Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Retomando a consciência: reações conservadoras a partir do debate sobre família e gênero

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Freire, Laura
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Andréia Vicente da
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UNIOESTE
Idioma
Português
Palavras chave
Família
Conservadorismo
Espaço Público
Resumo

A presente dissertação apresenta a atuação política de um grupo de conservadores religiosos no espaço público. Para tanto, articula dois campos empíricos distintos: os debates e votação do Plano Municipal de Educação (PME) em Toledo, no Paraná, e os encontros para estudos da Ordem. O objetivo principal é compreender a cosmologia desse grupo, sua atuação no espaço público e as significações e circulação das categorias por eles debatidas. O processo de votação do PME é tratado como um evento, um acontecimento paradigmático que ocasionou uma reação a partir da qual institucionalizou-se a Associação Cristã Conservadora que busca legitimar no espaço público uma representação social de família e gênero baseada em uma concepção divino-natural. Através de análise bibliográfica, especialmente os debates antropológicos sobre feminismo e pós-estruturalismo, trabalho de campo com entrevistas e observação direta nos encontros da Ordem e do levantamento de documentação específica produzida e disponibilizada por eles, procuramos evidenciar como é estabelecida a cosmologia conservadora desse grupo e como a atuação destes agentes impacta na realidade social limitando o avanço da democracia.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Toledo
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://tede.unioeste.br/handle/tede/4122

O impacto socioeconômico na vida dos beneficiados do programa bolsa família no município de Marechal Cândido Rondon – PR

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Rodrigues, Marli Terezinha
Sexo
Mulher
Orientador
Neres, Geraldo Magella
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UNIOESTE
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Renda
Saúde
Desigualdade social
Resumo
O presente estudo buscou analisar o impacto que o Programa Bolsa Família reflete na vida das pessoas beneficiadas do município de Marechal Cândido Rondon. Identificou os valores pagos em cada benefício, sendo possível analisar como este programa de transferência de renda é compreendido e recepcionado pelas pessoas beneficiárias, tendo em vista as condicionalidades na área de educação e saúde como forma de inclusão social. Pôde-se verificar se os objetivos do programa, de combate à fome e de erradicação da pobreza, foram atingidos tanto por meio de dados quantitativos obtidos no site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, bem como pelos obtidos na aplicação de questionário. Por meio deste, constatou-se se as pessoas estão bem informadas a respeito de seus direitos e obrigações e do seu papel de cidadão e responsável pelo desenvolvimento humano e social da família. Marechal Cândido Rondon possui, atualmente, 455 famílias beneficiárias do Programa, perfazendo um total de 1.783 pessoas. Foram verificados os impactos econômicos e sociais na vida das famílias que recebem o benefício, pois economicamente colaboram na satisfação de necessidades básicas das pessoas, principalmente na alimentação, enquanto que as condicionalidades propiciam o acesso obrigatório à educação e à saúde. Posteriormente, é possível se pensar em impacto social, podendo desenvolver nos indivíduos pensamentos e atitudes críticas com vistas a satisfazer suas necessidades e direitos de cidadãos, além de redesenhar um novo cenário socioeconômico para as futuras gerações, alterando o ciclo geracional das famílias e da sociedade na qual estão inseridas.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Marechal Cândido Rondon
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
2004-2017
Localização Eletrônica
https://tede.unioeste.br/handle/tede/3938?mode=full

Uma nova face da imigração: um estudo dos expatriados sul-coreanos e sua inserção social em São Paulo.

