Arte e estética

Sobre os usos sociais da cultura: observações acerca do programa “Fábricas de Cultura” do Estado de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Kruchin, Rafael Kiefer
Sexo
Homem
Orientador
Garcia, Sylvia Gemignani
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Programa Fábricas de Cultura
Brasilândia
Cultura
Políticas Públicas
Pobreza
Resumo

Propõe-se, nesta dissertação, a observação do Programa “Fábricas de Cultura” do Governo do Estado de São Paulo para investigar e problematizar um caso empírico de política pública que concebe a cultura como meio para a transformação social de setores populacionais específicos e delimitados territorialmente no mundo da pobreza. Para isso, é feita uma reconstrução histórica do contexto em que surge a política e do seu processo de implementação, complementada por uma análise empírica de seu funcionamento a partir de incursões em campo na unidade Brasilândia. Esses movimentos analíticos permitem ressaltar o caráter histórico e político do Programa, de sua concepção à sua implementação. Em especial, a observação exploratória de seu funcionamento permite caracterizá-lo como exemplar da perspectiva moral e de despolitização das políticas públicas voltadas para os “jovens pobres”, tal como vem apontando a literatura contemporânea.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Brasilândia
Logradouro
Av. General Penha Brasil, 2508
Localidade
Fábrica de Cultura de Brasilândia
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5165290

Programa Cultura Viva: do Governo Federal à Prefeitura de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Teixeira, Vinicius Ribeiro Alvarez
Sexo
Homem
Orientador
Mira, Maria Celeste
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Programa Cultura Viva
Política Cultural
Governo Federal
Ministério da Cultura
Pontos de Cultura
Resumo

O presente trabalho discute a relação entre Estado e cultura, sobretudo, no que concerne às chamadas culturas tradicionais populares. Dessa maneira, aborda também conceitos e preceitos que de alguma forma influem no debate e no curso das políticas culturais, seja em âmbito nacional ou internacional. Enquanto objeto de pesquisa, o estudo privilegia a análise dos temas que perpassam o Programa Cultura Viva. Buscou-se compreender a trajetória do programa desde a sua formulação, no Ministério da Cultura, até a sua implementação pela Prefeitura de São Paulo.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2004-2017
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5571577

Presenças e ausências na memória social dos anos 1970. Uma análise de "O ano em que meus pais saíram de férias"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Najera, Gretel Soraya
Sexo
Mulher
Orientador
Oliveira, Gilberto Maringoni de
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Santo André
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Ditadura Militar
Copa do Mundo de 1970
Militância
Memória Social
Exílio
Resumo

O presente trabalho visa como objetivo geral analisar representações sobre os anos 1970 em um dos filmes mais destacados da safra da filmografia brasileira dos anos 2000: O ano em que meus pais saíram de férias, do diretor Cao Hamburger (2006). A análise é feita a partir da figura alegórica do goleiro, da presença marcante da comunidade judaica de São Paulo e da dicotomia presença-ausência. Tudo o qual se enquadra na discussão sobre cinema e história, levando em consideração as tensões que decorrem das leituras do passado recente, feitas em tempo presente.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Década de 1970
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5079193

O visível e o invisível nas relações de contato dos grupos jê meridionais: uma análise da caça, guerra e dos rituais funerários como relações de predação, produção e controle dos poderes latentes da alteridade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Junqueira, Gabriela Goncalves
Sexo
Mulher
Orientador
Mano, Marcel
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Uberlândia
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFU
Idioma
Português
Palavras chave
Jê Meridionais
Caça
Ritual Funerário
Predação e Apropriação
Produção de pessoas
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar algumas expressões do pensamento mágico religioso, sobretudo as relações entre caça e guerra, no universo histórico do contato dos grupos jê meridionais durante os séculos XVIII e XIX, em suas relações com o mundo exterior da alteridade. Mediadas pelas intermináveis guerras, as relações desses índios com o mundo exterior não-índio propõe uma predação do exterior para a produção do interior, em cujo processo o xamanismo atua como instância de controle dos poderes invisíveis para o sucesso da captura de bens simbólicos e materiais do exterior. A predação existente por meio da guerra permitia ao grupo se apropriar de partes subjetivadas do outro, mas também de partes objetivadas, o que permitia não só a incorporação de virtudes, mas também de partes do corpo do inimigo. Com isso pretendo estabelecer algumas relações entre as urnas funerárias e o morto (fera), a guerra e o inimigo e a caça e a fera abatida, pensando por meio de um diálogo entre a antropologia, arqueologia e história como podemos propor determinadas analogias entre estes diferentes modos de se relacionar com o mundo exterior que provavelmente esteve presente na história e cultura destes grupos jê meridionais. O material básico de pesquisa foi tanto uma documentação histórica dos séculos xviii e xix referentes à região dos atuais sul de goiás, triângulo mineiro e norte de são paulo; como uma bibliografia etnográfica sobre os grupos jê que permitiu o exercício de uma projeção etnográfica; bem como uma bibliografia proveniente da arqueologia que também permitiu o exercício da projeção etnográfica. Com base nisso, é proposto que aos poderes visíveis dos guerreiros e caçadores se somavam os poderes invisíveis do xamã e de suas ações nas situações de conflitos, no qual, animais, mortos (fera) e outros povos são inimigos, mas detentores de certos poderes e bens e responsáveis por uma produção ontológica, que controlados por xamãs sonhadores e guerreiros, são apropriados subjetivamente e objetivamente na caça, na guerra e nos rituais funerários para a própria produção e reprodução de sua máquina social cultural.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
séculos XVIII e XIX
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=4997917

