Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Juventude imigrante: estigma, conflito e circuito de lazer na cidade de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pires, Bruno Rafael de Matos
Sexo
Homem
Orientador
Albuquerque, José Lindomar Coelho
Ano de Publicação
2020
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unifesp
Idioma
Português
Palavras chave
Estigma
Juventude
Relações sul-sul
Imigração
Resumo

Esta pesquisa aborda a inserção de jovens imigrantes e filhos de imigrantes bolivianos, peruanos e paraguaios nos espaços de lazer da cidade de São Paulo. Conforme abordado ao longo das análises, os imigrantes das respectivas nacionalidades convivem diariamente com os estigmas criados pela sociedade local. Esses estigmas são passados de pais para filhos e influenciam os modos como estes últimos constroem sua identidade, ocupam os espaços da cidade para atividades de lazer, relacionam-se com brasileiros e outros imigrantes, e ainda como reagem à caracterização negativa produzida pela sociedade de recepção.

A pesquisa se justifica pelo fato de evitar a tendência de visualizar os imigrantes unicamente como força de trabalho (Sayad, 1998). As metodologias adotadas foram a observação de campo nos lugares frequentados pelos jovens imigrantes bolivianos, peruanos, paraguaios e outros sul-americanos, como a Rua Coimbra e a Praça Kantuta, a realização de entrevistas semiestruturadas com os jovens imigrantes e seus familiares, bem como conversas informais, realizadas em diferentes momentos com interlocutores brasileiros e imigrantes.

Pode-se dizer que a Rua Coimbra não é o único lugar frequentado pela juventude imigrante, pois outros espaços vêm se consolidando na região metropolitana de São Paulo. Dentre eles, se destacam as baladas localizadas na Vila Maria, Pari e Centro, como também a batalha de rap batizada por seus organizadores como "Batalla Callejera".

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/111a2da8-f692-4941-a80f-d862f31559ea

Jogando meu corpo no mundo: relações entre "conflito urbano" e "acumulação social da diferença"

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Cunha, Janaina Maldonado Guerra
Sexo
Mulher
Orientador
Feltran, Gabriel de Santis
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Conflito urbano
Diferença
Regimes normativos
Periferia
Sociologia urbana
Resumo

Este trabalho tem como objetivo compreender as relações entre conflito urbano e diferença na São Paulo contemporânea. A partir do estudo etnográfico conduzido em uma periferia da zona leste de São Paulo, discuto as gramáticas e os regimes normativos que emergem dos processos de diferenciação em operação nas cidades. Parto da ideia de que as categorias marcadoras da diferença balizam a constituição das gramáticas mobilizadas pelos sujeitos para a compreensão dos problemas sociais em cada situação cotidiana. Considero que os sentidos dessas categorias são disputados através das relações sociais e se relacionam com a produção de ordenamentos e formações de soberania nos espaços urbanos. Teoricamente, proponho um diálogo entre dois campos de estudos distintos: a sociologia urbana e os estudos da diferença. A partir disso, sugiro que o conflito urbano é atravessado por um processo de ‘acumulação social da diferença’ do qual emergem posições de sujeito mais ou menos reificadas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/13727?show=full

Imigrantes gregos na América Latina: histórias, memórias e identidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Pellegatti, Lorenzo Botsaris
Sexo
Homem
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Coletividades helênicas
Identidade
Imigração
Resumo

