Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Corpo, transnacionalismo negro e as políticas de patrimonialização: as práticas expressivas culturais negras e o circuito afro-diaspórico

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Sousa, Karina Almeida de
Sexo
Mulher
Orientador
Silvério, Valter Roberto
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Diáspora Africana
Corpo
Práticas Expressivas Culturais Negras
Patrimônio Material e Imaterial
Resumo

O samba-rock foi reconhecido como patrimônio imaterial da cidade de São Paulo no ano de 2011, esse reconhecimento dialoga com um amplo movimento de patrimonialização das redes dos clubes sociais negros nas regiões Sul e Sudeste do país, como ocorreu com o Grêmio Recreativo e Familiar Flor de Maio que teve sua sede reconhecida enquanto patrimônio material da cidade de São Carlos no mesmo ano. A pesquisa propôs, partindo da leitura de que os espaços e práticas foram atrelados a dinâmica do Estado Nacional, investigar quais os processos e circuitos que compõe tais práticas e suas relações espaciais a partir de conceitos como zona de contato, Estado nação, modernidade, transnacionalismo negro, circuito afro-diaspórico vernacular e cultura negra diaspórica. Para tanto utilizei das técnicas da observação participante, de pesquisa bibliográfica em materiais acadêmicos, filmes, músicas e registros fotográficos, somados a entrevistas abertas e coletas de dados realizadas no estado de São Paulo/BR e no estado da Georgia/EUA. Conclui-se que para uma compreensão dos trânsitos e dos sujeitos que (re)criam as práticas expressivas culturais negras tornou-se necessário acionar um outro elemento de análise, para além da música e da dança como indissociáveis nas produções do atlântico negro, nesse panorama a pesquisa se apoia na visão de que as culturas negras diaspóricas dialogam com o deslocamento, a criatividade, o improviso de modo a produzir perspectivas que nos permitiram analisar um outro projeto de modernidade em que a divisão eurocêntrica entre corpo e mente é questionada ganhando lugar o espaço de debate sobre essas práticas e seus espaços como constituinte de uma comunidade de memória que por sua vez tem tensionado as noções clássicas do Estado nação, da modernidade e das políticas de reconhecimento (material e imaterial) como estratégias contemporâneas de (re)inscrição das práticas no debate moderno. Além disso, defendo que emerge deste quadro uma economia política da cultura negra que atua na regulação das produções de um circuito afro-diaspórico vernacular responsável pela produção e consumo das práticas.

Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
País estrangeiro
Estados Unidos
Especificação da Referência Espacial
Georgia
Referência Temporal
2016-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/14699

Corpo de Lata - Parede de Vidro: Alteridade, Cena e Cidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Mendoza, Ana Elisa Menten
Sexo
Mulher
Orientador
Rizek, Cibele Saliba
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Sociologia
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Teatro
Cidade
Cracolândia
Corpos
Alteridade
Resumo

O interesse inicial da pesquisa esteve em compreender como se dão as relações entre produção cultural independente e território urbano da Luz - centro de São Paulo. O campo etnográfico foi realizado no Teatro de Contêiner, um espaço cultural instalado em um terreno público sob a forma de ocupação. Acompanhando a Cia. Mungunzá, gestora do Teatro, os atravessamentos entre teatro e cidade foram percebidos também no modo de fazer artístico dialogado com a perspectiva etnográfica. Conduzida pela peça teatral Epidemia Prata, a pesquisa analisa o diálogo entre metodologia etnográfica e artística para elaborar uma reflexão sensível sobre corpos e a cidade.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Central
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Luz
Localidade
Teatro de Contêiner
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2018-2020
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=10226548

Classes médias brasileiras: equidade, "des-ordem" e conflito no Brasil contemporâneo

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Leal, Jana Martins
Sexo
Mulher
Orientador
Cardoso, Adalberto Moreira
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Sociologia
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Congresso Nacional
Brasil
Resumo

