Modo de vida, imaginário social e cotidiano

Entre manas e manos: uma etnografia com o movimento de mulheres do hip hop e a Casa do Hip Hop Sanca

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Araujo, Ayni Estevão de
Sexo
Mulher
Orientador
Villela, Jorge Luiz Mattar
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Hip Hop
Gênero
Raça
Política
Resumo

Nesta pesquisa, apresento o Hip Hop como uma cultura em constante movimento. A partir das percepções do campo realizado concomitantemente entre mulheres do Hip Hop em São Paulo e a construção da Casa do Hip Hop em São Carlos, propus-me a compreender a constituição dessa cultura através de suas mobilizações. Da observação que se dá através de meu posicionamento entre dois movimentos, o que procuro é captar a dinâmica do funcionamento dessa cultura, que é revelada por meio das formações, intersecções e mútua influência entre as diferentes formas de mobilização e instrumentalização realizada por seus agentes. Entre os dois movimentos, é a própria noção de política que é delineada através de práticas e discursos das(os) Hip Hoppers. Trata-se, enfim, de duas formas distintas de movimentação de uma mesma cultura que, apesar de estarem em constante processo de construção, dialogam entre si e afetam-se simultaneamente. 

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Bairro/Distrito
Vila Irene
Logradouro
Rua Bispo Dom Gastão S/N
Localidade
Casa do Hip Hop Sanca
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/8012

Entre 'perifeminas' e 'minas de artilharia': participação e identidade de mulheres no Hip Hop e no Funk

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Ramos, Izabela Nalio
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Heloisa Buarque de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Classe
Funk
Gênero
Hip hop
Raça
Resumo

Neste texto estão os resultados de pesquisa sobre a participação e as identidades de mulheres nas culturas juvenis do funk e do hip hop em São Paulo, a partir da perspectiva dos marcadores sociais da diferença. Ao fazer uma breve e interessada retomada histórica de como as duas expressões culturais se desenvolveram no Brasil, falo sobre a participação das mulheres nestas cenas, comumente tratadas como masculinizadas. Em seguida, são abordados temas recorrentes entre as mulheres de quem estive próxima, como a identidade periférica, a relação com diferentes ativismos de mulheres e feminismos, o modo como pensam a sexualidade e o erotismo enquanto mulheres, em sua maioria, negras, e o modo como abordam as relações de gênero e afetivo-sexuais em suas performances artísticas e também no dia-a-dia. Ao longo do texto, são destacadas semelhanças e diferenças entre os dois grupos, e nossas experiências conjuntas são situadas em uma discussão mais ampla sobre feminismos, relações de gênero e de sexualidade que vêm ganhando visibilidade.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-24012017-130121/pt-br.php

'Homem é homem': narrativas sobre gênero e violência em um grupo reflexivo com homens denunciados por crimes da Lei Maria da Penha

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Oliveira, Isabela Venturoza de
Sexo
Mulher
Orientador
Almeida, Heloisa Buarque de
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Gênero
Lei Maria da Penha
Masculinidades
Violência
Vítima
Resumo

Este estudo propõe uma reflexão sobre as narrativas de homens denunciados por crimes previstos pela Lei 11.340/2006 (denominada também como Lei Maria da Penha), encaminhados à ONG Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, em São Paulo, para participar do Programa de Responsabilização de Homens Autores de Violência contra a Mulher. Nesta pesquisa, visualizo a questão da violência de gênero sob um ângulo ainda pouco explorado, uma vez que meu olhar situa-se não sobre as denunciantes (não raramente cristalizadas como vítimas), mas sobre os denunciados/agressores. No decorrer do trabalho, demonstro como as narrativas verbalizadas nas reuniões do referido grupo reflexivo evidenciam ideias sobre masculinidade, feminilidade, violência, família e conjugalidade, além questionarem a legitimidade da Lei 11.340/2006, através da desestabilização da categoria vítima. O estudo igualmente visa contribuir com uma discussão metodológica no tocante aos limites e às experimentações do trabalho de campo, produzindo ao mesmo tempo uma reflexão sobre as/os antropólogas/os enquanto sujeitos generificados.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pinheiros
Logradouro
R. Bartolomeu Zunega, 44
Localidade
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-23082016-133509/pt-br.php

Do estádio do Pacaembu para a Arena Corinthians: etnografia de um processo de 'atualização'

