Pobreza e desigualdade

Perfil de Saúde de homens adultos do município de Campinas/SP: desigualdades segundo escolaridade

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Bastos, Tássia Fraga
Sexo
Mulher
Orientador
Alves, Maria Cecilia Goi Porto
Ano de Publicação
2012
Programa
Saúde coletiva
Instituição
UNICAMP
Idioma
Português
Palavras chave
Saúde do homem
Igualdade
Inquéritos epidemiológicos
Aspectos da saúde
Resumo

Por muito tempo as mulheres têm sido o foco de estudos sobre saúde relacionada ao gênero, enquanto poucas pesquisas investigam as condições de saúde dos homens. A população masculina apresenta altas taxas de mortalidade, principalmente nas idades mais precoces, além de sofrerem mais de condições graves e crônicas de saúde e adotarem mais comportamentos prejudiciais à saúde. Nesse contexto, é importante conhecer o perfil dessa população em relação à saúde, considerando-se sua condição socioeconômica e de que forma a estrutura social influencia sobre seu estado de saúde. O presente estudo tem por objetivo avaliar desigualdades sociais em saúde, segundo escolaridade, entre homens de 20 a 59 anos residentes no município de Campinas. Os dados foram coletados por meio do Inquérito Domiciliar de Saúde, um estudo transversal, de base populacional, com amostra por conglomerados em dois estágios, realizado no município de Campinas em 2008-2009. Dentre as variáveis incluídas neste estudo estão as sociodemográficas, as de comportamentos relacionados à saúde, as de estado de saúde e as de uso de serviços de saúde. A escolaridade, variável independente principal, foi categorizada em 0 a 8 anos de estudo e 9 ou mais anos de estudo. Para estimar as prevalências e as associações, foi utilizado o teste qui-quadrado, com nível de significância de 5% e, para obtenção das razões de prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança, foi feita a regressão de Poisson. Esta análise foi realizada por meio do software STATA versão 11, que considera as ponderações relativas ao desenho amostral.

Referência Espacial
Cidade/Município
Campinas
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
São Paulo
Referência Temporal
2008-2009
Localização Eletrônica
http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/310839

A remoção (re)pautada na cidade do Rio de Janeiro. Discursos, mídias e resistências (2005-2010)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Humberto Salustriano da
Sexo
Homem
Orientador
Fridman, Fania
Código de Publicação (DOI)
31001017065P2
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Planejamento Urbano e Regional
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
162
Idioma
Português
Palavras chave
Planejamento urbano
Remoção
Mídia
Resistência popular
Resumo

Este trabalho analisa a remoção (re) pautada na cidade do Rio de Janeiro entre os anos de 2005 e 2010, a partir da participação da imprensa, especificamente, através da série de reportagens “Ilegal e Daí?” publicada pelo jornal O Globo entre os meses de Outubro a Novembro de 2005. Para tanto, parte de um panorama histórico das favelas cariocas ao longo de todo o século XX, verificando as diversas produções discursivas que pautaram políticas públicas remocionistas direcionadas aos favelados. Analisa também as décadas de 1980 e 1990 que representaram uma mudança nos parâmetros dos discursos a respeito da idéia de ilegalidade urbana, configurando desse modo um período em que a urbanização foi entendida como resposta adequada a problemática habitacional na cidade do Rio de Janeiro. Por fim, analisa especificamente o período em que a remoção foi (re) pautada no debate público atual, identificando os diversos aspectos da dominação simbólica, bem como as diversas estratégias de resistências protagonizadas pelos moradores de favela contra a possibilidade de um retorno às antigas políticas de remoção.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
2005-2010
Localização Eletrônica
http://objdig.ufrj.br/42/teses/755535.pdf

O centro de ações solidárias na maré (CEASM) e a nova pedagogia da hegemonia: tensões entre a militância e o ethos empresarial

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Costa, Reginaldo Scheuermann
Sexo
Homem
Orientador
Leher, Roberto
Código de Publicação (DOI)
31001017001P4
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Educação
Instituição
UFRJ
Página Inicial
1
Página Final
305
Idioma
Português
Palavras chave
ONG
CEASM
Favela
Hegemonia
Ethos empresarial
Resumo