O trabalho a seguir foi desenvolvido com o intuito de identificar as coletividades helênicas e seus imigrantes e descendentes gregos presentes dentro das principais cidades da América Latina, como São Paulo, Porto Alegre, Santiago e Buenos Aires, além de compreender os motivos da emigração destes e como foi desenvolvido o processo imigratório. Ademais, se foi apontado onde se localizam os descendentes dos antigos imigrantes e quais os ofícios nos dias atuais, além da participação ativa ou inativa nas coletividades helênicas. A questão um tanto quanto problemática da identidade foi explorada com a intenção de compreender como estes mesmos imigrantes e descendentes se identificavam em todo o processo de desenvolvimento social. A receptividade e eficiência das coletividades em cumprir com o papel primordial: disseminar a cultura grega e preservar a memória dos imigrantes e das gerações futuras. Além de tudo, quais os meios funcionais que as comunidades gregas têm para cumprir com tal função. Para tanto, Stuart Hall nos leva a compreender o processo da identidade cultural na pós-modernidade e quais os efeitos positivos e negativos, além de perceber que as coletividades lutam justamente contra essa ideia de “identidades móveis”, sem criar raízes e sem a ideia fixa de uma identidade característica e forte. Além de compreender como o processo das identidades, o processo imigratório e o da preservação das memórias é diverso de coletividade para coletividade. Essas ideias, assim como novas interpretações e compreensões dos temas salientados acima remetem a composição deste trabalho, na busca de disseminar o que foi/é a imigração grega e como ela vem sendo representada na América do Sul, com histórias, memórias e vivência dos imigrantes e descendentes gregos.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Porto Alegre
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Brasil
Habilitado
País estrangeiro
Argentina
Especificação da Referência Espacial
Buenos Aires
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23942

Assim na Terra como no céu: um estudo sobre as percepções dos evangélicos pentecostais nas periferias de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Rafael Rodrigues da
Sexo
Homem
Orientador
Silva, Carlos Alberto Bello e
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Guarulhos
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNIFESP
Idioma
Português
Palavras chave
Pentecostalismo
Periferias
São Paulo
Religião
Classes Sociais
Resumo

O presente trabalho busca compreender as influências recíprocas entre religião e classe social, notadamente na relação entre pentecostalismo e as periferias de São Paulo. Utilizando as entrevistas da pesquisa Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo da Fundação Perseu Abramo (2017), analisamos de que maneiras os evangélicos pentecostais apresentam afinidades de sentido com a realidade social vivida e percebida nas periferias paulistanas. Em nossa pesquisa, essas afinidades se apresentaram sob duas formas. De um lado, ao considerar a religião enquanto experiência de classe: quando nossa pesquisa observou como os pentecostais expressam as vivências e percepções das classes populares em São Paulo, mostrando de que formas o discurso e a prática religiosas procuram responder aos imperativos da vida material. De outro lado, procura-se observar a condição de classe justificada pela religião: tendo em vista que a religiosidade não apenas busca adaptar suas crenças e ritos a uma dada situação econômica, mas também cria, a partir dela mesma, estímulos morais e justificativas compartilhadas que procuram atribuir sentido para uma dada condição de vida, nossa pesquisa constatou como a experiência pentecostal acaba por desenvolver uma racionalidade que, para além dos seus efeitos religiosos, acaba por produzir uma ética econômica para as demais esferas da vida cotidiana.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.unifesp.br/items/71bd7eb6-0e8a-4855-82fb-8fe7e66f042a

As praças sob a praça: usos concebidos, percebidos e vividos da Estação Sé do Metrô de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Santos, Cristiana Periscinotto Martin dos
Sexo
Mulher
Orientador
Frehse, Fraya
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Sociologia
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Metrô
São Paulo
Estação
Produção do Espaço
Usos do espaço
Resumo