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bae, Ester
Sexo
Mulher
Orientador
Veras, Maura Pardini Bicudo
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Coreanos
Emigração
Imigração
Globalização
Resumo

Esta dissertação tem a finalidade de estudar e identificar alguns aspectos da realidade concreta dos jovens expatriados em São Paulo, com o objetivo de analisar a sociabilização destes na cidade de São Paulo. Para tanto, buscou-se considerar o grupo de executivos sul-coreanos na faixa etária entre 20 e 40 anos, trazendo à luz características comuns na trajetória de expatriados que imigraram por conta do trabalho e a inserção destes em São Paulo, na reflexão de sociabilidade dos expatriados em um mundo cada vez mais globalizado e moderno. Para fazer a apreciação destes, tomou-se como centro de análise os 12 executivos de origem sul-coreana, 4 esposas dos executivos e 6 expatriados de origem holandesa, francesa, indiana, japonesa, filipina e chinesa. Além das entrevistas, foi feito um levantamento de natureza bibliográfica, documental, de notícias e dados numéricos do referencial teórico sobre os temas envolvidos, mediante às reflexões sobre a alteridade e identidade dos autores de áreas e origens variadas, dos quais o foco foi dirigido às de Arjun Appadurai, Saskia Sassen, Georg Simmel, Clifford Geertz, Luc Boltanski, Stuart Hall e Oswaldo Truzzi, a partir do qual se produziram informações quantitativas e qualitativas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/handle/handle/22437?mode=full

Rituais, trajetórias religiosas e homossexualidade na cidade de Pelotas, RS

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Carmo, Arielson Teixeira do
Sexo
Homem
Orientador
Soto, William Hector Gomez
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Pelotas
Programa
Sociologia
Instituição
UFPEL
Idioma
Português
Palavras chave
Homossexualidade
Igrejas inclusivas
Comunidade Cristã Nova Esperança Internacional Pelotas
Trajetórias religiosas
Rituais
Resumo

Esta dissertação tem a pretensão de trazer discussões acerca da relação entre religião e homossexualidade, com enfoque nas recentes igrejas inclusivas – também conhecidas como igrejas gays. Essas igrejas têm como principal objetivo atender às demandas religiosas de um público específico: o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) cristão.

Minhas investigações se concentraram em um grupo religioso vinculado a uma dessas denominações “inclusivas”, conhecida como Comunidade Cristã Nova Esperança Internacional (CCNEI), especificamente em uma célula religiosa na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Este grupo atua em Pelotas desde 2015 e faz parte de um empreendimento missionário da Igreja Comunidade Cristã Nova Esperança Internacional, com sede mundial no estado de São Paulo, que visa a expansão e proliferação de uma teologia “inclusiva” pelos estados brasileiros.

O objetivo geral da pesquisa é compreender se os rituais pentecostais (louvor, orações em línguas, óleo ungido, culto da fogueira e Santa Ceia) realizados na CCNEI de Pelotas permitem que homossexuais sejam reintegrados ao sagrado evangélico. Além disso, analiso as trajetórias religiosas dos frequentadores e como estas foram marcadas por proibições, afastamentos e conflitos com lideranças religiosas avessas às relações entre pessoas do mesmo sexo.

Os rituais, que aconteciam com regularidade, eram importantes para a interação e socialização do grupo com familiares e amigos. As simbologias e seus significados engendram suas ações, não apenas no momento do ritual, mas também em suas vidas cotidianas, atuando como superação de conflitos e aflições. Para alguns frequentadores, o poder do ritual representava o que eles acreditavam, produzindo significações que conduziam suas vidas, relações sociais, pessoais e emocionais. Para outros, apesar dessas práticas funcionarem como uma reintegração temporária ao mundo sagrado, não eram suficientes para manter um vínculo duradouro de pertencimento ao grupo.

A pesquisa de cunho etnográfico, realizada com o grupo em Pelotas, teve início em 2017 e finalização em 2018, período no qual acompanhei e observei sistematicamente os cultos e eventos promovidos pela célula religiosa, utilizando técnicas de pesquisa como observação participante e entrevistas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Pelotas
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
2017-2018
Localização Eletrônica
https://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5396

Representações e práticas dos profissionais da saúde sobre a violência sexual

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Balog, Ana Julieta Parente
Sexo
Mulher
Orientador
Castro, Ana Lucia de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Violência sexual
Violência de gênero
Profissionais da saúde
Representações sociais
Resumo

Esta pesquisa visa contribuir para a compreensão das representações sociais sobre violência sexual elaboradas pelos profissionais da saúde. Para tanto, buscou-se construir o perfil das vítimas e do agravo, a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, para confrontar estas informações com as representações encontradas e entender se estas podem influenciar na prática de atendimento ou na naturalização da violência.