O presente trabalho aborda as relações produzidas no processo de criação e consolidação da Organização Não-Governamental, Centro de Ações Solidárias da Maré (CEASM), na favela da Maré. O estudo tem como nervura central o exame de suas ações educacionais no período de ascensão do social-liberalismo. Tal processo é analisado na perspectiva gramsciana, focalizando os conceito de sociedade civil e hegemonia. O estudo permite evidenciar o contexto de avanço das ONGs sobre as políticas públicas, numa tensão entre a militância de esquerda anti-sistêmica e um ativismo político de novo tipo, formulado a partir de uma nova concepção de sociedade civil desenvolvida pela Terceira Via. O esgotamento de determinadas práticas de consenso neoliberal coloca em relevo formas de convencimento mais elaboradas, atualizando-as aos preceitos mais urgentes da reprodução ampliada do capital, forjando uma educação do capital para um ativismo congruente com o capital. As continuidades e rupturas com um passado de lutas sociais urbanas na favela da Maré, ligadas às associações de moradores, à esquerda da Igreja Católica e ao Partido dos Trabalhadores são analisadas a partir das transformações ocorridas nestas organizações de classe, e na relação com os novos tipos de mobilização política que abandonam a luta contra a exploração específica do capitalismo, cuja forma mais visível são as ONGs. A educação é compreendida, a partir do CEASM, como uma atividade social de caráter mais amplo, em que o aspecto formal das salas de aula de seus projetos sociais é acrescido dos espaços de militância, dos espaços organizativos formais e informais e do seu principal meio de comunicação, o jornal O Cidadão. A ação do CEASM tem similaridade com a forma partido, no sentido gramsciano e é tida como a cristalização de um movimento ético-político de novo tipo, construído e gerido por lideranças locais, tendo como eixo de sua ossatura política a territorialidade em prol da construção de uma nova cidadania de corte público-privada. O fato de que em sua origem o CEASM reivindicava a trajetória dos movimentos sociais e do PT torna o tema muito relevante para a compreensão das formas de organização política empreendidas pelo social-liberalismo, forjando um quadro complexo de disputa de rumos e características próprias, ainda que resguarde hegemonicamente os traços das ONGs tradicionais. O processo de formação de quadros técnicos e políticos da favela no desenvolvimento do CEASM é parte deste entrosamento da entidade com a construção desta nova cidadania embasada no referencial teórico do Capital Humano, acrescido de outras dimensões referentes à sociabilidade, nos termos do Capital Social, e vem sendo edificada, no cotidiano, pela nova pedagogia da hegemonia.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Complexo da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XXI
Localização Eletrônica
https://ppge.educacao.ufrj.br/dissertacoes/dissertacao_de_mestrado_reginaldo_scheuermann_costa.pdf

Desencantos da interpretação antiracista: Um estudo de casa da comunidade de Santo Amaro

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Lacerda, Hugo Leonardo Soares de
Sexo
Homem
Orientador
Kaufman, Tania Neuman
Código de Publicação (DOI)
25001019013P5
Ano de Publicação
2010
Local da Publicação
Recife
Programa
Antropologia
Instituição
UFPE
Página Inicial
1
Página Final
70
Idioma
Português
Palavras chave
Movimento social negro no Brasil
Anti-racismo
Desenvolvimento humano
Bairro de Santo Amaro
Resumo

Nem mesmo conquistas como a classificação racial, tampouco o reconhecimento hoje de determinados movimentos juvenis como representantes dos ideais do Movimento Negro, ofuscam algumas das dificuldades de aceitação da interpretação anti-racista no Brasil De um lado a classificação racial demonstra problemas práticos no que diz respeito a questão da morenidade, de outro a idéia do cercamento etno-racial esbarra na heterogeneidade social do lugar escolhido como centralizador da resistência urbana. Em minha pesquisa, procurei compreender como líderes comunitários de Santo Amaro — Recife - centralizam seus discursos políticos de atuação, bem como percebem os grupos mais fragilizados diante da violência. Busquei perceber, por um lado, se em suas atuações voluntárias como líderes de associações comunitárias havia discurso anti-racista e, de outro lado, se a cor de pele das vitimas de homicídios “saltava-lhes aos olhos”, Entre a mobilização social, pude perceber que a chamada luta anti-racista está restrita a poucas formas de atuação, assim como restritos são os discursos onde a cor de pele menos clara das vitimas de homicídios é ressaltada. Por fim, concluo que, em meio aos ganhos políticos que se dignam ao combate ao racismo no Brasil, ao movimento negro se impõe necessidade de refletir sobre o processo de mudança ocorrido desde sua unificação em fins da década de 70 nos aspectos que dizem respeito ao modelo bi polarizado — negro/branco — de classificação racial, assim como a exaltação da “favela” como categoria análoga ao gueto negro.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Recife
Bairro/Distrito
Santo Amaro
Macrorregião
Nordeste
Brasil
Habilitado
UF
Pernambuco
Referência Temporal
Década de 1970
Localização Eletrônica
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/1078