Tendo em conta que infraestruturas de mobilidade urbana há muito extrapolam sua função de locais para embarque e desembarque de meios específicos de transporte público, é discussão frequente nos estudos urbanos como se dão outros usos de estações de trem e metrô, terminais de ônibus, aeroportos, etc. Aqui, concentro-me nos usos da Estação Sé do Metrô de São Paulo entre os anos de 2017 e 2019 para entender como a referida estação é usada no dia a dia por frequentadores que denomino não-passageiros, pois habitualmente frequentam a estação para fins outros que o de ser passageiro de metrô. Para explicar os usos desse espaço, recorro a um referencial teórico que define usos relativos a espaços como padrões de comportamento corporal e de interação social (FREHSE, [2009] 2017). Quanto ao espaço, é Henri Lefebvre ([1974] 2000) que me permite apreender o espaço socialmente produzido da estação em seus três momentos dialéticos: o espaço concebido (racional e tecnicamente por arquitetos e engenheiros), percebido (sensorial e corporalmente) e vivido (simbolicamente através de imagens). A tríade de Lefebvre orienta as técnicas de pesquisa aqui empregadas e também a divisão de capítulos desta dissertação. Para apreender o “concebido” a pesquisa documental é mister, e contemplei documentos de uso interno do Metrô de São Paulo sobre os projetos e o planejamento da construção da estação, bem como os que refletem sobre como a estação foi concebida durante o período abarcado pela pesquisa que embasa esta dissertação. O “percebido” foi apreendido por meio de observação direta dos não-passageiros, seguida de registro gráfico com desenhos da disposição física de seus corpos. Para o “vivido”, observação participante e entrevistas semiestruturadas revelaram, da perspectiva de não-passageiros e de funcionários da estação, os símbolos e imagens relacionados ao espaço e aos usos que os não-passageiros fazem da estação. A partir de características comuns que pude identificar nos usos revelados pela análise respectivamente do espaço concebido, percebido e vivido, foi possível verificar que a estação Sé é usada pelos não-passageiros investigados como uma praça pública.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Localidade
Estação Sé
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-24062020-173530/pt-br.php

A construção da identidade negra na escola: dialogando com o ensino de sociologia

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Dantas, Daniely Nascimento Marreira
Sexo
Mulher
Orientador
Barbosa, Maria Valeria
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Marília
Programa
Sociologia em Rede Nacional
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Educação
Ensino e aprendizagem de sociologia
Sociologia
Racismo
Resumo

A dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Sociologia – PROFSOCIO – da Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista – UNESP – Campus de Marília, analisou as relações raciais de uma escola pública central do interior do estado de São Paulo. Realizou-se um estudo de caso e uma pesquisa-ação nessa escola, onde foi observado a dinâmica escolar e o cotidiano em que esses jovens estão inseridos e como a introjeção e projeção de práticas racistas estão presentes nessas relações. Por meio da observação participante efetuou-se uma coleta e a apropriação dos dados levantados para a compreensão desse processo por meio de ações orientadas. Utilizou-se de um aporte teórico de autores como Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga e Antonio Sérgio Guimarães, dentre outros, que foram relevantes para a apreensão da questão do racismo e as possíveis intersecções desse fenômeno. Ao longo desse trabalho foram realizadas intervenções pontuais a partir da disciplina de Sociologia, mediante o conteúdo previsto no Currículo Paulista. Esse estudo se demonstrou relevante no sentido de se compreender as dinâmicas sociais no interior dessa escola e o modo como o racismo velado incide nas relações sociais entre negros e não-negros em uma escola majoritariamente composta por estudantes pretos e pardos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Região
Interior
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/46e57e14-aed7-4015-9843-269f90fb3ca8

Cultura e política no Hip Hop na cidade de São Paulo: redes, sociabilidades e territórios

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Queiroz, André Sanchez
Sexo
Homem
Orientador
Borelli, Silvia Helena Simões
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Fórum Hip Hop MSP
Cultura
Política
Hip-Hop (cultura popular) - São Paulo (cidade)
Resumo

