Assistentes Sociais no Sistema Penitenciário Paulista: a crença na reabilitação
Tipo de material
Tese Doutorado
Autor Principal
Camargo, Maria Soares
Sexo
Mulher
Orientador
Lemos, Ada Pellegrini
Ano de Publicação
1992
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Serviço Social
Instituição
PUC/SP
Página Inicial
1
Página Final
182
Descrição Adicional
Resumo: A introdução do serviço social no sistema penitenciário paulista, em nome da humanização da pena, contribui para a racionalização do poder de punir. O trabalho técnico, graças ao primado da ciência, produz a verdade sobre os sentenciados, julgado-os sob o paradigma da reabilitação, ou seja, o indivíduo cumpridor dos preceitos legais firmados no contrato social inaugural da sociedade burguesa, do qual não participam classes populares, sobretudo no Brasil. Na prisão, instrumento fundamental da gestão política das ilegalidades, os assistentes sociais trabalham para submeter o indivíduo à sociedade, desconhecendo a relação saber-poder e acreditando no caráter libertador da razão, que realiza a verdadeira natureza social do ser humano. No complexo judicial-penitenciário, a reabilitação funciona como uma crença, unificando segmentos em conflito, justificando práticas punitivas e legitimando amplamente a instituição prisional. Assim, a administração desigual das penalidades continua a assegurar a igualdade formal da ordem social burguesa.
Idioma
Português
Palavras chave
sistema penitenciário
complexo judicial
reabilitação
Resumo
Disciplina
Referência Espacial
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
1987-1992
Localização Eletrônica
https://www.escavador.com/sobre/1886375/maria-soares-de-camargo