O japonês da gravata borboleta trajetória, arquivo e imagem: a experiência de pesquisa no e com o arquivo Miyasaka

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bezzon, Rafael Franklin Almeida
Sexo
Homem
Orientador
Cunha, Edgar Teodoro da
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Arquivo
Antropologia Visual
Etnografia
Fotografia
Miyasaka
Resumo
A pesquisa se propõe a realizar uma etnografia no e com Arquivo Miyasaka, ou seja, em seu espaço e a lógica que o orienta e com as imagens e pessoas emaranhadas com o arquivo, entendido como um objeto cultural em si mesmo. O arquivo fotográfico, com aproximadamente 14 mil imagens, localizado na cidade de Ribeirão Preto no interior do estado de São Paulo, compreende a produção do fotógrafo Tony Miyasaka, e dessa prolífica produção somente o conjunto “Jovem Miyasaka”, produzido entre os anos de 1950 e 1960, é analisado ao longo a pesquisa. Partindo do encontro e do estabelecimento das relações com as(os) interlocutoras(es), as fotografias e o arquivo é que se constituiu o campo etnográfico. As fotografias, conforme a pesquisa se desenrolava, começaram a adquirir um papel importante agenciando o estabelecimento das relações entre o pesquisador, os interlocutores e as narrativas evocadas por eles que envolvem o arquivo, as fotografias e a trajetória do fotógrafo ribeirão-pretano. Dessa forma, as fotos se apresentaram como interlocutoras da pesquisa, são objetos-agentes, que estão emaranhados na vida social. Seguindo a linha teórica de autores que se filiam à chamada “virada fenomenológica” no estudo com fotografias, como Elizabeth Edwards, Susan Sontag e Roland Barthes, valorizando a experiência que envolvem as fotos ao invés de análises que refletem, apenas, seus conteúdos semióticos. Assim, as fotografias foram compreendidas a partir de sua significância na vida das pessoas e no atos de fazer da pesquisa através da experiência compartilhada entre pesquisador e interlocutores com as imagens - ver fotos em conjunto -, dessa forma elas foram analisadas e pensadas a partir de seus efeitos e afetos, nos observadores entre eles o pesquisador e na trajetória de pesquisa, que ajudaram a determinar os caminhos percorridos e as relações estabelecidas. Investigar o Arquivo Miyasaka, portanto, permite (re)conhecer a trajetória do fotógrafo e seu arquivo, e assim (re)encontrá-lo como um dos expoentes da produção de imagens, fotográficas e em movimento, da cidade de Ribeirão Preto durante a segunda metade do século XX.
Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de Ribeirão Preto
Cidade/Município
Ribeirão Preto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1950 e 1960
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNSP_eefdfeb5ac6745b889e0c59439432353

O Cosmopolitismo-Caipira de Cornélio Pires: Rebatidas de um intelectual genuinamente paulista

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Correa, Lays Matias Mazoti
Sexo
Mulher
Orientador
Teixeira, Paulo Eduardo
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Cornélio Pires
Indivíduo-Sociedade
Cultura Caipira
Cosmopolitismo
Processo Civilizador
Resumo