O Hip Hop – uma forma cultural urbana, negra e periférica, consolidada nas periferias das grandes cidades brasileiras e organizada em coletivos, redes, “posses”, grupos de rap, movimentos sociais e demais organizações da sociedade civil – atua por meio de práticas de resistência e, ao mesmo tempo, de negociação nas diferentes formas que seus sujeitos usam os territórios urbanos. Esta pesquisa investigou a rede de produção cultural Fórum Hip Hop MSP (Município de São Paulo), que se formou por uma dinâmica de relações com outros coletivos nas diferentes regiões da cidade de São Paulo. Esse percurso sustentou-se nas seguintes perguntas: quem são os sujeitos que atuam nessa rede? Onde se situam suas práticas e ações político-culturais nas fronteiras entre institucionalidade e autonomia? Em que situações e de que forma os sujeitos resistem e negociam com o Estado e com outras organizações? Como o Fórum se relaciona com as formas culturais residuais, dominantes e emergentes de culturas negras e periféricas? Como incorporam, ao cotidiano, os significados e valores do Hip Hop e as heranças dos movimentos sociais? Quais são as contradições nas apropriações e nos usos do território? Como resistem ao racismo e ao genocídio da juventude negra, pobre e periférica? A metodologia privilegiou técnicas de pesquisa qualitativa, como observação etnográfica, entrevista em profundidade e acompanhamento de redes sociais, e priorizou as narrativas dos sujeitos para compreender as práticas do Fórum Hip Hop que articulam cultura e política. Esta pesquisa baseou-se nos estudos culturais britânicos, em autores como Raymond Williams e Stuart Hall, e suas ressonâncias latino-americanas, em autores como Jesús Martín-Barbero. A hegemonia do Hip Hop paulistano nas políticas públicas é representada, entre outros coletivos/ redes/ grupos, pelo Fórum. Mas a rede procura produzir suas ações político-culturais nas fronteiras entre a institucionalização e as buscas por autonomia. Por meio de suas ações, negocia com os territórios institucionalizados para resistir ao racismo e ao genocídio.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8021243

Coletivos na cidade de São Paulo: práticas organizativas, práticas de atuação e identidades coletivas

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Marilia Jahnel de
Sexo
Mulher
Orientador
Penteado, Claudio Luis de Camargo
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Bernardo do Campo
Programa
Ciências Humanas e Sociais
Instituição
UFABC
Idioma
Português
Palavras chave
Coletivo
Movimento social
Ação social
Práticas organizativas
Atuação política
Resumo

O objetivo desta dissertação é pesquisar as práticas organizativas e de atuação, as identidades coletivas e os objetivos políticos de grupos de atuação política que se autodenominam “coletivo”, a fim de analisar elementos comuns que os caracterizam, bem como investigar as tensões e os limites que os atravessam nas suas relações internas e nas interfaces com a sociedade. Para isso, foram entrevistados cinco coletivos de diferentes temáticas que atuam na cidade de São Paulo: Casadalapa, Coletivo 20 de novembro, Coletivo Digital, Coletivo Sycorax e Organismo Parque Augusta. A presente análise indica que a autodenominação “coletivo” está associada ao emprego de práticas de organização e de atuação mais horizontais e colaborativas, entretanto aponta para existências de elementos que problematizam e limitam esta construção. Também não foi verificada a centralidade no uso das tecnologias da informação e comunicação pelos coletivos, não sendo considerado um diferencial desses grupos. A pesquisa visa colaborar com o mapeamento da diversidade do campo da ação coletiva e movimentos sociais e agregar elementos ao fenômeno dos coletivos contribuindo para ampliar e aprofundar o conhecimento sobre a constituição e os modos de fazer desse ator coletivo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2017-2019
Localização Eletrônica
https://biblioteca.ufabc.edu.br/index.html

A gestão do espaço urbano – Mineirão - de estádio a arena

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Tharcio Elizio dos Santos
Sexo
Homem
Orientador
Pinto, Ana Marcela Ardila
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Belo Horizonte
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Estádio
Arena
Problemas Públicos
Gestão
Espaço Urbano
Resumo