A construção discursiva de crianças e adolescentes em documentários brasileiros: Real, simbólico, imaginário

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Souza, Renata Adriana de
Sexo
Mulher
Orientador
Honorio, Maria Aparecia
Código de Publicação (DOI)
40004015014P3
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Maringá
Programa
Letras
Instituição
UEM
Página Inicial
1
Página Final
111
Idioma
Português
Palavras chave
Criança
Adolescentes
Documentários brasileiros
Discurso complexo
Subjetividade
Resumo

O objetivo proposto para esta pesquisa foi compreender o processo de construção de sentidos para o sujeito-criança e sujeito-adolescente em contextos de criminalidade e violência, através da análise dos documentários: Falcão: meninos do tráfico e Ônibus 174. Nosso estudo priorizou explicitar o modo como sentidos e subjetividades são construídos por meio de mecanismos simbólicos, considerando a relação entre materialidades discursivas verbais e imagéticas. Os mecanismos simbólicos são aqui considerados à luz da teoria da Análise de Discurso (AD), em relação ao real e imaginário, apoiando-nos, principalmente, em Pêcheux e Orlandi, que remetem o discurso ao jogo da língua (sujeita a falhas) na história (lugar da contradição), pensando a ideologia em sua constituição. O conceito de discurso complexo, proposto por Zen (2007) também nos fornece um suporte para pensar a relação entre as diferentes materialidades. Nesse sentido, tomamos os documentários como discurso complexo, analisando a relação entre o verbal e a imagem como lugar de produção de sentidos e de subjetividades. Em nosso processo analítico, observamos que o modo como cada documentário constrói sentidos para os sujeitos considerados é diferenciado, tendo em vista as diferentes condições de produção de cada produção e o modo como o termo meninos, presente nos dois filmes, ganha sentidos na historicidade do dizer. Em Falcão: Meninos do Trágico, os sentidos são produzidos por um sujeito-autor que pertence à favela e que expõe vozes que falam de dentro do tráfico. No interior do tráfico, o sujeito-menino é significado como fragmento e inumano, sua condição de criança é reconhecida, para, em seguida, ser negada, no contexto do crime. Por sua vez, em Ônibus 174 o sujeito-autor expõe várias vozes que falam do lugar de fora da criminalidade. Ao ressignificar a discursividade da mídia, o adolescente é subjetivado como vítima, lugar a partir do qual ele passa a ser interpretado como alguém que precisa de cuidados. Da perspectiva desses filmes, a exclusão social materializa-se como o processo de significação produzido em relação aos sujeitos: excluídos enquanto sujeitos de direito no contexto da criminalidade, sua visibilidade enquanto crianças ou adolescente é (quase) apagada. Mas, pelas falhas, pela contradição, outros lugares também estão sendo produzidos nesses espaços simbólicos, o que nos faz pensar que sujeitos e sentidos podem se movimentar na história e vir a ocupar novos lugares.

Autor do Resumo
Autor
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Século XX
Localização Eletrônica
http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/4005

Lado B lado A - uma crônica social: análise semiótica do CD do Rappa

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Silva, Maria Rita Aredes da
Sexo
Mulher
Orientador
Tatit, Luiz Augusto de Moraes
Código de Publicação (DOI)
33002010103P3
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
São Paulo
Programa
Linguística
Instituição
USP
Página Inicial
1
Página Final
103
Idioma
Português
Palavras chave
O Rappa
Texto musical
Análise semiótica
Resumo