A presente pesquisa resulta-se da investigação estabelecida acerca da trajetória social de Cornélio Pires (1884-1958). Escritor, músico, conferencista, folclorista, diretor, poeta, jornalista, Cornélio Pires foi um artista múltiplo e buscou tratar a cultura caipira em sua diversidade. Suas principais obras nos mais diferentes suportes em que atuou trabalharam sob a ótica de uma regionalidade-nacional militante acerca do rural e das comunidades caipiras. A partir da análise da imaginação criativa do indivíduo na constituição de suas estratégias de subjetivação, isto é, dos elementos que compuseram seu processo de individuação e socialização, objetiva-se compreender as ligações indissolúveis entre indivíduo e sociedade. Ao empregar a perspectiva biográfica articulada ao procedimento etnográfico, mais do que conhecer a vida de Cornélio Pires, este estudo busca desvelar as tramas, os enredos, as interações com pessoas, políticas, culturas, instituições expressas em sua trajetória social, compreendendo, assim, suas aspirações, comportamentos e atitudes no processo civilizador da modernidade paulista. A cronologia é uma aliada, mas não o fim último da pesquisa, já que a atenção se centra na compreensão do processo, os sentidos e significados apreendidos durante a experiência de uma pesquisa científica sobre um indivíduo ordinário. Grande parte da vida de Cornélio Pires se deu numa temporalidade engendrada a partir de antinomias como campo e cidade, atrasado e moderno, rural e urbano, primitivo e civilizado, caipira e cosmopolita. Seu posicionamento diante dessa realidade em convulsão apresentou-se, justamente, no entre-lugar da modernidade, isto é, o lugar social ocupado por Cornélio Pires foi, justamente, os interstícios do processo civilizacional, no qual articulou a transposição de diferentes temporalidades, realidades e identidades que, mesmo contrapostas nos discursos dominantes, se faziam imbricadas e visíveis no meio social. A partir desse estudo, será possível perceber que nem indivíduo, tampouco sociedade apresentam-se enquanto totalidades coerentes e organizadas, pelo contrário, expressam-se em constante configuração, experiências intercambiáveis, elementos processuais entre o vivido e o pensado (ou imaginado).

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1884-1958
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/575a1112-7015-47bd-b7d9-a6439bc2ec6f

O cinema na cidade: o pioneirismo no Interior Paulista, Marília-SP (1927 – 2000)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bispo, Thiago Henrique De Almeida
Sexo
Homem
Orientador
Teixeira, Paulo Eduardo
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Marília
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Sociologia Das Ausências
Cinemas De Rua
Pioneirismo
Marília
Resumo

A pesquisa tem como objetivo compreender o processo histórico dos cinemas de rua na cidade de Marília, bem como sua formação, em âmbito municipal, entre os anos de 1927, quando surge o primeiro cinema, a 2000, com o fechamento definitivo do último cinema de rua, priorizando relatos orais de pessoas que estiveram envolvidas com esse processo, documentos oficiais de uma historiografia presente nos registros históricos, e jornais na cidade de Marília. o acesso e o trabalho entre relatos orais e historiografia dos vencedores possibilitaram compreender como o processo de desenvolvimento cultural ligado aos cinemas de rua alavancou a cidade de maneira pioneira com os festivais de cinema, a criação do prêmio curumim e funcionamento do cine clube, ativo desde 1952 e, ao mesmo tempo, deixou de ser valorizado, mergulhando em esquecimento. o estudo visou evidenciar a possibilidade de uma “sociologia das ausências” ao assumir a voz de acontecimentos não explorados e “feitos esquecidos” na conjuntura social da cidade de Marília por meio da memória. Diante desse cenário, pudemos problematizar a historiografia dada como oficial, o processo de fundação da cidade em conjunto com o cultivo do café, o poder e a história a partir dos olhos dos vencedores que ainda se faz presente em uma política elitista e patriarcal, tal como nos anos de sua fundação em 1930.

Disciplina
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
1927 – 2000
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5050870

O candomblé de Angola em São Paulo.: simbologia dos Instrumentos Rituais Sagrados e as musicalidades de matriz Bantu na Metrópole

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Berruezo, Luna Borges
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Jose Carlos Gomes da
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Candomblé
Angola
Musicalidade
Bantu
Organologia Do Atabaque
Resumo

Este trabalho tem como objetivo desenvolver pesquisa etnográfica sobre a musicalidade no Candomblé de Nação Angola, com foco no estudo do universo ritual e a cosmologia de matriz bantu. Esta pesquisa tratará do estudo aprofundado de referências bibliográficas sobre os instrumentos ritualizados e a musicalidade no candomblé, tendo como referência também dados colhidos nas pesquisas de campo nos territórios paulistas. Com base nos seguintes eixos: transmissão oral dos saberes sagrados, confecção e preparação dos instrumentos musicais rituais (organologia dos atabaques) e os padrões rítmicos da musicalidade sagrada bantu. A pesquisa etnográfica de construção de um atabaque e sua comercialização contribuirá com elementos significativos para a compreensão das presenças e referências da musicalidade religiosa brasileira de um modo geral, assim como nos dados sobre sua territorialização do candomblé Angola no Sudeste.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Angola
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/BRCRIS_2230154fad7806be02d6e76323a150a3

Uma Cinecidade Latino-Americana: Um Olhar Distópico Sobre o Espaço Urbano

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Souza, Alisson Gutenberg da Silva
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Josimey Costa
Ano de Publicação
2020
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UFRN
Idioma
Português
Palavras chave
Cinecidade
Cinema latino-americano
América Latina
Imaginário latino-americano
Resumo

Este estudo busca elucidar como representações de metrópoles latino-americanas chegam a formar uma paisagem simbólica contínua e um único ambiente imaginário, que se refere à significação resultante da produção de um sentido cultural próprio e comum para as cidades tematizadas cinematograficamente. Denomino esse equivalente cinematográfico do espaço urbano como cinecidade. No caso latino-americano, em específico, trata-se de uma abordagem em que as representações urbanas são predominantemente distópicas e marcadas por problemas sociais como desemprego, desigualdade estrutural e violência urbana, compondo assim uma cidade simbólica comum em crise.

