kalunga pequeno: territórios invisíveis, imagens arquétipas e artes da escuridão

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ferreira, Lucinea Dos Santos
Sexo
Mulher
Orientador
Olschewski, Luisa Elvira Belaunde
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFRJ
Idioma
Português
Palavras chave
Ser/Estar Kalunga
Afroindígena
Autodeterminação
Família Negra
Arte Afro-brasileira
Resumo

O presente trabalho busca compreender o cenário das artes plásticas e artes visuais afro e afroindígena contemporânea, a partir do estudo dos trabalhos artísticos de Josafá Neves (Brasília/DF), Miguel dos Santos (João Pessoa/PB), Dalton Paula (Goiânia/GO) e Rosana Paulino (São Paulo/SP). Para isso, torna-se necessário observar o deslocamento do aspecto religioso da arte afro-brasileira para questionamentos sobre o cotidiano, suas origens o lugar do negro na sociedade brasileira, e a autodenominação afroindígena. Desta forma, pensar a produção das artes negra e afroindígena como instrumento político, como movimento de resistência, mas também como movimento artístico contemporâneo com sua estética e suas entrelinhas sem deixar de ser mágica, crítica e sensível. A ideia é pensar como Josafá Neves, Dalton Paula, Miguel dos Santos e Rosana Paulino, apesar de não se conhecerem e serem oriundos de cidades distintas formam um tripé, em que, o imaginário, a estética e o conhecimento institucional, se fundem à suas experiências de vida como afro ou não, reconstruindo a história diaspórica na cultura brasileira. E não menos importante, compreender a importância da cidade de São Paulo como centro irradiador da arte negra, e tendo, como grande relevância para este acontecimento, Roseane Paulino, ao expor seus objetos e instalações de arte que dão relevo à questões sobre a família negra e o papel da mulher negra na sociedade brasileira: arte Kalunga, arte com Kalunga. 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Brasília
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Distrito Federal
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
João Pessoa
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Paraíba
Cidade/Município
Goiâna
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7591864

Sobre abolicionismos penais da pastoral carcerária: a prática de contar e rememorar histórias que constrói "um mundo sem cárceres"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mader, Caio do Amaral
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Laura Moutinho da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Abolicionismo Penal
Manicômios Judiciários
Pastoral Carcerária
Violência
Histórias
Resumo

Este trabalho procura entender os múltiplos sentidos englobados no lema "por um mundo sem cárceres" da Pastoral Carcerária (PCR), organização civil ligada à igreja católica e dedicada à defesa dos direitos humanos de encarcerados(as) no Brasil e no mundo em linha abolicionista penal. Participei, durante dois anos (2016-2018), do grupo de trabalho saúde mental e liberdade vinculado à PCR da arquidiocese de São Paulo (GT). Como grupo dedicado exclusivamente à questão dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico (HCTP), conhecidos também como manicômios judiciários, do estado de São Paulo, a presente dissertação tem como principal intuito discutir como o abolicionismo penal, longe de ser a estrita extinção do sistema carcerário, do qual os HCTPS são também parte, constrói-se no plano cotidiano de visitas de assistência religiosa a essa unidades, política basilar do trabalho da PCR. Argumenta-se que construir "um mundo sem cárceres", enquanto diretriz política, reivindica uma temporalidade ancorada no presente, em que escutar e veicular as histórias registradas por agentes pastorais a partir de idas periódicas a unidades prisionais é estratégia seminal dessa construção, e na qual a produção de documentos, notadamente relatórios de denúncia, desempenha também um papel fundamental 

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8103514

Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lago, Natália Bouças do
Sexo
Mulher
Orientador
Simões, Júlio Assis
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.11606/T.8.2019.tde-20122019-174339
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Agência
Ativismo
Família
Gênero
Prisão
Resumo

Esta tese trata de mulheres que circulam pela prisão como familiares de presos, que vivem suas vidas e desenvolvem seus projetos em meio a encomendas de múltiplas ordens que têm a prisão como seu fulcro. Abordo a prisão através das possibilidades imaginadas a partir dela e dos limites pela instituição prisional em regras, relações e disposições. Seguimos os agenciamentos dessas mulheres, assim como seus limites, as desigualdades e a produção de diferenças entre mulheres marcadas pela prisão. Essas articulações articulam três contextos etnográficos diferentes: i) uma fila de visitas da prisão e uma hospedaria para mulheres de presídio em uma cidade do interior paulista aqui chamada de Tamara; ii) as atividades da associação de familiares de presos Amparar, localizada em São Paulo-SP; e iii) os debates sobre a prática da revista íntima, a denúncia de seu caráter vexatório e as disputas em torno de sua proibição que envolveram ONGs, movimentos de Direitos Humanos, legisladores, defensores públicos, familiares de presos e os próprios prisioneiros. Os contextos etnográficos foram desvelados a partir de narrativas de mulheres de preso e de mães e familiares de preso que descrevem descobertos e descobertos que atravessam suas vidas e corpos nas relações com a prisão e que também dão ensinamento aos seus esforços de caminhada por entre as tensões. Seus agenciamentos e as regulamentações nos arredores da prisão operam a partir de convenções de gênero que fazem emergir modos de ser mulher de preso, de ser mãe de preso e de ser movimento de familiares.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-20122019-174339/en.php