Espaço urbano

"A praça é nossa!" Faces do preconceito num bairro paulistano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Silva, Sidney A.
Sexo
Homem
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
18
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Preconceito
Produção do espaço
Imigração boliviana
Praça Kantuta
Praça do Pari
Resumo

Situada entre o cruzamento de duas ruas movimentadas de um bairro tradicional da capital paulista, encontra-se a praça Padre Bento, conhecida, popularmente, como Praça do Pari. Cercada por algum as casas comerciais, bares e pela imponente Igreja de Santo Antonio, esta praça passou a ser o lugar de encontro para muitos imigrantes bolivianos, últimos a chegarem neste bairro, atraídos pelos empregos oferecidos por outros imigrantes, entre eles judeus e coreanos, que os antecederam nas pequenas confecções da cidade. No início a convivência parecia ser pacífica, já que a ocupação da praça ocorria somente nos domingos à tarde. Entretanto, na medida em que a presença boliviana e de outros imigrantes hispânicos começou a crescer, alguns problemas vieram à tona e os moradores locais, por sua vez, sentiram-se incomodados com estes “invasores” temporários. Este foi o começo de um conflito que culminou na expulsão dos bolivianos da Praça do Pari no ano de 2002, pois no entender dos moradores locais, a praça que estes imigrantes ocuparam “tem dono”, e seus ’’legítimos” frequentadores resolveram restabelecer a “ordem” e a “tranquilidade” perdidas.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pari
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Anos 2000
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/721

Imigrante na cidade paradoxos e pleonasmos

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Cavalcanti, Leonardo
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i51.718
Título do periódico
Travessia - Revista do migrante
Volume
18
Ano de Publicação
2005
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Espaço urbano
Imigrante
Subjetividade
Resumo

É possível afirmar que os imigrantes contemporâneos, na sua condição extrema de estigmatização social, conformam a imagem do que se rejeita na cidade e, portanto, permite uma análise pormenorizada sobre as próprias lógicas da ordem urbana. A sua condição paradoxal de estar aqui, na cidade, mas ser constantemente imaginado como um intruso ou forasteiro que pertence a algum ali, a um outro lugar, evoca uma incoerência em tomo à sua figura como ator social. Além disso, provoca o questionamento sobre quem pode e deve ser reconhecido como imigrante no espaço urbano, já que se trata de um lugar marcado pela mobilidade, pelo instável e que está constantemente se estruturando. Questionar e repensar a operatividade simbólica que se criou em torno da figura do imigrante não desacredita a realidade atual das grandes cidades do planeta. Pelo contrário, intensifica uma reflexão que se centra em olhar o contexto urbano como um lugar em que a existência de imigrantes e do chamado fenômeno migratório é tão presente, como decisiva para a sua existência e reprodução. No entanto, em uma sociedade contemporânea marcada por humanidades diferenciadas, em que a dinâmica econômica e demográfica levou um grande número de pessoas a dividir o mesmo espaço público, apenas algumas diferenças são realçadas negativamente.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/718

O voto na bancada da bala estudo de geografia eleitoral na cidade de São Paulo (2012/2016)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Faganello, Marco Antonio
Sexo
Homem
Orientador
Freitas, Andrea Marcondes
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciência Política
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Comportamento eleitoral
Eleição municipal
Ideologia securitizadora
Bancada da Bala
Geografia eleitoral
Resumo

Este trabalho buscou investigar o processo de formação da decisão do voto em candidatos da bancada da Bala na cidade de São Paulo. Para isto, analisamos a votação dos candidatos a vereador Cel. Telhada, Conte Lopes e Cel. Camilo em 2012; e de Major Olímpio a prefeito em 2016, entre outros. Os candidatos são ex-oficiais da polícia militar e adotam um discurso político securitizador, defendendo um papel maior dos dispositivos penais como ferramentas adequadas para lidar com o problema da segurança pública, bem como a defesa da liberalização do porte de arma e outras medidas conservadoras. A pesquisa se apoia sobre um ponto de vista teórico que pressupõe que os elementos da perspectiva geográfica contextual são imprescindíveis para o entendimento dos determinantes do voto, e que os pressupostos da escola sociológica não se sustentam empiricamente sem que se leve em conta a dimensão do contexto. O trabalho busca traçar hipóteses sobre os determinantes do voto nos candidatos da Banca da Bala através de uma análise geográfica, buscando assim agregar novos conceitos usados em trabalhos recentes ligados à geografia eleitoral contextual. Ao mesmo tempo, propomos uma nova unidade de análise da distribuição territorial do voto, que permita a associação entre características sociodemográficas e taxas eleitorais. Pudemos concluir que mesmo um fenômeno aparentemente unívoco, calcado sobre uma mesma ideologia e bandeiras muito parecidas, entre candidatos com perfis similares, apresenta características eleitorais dinâmicas. As distribuições de voto entre cada candidato apresentam desenhos próprios, sendo dependente de aspectos sociodemográficas, elementos territoriais e aspectos próprios de cada campanha