Além disso, foram realizadas entrevistas em profundidade, com roteiro semiestruturado, com os profissionais que fazem o atendimento às vítimas em dois locais de referência no município de São Carlos. Estas informações foram submetidas à análise utilizando-se do software ATLAS.ti e da técnica de análise de conteúdo.

Foi possível observar, a partir dos dados colhidos, que a violência sexual atinge majoritariamente pessoas do sexo feminino, menores de 14 anos, vitimadas em local doméstico por pessoas do seu convívio social. Esta também é a compreensão dos profissionais sobre o perfil mais afetado pela violência, divergindo apenas quanto à faixa etária mais atingida, caracterizando esses indivíduos como jovens.

Os profissionais representam a violência sexual como qualquer ato de cunho sexual praticado contra a vontade da vítima, com diferentes compreensões sobre suas causas, ao tempo que reconhecem as consequências como “um grande trauma” para a vítima. Boa parte dos profissionais diz que não é possível prevenir o problema; outros apontam de forma genérica para uma “melhor orientação” como forma de preveni-lo, entre outras soluções.

Foi possível concluir que as representações compartilhadas pelos profissionais da saúde da amostra não prejudicam na prática de atendimento, por conta, entre outras coisas, dos protocolos de atendimento, nem na naturalização da violência. De modo que as representações dos profissionais entrevistados nesta pesquisa não interferem significativamente no acolhimento às vítimas.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/d7279703-a57e-4bb4-bfcb-2a49cc484d8f

Reestruturações produtivas no mundo do trabalho dos jornalistas: precariedade, tecnologia e manifestações da identidade profissional

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Lelo, Thales Vilela
Sexo
Mulher
Orientador
Heloani, José Roberto Montes
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Campinas
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Jornalismo
Trabalho
Sofrimento
Identidade
Tecnologia
Resumo

Por meio de extensa investigação empírica empreendida com jornalistas profissionais que atuavam no estado de São Paulo entre dezembro de 2015 e janeiro de 2017, a presente tese é conduzida por dois objetivos centrais:

  1. Compreender como a identidade profissional dos membros desta esfera do mundo do trabalho é reconfigurada à luz de um cenário de reestruturações nas organizações de mídia, de mutações em seus modelos de gestão e de incorporação de novas tecnologias de comunicação e informação (TICs) nas redações.

  2. Aprender como os jornalistas lidam com as condições de trabalho às quais estão submetidos e atribuem significado aos sofrimentos experimentados em suas trajetórias.

O procedimento metodológico adotado nesta pesquisa envolveu uma triangulação de métodos quantitativos e qualitativos, englobando a aplicação de dois surveys, a realização de 15 entrevistas semiestruturadas e a análise de conteúdo de 102 matérias veiculadas em meio digital que discorriam sobre as mutações no mundo do trabalho dos jornalistas.

Os resultados obtidos pela investigação evidenciam:

A) A alta rotatividade dos profissionais nas redações, somada à precarização ascendente dos mais experientes no setor, criando obstáculos à socialização em uma comunidade de trabalhadores;

B) Uma corrosão de princípios éticos legitimados pelo campo jornalístico em benefício à maximização dos lucros provenientes de receitas publicitárias;

C) O patente descrédito atribuído aos mecanismos de ação coletiva e a sistemática recusa dos profissionais em se reconhecerem como membros de uma classe trabalhadora;

D) O nexo entre a progressiva feminização no setor e uma ascendente precariedade laboral que acomete mais incisivamente as comunicadoras;