A presente dissertação aborda uma discussão sobre processos de gestão do espaço urbano, a partir do estudo de caso do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão em Belo Horizonte, Minas Gerais, pretendo observar processos de gestão que se conectam a reforma e reconfiguração do Estádio ocorrida a partir de meados de 2010. Parto de uma reconstrução histórica da discussão sobre gestão de estádios e exploro as conexões entre processos de gestão e problemas públicos. Para realizar tal percurso, foi feito um apanhado a partir de entrevistas e analises documentais sobre dois diferentes momentos de gestão, a gestão estatal via ADEMG e a gestão via parceria público privada realizada pela Minas Arena. Deste modo o trabalho realiza uma análise dos processos de gestão do estádio Mineirão, tendo como principais resultados a mudança dos agentes responsáveis e suas funções, as responsabilidades, conexões de rede e diferenças do trabalho entre instituições. Além disso, são identificadas novas disputas sobre demandas e responsabilidades dessas instituições, o que contribui para a formação de problemas públicos que configuram o caráter do novo Mineirão.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Belo Horizonte
Localidade
Mineirão
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Minas Gerais
Referência Temporal
2010
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=6463542

Uma grande peneira: o processo de legitimação da Tenda Espírita de Umbanda São Jorge (Clevelândia/PR)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Crestani, Taiza Gabriela Zanatta
Sexo
Mulher
Orientador
Colognese, Silvio Antônio
Ano de Publicação
2018
Local da Publicação
Paraná
Programa
Sociologia
Instituição
UNIOESTE
Idioma
Português
Palavras chave
Legitimação
Umbanda
Clevelândia
Entre-Lugar
Resumo

Este trabalho compreende a análise do processo de legitimação da Tenda Espírita de Umbanda São Jorge, localizada no município mais antigo da região sudoeste do Estado do Paraná: Clevelândia/PR. Para tanto, buscamos inserir a instituição religiosa dentro de uma linha cronológica, construída a partir do resgate das especificidades históricas, sociais e culturais do município. Este exercício de mapeamento, enriquecido pelos dados oriundos da inserção etnográfica (que abrange a realização de entrevistas, a técnica da observação-participante e a pesquisa documental) propiciou a visualização da trajetória das práticas umbandistas desde meados da década de 1960 (período em que a Tenda Espírita de Umbanda São Jorge foi fundada), até o ano de 2017. A partir daí, foi possível identificar as estratégias utilizadas pelos médiuns e dirigentes da instituição em prol da conquista do espaço e reconhecimento social dos trabalhos religiosos, as quais perpassam as esferas: a) institucional (através do credenciamento da Tenda Espírita de Umbanda São Jorge junto ao Conselho Mediúnico do Brasil e Federação Paranaense de Cultos Afro-Brasileiros), b) familiar (pois a instituição foi fundada pelos pais da atual dirigente, e esta tem a intenção de deixa-la sob o comando do filho), c) da saúde (intervenções voltadas a promoção da cura bem-sucedidas contribuem para o reconhecimento da eficácia do trabalho dos médiuns), d) da caridade (a qual permite o enaltecimento do caráter moral dos médiuns e dirigentes), e) através da articulação de formas de religiosidade não-institucionalizadas (como é o caso do catolicismo popular, uma prática tradicional no município de Clevelândia/PR), e f) da participação dos seus representantes na política (como foi o caso da fundadora e também do atual dirigente administrativo). Em linhas gerais, percebemos que, além de ser reconhecida entre os munícipes devido a organização de reuniões coletivas (sessões de atendimento/consultas e doações materiais), as práticas umbandistas se propagam por meio de ações individuais: o “ser umbandista” confere prestígio aos médiuns, que frequentemente são procurados em suas casas por indivíduos que buscam se beneficiar de benzimentos, conselhos ou palavras de apoio. Por este motivo, por parte dos dirigentes existe a preocupação em fornecer orientações para os médiuns, dado que os mesmos são considerados responsáveis pelo mantimento da boa reputação da instituição ante a sociedade clevelandense. Em consonância, destaca-se que a forma segundo a qual os médiuns dispõem-se a dialogar com a diversidade (dentro e fora do estabelecimento religioso), permitiu a caracterização da Tenda Espírita de Umbanda São Jorge a partir do conceito de “entre-lugar” proposto por Homi K. Bhabha.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Clevelândia
Localidade
Tenda Espírita de Umbanda São Jorge
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Paraná
Referência Temporal
1960-2017
Localização Eletrônica
https://tede.unioeste.br/handle/tede/4102