O estudo resulta da articulação de alguns pressupostos teóricos construídos para se pensar a relação entre a metrópole e o cinema (Costa, 2002, 2005, 2008; Prysthon, 2006; Kracauer, 1960; Morin, 2005), em conjunto com a ideia de cidades contínuas desenvolvida por Ítalo Calvino (1990). Esta articulação é aplicada aqui à reflexão sobre a imagem de seis metrópoles: São Paulo, Buenos Aires, Caracas, Bogotá, Cidade do México e Manágua. Para tal, são analisados os filmes Linha de Passe (Walter Salles e Daniela Thomas, 2008), Hermano: Uma Fábula Sobre o Futebol (Marcel Rasquin, 2010), Las Tetas de Mi Madre (Carlos Zapata, 2015), Elefante Branco (Pablo Trapero, 2009), La Yuma (Florence Jaugey, 2009) e Dias de Graça (Everardo Valerio Gout, 2011), onde cada um representa uma das cidades tematizadas.

A análise dessas representações urbanas evidenciou que, no contexto contemporâneo, há uma parcela significativa de produções cinematográficas, no âmbito da América Latina, que olha para a cidade sob um mesmo viés: a metrópole como o espaço da degradação social marcado por problemas estruturais. A origem desse universo comum, segundo minha pesquisa, se encontra no subdesenvolvimento e na dependência da América Latina. Herança, nesse caso, de um passado colonial, de uma modernidade periférica (Souza, 2009) e do aprofundamento de uma agenda neoliberal.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Venezuela
Especificação da Referência Espacial
Caracas
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Colômbia
Especificação da Referência Espacial
Bogotá
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
México
Especificação da Referência Espacial
Cidade do México
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Nicarágua
Especificação da Referência Espacial
Manágua
Referência Temporal
2008-2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/29662

Corpo, transnacionalismo negro e as políticas de patrimonialização: as práticas expressivas culturais negras e o circuito afro-diaspórico

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sousa, Karina Almeida de
Sexo
Mulher
Orientador
Silvério, Valter Roberto
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Diáspora Africana
Corpo
Práticas Expressivas Culturais Negras
Patrimônio Material e Imaterial
Resumo

O samba-rock foi reconhecido como patrimônio imaterial da cidade de São Paulo no ano de 2011, esse reconhecimento dialoga com um amplo movimento de patrimonialização das redes dos clubes sociais negros nas regiões Sul e Sudeste do país, como ocorreu com o Grêmio Recreativo e Familiar Flor de Maio que teve sua sede reconhecida enquanto patrimônio material da cidade de São Carlos no mesmo ano. A pesquisa propôs, partindo da leitura de que os espaços e práticas foram atrelados a dinâmica do Estado Nacional, investigar quais os processos e circuitos que compõe tais práticas e suas relações espaciais a partir de conceitos como zona de contato, Estado nação, modernidade, transnacionalismo negro, circuito afro-diaspórico vernacular e cultura negra diaspórica. Para tanto utilizei das técnicas da observação participante, de pesquisa bibliográfica em materiais acadêmicos, filmes, músicas e registros fotográficos, somados a entrevistas abertas e coletas de dados realizadas no estado de São Paulo/BR e no estado da Georgia/EUA. Conclui-se que para uma compreensão dos trânsitos e dos sujeitos que (re)criam as práticas expressivas culturais negras tornou-se necessário acionar um outro elemento de análise, para além da música e da dança como indissociáveis nas produções do atlântico negro, nesse panorama a pesquisa se apoia na visão de que as culturas negras diaspóricas dialogam com o deslocamento, a criatividade, o improviso de modo a produzir perspectivas que nos permitiram analisar um outro projeto de modernidade em que a divisão eurocêntrica entre corpo e mente é questionada ganhando lugar o espaço de debate sobre essas práticas e seus espaços como constituinte de uma comunidade de memória que por sua vez tem tensionado as noções clássicas do Estado nação, da modernidade e das políticas de reconhecimento (material e imaterial) como estratégias contemporâneas de (re)inscrição das práticas no debate moderno. Além disso, defendo que emerge deste quadro uma economia política da cultura negra que atua na regulação das produções de um circuito afro-diaspórico vernacular responsável pela produção e consumo das práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Estados Unidos
Especificação da Referência Espacial
Georgia
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/14699