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bocchi, Gabriel Moreira Monteiro
Sexo
Homem
Orientador
Frúgoli Junior, Heitor
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Antropologia Social
Instituição
USP
Idioma
Português
Palavras chave
Espaços urbanos
Estádios
Futebol
Sociabilidade
Torcedores
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo principal investigar práticas de torcedores de futebol com relação aos novos estádios brasileiros, inaugurados para a Copa do Mundo de 2014. Para tanto, analisa-se o período compreendido como de mudança no local dos jogos da equipe do Sport Club Corinthians Paulista na cidade de São Paulo: o Estádio do Pacaembu e a Arena Corinthians. A realização da pesquisa de campo centralizou-se no acompanhamento das atividades dos torcedores em dias de jogos, situações em que as diferenças entre os locais puderam ser observadas a partir da ação. Destaca-se a circulação dos atores pela cidade com o intuito de problematizar não só aspectos da atuação destes no interior das praças esportivas, como implicações decorrentes nos usos de espaços e equipamentos urbanos. A partir das situações observadas, temas como representações da cidade, formas de torcer e consumos específicos foram entrecruzados ao longo da etnografia e, por meio do acompanhamento de distintos agrupamentos de torcedores, em diferentes estádios e locais da cidade, foi possível classificar dicotomias: torcedor organizado/sócio torcedor, transporte público/veículo particular, estádio/arena, Pacaembu/Itaquera. Pode-se, desta maneira, averiguar regularidades na atuação dos sujeitos que passaram por impactos decorrentes da mudança de estádios, bem como, entremeios que despolarizam tais noções dicotômicas. Trata-se, por fim, de investigar mudanças mais amplas no modo de conceber o espectador do futebol de espetáculo.

Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Oeste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Pacaembu
Logradouro
R. Capivari
Localidade
Estádio do Pacaembu
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Zona
Zona Leste
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Vila Carmosina
Logradouro
Av. Miguel Ignácio Curi, 111
Localidade
Arena Corinthians
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-10032017-152856/pt-br.php

Performatividade de gênero na infância em uma escola da periferia de São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Martins, João Rodrigo Vedovato
Sexo
Homem
Orientador
Maluf, Sônia Weidner
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
Florianópolis
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSC
Idioma
Português
Palavras chave
Antropologia da criança
Performatividade de gênero
Escola
Periferia
Resumo

Na presente pesquisa analiso a performatividade de gênero de crianças em uma Escola Municipal de Educação Infantil na periferia da região nordeste da cidade de São Paulo – o distrito do Tremembé – refletindo antropologicamente sobre a constituição de feminilidades e masculinidades periféricas na infância. Neste campo foi observado o brincar, aqui tomado como uma atividade privilegiada, na qual o marcador de gênero aparece em ação, em uma conflitiva socialidade que demonstrava tanto rupturas quanto reafirmações da heteronormatividade e de categorias de gênero hegemônicas gestadas nas periferias. Nesse contexto etnográfico, as próprias crianças explicitaram elementos articulados com categorias de gênero que eram constituidores de suas identidades e experiências sociais enquanto sujeitos: caso do funk e do universo do crime. Assim, coube considerar a produção de sujeitos generificados no universo do funk e do crime, na chave de prescrições e condutas, evidenciando as referências que as crianças faziam a ambos no brincar e nas brincadeiras.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Zona
Zona Norte
Cidade/Município
São Paulo
Bairro/Distrito
Tremembé
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2014-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/168053?show=full

Mulheres, depressão e cotidiano: uma etnografia dos grupos de psicoterapia em um serviço de saúde mental em Araraquara (São Paulo, BR)

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Cremonte, Laura
Sexo
Mulher
Orientador
Cardoso, Marina Denise
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
saúde mental
cotidiano
objetos
habitar
família
Resumo

Esta tese trata da relação entre depressão e condição feminina, analisando, em particular, como, na praxe psiquiátrica, práticas sociais e expectativas referentes ao gênero se articulam com as experiências situadas e pulverulentas de mulheres que vivem situações complexas ligadas ao sofrimento cotidiano e às emoções difíceis de serem compreendidas. A pesquisa foi conduzida, por meio do método etnográfico, no âmbito de grupos de psicoterapia somente para mulheres realizados em um ambulatório de saúde mental na cidade de Araraquara, estado de São Paulo, Brasil. O objetivo era observar como é modelado e socialmente produzido e trocado o diagnóstico de depressão aos interno dos serviços de saúde mental comunitária numa cidade brasileira, no quadro do processo da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB), observando as diversas modalidades de acesso e de tratamento dos usuários com diagnóstico de depressão e seguindo os diferentes percursos terapêuticos.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Araraquara
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2013-2016