Pesquisas realizadas pelo Instituto Datafolha revelaram que os manifestantes que foram às ruas em 15 de março de 2015, na Avenida Paulista, protestar contra a corrupção e/ou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, 85% fazia parte da PEA (População Economicamente Ativa). Dentre eles, 37% eram assalariados registrados, 14% eram empresários, 11% eram autônomos regulares, 7% profissionais liberais, 4% eram funcionários públicos, outros 4% trabalhavam como free-lance ou fazendo bicos, 3% assalariados sem registro e 1% era estagiário. A segmentação por renda mostra que 27% tinham renda entre 5 a 10 salários mínimos, 22%, de 10 a 20 salários mínimos, 19%, mais de 20 salários, 15%, de 3 a 5 salários mínimo e 14% tinham renda mensal de até 3 salários mínimos, 3% ganhavam acima de 50 salários mínimos, 4% não informou sua renda mensal familiar. Em relação ao nível educacional, 76% tinham ensino superior, 21%, ensino médio e apenas 2%, fundamental. Dentre os entrevistados, 69% declarou ser de cor branca, 20% de cor parda, apenas 5% de cor preta e 5% de outra cor. 96% avaliavam o governo da presidenta Dilma Rousseff ruim ou péssimo, 77% julgavam a atuação do Congresso Nacional ruim ou péssima.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Central
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Bela Vista
Logradouro
Avenida Paulista
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://www.bdtd.uerj.br:8443/handle/1/19508

Quando o Anhanguera cruza Goiás: o monumento aos bandeirantes na nova capital

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Jordanna Fonseca
Sexo
Mulher
Orientador
Ardila Pinto, Ana Marcela
Ano de Publicação
2020
Programa
Sociologia
Instituição
UFMG
Idioma
Português
Palavras chave
Monumento aos bandeirantes
Goiânia
Documentos
Memória monumental
Sociologia histórica
Resumo

A proposta deste trabalho é responder, com uma perspectiva sociológica-histórica:

  1. Quem são os agentes e instituições que financiaram, divulgaram, promoveram e levaram a cabo a construção do Monumento aos Bandeirantes em Goiânia?
  2. Quais seus valores e interesses compartilhados entre si?
  3. De que forma a construção da nova capital se vincula à construção do monumento e à celebração do bandeirante enquanto mito e herói?

Para isso, utilizamos a metodologia de análise documental, tendo feito a leitura, organização e análise dos 584 documentos que compõem a coleção Band - Monumento aos Bandeirantes, presente no Centro de Informação, Documentação e Arquivo (CIDARQ) da Universidade Federal de Goiás. O tratamento dos dados foi feito com o software ATLAS.ti.

Entre os resultados encontrados, podemos dizer que os agentes e instituições que construíram o Monumento aos Bandeirantes em Goiânia são compostos por intelectuais, acadêmicos e políticos. Seus valores compartilhados eram de patriotismo, nacionalismo e modernização do interior do país. A construção da nova capital e a construção do monumento coincidem não somente pelo período histórico, mas por aspectos semelhantes de interiorização das fronteiras internas nacionais, da marcha para o oeste, e dos laços necessários para manter e consolidar entre São Paulo e Goiás. Do mesmo modo, a celebração do bandeirante enquanto mito e herói retoma o regionalismo paulista e os processos de desbravamento do interior do país ainda à espera do progresso e da modernidade.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Goiânia
Macrorregião
Centro-Oeste
Brasil
Habilitado
UF
Goiás
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoconclusao/viewtrabalhoconclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=8802843

O skate na praça: As gerações, usos e apropriações de espaços públicos de lazer em Vitória-ES

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Viguini, Bruno Kirmes
Sexo
Homem
Orientador
Correa, Diogo Silva
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Vila Velha
Programa
Sociologia política
Instituição
UVV
Idioma
Português
Palavras chave
Skate
Apropriações
Espaços públicos de lazer
Resumo

Os esportes de aventura trazem como característica principal os elementos do desafio, do risco e do transgressor e, por isso, sua associação a contracultura, anarquismo e rebeldia são as marcas registradas desses esportes. Tendo sua origem nos EUA, o skate nasce de uma alternativa aos surfistas em dias sem ondas. Sua chegada ao Brasil preservou a modalidade "downhill", que consistia em descer as ladeiras asfaltadas como se fossem ondas. Desde a década de 1960, o skate vem ganhando novos adeptos, novas modalidades e dinâmicas, atingindo seu ápice, enquanto esporte, a partir do reconhecimento como esporte olímpico nos Jogos Olímpicos de 2020.

