Modo de vida, imaginário social e cotidiano
Os arquitetos do paraíso: um estudo de conflito na diocese de Campos
Os companheiros: trabalho na pesca de Itaipu
Pedra: plano e cotidiano operário no sertão
A Idéia de Progresso na Fomação Social Brasileira: das academias literárias à sociedade auxiliadora da indústria nacional
Narrativa policial e modernidade: imaginário urbano, sociabilidade e formas culturais
As calçadas de Salvador: configurações espaciais e sociais do cotidiano
Cordas do Panema: aspectos históricos-literários sobre o universo da poesia caipira em Assis/SP
A luta contra a apatia: estudo sobre a instituição do movimento negro anti-racista na cidade de São Paulo (1915-1931)
Esta pesquisa trata-se de um estudo da trajetória de uma comunidade de letrados negros e suas organizações: jornais, sociedades recreativas e entidades de promoção sócio-cultural da população negra que, entre 1915 e 1931, contribuiram para a instituição do movimento negro anti-racista na cidade de São Paulo. Movimento este que, só pode ser entendido como fruto de inúmeras experiências sociais vividas por agrupamentos negros na cidade que, travaram entre si e com outras comunidades paulistanas, um conjunto de relações sociais, instituidoras de modos alternativos de manifestação. O surgimento destas formas de expressão negra é o tema do primeiro capitulo. O segundo capitulo discute, através da anàlise de temas recorrentes no discurso dos letrados, a formação de uma estratégia de ação, voltada para a modificação dos comportamentos públicos de frequentadores e associados à agremiações recreativas e, também, para conquista de lugaees autônomos de lazer. Já o nascimento, no final dos anos 1920, da noção de movimento associativo de negros de São Paulo, fortalecimento de entidades anti-racistas e a legitimação dos letrados como inter-locutores da "coletividade negrra", perante a sociedade envolvente, são objetos de discussão no III capitulo