O Rappa, apesar de ser uma banda de pop rock, tem um importante destaque no cenário HIP HOP e o CD Lado B Lado A, de 1999, aborda um tema extremamente relevante para a sociedade acadêmica e para a sociedade como um todo: a violência urbana. No CD, sob o jugo das leis do tráfico de drogas, a população das favelas e dos morros cariocas que convive com leis impostas pelos traficantes, como a lei do silêncio, por exemplo, tem outros problemas: de um lado a polícia, representante do Estado, que sobe os morros em carros blindados (caveirão) e que tem se mostrado ineficiente no combate ao tráfico, utilizando uma política ostensiva, que deixa como saldo um alto número de mortes. De outro lado tem a milícia que, de forma organizada e extraoficialmente, cobra propinas em troca de segurança. A banda, através de seu enunciador, leva o grito das ruas para os palcos e as letras, quase todas compostas por Marcelo Yuka (fora da banda desde 2002), tiveram essa missão. Com forte apelo político, as canções protestam contra a desigualdade social e retratam a vida de quem está à margem da sociedade. Todas as canções de Lado B Lado A serão examinadas para evidenciar as estratégias utilizadas na construção do sentido de unidade desta obra. Veremos, pelo olhar do enunciador, como se estabelecem as relações entre os moradores, a polícia e o narcotráfico nas favelas da cidade do Rio de Janeiro e mais especificamente na comunidade do Engenho Novo. É imprescindível mostrar que a violência urbana não é uma célula separada do restante da sociedade, e ainda que aparentemente esteja confinada aos guetos e periferias somente, atinge a sociedade como um todo. Lado B Lado A descortina um pouco dos bastidores que ficam escondidos no pé do morro vigiado por fuzis AR15 e garotos/sentinelas. Além disso, é um importante documento dos bastidores das periferias brasileiras e mais um estudo sobre a produção musical dos anos 90. A metodologia utilizada será a teoria de analise semiótica, a partir dos instrumentos de análise propostos por Algirdas Julien Greimas. E também será utilizada a teoria de análise da canção, desenvolvida por Luiz Tatit.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Engenho Novo
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1999 - anos 2000
Localização Eletrônica
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-04122009-165335/pt-br.php

Operação Praia do Pinto - Um estudo da memória popular da remoção

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Reis, Marcus Paulo Silva dos
Sexo
Homem
Orientador
Marteleto, Regina Maria
Código de Publicação (DOI)
31021018002P4
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
Memória social
Instituição
UNIRIO
Idioma
Português
Palavras chave
Memória social
Praia do Pinto
Favela
Remoção
Resumo

Esta dissertação tem por objetivo caracterizar e analisar as memórias do processo de remoção da Favela da Praia do Pinto, situada no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Tem como  foco a memória dos antigos moradores da favela, caracterizando estes como sujeitos atuantes na história da cidade. A metodologia empregada foi a história oral, por meio de entrevistas depoimentos destes ex-moradores da favela. A remoção da favela  da Praia do Pinto foi parte integrante  de um grande processo remocionista posto em prática na cidade do Rio de Janeiro na década de 60. Os depoimentos dos removidos foram analisados , buscando chegar a um entendimento acerca da percepção da remoção para os ex-moradores. Os resultados obtidos apontam para a existência de diversas memórias em disputa, e também permite constatar o malogro das remoções, visto que as favelas permanecem em amplo crescimento na cidade. Conclui-se que a favela é um problema estrutural da sociedade contemporânea e medidas de caráter estritamente espacial não são capazes de resolver o problema da habitação urbana.

Autor do Resumo
Marcus Paulo Silva dos Reis
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Leblon
Logradouro
Favela da Praia do Pinto
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
Década de 1960

Por que é cidadão o jornalista-cidadão? História das mídias e jornalismo cidadão de base comunitária na Maré

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Chagas, Viktor Henrique Carneiro de Souza
Sexo
Homem
Orientador
Lattman-Weltman, Fernando
Código de Publicação (DOI)
31011012012P8
Ano de Publicação
2009
Local da Publicação
Rio de Janeiro
Programa
História, política e bens culturais
Instituição
FGV RJ
Página Inicial
1
Página Final
242
Idioma
Português
Palavras chave
Jornalismo cidadão
Comunicação comunitária
História das mídias
Resumo

Afinal, por que é cidadão o jornalista cidadão? Foi esta a pergunta que desencadeou todo um esforço de pesquisa no sentido de identificar práticas comuns nas diferentes experiências de jornalismo cidadão. Para desenvolver e tentar ampliar o conceito trabalhado, a opção foi de analisar o espectro da comunicação comunitária, sobretudo em veículos que tiveram origem na área da Maré, no Rio de Janeiro, nas últimas três décadas. Assim, mapeando algumas dessas experiências e selecionando casos entre os que chamaram mais atenção pela propriedade com que trabalham os aspectos relacionados ao jornalismo cidadão, esta dissertação se detém sobre o significado da cidadania para o cidadão-jornalista e a contribuição à identidade local prestada pela comunicação comunitária. Minha idéia é demonstrar como experiências deste gênero são capazes de não apenas de pautar meios tradicionais de mídia, mas sobretudo de ajudar a estabelecer dentro da própria comunidade uma cultura de mídia e uma esfera pública local, desenvolvendo uma reapropriação da identidade da favela e de seus moradores e contribuindo para a busca e/ou exercício da cidadania.