Logo, as praças, parques, estacionamentos e áreas abertas com pisos de concreto e/ou asfalto se tornaram áreas de prática de uma nova modalidade "street" que utiliza os equipamentos urbanos. Após a fase da proibição, em 1988, na cidade de São Paulo, sob a alegação de ser uma prática insegura, o skate ganhou espaços públicos e privados destinados à sua prática. Alguns praticantes da modalidade entenderam esses espaços como “prisões” e, com isso, sentiram-se cerceados ao uso dos espaços urbanos públicos. As formas de apropriação desses espaços por parte dos praticantes de skate traziam questionamentos quanto à depredação de equipamentos públicos e/ou privados, bem como à discriminação pelo comportamento expresso pelas linguagens, vestimentas e músicas adotadas pelos mesmos, gerando um conflito entre as gerações de praticantes de skate nas formas de apropriação desses espaços.

Buscando compreender esses conflitos e o quanto eles influenciam nas formas de apropriação dos espaços urbanos públicos e/ou privados destinados ou não à prática do skate na modalidade “street”, esta dissertação utilizou como referencial teórico as discussões sobre as cidades e os espaços urbanos públicos de lazer; o lazer; a história do skate; conceitos de tribos e grupos identitários, bem como trabalhos com temas semelhantes desenvolvidos em outras regiões. Como pesquisa de campo, utilizou-se da etnografia através da observação participante, com a aplicação de questionários semi-estruturados e perguntas abertas, utilizando um recorte geográfico compreendido por um circuito que perpassa o centro histórico de Vitória-ES. Os dados obtidos apontaram para um conflito interno, entre os próprios praticantes de skate, mais expressivo do que os conflitos com outros usuários desses mesmos espaços, levando à compreensão da existência de um conflito de gerações e das diversas formas de se entender a prática do skate, desde um simples hobby, passando por um estilo de vida até sua prática profissional.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
Vitória
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Espírito Santo
Referência Temporal
1960-2020
Localização Eletrônica
https://repositorio.uvv.br/handle/123456789/1001

Nguzu: um estudo sobre identidade do "Povo do Santo" no candomblé de matriz Kongo e Angola

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Meirelles, Cleber dos Santos
Sexo
Homem
Orientador
Jungblut, Airton Luiz
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
Porto Alegre
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/RS
Idioma
Português
Palavras chave
Identidade
Candomblé
Banto
Nagô
(Re) Africanização
Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar a vivência de identidades do “povo do santo”, com foco em experiências no candomblé de matriz Kongo e Angola. para isto, busca situar a cultura banta no contexto dos processos de reestruturação da religiosidade africana no Brasil, bem como no cenário de mudanças sociais, que influenciam a construção de identidades. o primeiro capítulo apresenta os povos originários africanos, bantos e sudaneses, através de dados históricos e sociológicos sobre a época da escravidão, a partir de aspectos culturais e religiosos. o capítulo seguinte trata do candomblé como objeto de pesquisa, sob o ponto de vista de pesquisadores que avaliam metodologicamente as experiências de iniciação no culto, e de meu posicionamento, como iniciado e, também, pesquisador. O terceiro capítulo mostra algumas nuances que conferem autenticidade ao culto de matriz Kongo e angola, comparando-as com o culto aos orixás. além disso, se descrevem, brevemente, as principais divindades cultuadas nos candomblés Bantos e Nagôs. o quarto e quinto capítulos relatam os exercícios de campo no estado de São Paulo. um traz narrativas da participação do pesquisador em um encontro internacional para discutir a identidade do candomblé angola; outro apresenta um esquema etnográfico da vivência de identidade dentro de um terreiro de candomblé Banto. ambas as atividades proporcionaram reflexões e cotejamento de dados. O sexto capítulo é uma revisão bibliográfica sobre as noções de identidade desenvolvidas por teóricos contemporâneos das ciências sociais, mesmo sendo o conceito debatido interdisciplinarmente. em complemento, referências sobre os movimentos de (re) africanização do candomblé reforçam o emprego de uma perspectiva socioantropológica na investigação do tema. Finalmente, os últimos dois capítulos são dedicados ao exame dos exercícios empíricos, onde se procurou evidenciar a expressividade da cultura Banta e sua identidade religiosa, de onde foram extraídas algumas considerações que apontam para a necessidade de continuidade de pesquisas sobre outras vertentes que compreendem as religiões de matriz africana.

Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015-2017
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/10840?locale=es

Nada pode ser considerado perdido: entre o memorial do DEOPS-SP e as possibilidades á vista do Dopinha-Poa

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Teixeira, Christine Rondon
Sexo
Mulher
Orientador
Viola, Solon Eduardo Annes
Ano de Publicação
2017
Local da Publicação
São Leopoldo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNISINOS
Idioma
Português
Palavras chave
Ditadura
Lugar de Memória
Sítio de Consciência
Cultura Política
Resumo

Este trabalho abordará o papel dos lugares de memória em momentos pós-traumáticos, com especial enfoque nos sítios de memória em períodos pós-ditatoriais. o campo empírico da pesquisa é o antigo departamento de ordem política e social de São Paulo – DEOPS/ SP, que atualmente abriga o memorial da resistência de São Paulo, e a Dopinha, em porto alegre, aparelho clandestino de tortura utilizado pela repressão à época da ditadura civil militar, imóvel que atualmente funciona como propriedade privada, mas sobre o qual existe projeto para transformação em sítio de consciência. Através de análise comparativa, procuro estabelecer semelhanças e diferenças nos processos de significação destes lugares de memória. Antes disso, investigo diferentes abordagens de memória, o impacto das políticas de memória e das políticas de esquecimento nas culturas políticas e as possibilidades de um não-lugar operar como lugar de memória. Por fim, procuro compreender como lugares e não-lugares que preservam e constroem memórias podem contribuir na produção de culturas políticas democráticas.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Zona Central
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Santa Ifigênia
Logradouro
Largo General Osório, 66
Localidade
Memorial da Resistência de São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
Porto Alegre
Localidade
Dopinha
Macrorregião
Sul
Brasil
Habilitado
UF
Rio Grande do Sul
Referência Temporal
Períodos pós-ditatoriais
Localização Eletrônica
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5162623

O processo de integração social da criança e adolescente imigrante na escola pública

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Fabiano, Maria Lucia Alves
Sexo
Mulher
Orientador
Bogus, Lucia Maria Machado
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
PUC/SP
Idioma
Português
Palavras chave
Migração internacional
Criança e adolescente imigrantes
Escola
Território
Integração
Resumo

O objeto deste estudo é a criança e/ou adolescente imigrante no ambiente escolar. O problema de pesquisa se constitui em verificar quais fatores interferem na relação da criança e/ou adolescente imigrante com a escola pública e em que medida o ambiente escolar favorece sua inserção, adaptação e integração, buscando compreender esse processo através da percepção que os alunos imigrantes têm da escola e dos fatores que influenciam sua adaptação e seu desenvolvimento. Também foram abordadas as respostas pedagógicas que a escola coloca em prática para acolher a comunidade imigrante.

Assim, os objetivos foram caracterizar de que forma se processa a comunicação intercultural entre a escola e o aluno estrangeiro e identificar quais abordagens e projetos estão sendo utilizados para favorecer essa integração a um novo território, cultura e língua. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública localizada na região central do município de São Paulo, que serve um território com grande presença de imigrantes, tais como bolivianos, paraguaios, peruanos, chineses, entre outros, onde predominam pessoas de classe de renda mais baixa, carente quando nos referimos às moradias precárias e também à exaustiva carga de trabalho a que os imigrantes situados na região estão sujeitos.