E) A recorrência sistemática de situações de assédio moral, injustiças e de infração à ética profissional nas redações, que, atreladas a uma ausência de experiências de reconhecimento no trabalho, contribuem para o surgimento de patologias, ao desestímulo com a carreira e aos esforços recorrentes de jornalistas por tematizarem o sofrimento experimentado em suas rotinas produtivas.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
Dezembro de 2015 a janeiro de 2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1093484

A ACESC e a humanização do mercado da morte em Cascavel - PR

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Machado, Marilana Aparecida
Sexo
Mulher
Orientador
Silva, Andreia Vicente da
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UNIOESTE
Idioma
Português
Palavras chave
Mercado da morte
Consumo Fúnebre
Humanização da morte
Resumo
Esta dissertação discute o mercado da morte na cidade de Cascavel, no Paraná. A pesquisa foi realizada na ACESC - Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Cascavel - autarquia municipal criada em 1989, cuja principal finalidade é administrar o sistema funerário do município. Busca-se verificar, ao longo do trabalho, se a filosofia de humanização da morte, proposta como inovadora diante do modelo de mercado funerário existente à época da fundação, continua sendo aplicada no atendimento prestado aos familiares enlutados e ao morto. Desenvolvida em forma de etnografia, a pesquisa foi realizada na referida instituição, através do acompanhamento de todo o processo post mortem, que se inicia no atendimento aos enlutados e tem seu término no sepultamento. O objetivo principal foi analisar o mercado da morte com ênfase no consumo dos artigos e serviços utilizados nos funerais. A partir da realização de trabalho de campo, de entrevistas e de revisões bibliográfica e documental, foi possível compreender que a gestão do mercado da morte realizada pela ACESC continua baseando-se nos seus princípios fundadores, mesmo que recentemente seja possível verificar que há uma abertura para a participação de empresas privadas na oferta de itens utilizados nos ritos de morte praticados atualmente.
Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Cascavel
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1989-2017
Localização Eletrônica
https://tede.unioeste.br/handle/tede/3810

Casa de mulher: os circuitos cotidianos de cuidado, dinheiro e violência em São Carlos/SP

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pinho, Isabela Vianna
Sexo
Mulher
Orientador
Feltran, Gabriel de Santis
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Cuidado
Dinheiro
Violência
Vida ordinária
Casa de mulher
Resumo

Esta dissertação nos mostra como estado, gênero, economia, parentesco e família se produzem e se conectam no cotidiano. Aqui, analiso as formas que Maria, Bela, Ana e Rosa habitam a vida ordinária. Moradoras de um bairro promovido pelo programa federal minha casa, minha vida em São Carlos/SP, as quatro mulheres também são (ou foram) titulares do programa bolsa família. A pesquisa mostra que as duas políticas constituem um entre outros universos possíveis de sentido pelos quais as moradoras se movem. O texto está dividido em duas partes. Na primeira, argumento que os processos de vida e de casas, bem como as formas de habitar e viver se emaranham nos cotidianos; também demonstro como o passado se embebe no presente e os eventos extraordinários se embebem no ordinário. Num segundo momento, argumento que a casa só pode ser pensada em configuração, isto é, só existe em relação. Desse modo, nos últimos capítulos descrevo três circuitos cotidianos – de cuidado, dinheiro e violência - que conformam mutuamente a configuração de casas. Ao olhar para tais circuitos, é possível analisar os fluxos de objetos e pessoas, bem como as relações de violência e conflito dentro e entre as casas. Ademais, os circuitos demonstram que existe intersecção entre supostas antinomias como, por exemplo, dinheiro e intimidade; domínio econômico e do afeto; vida e economia; casa e trabalho; reprodução e produção. Como estratégia metodológica e analítica, defendo que uma etnografia de ‘casa de mulher’ em configuração permite enxergar o ‘entre’; ou seja, possibilita captar os fenômenos sociológicos de forma relacional. O que se verá aqui serão linhas que expõem as miudezas postas em prática por Maria, Bela, Ana e Rosa para tornar o mundo reabitável a cada novo acontecimento.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/11734