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2012-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/986682

Da união para os municípios? Os desafios da intersetorialidade na gestão e implementação local do Programa Bolsa Família (estado São Paulo/ 2006-2013)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cagnin, Isabela Fagundes
Sexo
Mulher
Orientador
Justo, Carolina Raquel Duarte de Mello
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Ciência Política
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Bolsa Família
Gestão
São Paulo
Implementação
Resumo
Essa pesquisa tem como objetivo analisar os fatores que influenciam uma gestão da intersetorialidade do Programa Bolsa Família (PBF) com elevados índices de desempenho nos municípios do estado de São Paulo. Foram construídas três hipóteses: a primeira é referente ao alcance de altos valores do IGDM a partir da institucionalização da intersetorialidade por meio dos documentos oficiais (decretos, normas operacionais e portarias) do PBF. A segunda hipótese, na qual levantamos que o desempenho da gestão do PBF pode ser resultado da inovação na gestão local. A terceira hipótese, destacamos que as condições socioeconômicas como porte populacional e índice de Gini (concentração de renda) refletiriam no resultado do IGDM. Hipótese testada através da comparação entre o IGDM e o IDHM (medido em 2000 e 2010) dos municípios pesquisados, a fim de observar se aqueles que possuem altos valores de IDHM também possuiriam altos valores para o IGDM. Os resultados da pesquisa apontam que a institucionalização em si da intersetorialidade não acarreta com que todos os municípios obtenham uma gestão no mesmo patamar de qualidade. Nesse sentido a atuação dos gestores locais e das características municipais, principalmente o porte do município e concentração de renda afetam mais no resultado de uma gestão considerada mais satisfatória em detrimento dos demais resultados alcançados de gestão.
Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2006-2013
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/9279?show=full

A geografia do voto em eleições municipais no sistema eleitoral de lista aberta um estudo a partir de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Gelape, Lucas de Oliveira
Sexo
Homem
Orientador
Reis, Bruno Pinheiro Wanderley Reis
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Ciência Política
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Geografia eleitoral
Sistema eleitoral de lista aberta
Vereadores
Concentração-dispersão
Dominância-compartilhamento
Resumo
Esta dissertação investiga a distribuição espacial dos votos dos vereadores eleitos nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, nas eleições de 2008 e 2012. Seu objetivo principal é identificar padrões de votações desses políticos, apresentando uma discussão acerca dos principais meios apontados pela literatura para tal caracterização. Assim, o trabalho oferece contribuições a três correntes de estudos da ciência política: (1) geografia eleitoral; (2) funcionamento do sistema eleitoral de lista aberta; e (3) política em nível municipal. Inicialmente, realiza-se uma revisão dos principais estudos concernentes à dissertação, assentando as bases teóricas do trabalho. Em seguida, apresenta-se o desenho da pesquisa, ressaltando-se que a estratégia adotada para a identificação de padrões de votação é a classificação dos vereadores segundo a tipologia proposta por Barry Ames, que consiste em classificar os candidatos em quatro tipos, de acordo com duas dimensões (horizontal e vertical) da distribuição espacial dos votos: (1) concentrados-dominantes; (2) concentrados compartilhados; (3) dispersos-compartilhados; e (4) dispersos-dominantes. São discutidos ainda os índices utilizados pela literatura para a classificação dos candidatos nos tipos indicados. Por fim, são relatados os resultados empíricos encontrados na pesquisa, destacando-se a escolha feita pelo autor acerca de quais índices e modos de classificação parecem ser os mais adequados para a mensuração de cada dimensão nos casos estudados. Os resultados encontrados indicam uma estabilidade do número de vereadores de cada tipo, em um mesmo município, entre os dois pleitos analisados; e ainda uma predominância do tipo disperso-compartilhado em todos os municípios e eleições analisadas.

 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Cidade/Município
Belo Horizonte
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2008-2012
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/BUOS-AQGERZ

Economia, urbanização e novas territorialidades no desenvolvimento de São Paulo

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Brandão, Carlos A.
Sexo
Homem
Autor(es) Secundário(s)
Maciel, Cláudio Schuller
Macedo, Fernando Cézar de
Sexo:
Homem
Sexo:
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i54.671
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
19
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Crescimento urbano
Distribuição espacial
Periferização
Resumo

O objetivo deste texto é apresentar a evolução demográfica e urbana re­cente no estado de São Paulo, a partir de transformações eco­nômicas que criaram novas territorialidades, tomando a rede urba­na paulista muito mais adensada e com­plexa. Encontra-se dividido em qua­tro partes, além desta sumária apre­sentação. Na primeira, são descritos aspectos do crescimento demográfico e urbano recente, destacando proces­sos de desconcentração demográfica, seja no sentido metrópole-interior, seja pela própria periferização das metró­poles estaduais (São Paulo, Santos e Campinas). Na segunda, discute-se a interiorização do desenvolvimento paulista; na terceira, as mudanças na distribuição espacial da indústria que impactaram a rede urbana estadual. Por fim, uma breve nota sobre a evo­lução recente da agropecuária que tam­bém promoveu um avanço na urbani­zação do interior.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Campinas
Santos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/671