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1990-2009
Localização Eletrônica
http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/handle/10438/2676

A favela entre a cruz e a espada: A criação da Fundação Leão XIII e o ordenamento sócio-habitacional carioca (1947-1962)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Robaina, Igor Martins Medeiros
Sexo
Homem
Orientador
Oliveira, Floriano José Godinho de
Ano de Publicação
2009
Programa
História social
Instituição
UERJ
Idioma
Português
Palavras chave
Fundação Leão XIII
Favela
Partido Comunista Brasileiro
Resumo

O presente trabalho examina a origem e o papel desempenhado pela Fundação Leão XIII, criada na cidade do Rio de Janeiro no dia 22 de janeiro de 1947. Esta instituição foi efetivamente a primeira intervenção pública direcionada para atuar no interior das favelas e na promoção de urbanidades para seus habitantes. Os precedentes de sua formação envolveram um conjunto complexo de elementos que se desdobraram a partir de mobilizações políticas de múltiplas ideologias. Os espaços das favelas tornaram-se um território de disputa e tensão entre movimentos de esquerda, ancorados principalmente no Partido Comunista Brasileiro, e forças contrárias a este ativismo político-social, a exemplo da conjugação de interesses entre o Estado e a Igreja Católica para promover um controle do “Perigo Vermelho” no interior das favelas. A Fundação Leão XIII passou a atuar junto às favelas cariocas, realizando trabalhos em trinta e três favelas de 1947 até 1962.  A instituição foi oficializada pelo Estado, sob gestão da Igreja Católica, representada inicialmente por Dom Jaime de Barros Câmara. A religiosidade cristã facilitava a penetração junto à população, pois o Estado, para muitos habitantes das favelas cariocas, já não era visto como um instrumento para garantir melhorias sociais, mas sim como um componente de reprodução coercitiva de violência ou demagogia eleitoral. A Igreja, mesmo considerando sua aliança com o Estado e cumprindo um papel de contenção das disputas e do crescimento da influência das forças progressistas e populares nas favelas, passa a atuar na promoção de melhorias urbanas e nas condições de vida de seus habitantes. A Fundação Leão XIII atuou em uma ressignificação dos espaços das favelas, atuando em melhorias urbanísticas como água encanada, eletricidade, calçamento, redes de esgoto, além da criação dos Centros de Ação Social, promovendo assistência médica, farmacêutica, educacional e alimentar. Exerceu assim forte controle social, aliando políticas assistenciais ao enfraquecimento e contenção das organizações políticas no interior das favelas na cidade

Autor do Resumo
Autor
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Métodos mistos
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1947-1962

O papel das Associações de Moradores da Maré na abertura política (1978/1985)

Tipo de material
Dissertação Mestrado
Autor Principal
Magalhães, Rodrigo Silva
Sexo
Homem
Orientador
Reznik, Luís
Código de Publicação (DOI)
31004016046P7
Ano de Publicação
2009
Programa
História social
Instituição
UERJ
Página Inicial
1
Página Final
109
Idioma
Português
Palavras chave
Movimentos sociais
Associação de moradores
Favela
Resumo

Este trabalho espera engrandecer as vozes que estiveram mudas por um longo período em nossa história. No final dos anos 1970 ocorreram muitas mudanças em nossa sociedade o que provocou uma nova ordem nas relações de poder. Naquele momento, muitos movimentos sociais que estavam silenciados desde o golpe militar reapareceram no cenário político de nosso país. Entre eles havia a Associação de Moradores da Maré que teve importante papel durante o período da abertura política. Nós vivíamos uns momentos de grande turbulência no cenário político, que é comumente chamado de “democracia participativa”, ou seja, uma grande parte da população começou a pensar e discutir sobre o futuro da nação. Todos projetaram um país sem a interferência dos militares, um novo modelo de desenvolvimento econômico, uma nova forma de relacionamento entre Estado e os cidadãos, em outras palavras, um novo país.

Autor do Resumo
Rodrigo Silva Magalhães
Disciplina
Método e Técnica de Pesquisa
Qualitativo
Referência Espacial
Cidade/Município
Rio de Janeiro
Bairro/Distrito
Complexo da Maré
Macrorregião
Sudeste
Brasil
Habilitado
UF
Rio de Janeiro
Referência Temporal
1978-1985
Localização Eletrônica
http://livros01.livrosgratis.com.br/cp156104.pdf