Estratégias articuladas por mulheres bolivianas em São Paulo para a realização do trabalho doméstico em suas casas e famílias

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Vieira, Eloah Maria Martins
Sexo
Mulher
Orientador
Parry Scott, Russell
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Pernambuco
Programa
Antropologia
Instituição
UFPE
Idioma
Português
Palavras chave
Trabalho Doméstico
Bolivianas
Migrações
São Paulo
divisão sexual do trabalho
Resumo

Esta dissertação tem como objetivo analisar as estratégias articuladas por mulheres bolivianas imigrantes na cidade de São Paulo para a realização do trabalho doméstico em suas casas e famílias. Para refletir sobre estas estratégias, debateremos quais pessoas e instituições participam e eventuais especificidades nestas estratégias relacionadas ao fato de as interlocutoras serem bolivianas e imigrantes. Todas estas questões estão pautadas na discussão de gênero feita por Joan Scott e Sherry Ortner, assim como no debate sobre trabalho doméstico e divisão sexual do trabalho travado por autoras como Betânia Ávila, Gláucia Assis, Helena Hirata e Danièle Kergoat. Além destas teóricas, Amaia Pérez Orozco e Nina Glick Schiller foram fundamentais para pensarmos como que as interlocutoras, enquanto transmigrantes, constroem relações entre a Bolívia e o Brasil. Para responder o objetivo da pesquisa, realizamos trabalho de campo por cerca de cinco meses na cidade de São Paulo, onde fizemos tanto entrevistas semiestruturadas como vivenciamos a observação participante. As experiências em campo envolveram a convivência com 10 mulheres. Elas são as interlocutoras desta pesquisa. Todas elas são mulheres adultas, muitas delas com filhos, algumas casadas e várias trabalhando no ramo da costura que emprega grande maioria da comunidade boliviana na cidade de São Paulo. Movidos pela discussão sobre possíveis influências da imigração no trabalho doméstico, investigamos as implicâncias da imigração na organização do trabalho doméstico articulada por estas mulheres. Pudemos averiguar, que ainda que alguns estudos apontem para maior participação dos homens no trabalho doméstico a partir da imigração, a mesma conclusão não se faz presente nesta pesquisa. As interlocutoras, em sua grande maioria, são as responsáveis pelo trabalho doméstico. Para garantir a realização deste trabalho, elas articulam uma diversidade de estratégias, algumas delas com especificidades relacionadas ao fato de as interlocutoras serem imigrantes e bolivianas. Dentre as estratégias articuladas estão redes de mulheres, cadeias globais de cuidado, creches e dupla jornada de trabalho. Fora isso, pudemos observar que, ainda que a imigração não tenha implicado em uma maior participação dos homens no trabalho doméstico, as interlocutoras se empenham em articular a participação deles dado que elas discordam que o trabalho doméstico seja uma obrigação exclusivamente feminina. Sendo assim, também pudemos perceber a agência das mulheres, como comenta Sherry Ortner, apesar da dominância masculina. A partir da articulação de algumas interlocutoras, pudemos observar a participação pontual de alguns de seus maridos e pais de seus filhos. Além disso, algumas das interlocutoras também ensinam a seus filhos e netos homens as atividades de trabalho doméstico. Dessa forma, esta pesquisa foi uma oportunidade de analisar a relação das interlocutoras com diferentes atores a partir do trabalho doméstico.

Disciplina
Referência Espacial
Zona
Centro
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39415

Na capital e em Morato: uma etnografia de famílias chinesas na Grande São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Faustino Coelho, Ruan Vinicius
Sexo
Homem
Orientador
Reno Machado, Igor Jose de
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Narrativas
Imigração Chinesa
Trajetórias de Vida
Grande São Paulo
Cidade
Resumo

Esta dissertação se situa na problemática antropológica das migrações. Nesse sentido, busco dar conta de um tipo particular de fluxos migratórios: o de chineses que se mudaram para o Brasil, em particular para o estado de São Paulo. Assim, tenho com objeto da pesquisa, dois grupos familiares chineses: um vindo de uma região costeira da China e que hoje está estabelecido na cidade de Francisco Morato; e outro de origem Taiwanesa, que reside na capital paulista. Por meio do estudo dessas famílias busco pensar os desdobramentos dessa imigração em relação à constituição e possível remodelação da rede familiar e das relações desses imigrantes em contexto centrais e periféricos região da grande São Paulo. Além disso, busco entender as próprias dinâmicas das relações, pensando as representações e reconhecimentos no modo de constituição das diferenças enquanto imigrantes, no sentido de responder à pergunta: como configuram as apreensões de si, enquanto imigrantes e o próprio processo de redefinição de suas trajetórias. Assim, aponto para um caminho que revela as dinâmicas de produção de novas dimensões de ser chineses, trazida à tona pela própria mobilidade, e seus olhares sobre o que é ser da China.