O trabalho apresenta, inicialmente, um panorama dos fluxos migratórios contemporâneos, seguido de uma reflexão sobre a questão do território e das territorialidades para o imigrante, e de que forma a escola pública brasileira do século XXI reconhece a interculturalidade e a diversidade em seu processo de aprendizagem, além de destacar a presença dos alunos imigrantes e os desafios e obstáculos aos quais estão sujeitos no ambiente escolar.

O estudo possibilitou perceber que, dentro da escola, os processos de integração e de aprendizagem da criança e/ou adolescente imigrante, apesar de, inicialmente, se mostrarem conturbados, geralmente pela falta de domínio da língua portuguesa, com o passar dos anos a adaptação e o desenvolvimento dessas crianças e/ou adolescentes se mostraram satisfatórios. O desafio percebido pelo estudo é a inexistência de um projeto mais amplo de inclusão que aborde a presença do aluno imigrante em sala de aula, além dos problemas que envolvem a comunidade que sua família escolheu para estabelecer um novo território. Um projeto assim asseguraria a integração e minimizaria a discriminação e o preconceito ainda muito presentes na sociedade brasileira e, por extensão, no interior da própria escola.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Brasil
Habilitado
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/23943

O policial ambivalente: uma etnografia do curso de formação de soldados da PMESP

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Monteiro, Thomas Machado
Sexo
Homem
Orientador
Durão, Susana Soares Branco
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Ciências Sociais
Instituição
Unicamp
Idioma
Português
Palavras chave
Formação policial
Soldado da Polícia Militar de São Paulo
Cultura policial
Treinamento
Escola Superior de Soldados
Resumo

Este trabalho consiste na investigação do curso de formação de soldados da Polícia Militar de São Paulo à luz de uma imersão etnográfica realizada na maior escola de formação de policiais do Brasil, a Escola Superior de Soldados de Pirituba (ESSD), entre os anos de 2016 a 2018. A partir desta exposição, irei argumentar que a atual experiência da formação de soldados na PMESP transcorre, de maneira central, em uma pedagogia sustentada pela problemática da ambiguidade profissional e não prioritariamente pela exaltação de valores institucionais ligados à virtuosidade ou à guerra, como tem sido amplamente proposto em estudos sobre a formação policial no Brasil. Neste contexto, observo a presença de dimensões violentas na formação dos soldados como uma consequência dos processos culturais, morais e profissionais concebidos sob o panorama da ambiguidade corporativa e da frustração pessoal.

Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pirituba
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2016-2018
Localização Eletrônica
https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1162373

Na cabeça da mulher negra: uma trama em trânsito que cruza o Atlântico e recria rotas na atualidade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Vanessa Florencio de
Sexo
Mulher
Orientador
Castro, Ana Lucia de
Ano de Publicação
2020
Local da Publicação
Araraquara
Programa
Ciências Sociais
Instituição
UNESP
Idioma
Português
Palavras chave
Transição capilar
Feminismo negro
Relações étnico-raciais
Processos identitários
Diáspora negra
Resumo

A pesquisa tem como objetivo entender as implicações do processo de transição capilar para mulheres negras. Qual foi a experiência das mulheres negras ao experimentar sua corporeidade de forma positiva, uma vez que suas vivências são marcadas pelas violências raciais? Para um maior entendimento, mobilizamos o aporte teórico oferecido pelo feminismo negro, além de entrevistar quatro mulheres negras com base nos estudos de história oral do sociólogo Michael Pollak (1982). A historiadora Beatriz do Nascimento (1989) nos oferece ferramentas conceituais para pensar a mulher negra desde a sua travessia violenta pelo Atlântico. Também abordamos a primeira Marcha do Orgulho Crespo de São Paulo como um movimento social.

Na pesquisa, a transição capilar aparece como um tipo de agenciamento infrapolítico, uma das formas que as mulheres negras encontraram para não serem totalmente submetidas ao discurso do colonizador. Ainda que as opressões sofridas por essas mulheres não se encerrem nesta tensão, a transição capilar evidencia a busca por uma imagem positiva da estética negra, há séculos multifacetada pelas violências coloniais.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2015
Localização Eletrônica
https://repositorio.unesp.br/items/eb6e4191-6fe6-4559-8ac2-1057619d2879