Cartografias de São Paulo: imagens e subjetivações da cidade a partir da mobilidade urbana

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Borges, Christina Maria de Marchiori
Sexo
Mulher
Orientador
Werneck, Mariza Martins Furquim
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Cartografia - São Paulo (cidade)
História Percepção de imagens
Mobilidade urbana
Arquitetura - São Paulo (cidade)
Resumo

A presente tese realiza uma investigação sobre a percepção dos usuários acerca das imagens urbanas e as subjetividades despertadas nos usuários da linha 408 a-10 Machado de Assis- Cardoso de Almeida, na Cidade de São Paulo. Além das imagens pesquisamos em que medida os espaços, muitos deles de natureza histórica e turística, são conhecidos e apropriados pelos usuários. Com base em alguns conceitos do pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari, verificamos as direções dos agenciamentos das subjetividades despertadas pelas imagens: se na direção de agenciamentos maquínicos influenciados pela lógica do capital, ou na direção de agenciamentos alternativos, com esquizos e rasgos que indicam e aberturas para outras subjetividades individuais e coletivas não programadas pelo pensamento dominante. Investigamos também as complexas intersecções entre olhar, imagens e paisagens na cidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Localidade
Linha 408 a-10 Machado de Assis-Cardoso de Almeida
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2019
Localização Eletrônica
https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22646

Bixiga-Mombaça: entre lugares, percursos e memórias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vargas, Fernanda Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Menezes, Marilda Aparecida de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Memória
Espaço
Mobilidades
Nordeste
São Paulo
Resumo

O Bixiga (SP) está localizado na região central da cidade de São Paulo, conhecido por ser uma zona de consumo gastronômico e cultural da cidade, especialmente pela boemia e pela migração italiana. Mombaça (CE) é uma cidade do sertão central cearense, com um pouco mais da metade da população vivendo na região rural. Essas regiões têm entre si quase três mil quilômetros de distância, no entanto, apresentam proximidades que nos provocam e nos questionam. Como Mombaça se tece no Bixiga? E como o Bixiga se tece em Mombaça? O Bixiga (assim como a noção de nordeste) é uma invenção, um espaço praticado e imaginado, marcado por fronteiras fluídas, atualizado continuamente, de acordo com os atores sociais e situações em jogo. Procuramos compreender como se desenham as relações entre memórias e narrativas, italianas, negras e nordestinas no Bixiga. A pergunta inicial foi de como os percursos, as memórias e as narrativas de pessoas e famílias vindas do Nordeste são construídas e marcadas nesse mesmo espaço. São muitos os nordestes presentes nessa região, sendo essa palavra generalizadora diante da diversidade de pessoas e locais de origem. Para esta pesquisa, pretendeu-se ir a campo e ver como se apresentava esse território a partir dos citadinos e da pesquisadora. Sentir, ouvir e ver, o que era dito, tanto entre os vindos do Nordeste, como por parte de descendentes de italianos. A etnografia foi nos orientando para três ruas da região. Nestas, a partir dos interlocutores que nos aproximamos, tornou-se marcada a presença de pessoas vindas do Ceará. Foram estabelecidas relações a partir de restaurantes, casas do Norte, bares, casas de show, mercearias e de agências que promovem viagens diretas na rota Ceará-São Paulo. Também nos aproximamos da 92ª Festa Nossa Senhora Achiropita e da 8ª Festa dos Filhos, Familiares e Amigos de Mombaça, assim como, da missa que precedeu a festa, realizada na Igreja Nossa Senhora Achiropita. Ao final foi realizada uma viagem de ônibus do Bixiga até Mombaça com a perspectiva de compreender como os trânsitos, fluxos e redes se relacionam a memória e a espacialidade e mesmo se a mobilidade, poderia ser um lugar de memórias.

Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bixiga
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Mombaça
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Ceará
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=7777457