A reterritorializaçao dos migrantes nordestinos em Rio das Pedras

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Aragão, Luciano Ximenes
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i54.670
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
19
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Migração
Migrantes nordestinos
Expansão urbana
Reterritorialização
Identidade cultural
Resumo

Rio das Pedras é uma co­m unidade localizada na Zona Oeste do Rio de Ja­neiro , na Baixada de Jacarepaguá, situada entre a opulenta Barra da Tijuca, o maciço da Tijuca e o Anil. Na recontagem de 1996, feita pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, essa localida­de apresentava 7.439 domicílios e 24.581 habitantes. Para a Prefeitura e para o presidente da Associação de Moradores, ultrapassa 65 mil residen­tes. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, 60 % dos moradores de Rio das Pedras são migrantes. Suge­re-se, desse modo, que uma parte significativa dos outros 40% sejam filhos de migrantes, a segunda geração.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Oeste
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1980-2006
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/670

Migrante sem-teto uma dupla condição contemporânea no espaço urbano

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Buonfiglio, Leda Velloso
Sexo
Mulher
Autor(es) Secundário(s)
Catalão, Igor
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i54.669
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
19
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
ocupação
migrantes
sem-teto
Resumo

Este artigo atenta para uma luta sugerida no es­paço urbano enquanto estratégia de vida para o migrante e seus descendentes. Essa luta revela-se numa prática sócio-espacial particular recente de apropria­ção do espaço urbano capitalista: ocupam-se edifícios do centro antigo da cidade de São Paulo. Para tanto, partimos do encontro dramático de dois processos na cida­de: migrar e não morar, relação in­vertida surgida no contexto urbano, quando habitar na cidade grande pare­ce ter se tomado uma impossibilidade histórica, e o migrar, como sabemos, manancial contínuo da pobreza, irriga­do por todos os cantos do país.Não se trata, pois, de analisar a migração ou a falta de política habitacional tomadas isoladamente, mas a combinação complexa destes dois processos, manifestada em gran­de parcela da população urbana em nossas cidades

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/669

O urbano entre a direita e a esquerda, o público e o privado a rua negada como possibilidade à vida

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Baitz, Ricardo
Sexo
Homem
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i54.668
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
19
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
segregação urbana
espaço urbano
Resumo

"Quem não tem casa mora debaixo da ponte ", é o que expressa um antigo ditado po­pular. Ele remonta a uma época em que a cidade, aparentemente, existia para todos, desde os mais afortunados, com seus palacetes, até aos mais pobres, carentes inclusive de um teto. Época em que o “viver em condições precá­rias” era entendido como algo passa­geiro, já que as dificuldades de fixação decorrentes da pobreza se ajustariam com a cidade crescendo e fornecendo mais empregos e moradias. De lá até o momento em que este texto é escrito, muito aconteceu; mas o principal é que a cidade cresceu em ritmo acele­rado, e também foi aceleradamente que mais pessoas passaram a viver nas ruas, e não só embaixo dos viadutos e pontes. Enfim, tornou-se cada vez mais comum pessoas desempregadas se verem sem perspectiva outra senão irem, com a família, morar com parentes ou na rua. Também se tornou muito mais difícil escapar à última: as pessoas que conseguiram sair da rua, normalmente o fizeram com muita aju­da humanitária externa, prestada por pessoas e entidades de apoio, como a Igreja. Enfim, mudou o tempo, e com ele os conteúdos sociais, que é o as­sunto deste artigo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/668

Os sem-casa sua cidade e sua arte

Tipo de Material
Artigo de Periódico
Autor Principal
Rabinovich, Elaine Pedreira
Sexo
Mulher
Código de Publicação (DOI)
https://doi.org/10.48213/travessia.i54.667
Título do periódico
Travessia - Revista do Migrante
Volume
19
Ano de Publicação
2006
Local da Publicação
São Paulo
Idioma
Português
Palavras chave
Sem-casa
Desigualdade social
Bárbaros
Resumo

Os sem-casa moram nas ruas, no público, sem casa ou em simulacros de casa. São chamados pela sociedade instalada em moradias convencionais de “bárbaros”, em uma recuperação de sentidos antigos a ela atribuídos: bárbaro tanto significa, etimológicamente, o que fala mal, balbucia quanto nômades que abandonaram seu território de origem e movimentavam- se sobre qualquer território como se fosse deles, sempre prontos para abandoná-los (Eco, 1987).Os sem-casa vagam pela cidade, ocupando suas “franjas”, “fronteiras” ou “limites”. Sua existência é definida p o r u m a c id a d e que não ocupa sua “res” pública, tomando-a terra “de ninguém”

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2000 - 2010
Localização Eletrônica
https://revistatravessia.com.br/travessia/article/view/667