Disciplina
Referência Espacial
Região
Região Metropolitana de São Paulo
Cidade/Município
Francisco Morato
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I

Refúgios e diásporas - identidade religiosa e memória coletiva entre refugiados do conflito Sírio assentados em São Paulo

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bon Meihy, Renan Abdouni
Sexo
Homem
Orientador
Rocha Pinto, Paulo Gabriel Hilu da
Ano de Publicação
2019
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Antropologia
Instituição
UFF
Idioma
Português
Palavras chave
Conflito Sírio
Memória coletiva
Refugiado
Diáspora
Guerra civil
Resumo

Esta dissertação se ocupa da análise das distintas trajetórias seguidas por refugiados do conflito Sírio de diferentes grupos confessionais em São Paulo, associando-as aos diferentes enquadramentos narrativos promovidos nos âmbitos das comunidades religiosas sobre o motivo de sua migração forçada. O histórico recente de tensionamento das relações interconfessionais na Síria provocado pelo conflito deflagrado em 2011 produziu o aumento das desconfianças mútuas e influenciou definitivamente nas interações dos contingentes de refugiados com a comunidade diaspórica paulistana. A ausência de iniciativas estatais de integração social desses migrantes forçados, somada à notoriedade do conflito e à popularização das imagens sobre seus desdobramentos humanitários, transferiu a responsabilidade pelo acolhimento dos refugiados a organizações da sociedade civil, sobretudo às diaspóricas, cuja própria existência se deve aos fluxos transnacionais materiais e imateriais com a região matricial de sua identidade nacional e religiosa. O resultado desse processo foi a formação de redes confessionais de solidariedade, as quais não se revelam como estritamente sectárias, no sentido de dedicar esforços exclusivamente à acolhida de refugiados do mesmo grupo religioso, mas, ao se estruturarem em torno das organizações diaspóricas pré-existentes, a grande maioria delas de caráter confessional desde sua criação, e em resposta à dinâmica cismogênica sectária instituída na Síria, acabaram por reforçar padrões narrativos sobre a guerra e os atores e grupos envolvidos no contexto político Sírio. Esses enquadramentos narrativos predominantes decorrem das memórias coletivas mobilizadas por empreendedores político-identitários implicados no campo político Sírio e por agentes mantenedores da diáspora em São Paulo.

Disciplina
Referência Espacial
Cidade/Município
São Paulo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
N/I
Localização Eletrônica
https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFF-2_0b084f755bac71774b6299297bda9739

Habitar o cotidiano, construir territórios: uma etnografia das práticas de saúde mental comunitária no município de São Carlos, Estado de São Paulo, Brasil

Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Ingrande, Dalila
Sexo
Mulher
Orientador
Minelli, Massimiliano; Cardoso, Marina Denise
Ano de Publicação
2016
Local da Publicação
São Carlos
Programa
Antropologia Social
Instituição
UFSCAR
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde mental
Cotidiano
Objetos
Habitar
Família
Resumo

A presente tese, fruto de uma pesquisa etnográfica no estado de São Paulo sobre a temática da saúde mental comunitária, analisa a relação entre saúde mental e saúde da família, a partir do processo de territorialização dos serviços e da desinstitucionalização das práticas de saúde mental, que teve início nos anos noventa e que hoje está ainda em processo de construção. 

Trata-se de uma transição de um modelo de atenção à saúde baseado no hospital como espaço principal de tratamento e cura das doenças, para um outro, focado na importância da prevenção e promoção da saúde, promovidas através da difusão de vários serviços no território, da valorização da família como conjunto de relações nas quais a saúde se realiza concretamente, da participação comunitária e do progressivo fechamento dos hospitais psiquiátricos. Exatamente por causa da complexidade dessa transição, considerou-se necessário explicitar a heterogeneidade das práticas e das relações sociais encontradas, através de uma perspectiva que leva em conta as modalidades concretas nas quais os territórios se constroem partindo da interação entre sujeitos, espaços de vida, objetos cotidianos, habitações, bairros, cidades, e deixando emergir a importância da materialidade dentro dos processos de subjetivação.

Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
São Carlos
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2011-2016
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufscar.br/handle/ufscar/7667?show=full